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Mostrando postagens com o rótulo FeitOs poR miMm

** AmaNhã tE eSqUeçO **

Nada lava a alma, nada me faz sair desse submundo exteriorizado, marcado. Marcado pela sua presença, pelo vulto desfocado ou pelo sorriso vago. E quando penso que estou liberta, lá vem você estagnar minhas vontades e então não faço mais nada. Tudo que sinto é vontade de sair de mim. Fugir pra onde minha sensibilidade não me perturbe, onde eu não o veja e muito menos o sinta... Apenas respire. Certa vez eu te vi como o sol... Irradiando, queimando feito fogo. Mas me escondi debaixo da sombra e permaneci. Tive e sempre terei medo que manches minha pele... que me faça transpirar de cansaço Que como ladrão furte minhas energias boas E me faça apenas louca. Insana de paixão, de desejos, de verão. Que me faça sair dessa chuva, Que me roube o mundo cinza E que me mostre seu rosto escondido Sentir você na multidão é imperfeito demais para alguém como eu. Que só idealiza Que rabisca versos feitos poetiza Mas que pra você nunca ganham vida Estou fart...

** MeU aMor É mAriNheiRo **

Desde que você se foi fiquei perdida sem rastros... Eu e meu marinheiro solitário diante das ondas, navegando. O coração mais parece um mar em revolta, mas em todo amanhecer se mostra calmo e tranquilo. Todo bom e velho marinheiro acredita no poder de se vencer dia a dia seus medos e temores ocultos, desbravando seu destino e assim é meu amor. Adoecido talvez. E em muitas perdido em seu próprio horizonte. Há apenas uma força que o move sem que seja preciso de remos. E assim o balanço das aguas tranquilas em dias ensolarados nos leva... Dentro de mim, dentro dele... Afinal somos duas fontes de energia que se alimentam mutuamente. Ora nossa convivência é pacifica e em muitas desastrosas. Mas somos um. Incomuns, mais ainda somos. Já me acostumei a velejar acompanhado de sua presença e ele com minha indiferença. Rimos, choramos, aprendemos. Sem que haja esperas futuras do termino do laço que nos une. Eu sei lá porque ele quis ficar e muito menos sei por que permiti. Apenas sinto-o...

** sAbOtaGeM d si MeSmO **

Há ruinas que o tempo não dissipa com seu assopro. Elas mais parecem fantasmas de um tempo perdido. Seguras de si, imponentes. Mas o que ninguém percebe é que para destruir, basta um leve toque e tudo balança. Fortes estruturas enigmáticas, mas sem vida. Basta o ponto certo para que tudo venha abaixo. E assim, mantemos certas ruinas em nossas vidas por anos, décadas e inclusive até o fim. Para que precisamos de um campo onde a visão é apenas o passado? Para se lembrar, isso eu já sei. Mas qual a finalidade? Causar dor, ressentimento. Para atestar os fracassos e se torturar toda vez que a voz da critica te questiona em dias sombrios? Ah, não precisamos disso. Mas as ruinas tornam-se deusas, intocáveis... Cheias de poder. Eu ando criando coragem para enfrentar algumas delas e destruí-las. Demorei, sei bem disso. Mas somente com o passar dos anos é que vemos que ao invés de nos tornarmos fracos é que achamos o pote de ouro do amadurecimento.  Descobri que tem coisas...

** CiClOs **

Há sempre dois caminhos. Um que seguimos por instinto achando que é o mais sensato e outro que nos puxa feito imã e as certezas não existem. Talvez o segundo seja o que mais atraia, mais receba transeuntes e nos leve a paisagens desconexas. E o acerto é quase incerto, como em quase tudo na vida. Uma flecha que segue em disparada a um alvo... Distante, perto... Ele está lá, sei disso e será fincado com a força da minha alma. Será que vai doer? Ah, mas nem tenho argumentos para me defender! Ela (a flecha) apenas segue numa velocidade insana... Derrubando, desviando... Queimando tudo, fazendo de cinzas metade da minha historia. Sinto-me presa ao cheiro, ao toque, as coisas estranhas que sinto. Presa a outro mundo, onde as palavras ainda soam codificadas. Sigo apenas o instinto. De querer, de estar bem, de pisar em nuvens. É tudo tão surreal, que mesmo enxergando, desacredito. O novo sempre me assusta. Sempre é violento, sempre me deixa estagnada. ...

