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** tOrmEntAs **

Eita que as águas deste rio está agitada e o vento sopra ingrato bagunçando meus cabelos. Sinto falta de escrever, mas meus textos morrem nas pontas dos dedos – talvez medo do retorno ou da vazão de sentimentos que tanto bloqueei a saída, como compotas reservadas para dias secos. Não dá mais para manter o meu universo paralelo, preciso voltar já que caminhei sem rumo por diversas estradas. Mas seria o mais sensato? Nem sei. O amor definhou. A vida mudou. Me cansei de tudo um pouco e das pessoas boa parte. Estranhamente segui a vida. Amadureci um bocado com meus vales e paraísos. Um contraste permanente e necessário. Havia mais sentimentos quando escrevia. Compaixão, dor e revolta. Alegria, sorrisos e felicidade instantânea. Hoje as palavras estão lá, jogadinhas em um canto íntimo, tentando me seduzir com a melhor das hipóteses. Resisto, mas hoje quis me embriagar delas até cair. Hic! Vamos lá. Como todo bêbado, hoje quero chorar as pitangas. Sufoquei um amo...

* Etilista do Tempo *

O abandono é iminente... e os rabiscos são sempre desprezados pela minha mera falta de  displicência ou zelo. Ando desprezando minhas palavras, engolindo-as e tendo mesmo uma péssima digestão... Não virei as páginas... apenas as colei uma a uma para que não me fosse permitido dar no mínimo uma olhadela por entre a curiosidade. Ah felicidade! Você teve que ficar ai, escondidinha enquanto organizo suas bagunças.  Enquanto finjo ser gente grande e resulto em atos certos. Mas confesso!  Em certos momentos ainda ouço o som da sua risada gostosa e vasculho seu rosto em fotos incomuns e proibidas a minha mera visitação. Isso me distrai o ser, feito massagem ao ego. Aquele tipo de coisa que soam mais como segredos... censura. Deixei para lá o jeito egocêntrico como te via e estou mesmo é dando passos. Meios lentos e bipolares... pois da mesma maneira que explodem feitos fogos de artificios em ano novo... também ouço a música funebre do seu enterro imaginário...

nAda Se peRde!

Num tempo obscuro tirei minhas sandálias e resolvi que botar os pés diretamente ao chão me fazia mais bem do que se poderia imaginar. Tudo vai doer quando estiver descalço, mas as pedras que machucam são meramente necessárias, assim como aliviar os pés nas águas de um riacho. É uma constante. Hora dor, hora alivio. E todos os caminhos vão criando suas formas intocáveis em um canto sutil da lembrança de se ter passado e/ou vivido algo. Resolvi sentar. Encolher e abraçar meus joelhos sem pensar em nada. Pelo menos tenho alguns instantes de sossego, posso sentir que nada lateja, nada me suga, nada me prende. Confesso que a sensação de se paralisar tudo é acusadora. É como se todos respirassem e você não. É como se os dias de todos passassem e o seu não. E assim me torno uma admiradora assídua dos minutos que se vão. E o mesmo bem estar que invade, sufoca! Mas quem não precisa furtar seu próprio tempo? Nem respondam. Sei as respostas. Inquietamente elas zomb...

** Enigmas reais **

Todo final representa um momento doloroso, mas que precisava terminar. Dói, mas é necessário! Assim, ando pondo fim em certas emoções que vivi, Em amizades que não aprecio mais tanto assim... Em amores degradantes... Em fios enrolados a um nada. Quero liberdade, mais sem retornos.   A sensação que ando degustando ultimamente tem sabor amargo. De desprezo, como se não fizesse parte de mim e mesmo assim, me obrigo a provar. Não preciso mais disso! Sinto-me fora. Ausente. E quando retorno, me xingo. Como se encontrasse minha casa (minha vida) de pernas para o ar. Da maneira que jamais gostaria de visualizar. Sento, choro. Reflito. Não lágrimas de/ou por fracasso. Mas por não desejar mais isso. Sentimentos, amizades sem alianças, pessoas falsas e medíocres, as quais usurpam meu bem estar, meu infinito.   A ânsia de harmonização interior vem sendo mais forte. São meus dons que gritam. Meus sonhos que me cutucam para serem reais. Meus desejos ocultos que querem aflorar. ...

** ContiNuo **

  Ei, sou eu lembra? Ainda continuo falando em metáforas, incógnitas e ocultando nomes e sobrenomes. Ainda olho no espelho (mesmo que rapidamente) e deparo comigo sem muitos sustos, afinal nunca fui mulher de se grilar com as marcas do tempo e sim com o avanço das horas que se perdem num buraco negro da minha historia. Só eu sei o que vivi, o que senti até aqui. Tento explicar, mas fica sempre uma duvida no ar, uma observação se estou sendo compreendida ou meramente taxada de qualquer absurdo. É, meus cabelos mudaram. Transformaram-se em loiros, caramelos, castanhos e pretos. Meu jeans já não é mais aquele que eu tanto gostava e até ontem eu ainda juntava nas gavetas, como forma de se voltar ao tempo. Ontem eu ainda ouvia samba, rock... hoje prefiro entender a letra. Tiro dela meus sentimentos ocultos, revivo-os...   tudo calada, sem muito barulho. Os sonhos? Ah, estes continuam... brotam feito erva daninha, mato chato, mas que nunca temos coragem de limpar o ter...

** DxA tDo PasSar **

Descobri muitas coisas durante esse meu afastamento do mundo... Principalmente que não dá para morrer antes que seja hora. Que não dá para compreender todo mundo, ignorando totalmente os defeitos aparentes. Vi que as pessoas usam mil faces... e que indiretamente somos obrigados a usar uma delas a qualquer momento inesperado. Descobri de onde brota minha força e compreendi o porquê Deus me impôs certas responsabilidades... E pior de tudo, vi que andar sozinho é balela! Pois de certa forma alguém com uma luz muito especial nos espia e sopra aos nossos ouvidos os dois caminhos...   Suspiro! Ah como foram dias difíceis! E caminhar ainda dói de certa forma. Mas como o vento sopra no meu rosto gelando tudo, resolvi deixar que a sensação de que não somos donos de nada, me levar... Ouvi que andar nos trilhos é sempre uma forma de se sentir melhor... pois sempre vemos uma linha reta a nos esperar a passagem... Mas há momentos que existem os desvios (as escolhas) ou ...

** SauDadEs **

Ops! Buenas Tardes meus anjos... -QUE SAUDADE MONSTRO DISSO AQUI - mas por motivos pessoais me mantive ausente... e pra ser sincera até mesmo as palavras voaram do meu coração e se calaram por algum tempo. É o mesmo que dizer que estive (e ainda me encontro) muito ausente de mim mesma.  Mas hoje acordei com saudades. Saudade do amor. Saudades das cores vibrantes... E dedico essa música a pessoa que sabe que ainda estou aqui... ou ao seu lado por alguma razão que gostaria muito que fosse irreal. "Estou com saudades de você, meu gigante... me cuidando como me pediu, mas te levando morto ou vivo (dependendo do meu momento) por onde quero estar. O tempo muitas vezes é remédio para as dores que sentimos. Mas em outras palavras, ele chega a ser altamente cruel quando sentimos falta de algo. E nessas horas eu agradeço ao Pai por ter me dado meus dons.... de estar, de ver, de sentir... de absorver tudo, até mesmo a felicidade alheia. Isso dói, mas também me conforta. Afinal as ...