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Mostrando postagens com o rótulo mEuS QuEriDoS TeXtoS

** AmaNhã tE eSqUeçO **

Nada lava a alma, nada me faz sair desse submundo exteriorizado, marcado. Marcado pela sua presença, pelo vulto desfocado ou pelo sorriso vago. E quando penso que estou liberta, lá vem você estagnar minhas vontades e então não faço mais nada. Tudo que sinto é vontade de sair de mim. Fugir pra onde minha sensibilidade não me perturbe, onde eu não o veja e muito menos o sinta... Apenas respire. Certa vez eu te vi como o sol... Irradiando, queimando feito fogo. Mas me escondi debaixo da sombra e permaneci. Tive e sempre terei medo que manches minha pele... que me faça transpirar de cansaço Que como ladrão furte minhas energias boas E me faça apenas louca. Insana de paixão, de desejos, de verão. Que me faça sair dessa chuva, Que me roube o mundo cinza E que me mostre seu rosto escondido Sentir você na multidão é imperfeito demais para alguém como eu. Que só idealiza Que rabisca versos feitos poetiza Mas que pra você nunca ganham vida Estou fart...

** DeSapEguE-sE **

Há algo em mim transbordando e me fazendo mudar todo tipo de conceito em relação ao que tanto aflige a alma... o amor. Em anos de convivência com a vida, pude notar o quanto as pessoas esperam algo em troca daquilo que se doa involuntariamente. Sentimentos não são feito penhoras, onde se aguarda em algum momento um retorno obrigatório e justo. São feito o ar que saem dos pulmões... livres e puros. Não há como exigir trocas forçadas ou até mesmo embutir na pessoa amada tal responsabilidade de receber o mesmo amor atribuído ou nas mesmas proporções. O amor reciproco é o que sempre devemos esperar, mas quase nunca paramos para pensar nisso. É muito mais exigência, carência e pedidos, do que propriamente doação. Bem do tipo, se eu beijo com carinho automaticamente e mesmo que sem querer, eu espero o mesmo beijo em troca. Se faço carinho, espero igualmente. Se me dou com toda graça, quero que também o faça. E se amo, quero na mesma quantidade. Estão vendo, como é mais uma busca de ret...

** ImiGranTe dO AléM **

Abaixe esse punhal, não sou tão perigosa assim. Sou eu lembra-se? A que desvendou os códigos da felicidade e escancarou as portas desse corredor sem fim. E sem pestanejar, seguia-me de olhos vendados. Agora é só desconfiança e me intitula de “Witch” na penumbra. Ah! Divirto-me em gargalhadas feito a tal. Meu lado mocinha escorreu pelo ralo, Os encantos hoje assombram, E o que deixo, são apenas rastros de mim. Talvez um protótipo de erros e frustrações. E nos moldes modernos insinuam-se culpas como fugas, E tudo vai para o fogo. Cada pedacinho do que fui enforcados por medos como forma de punição drástica. Um jeito mórbido e autodestrutivo em se livrar da minha magia. Que outrora foi transparente e inofensiva E agora me repudia.   A mercê dos tropeços me recomponho. Desdenhando das pedras E das falsas alegrias. Então a paixão que fique como imigrante ilegal na minha vida! (by JanNe)

** Elas estão presas **

Remexi tudo... fiz uma bagunça, mas não encontro as palavras certas! É como se elas estivessem presas em meu calabouço incomum... Proibidas de terem vida própria, proibidas da liberdade. Tentei dar-lhes a mão, manter tudo como antes, mas as inseguranças cortaram nossos elos e optei em seguir o silencio, meu eterno conselheiro. Os contratempos são embriagantes. É como passar horas enchendo a cara como velhos conhecidos numa mesa de bar. Mas em certos momentos de lucidez me recordo... E vejo paralisada, coisas que me nego a lembrar. É inconfundível o som da voz ecoando, me chamando... E já nem sei mais o que amo (ou quem). E pela milésima vez optei em deixar a cena... Com o coração quebrado, mas o orgulho inteiro. Vi que não se pode competir com o tempo... E muito menos, roubar o futuro e/ou prender o hoje entre os dedos... Ele escorre feito água, como a (in) felicidade. O melhor é deixar ela escorrer... Ganhar alguma nascente qualquer para ser levada a algum lugar que realmente sej...

