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** ConEctAda MsM **


Remenda-se aqui... remenda-se acolá. Fico olhando o vai e vem frenético das pessoas, do tempo, dos acontecimentos, como se fossem vídeos acelerados e malucos diante dos meus olhos.
As pessoas não se trombam mais – e confesso que até já me acostumei com esse mundo virtual, onde todos parecem estar dentro do mesmo lugar – mas na realidade a distancia se é bem maior entrelaçada a fios e redes de conexões.
Passamos o dia contando que as horas voem depressa. Talvez uma questão justa para se ver livre logo das obrigações de um mundo adulto e real para cairmos inertes em uma cama fria e só nossa – Ah é esse o tempo em que desligamos o automático e como conseqüência nos ‘desligamos’ até mesmo sem querer de nós mesmos, pois o existencial torra o saco!
Não há mais tempo para contatos físicos – até fujo de alguns na cara dura e nem sei explicar direito o porque... “Canseira? Desgaste? Stress ou por já saber o que vai acontecer?
A real é que o calor humano ao mesmo tempo em que faz falta ele nos deixa fadigados. Entremos então no virtual, afinal não preciso estar linda e maquiada para um encontro casual na net... não preciso desperdiçar minha melhor fragrância ou roupa caso o encontro não atinja as expectativas esperadas... e se o papo estiver cansativo, basta modificar com um clic meu status para “Ocupado” – “Ausente” – e até mesmo “Offline”.

Aprendi a me aperfeiçoar e aceitar bem esse mundo surreal. Gosto dele, na boa. Conectada a uma rede se obtém a atenção devida (chama-se à atenção caso quem estiver do outro lado demore a responder), se fala coisas que nem por brincadeira se falaria na real. As palavras brotam... Fluem... Ganham asas virtuais... e até mesmo as sensações podem ser expressadas com ‘emotions’ mesmo quando se a piada não teve tanta graça assim, lá está você tendo seu sorriso bem representado.

Amam-se, beijam-se... trocam-se confidências... transformam-se em amigos, namorados, amantes e em seres perfeitos e sonhados... Um estranho torna-se ao acaso seu melhor amigo e o real é deixado para trás. Perdem-se horas aqui... e ainda assim, sempre tenho a sensação que poderia ter visto mais, falado mais, procurado mais, visitado mais páginas e ter me transportado para outros mundos virtuais.
Com um mero download se recupera uma música perdida pelo tempo. Atualiza-se, se diverte, se brinca e assiste os filmes que não se tem tempo para ir ao cinema, nem mesmo na ultima sessão.

Antes mesmo de se ouvir uma voz grave ao pé do ouvido, através dos sites de relacionamentos se descobre tudo sobre a pessoa...
As comunidades te apresentam a um ser em apenas alguns segundos... sei quem é, o que gosta de ler, o que curte comer, o que faz, o que sonha, etc, etc... Me identifico em instantes... e se não... nem repasso meu link.

Acabou aquela coisa gostosa de passar horas tentando absorver tudo em um único encontro cara-a-cara, tet-a-tet... fugindo de olhares e toques de mãos frias – nossa faz tempo que não sinto essas coisas. Os encontros hoje são pra lá de ultra planejados via bate-papo.

Eu hein!
Ainda sinto medo dessas coisas!
Sou atualizada, mais ainda com certas censuras de antigamente (kkk coisa de velha é eu sei). Não me importo de ser eu mesma aqui (virtualmente) ou em qualquer lugar. Claro que muitos interpretam mil Janas ou JanNes diferentes e dou muita risada disso, afinal estando conectada aqui sei que meu estado de humor influencia e muito, confundindo os seres do lado de lá, pois ora sou calorosa e outras fria. Oras estou só para brincadeiras e noutras quero um papo sério de gente grande mesmo. Quem entende? São todos assim.

Sei mesmo é que tento aproveitar tudo, antes que a realidade do fim do turno trabalhado me expulse ou então por um mero capricho a conexão caia e sabe-se lá quando vai ressuscitar... Pois aqui... tudo é possível.

Viva o virtual!

BjOkas
BoOomm final de semana Galera

* JaNne * Offline



Comentários

► JOTA ENE ◄ disse…
ººº
Tem mesmo que aprender a viver e aceitar bem esse mundo surreal e.... virtual !!
Janaína Pupo disse…
Adorei o texto, linda! Muito bom.
Ótima semana.
Beijos.

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