** E a MaGia... **

** FloRes X PeSsOaS **

O vento dissipa as folhas das margaridas e rosas, pois sopra com força. E tudo se vai. Houve momentos que achei que a paisagem colorida fosse desaparecer diante dos olhos em frações de minutos, sem me dar chances de correr e salvar algo do jardim imenso. Mas há sempre um tempo. Há sempre uma opção diante de olhos desesperados. E então sinto o cheiro delas. Das flores que nem percebi, mas que estão intactas. Afinal elas gostam da ventania, foram feitas para suportar o mal estar súbito do tempo. As tempestades as alimentam e renovam suas estruturas frágeis. E o sol suga suas energias, mas é também algo necessário. Boba fui eu, que corri pra deixa-las protegidas e não vi o obvio. Tocando-as, percebi o quanto somos parecidos (as) com as tais flores. Resistentes quando achamos que somos fracos e fracos quando acreditamos sermos fortes. Deveria ser ao contrário, não acham? Mas não se tem explicação para isso. É além de mim, de você e daquele que quiser entender. ...

LivRes??

Somos livres quando comandamos os pensamentos, vontades e atos. É com a mera sensação de liberdade que damos passos e com movimentos involuntários nos deixamos guiar.   A única observação é que nem sempre esses caminhos vão nos deixar libertos além de um momento. A liberdade pode magoar. Pode ferir e acabamos presos no próprio ir e vir. Quem foi que disse que ser livre é fazer o que se dá na telha? Acho que não é bem por aí. Devemos satisfação à consciência e essa aí, meu Deus, é de arrastar a lógica do que achamos certo ou errado para o bueiro mais próximo. Se todo mundo tivesse em mente que cada ação tem sua reação, acho que os erros seriam abreviados e a liberdade seria mais gozada, literalmente falando... E também sei que os erros, acabam sendo o acesso a determinado lugar, quando as asas da liberdade são cortadas ou encontram-se defeituosas. Deus é tão divino que até em nossos vacilos nos oferece uma nova oportunidade de voar, caminhar, pular e chegar. Uns nem dão bola ...

** NaDa fAz SeNtiDo **

Talvez um pássaro possa seguir sem sua canção, talvez ele seria só mais um em meio a tantos solitários... Seguindo um frash de luz... Um horizonte qualquer... Mas ele sabe que a jornada será complicada. Pois a saudade de sua canção vai ferir seu mais intimo do ser, abalando assim seu estado de espírito... Mas o dever é continuar... Há um caminho a buscar, mas silenciosamente isso se torna quase impossível. Por mais que se depare com o cansaço e que suas forças estejam esgotadas... ele sabe que a rota anterior tem que ser esquecida. Quem sabe numa próxima vez, quem sabe um dia desses por acaso! Nada faz sentido. Sem sua canção, o mundo pára. Só se ouve seu coração batendo inutilmente. Onde ela foi parar? Porque deixou de sair sorrateiramente? Porque tem que enfrentar tantas chuvas para reencontrá-la? Não poderia simplesmente continuar dentro dele sem lhe roubar a vontade? Mas ela se foi. O dia amanheceu entre as folhas, e ela já não estava mais ali... Dentro de si. Nada se compara a...

** MeXa-Se **

... Oscilou-se por um momento e perguntou-se num sussurro... onde estou, quem sou? Pra onde olhava, sentia-se num vasto mundo desconhecido... e não se encontrava! Parou cansado, sentou e olhou para os céus... era talvez a única coisa familiar, pois o resto de sua mente havia se perdido. Confundido... um estranho dentro de si. Uma enchente de pensamentos, de porquês, de vontade de sair dali. Mas aquele era teu corpo, seus traços, seu querer. Em um lapso, lembrava-se de tudo, mas na verdade queria mesmo era esquecer. Uma luta desigual com seu interior agonizante. Não queria mais pertencer a aquela vida ou a aquele ser. Queria ser novo, pensar novo, ser diferente. Mas na vida não há muitas oportunidades quando se entra em guerra súbita com sua própria essência.  Acreditava fielmente que bastava colocar as idéias em ordem, que conseguiria tal façanha de se mudar de alma – às vezes conseguia – noutras, era sua mais brutal decadência. Pois um homem não se pode mudar as coisas que já ...