** CinZas **

Hoje o sol acordou meio tímido... sem jeito e logo cedeu espaço as nuvens cinzas. Pode ser que eu também fique assim, mas sigo. Ando meio chateada com algumas coisas, mas nada que o tempo também não modifique. E nem quero mais saber de palavras ao vento... E tudo mais eu quero esquecer! (...) by JanNe

** ExpreSso **

Subi nesse expresso... Nem quis saber de olhar para trás e derrubar as lágrimas que já estou pra lá de acostumada. É difícil compreender, mas o momento é de rodar a catraca e seguir sozinha. Acomodar-se nesse banco perto da janela e ver as paisagens passarem... O frio que ando sentindo deixa os vidros embaçados e escrevo algo para sair desse momento paralisado... Uma força maior me leva a tomar atitudes que nem me atentava e muito menos que fossem doer um bocado. Olhei as bagagens, por alguma razão carrego algumas. E voltei o olhar embaçado lá para fora... O sol está indo embora... As arvores continuam tão verdes que me fascinam... e a brisa suave do fim de tarde seca o que rola sem permissão alguma. Meu destino? A inda não sei. Mas tomei a atitude certa. E a cada dia vou renunciando... Pelo contrário não há tristezas excessivas. Há alivio... Não vejo mais a vida como um brinquedo que se desmonta e conserta-se. A partir de agora as lembranças precisam ...

** E aí, você se leva a sério?? **

Complicadérrimo falar de relacionamentos, desde o inicio ao término – the end – deles. Pois a maioria das pessoas são pegas de surpresa pelo tal ‘cupido insensato’ e iniciam um martírio do ‘querer estar bem, custe o que custar com o tal fulano (a) que o coração escolheu apenas através de meras sensações. É bem simples: 1º enxergamos o objeto de desejo... 2º no coração soa mil sirenes alegando ‘é este, é este’... 3º Vem a admiração do ser em questão e DETALHE: por incrível que se pareça, nenhum defeito é detectado, vamos para o próximo passo... 4º As descobertas: em fração de dias temos a vida inteira do alvo nas mãos, tais como sua rotina, seus gostos e desgostos, suas manias, seu nome completo, data de nascimento e etc, etc... nada que a Santa Internet e os tios Orkut e Facebook (entre outros da linhagem) não possam passar fácil-fácil as informações preciosas. O 5º passo se resume: “Como chegar”, ‘como se fazer notar’, ‘como conquistar’... 6º A palavra de honra é: Custe o que custar ...

** ReVerÊnciA a Volta **

Há tempos venho deixando meus textos de lado e escrito apenas versos... Bastou algum comentário para que levasse o tal ‘choque’ e refleti muito essa noite. Acho que vou voltar no ‘antes’ e deixar o monstrinho de lado. Em reverencia ao retorno, eis que voltarei às páginas desse caderno e continuarei do ponto de partida (e inclusive vou amadurecer de vez a idéia de escrever meu romance – uma meta que tracei quando chegasse aos 30). Descobri que o destino nos coloca em ciladas e confesso que algumas delas me tornaram meio PhD no assunto... autodidata dos assuntos que elevam e em queda livre arranham a alma. As fronteiras existem apenas quando nos vemos limitados a dar pequenos passos e por algum tempo me vi assim. Sabe, o monstrinho (o amor minha gente!) nos transforma em deficientes emocionais e adictos a tais sensações. Queremos amar e ser amados sim... Queremos sorrir sozinhos e para o nada, necessitamos saber que nossa existência completa alguém e VICE-VERSA. Isso é fato e nem adiant...

