Pular para o conteúdo principal

ViStA-Se d VoCê

Ufa! Eis me aqui novamente (diga-se de passagem, que estou bem, apenas limitada ao acesso delicioso do mundo virtual – hmmmmm ficar sem net já há algumas semanas no trabalho confesso que não está sendo nada, nada boOm). Mas enfim, embora esteja ‘ausente’ desse mundinho que particularmente a-d-o-r-o, a vida segue impetuosamente e o tic-tac não pára.
Muita água rolou debaixo dessa humilde ponte... Notícias boas e ruins sempre ali juntinhas, afinal nada é perfeito e nada vem ao acaso. Senti muito acompanhando os noticiários e mais ainda pela tragédia do Air-France (que Deus tenha resgatado aquelas almas com todo seu amor e carinho infinito – tudo muito lamentável!).
Nunca superei bem essa palavrinha ‘morte’. Ela é cruel e dolorosa, embora apenas uma passagem. Mas lamento pela saudade e me comovo pela dor alheia, afinal esse lado sempre me aflora quando menos espero. Senti muito mesmo (e não somente pelos irmãozinhos que se foram, mas sim por todos os outros que a todo instante estão partindo. A vida é assim, em certos momentos incompreensiva perante nossos olhos).
Fico feliz por ainda ter em meu peito um amigo que bate incansavelmente e me permitir viver cada dia a sua maneira... Fico feliz por saber que embora os tropeços eu ainda continuo aqui, seguindo o que me foi ofertado, dando continuidade ao ciclo respiratório que a vida suprema me presenteou.
Viver é tão bom. Uma pena os valores de uma vida não estarem presentes em nossas mentes a todo instante e momentos. É tanta coisa para se preocupar, com filhos, com carreira, sonhos, metas, concretizações, buscas, perfeições, etc, etc, que nos esquecemos de realmente dar um ‘pause’ e viver. Viver os minutos, viver o presente, viver as cores, as emoções, sentimentos, paisagens, pessoas, viver de fato o amor...
Pra ser sincera, eu apenas lembro-me de ‘viver’ quando me deito na cama e reflito sobre meu dia... Mas daí ele já se acabou... Não tenho mais chances de ligar para alguém e dizer o que queria dizer, não dá mais para abraçar calorosamente aquele amigo, aquele parente, aquele filho (a) tão querido... é apenas hora de dormir, pois meu corpo (meu velho veículo) já me pede arrego e me obriga a sair de cena por algumas horas. Triste isso, não??
É, mas não sou a única a estar nessa ‘correria’ diária. Há muitos como eu por ai. O primordial é conscientizar-se! E botar com tudo o pé no freio...
Piso sempre quando reflito. Quando deixo de lado essa máquina de viver e me ligo a vida espiritual. Não me custa nada admirar o céu e agradecer a Deus por toda oportunidade, por toda bondade e pela minha liberdade de escolha. Sou livre, só me faltam asas reais, pois as imaginárias me levam aonde quero.
E hoje eu desejo isso a você caro amigo (a) blogueiro (a)... QUE VOE... Voe alto, veja a si mesmo, reflita e viva... Permita o amor invadir o seu ser (e arquive por alguns momentos seus problemas, angústias, lágrimas). Dê uma folguinha às lamentações e fique em silencio absoluto... Amanhecerá um novo dia, você verá!
bjuxxx
Jana

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Eita que os anos passam depressa demais. Massacram tudo. Sinto falta daqui. Do tempo bom, de varar madrugadas a fora, matutando com minha mente e percepção... Há anos não escrevo por motivos que nem sei. Talvez eu tenha fugido das palavras, do meu mundo particular e tenha me botado em órbita! Talvez essa fuga foi de encontro ao nada, mas agora quero estar de volta. Quero meu canto, minha segurança, quero minhas queridas palavras dançantes. ... Estou voltando! um 💋 na alma, JanNa

(...)

Em um período muito curto as descobertas são variáveis. Por exemplo, descobri que o esquecimento não é um ponto final de uma lembrança qualquer e sim uma mera reticência, das quais utilizo tanto em meus textos e de quebra nem havia me atentado do 'porquê'. A vida muda ou mudou (reticências) Eu mudei (reticências) O amor acabou (reticências) Notei que minhas reticências vem e vão como parte obrigatória. Desde o inicio ao término de uma frase... lá estão elas. Sem contar que mentalmente as utilizo mais do que o necessário no mais profundo silêncio. O que me cabe nessa vida é apenas o singelo poder a curto prazo: o meu agora (nesse exato momento). E nem me sobra tanto para glorificar-me. O passado foi vivido. Saboreei cada gole, me fartando do destino para se colocar o começo, meio e fim para cada coisa vivida, como uma tarefa realizada com ou sem sucesso. O presente é reticência pura - nunca vou saber como vai terminar, afinal as incertezas diária...

** DeSapEguE-sE **

Há algo em mim transbordando e me fazendo mudar todo tipo de conceito em relação ao que tanto aflige a alma... o amor. Em anos de convivência com a vida, pude notar o quanto as pessoas esperam algo em troca daquilo que se doa involuntariamente. Sentimentos não são feito penhoras, onde se aguarda em algum momento um retorno obrigatório e justo. São feito o ar que saem dos pulmões... livres e puros. Não há como exigir trocas forçadas ou até mesmo embutir na pessoa amada tal responsabilidade de receber o mesmo amor atribuído ou nas mesmas proporções. O amor reciproco é o que sempre devemos esperar, mas quase nunca paramos para pensar nisso. É muito mais exigência, carência e pedidos, do que propriamente doação. Bem do tipo, se eu beijo com carinho automaticamente e mesmo que sem querer, eu espero o mesmo beijo em troca. Se faço carinho, espero igualmente. Se me dou com toda graça, quero que também o faça. E se amo, quero na mesma quantidade. Estão vendo, como é mais uma busca de ret...