Pular para o conteúdo principal

As cortinas de 2009 se fecham para mim. Final de uma longa temporada, final de mais um espetáculo – pois viver de qualquer forma é um espetáculo peculiar, só nosso.
Encerro o ano com gostinho agridoce.
Azedo no começo e adocicado no final.

Choros, sorrisos. Decisões importantes. Crescimento interior.
Alias cresço a cada dia quando meu pai celestial me permite modificar a linha do pensamento... quando me faz analisar, observar e modificar.
Não sou mais como antes. Pow, tenho 28 agora (risos)!

A cada ano da minha vida que sou obrigada a dar adeus, sinto que ganho muito mais em troca. Perco-me na nostalgia da infância, de minha saudosa adolescência, mas o que eu sempre quis mesmo era ser gente grande. Queria ser mulher, daquelas de tirar o chapéu, cheia de autoconfiança, segura de si, potente. Sim. Nunca pensei que fosse ser menos que isso.
Construí minhas próprias muralhas, cerquei-me de todos os lados. Mas é inevitável não ser atingida vez ou outra... Pois mulheres com “M” maiúsculo dependem de um coração mole para sobreviver (eis uma grande verdade). E ao permitir que o encontre... mostramos mesmo que somos apenas seres carentes de amor, de proteção, confiança e de paixão. No fundo somos meras meninas desprotegidas onde certas escolhas nos roubaram boa parte dos sonhos.

E sonhos foram os que eu mais desenhei nesses 365 dias – faltou-me certo fôlego para lhes dar vida, apenas isso. Mas ainda estão aqui intactos e guardados como tesouros e terão vida futura sim.

A promessa da vez, para 2010 é não planejar nada. Vou ficar quietinha esperando as promessas dos céus. Pois sei que Deus olha por mim sempre. Sempre aqui comigo, meu amigo, meu pai, minha busca maior e razão por todos meus suspiros e indagações.
É seu colo que me acalenta, me faz adormecer em paz e acordar disposta a encarar as surpresas por detrás de uma bela manhã.

Aquele sabor doce que minha alma procurava foi encontrado.
Provo dele a cada dia e não me canso. Estou feliz.
Os percalços são aprendizados que meu espírito escolheu como lições de vida. São coisas que tenho que passar e pagar certo preço. Coisa justa.

Choro de cansaço sim.
As cordas da minha vida que seguro firmemente vez ou outra machucam minhas mãos, as fazem sangrar e me desespero... mas é coisa passageira, momentos de insegurança eu diria. Penso em soltá-las, desistir (ei sou humana), mas minutos depois do nada me vejo numa boa, como se as feridas e a batalha de segurar firme até o fim não fossem nada pra mim.
Só momentos. Uma hora você explode, mas basta encher os pulmões de ar que tudo se renova. Forças brotam como nascentes e esperanças se mostram sempre presentes.

Sou assim. Um misto de tudo.
Apenas mais uma a pensar com o coração como tantos outros.
E para aqueles que não o sentem... desejo que em 2010 botem a mão no peito e sinta o leve pulsar da vida. Um tum-tum suave. Sem pressa, que acalma e tão cheio de mistério.
Quero apenas que viva!

“Feliz AnoOo Novo”
Viva diferente...

By Jana

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Eita que os anos passam depressa demais. Massacram tudo. Sinto falta daqui. Do tempo bom, de varar madrugadas a fora, matutando com minha mente e percepção... Há anos não escrevo por motivos que nem sei. Talvez eu tenha fugido das palavras, do meu mundo particular e tenha me botado em órbita! Talvez essa fuga foi de encontro ao nada, mas agora quero estar de volta. Quero meu canto, minha segurança, quero minhas queridas palavras dançantes. ... Estou voltando! um 💋 na alma, JanNa

(...)

Em um período muito curto as descobertas são variáveis. Por exemplo, descobri que o esquecimento não é um ponto final de uma lembrança qualquer e sim uma mera reticência, das quais utilizo tanto em meus textos e de quebra nem havia me atentado do 'porquê'. A vida muda ou mudou (reticências) Eu mudei (reticências) O amor acabou (reticências) Notei que minhas reticências vem e vão como parte obrigatória. Desde o inicio ao término de uma frase... lá estão elas. Sem contar que mentalmente as utilizo mais do que o necessário no mais profundo silêncio. O que me cabe nessa vida é apenas o singelo poder a curto prazo: o meu agora (nesse exato momento). E nem me sobra tanto para glorificar-me. O passado foi vivido. Saboreei cada gole, me fartando do destino para se colocar o começo, meio e fim para cada coisa vivida, como uma tarefa realizada com ou sem sucesso. O presente é reticência pura - nunca vou saber como vai terminar, afinal as incertezas diária...

Um MaL "absolutamente" NecEsSáRiOo

6/6/2008 16:20:27 O efeito terremoto já passou como previsto. Não sou de ficar me lamentando (apenas faço comentários de minha própria vida – e está aí o prazer em se postar). O pessimismo é notável em certos dias (poxa, quem não tem disso às vezes? – pelo menos euzinha tenho freqüentemente). Mas sou mais fissurada em dias perfeitos, coloridos e que me rendam pensamentos positivos ao encostar minha cabeça ao travesseiro no final do dia. Estou engasgada com uma situação que não sei ao certo como lidar, como resolver e isso já está dando uma certa pane no meu sistema... Queria ter o livre arbítrio em gostar ou não de alguém (nessa vida a única coisa que não temos o direito de decidir é isso, grande injustiça!). Se a escolha dependesse de mim, escolheria não amar ninguém. Pouparia-me desse mal, dessa doença sem cura. O pensamento do leitor me bateu fundo... “Essa mina só fala de amor, de romantismo e banaliza o sentimento como fosse algo nojento, sujo, a qual não encontramos o prazer”....