** LivrOs na EstAntE **

Questionamentos indefinidos... E hoje nem estou a fim de fazer rimas não! Quero mesmo virar páginas desse meu livro e se possível colá-las, grampeá-las, destruí-las. Mas está tudo tão difícil de se fazer... Como se as paginas pesassem toneladas. Questiono minhas atitudes. Coloco-me em cheque-mate ou deveras tento dar o tal ‘game-over’, mas o monstrinho me pega pelos pés, me bota de castigo e é impossível controlá-lo. A razão diz não, mas o coração... é um desalmado... Se pudesse decifrar eu diria... Se tivesse a formula mágica do esquecimento, eu também partiria sem dar uma mínima piscadela para trás. Quanta coisa boa acontecendo, tanto amor dado e recebido... e eu parada feito estátua a sentir o vento beijar as faces geladas. Minimalista de lembranças mortas. E a cada dia, pintando por cima de cores desbotadas. É assim o dia a dia nesse mês que corrói feito produto químico até chegar à data exata. Sim... Lembro das perdas com mais vivacidade, pois em geral são as que me dói ma...

** É sEmpRe BoOm paRar Um poUquiNho **

Ainda se tem tempo de correr, Ainda dá pra ficar mais um pouquinho que seja, sei lá. O dia a dia vai varrendo tudo, como essas enchentes inesperadas no fim da tarde. Sinto-me enfadada diante da ansiedade futura Tenho medo, tenho coragem Tenho tudo, Menos autocontrole para as coisas mais simples A impressão que tenho, que o melhor seria fechar os olhos e deixar tudo passar como aquelas filmagens aceleradas, Mas não dá. Coração, razão, profissão, sonhos e vida... Um caldeirão de loucura pra uma pessoa só Teria que ser milhares em uma Mas nem sei se sou alguma Confusão né? Mas é como se resume as tais buscas A gente corre, corre... e tenta agarrar a Deusa da Oportunidade pelos cabelos Meio a força, meio sem jeito Finge não ver isso, aquilo Pula esse obstáculo, se cansa com o outro logo ali na frente Como num joguinho infantil E os bônus não somam, acumulam-se... e Pra quê? Por quê? E tudo continua a atropelar os sentidos Se esquece do querer Imobiliza o coração e nem se pensa em ...

** ConEctAda MsM **

Remenda-se aqui... remenda-se acolá. Fico olhando o vai e vem frenético das pessoas, do tempo, dos acontecimentos, como se fossem vídeos acelerados e malucos diante dos meus olhos. As pessoas não se trombam mais – e confesso que até já me acostumei com esse mundo virtual, onde todos parecem estar dentro do mesmo lugar – mas na realidade a distancia se é bem maior entrelaçada a fios e redes de conexões. Passamos o dia contando que as horas voem depressa. Talvez uma questão justa para se ver livre logo das obrigações de um mundo adulto e real para cairmos inertes em uma cama fria e só nossa – Ah é esse o tempo em que desligamos o automático e como conseqüência nos ‘desligamos’ até mesmo sem querer de nós mesmos, pois o existencial torra o saco! Não há mais tempo para contatos físicos – até fujo de alguns na cara dura e nem sei explicar direito o porque... “Canseira? Desgaste? Stress ou por já saber o que vai acontecer? A real é que o calor humano ao mesmo tempo em que faz falta ele no...

** MeXa-Se **

... Oscilou-se por um momento e perguntou-se num sussurro... onde estou, quem sou? Pra onde olhava, sentia-se num vasto mundo desconhecido... e não se encontrava! Parou cansado, sentou e olhou para os céus... era talvez a única coisa familiar, pois o resto de sua mente havia se perdido. Confundido... um estranho dentro de si. Uma enchente de pensamentos, de porquês, de vontade de sair dali. Mas aquele era teu corpo, seus traços, seu querer. Em um lapso, lembrava-se de tudo, mas na verdade queria mesmo era esquecer. Uma luta desigual com seu interior agonizante. Não queria mais pertencer a aquela vida ou a aquele ser. Queria ser novo, pensar novo, ser diferente. Mas na vida não há muitas oportunidades quando se entra em guerra súbita com sua própria essência.  Acreditava fielmente que bastava colocar as idéias em ordem, que conseguiria tal façanha de se mudar de alma – às vezes conseguia – noutras, era sua mais brutal decadência. Pois um homem não se pode mudar as coisas que já ...