Pular para o conteúdo principal

** DeSapEguE-sE **

Há algo em mim transbordando e me fazendo mudar todo tipo de conceito em relação ao que tanto aflige a alma... o amor. Em anos de convivência com a vida, pude notar o quanto as pessoas esperam algo em troca daquilo que se doa involuntariamente. Sentimentos não são feito penhoras, onde se aguarda em algum momento um retorno obrigatório e justo. São feito o ar que saem dos pulmões... livres e puros.

Não há como exigir trocas forçadas ou até mesmo embutir na pessoa amada tal responsabilidade de receber o mesmo amor atribuído ou nas mesmas proporções. O amor reciproco é o que sempre devemos esperar, mas quase nunca paramos para pensar nisso. É muito mais exigência, carência e pedidos, do que propriamente doação.

Bem do tipo, se eu beijo com carinho automaticamente e mesmo que sem querer, eu espero o mesmo beijo em troca. Se faço carinho, espero igualmente. Se me dou com toda graça, quero que também o faça. E se amo, quero na mesma quantidade.
Estão vendo, como é mais uma busca de retorno do que propriamente dar vida ao: Eu amo e ponto?
É o mesmo que aguardar que a pessoa amada lhe traga a felicidade.

Ninguém vai trazer felicidade a ninguém, se antes não a encontrarmos em nós mesmos. As pessoas amadas são meramente uma motivação para que o dia seja melhor, seja mais colorido e lindo. São apenas um complemento ao que já existe dentro de cada um.
Não atribuo mais minha felicidade a ninguém. Atribuo a mim mesma, ao que sinto por mim e pela vida que trilho. Atribuo a pessoa amada apenas o que lhe é devido: estar feliz para que eu sinta o mesmo.
Amar hoje pra mim tem um sentido diferente.
Eu dou amor, o alimento, quero que exista dentro de mim (mesmo sem uma fonte motivadora no momento) e repasso...
É nos meus toques que consigo fazer com que percebam que meu amor está ali. É na maneira de olhar com ternura... num abraço, num beijo, nas palavras e até mesmo no silencio.
Aquieto meu coração com esse lance de troca voluntária e então ele apenas me obedece e se doa.
Claro que agindo assim colho meus frutos bons. Recebo amor de volta, mas sem pedi-lo. Sem implora-lo.
O retorno apenas surge.
Como luz, como oásis, como brilho e colorido.
Desapegado de obrigatoriedade e desejos. 
Ofereça sim seu amor, de maneira simples, de maneira profana... De maneiras que apenas você sabe... Mas ofereça de coração e aquiete sua alma para que não espere sempre mais...
Porque sempre temos o que nos é devido e se não o temos... Talvez seja porque não foi merecido!!! 

by JanNe





Comentários

Beto Molina disse…
Lindo texto, bateu forte no meu Eu...Obrigado pelas suas palavras, hora de conforto, hora de conselho, hora de apoio, sempre com carinho e zelo, beijos no seu coração....Adoro-te....
Janaína Pupo disse…
Uma grande lição para todos nós. Simplesmente amei, minha querida amiga! Parabéns pelas sábias palavras!

Beijos amada.
End Fernandes disse…
Ai mano essa Jana eh foda! =D

Que texto incrível Janinha! Parabens!
Gostei muito das metáforas, de verdade. É bom ver que sempre é possível um reajuste num conceito ou no outro de vida. Ainda mais quando se fala em amor... hehe

Que legal Jana ver voce escrevendo assim. Depois de taaantas conversas sobre isso acho que algo colou! kkk

Espero que muitas outras ainda vc aprenda ensie para nós seres carentes de palavras de carinho.

E pra nao perder a viagem só vou fazer um complemento mesmo.

Eu acho Jana que o grande lance do amor é isso: você amar sem querer "nada" em troca e perceber que está sendo amado da mesma maneira, apenas pelo instinto de amar...

Quase que voluntariamente. rs

Bjuuus
se cuida

End Fernandes

=D
♥ Xand@ ♥ disse…
Nusssssssssssssssssss q texto foi esse, miga??????
Tocou até na alma, viu...nusssssssss

Já começou a escrever o romance???
Porque não precisa amadurecer mais nada, viu...está no auge, neguinha...
te amooooooooooooooooooooooo, cabritaaaaaaaaaaaa
Janaína Pupo disse…
Tou com saudade, minha linda!
Beijos

Postagens mais visitadas deste blog

Eita que os anos passam depressa demais. Massacram tudo. Sinto falta daqui. Do tempo bom, de varar madrugadas a fora, matutando com minha mente e percepção... Há anos não escrevo por motivos que nem sei. Talvez eu tenha fugido das palavras, do meu mundo particular e tenha me botado em órbita! Talvez essa fuga foi de encontro ao nada, mas agora quero estar de volta. Quero meu canto, minha segurança, quero minhas queridas palavras dançantes. ... Estou voltando! um 💋 na alma, JanNa

(...)

Em um período muito curto as descobertas são variáveis. Por exemplo, descobri que o esquecimento não é um ponto final de uma lembrança qualquer e sim uma mera reticência, das quais utilizo tanto em meus textos e de quebra nem havia me atentado do 'porquê'. A vida muda ou mudou (reticências) Eu mudei (reticências) O amor acabou (reticências) Notei que minhas reticências vem e vão como parte obrigatória. Desde o inicio ao término de uma frase... lá estão elas. Sem contar que mentalmente as utilizo mais do que o necessário no mais profundo silêncio. O que me cabe nessa vida é apenas o singelo poder a curto prazo: o meu agora (nesse exato momento). E nem me sobra tanto para glorificar-me. O passado foi vivido. Saboreei cada gole, me fartando do destino para se colocar o começo, meio e fim para cada coisa vivida, como uma tarefa realizada com ou sem sucesso. O presente é reticência pura - nunca vou saber como vai terminar, afinal as incertezas diária...

Um MaL "absolutamente" NecEsSáRiOo

6/6/2008 16:20:27 O efeito terremoto já passou como previsto. Não sou de ficar me lamentando (apenas faço comentários de minha própria vida – e está aí o prazer em se postar). O pessimismo é notável em certos dias (poxa, quem não tem disso às vezes? – pelo menos euzinha tenho freqüentemente). Mas sou mais fissurada em dias perfeitos, coloridos e que me rendam pensamentos positivos ao encostar minha cabeça ao travesseiro no final do dia. Estou engasgada com uma situação que não sei ao certo como lidar, como resolver e isso já está dando uma certa pane no meu sistema... Queria ter o livre arbítrio em gostar ou não de alguém (nessa vida a única coisa que não temos o direito de decidir é isso, grande injustiça!). Se a escolha dependesse de mim, escolheria não amar ninguém. Pouparia-me desse mal, dessa doença sem cura. O pensamento do leitor me bateu fundo... “Essa mina só fala de amor, de romantismo e banaliza o sentimento como fosse algo nojento, sujo, a qual não encontramos o prazer”....