Pular para o conteúdo principal

** InConStanTe **


Quero escrever e muito. Há muita coisa para se expor e aliviar todo peso que estou sentindo na alma.
As cortinas se fecharam de vez. Todas as luzes foram apagadas e o espetáculo teve seu fim.
Lutei para não me levantar e ir embora.
Mas existem momentos que devemos seguir...

E juro! Não quero olhar mais para trás.
Foi difícil compreender, foi difícil aceitar, mas não há mais razões para ficar.
E mesmo que a história tenha sido boa, faço questão de ignorar sua existência daqui por diante.
Não quero nem mesmo um centímetro que seja de vaga lembrança em mim.

Estou sentindo ódio. Raiva.
E esses sentimentos são capazes de passar por cima de qualquer coisa que tenha me restado.
Desejo profundamente esquecer.
Limpar meu coração dessa sujeira chamada ‘ilusão’.

Fecho todas as portas da minha vida,
Jogo fora sem pesares o que me agarrei por instantes.
Não. Não fui feliz.
Fui capaz apenas de acreditar no incerto.
E meus dias se resumiram a isso que estou sentindo agora.
Tristeza... tristeza e vazio.

“Melhor seguir sozinha”
Se as metades nunca deixarão de ser meras metades, prefiro o ‘Nada’.
Não preciso de mais ninguém. Nem de um sorriso e nem de lembranças.
Mentalmente acendo uma fogueira e deixo queimar minha própria tolice.
Queimo essa dor e com ela tudo que ainda sugava minhas forças...

Um sentimento verdadeiro sempre se vê impregnado a alma, como um prisioneiro o qual mesmo estando-se livre, se nega a sair.
Mas precisa de muito para se manter vivo, jamais sobrevive à escuridão.
E o que pretendo é deixar o meu no mais absoluto escuro. Sem que haja chances para estar vivo.
Que morra sozinho dentro de mim, mas morra.

É tudo que desejo.
Só assim para amanhecer novamente... e ver e aprender com as inconstantes ondas do mar.

(...)
by Jana



http://www.youtube.com/watch?v=929_cTcgBaE

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Eita que os anos passam depressa demais. Massacram tudo. Sinto falta daqui. Do tempo bom, de varar madrugadas a fora, matutando com minha mente e percepção... Há anos não escrevo por motivos que nem sei. Talvez eu tenha fugido das palavras, do meu mundo particular e tenha me botado em órbita! Talvez essa fuga foi de encontro ao nada, mas agora quero estar de volta. Quero meu canto, minha segurança, quero minhas queridas palavras dançantes. ... Estou voltando! um 💋 na alma, JanNa

(...)

Em um período muito curto as descobertas são variáveis. Por exemplo, descobri que o esquecimento não é um ponto final de uma lembrança qualquer e sim uma mera reticência, das quais utilizo tanto em meus textos e de quebra nem havia me atentado do 'porquê'. A vida muda ou mudou (reticências) Eu mudei (reticências) O amor acabou (reticências) Notei que minhas reticências vem e vão como parte obrigatória. Desde o inicio ao término de uma frase... lá estão elas. Sem contar que mentalmente as utilizo mais do que o necessário no mais profundo silêncio. O que me cabe nessa vida é apenas o singelo poder a curto prazo: o meu agora (nesse exato momento). E nem me sobra tanto para glorificar-me. O passado foi vivido. Saboreei cada gole, me fartando do destino para se colocar o começo, meio e fim para cada coisa vivida, como uma tarefa realizada com ou sem sucesso. O presente é reticência pura - nunca vou saber como vai terminar, afinal as incertezas diária...

Um MaL "absolutamente" NecEsSáRiOo

6/6/2008 16:20:27 O efeito terremoto já passou como previsto. Não sou de ficar me lamentando (apenas faço comentários de minha própria vida – e está aí o prazer em se postar). O pessimismo é notável em certos dias (poxa, quem não tem disso às vezes? – pelo menos euzinha tenho freqüentemente). Mas sou mais fissurada em dias perfeitos, coloridos e que me rendam pensamentos positivos ao encostar minha cabeça ao travesseiro no final do dia. Estou engasgada com uma situação que não sei ao certo como lidar, como resolver e isso já está dando uma certa pane no meu sistema... Queria ter o livre arbítrio em gostar ou não de alguém (nessa vida a única coisa que não temos o direito de decidir é isso, grande injustiça!). Se a escolha dependesse de mim, escolheria não amar ninguém. Pouparia-me desse mal, dessa doença sem cura. O pensamento do leitor me bateu fundo... “Essa mina só fala de amor, de romantismo e banaliza o sentimento como fosse algo nojento, sujo, a qual não encontramos o prazer”....