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SeM pAlAvRaSs

quinta-feira, 18 de setembro de 2008 20:51h

Estou há mais de uma semana tentando atualizar o blog, mas me faltam palavras, coerência e principalmente paciência. Gosto de escrever quando estou sozinha – ou pelo menos quando me ‘deixam’ com meus pensamentos a vagar por um mundo incerto, mas ultimamente venho sendo perturbada (muito barulho, falação, aff, chego a ficar irritada).
Creio que essa coisa de blog realmente vicia – eu pelo menos quase tenho um ataque de fúria quando fico sem net ou quando uma pessoa não pára de falar ao meu lado, justo na hora que estou tentando escrever. Cara, isso pode até parecer chatice, mas é verdade.
Um bom texto, seja ele breve ou não, precisa ser trabalhado delicadamente, afinal em um blog você acaba se expondo, então a necessidade que as pessoas lêem e te entendam é maior.
Trabalhar a noite está sendo bom... Passo mais tempo com as crianças, fico mais em casa... mas em compensação estou aprendendo na marra a lidar de vez com a solidão. Sabe, você decide as coisas, você faz e acontece. Se eu quiser passar o dia de calcinha sem tomar banho eu posso (não que faça isso, afinal amo um velho e quente chuveiro), pois o tempo que tenho agora comigo é maior. Sou eu que dito as regras, não fico mais atropelando as coisas para encerrar meu dia com a sensação de expediente comprido, tanto em casa como no trabalho.

Eu queria falar aqui de coisas atuais, as quais ocorrem no mundo ou pelo menos pertinho de mim... Uma delas é a satisfação de ler que definitivamente a licença-maternidade foi estendida para seis meses por lei, autorizada pelo nosso então Presidente Lula. Lamento apenas não ter sido eu beneficiada por essa lei (ela chegou tarde para mim). Mas fico feliz em saber que o vínculo entre as futuras mamães e seus bebês foi estendido. Qual a mãe que não quer passar cada minuto grudada em seu filhote? Nem que seja meio segundo, uma fração faz a diferença.

Falar das atrocidades que andam acontecendo eu não quero não. Pai e madrasta que matam, esquartejam e jogam partes dos membros de dois garotos em sacos de lixos, crianças que são vítimas de quedas em edifícios (depois do caso Isabella, até parece que virou rotina), crianças que são mantidas presas sob cárcere privado, amarradas, torturadas... Ah, isso é negativo demais, ainda mais se tratando de crianças as quais são privilegiadamente inocentes... Sem contar a tão famosa política (época de eleição, todos se pintam de cordeirinho com tintas de ouro, enganando o povo humilde, cegando a galera a qual faço parte), e as guerras? Furacões? e inundações pelo mundo a fora (isso já é a resposta certíssima da nossa mãe terra contra seus ilustres habitantes, fico até sem comentários).

Sim a informação enobrece, mas eu particularmente prefiro ignorar as ruins (ou pelo menos entregá-as nas mãos de Deus). Então acabo resolvendo falar de mim mesma, dessa vida incomum ou comum? Ah sei lá... Esse assunto pelo menos sei de cor... posso me criticar, posso me consertar... Dependo das minhas ações e reações.

É isso aí.
Prometo amanhã um post decente, mas por enquanto eh esse Aki MeMoooo...

BjoOo
Jana

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(...)

Em um período muito curto as descobertas são variáveis. Por exemplo, descobri que o esquecimento não é um ponto final de uma lembrança qualquer e sim uma mera reticência, das quais utilizo tanto em meus textos e de quebra nem havia me atentado do 'porquê'. A vida muda ou mudou (reticências) Eu mudei (reticências) O amor acabou (reticências) Notei que minhas reticências vem e vão como parte obrigatória. Desde o inicio ao término de uma frase... lá estão elas. Sem contar que mentalmente as utilizo mais do que o necessário no mais profundo silêncio. O que me cabe nessa vida é apenas o singelo poder a curto prazo: o meu agora (nesse exato momento). E nem me sobra tanto para glorificar-me. O passado foi vivido. Saboreei cada gole, me fartando do destino para se colocar o começo, meio e fim para cada coisa vivida, como uma tarefa realizada com ou sem sucesso. O presente é reticência pura - nunca vou saber como vai terminar, afinal as incertezas diária...

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