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Eita que os anos passam depressa demais. Massacram tudo. Sinto falta daqui. Do tempo bom, de varar madrugadas a fora, matutando com minha mente e percepção... Há anos não escrevo por motivos que nem sei. Talvez eu tenha fugido das palavras, do meu mundo particular e tenha me botado em órbita! Talvez essa fuga foi de encontro ao nada, mas agora quero estar de volta. Quero meu canto, minha segurança, quero minhas queridas palavras dançantes. ... Estou voltando! um 💋 na alma, JanNa

* A peça chave, é você! *

Estranhamente temos ou sentimos a necessidade de estar em constante limpeza interior. Ontem o que era bom, hoje já não satisfaz. O que agora te faz sorrir, amanhã será só uma lembrança. Crises são crises. E as existenciais são um estrondo na mente. É um pensar sem parar, uma angustia uma falta de resposta e não aceitação do que se vive. É um olhar para dentro e não saber o que realmente importa. Como se estivesse dentro de um quebra-cabeça gigante e ter plena certeza que nenhuma peça irá se encaixar. Existo por quê? Há os que virão com belos conselhos contra o seu vazio. Os que te apresentarão a religiosidade, os que simplesmente te dirão para parar de frescuras e seguir. Nada disso é válido quando você mesmo não quer enxergar não é mesmo? Sei bem. Nesses momentos, o que alivia mesmo é o silêncio. É se trancar em um quarto escuro, fechar os olhos e se imaginar parte dessa escuridão. É permitir que as lágrimas escorram e que seu corpo se esgote tanto a ponto de não sent...

* Obviamente, SILÊNCIO! *

Não, a gente não se fala mais. Em meio a tantas conversas paralelas e sobre tudo, o que nos restou foi um silêncio profundo. Nada de ‘ois’ apaixonantes e muito menos mensagens matinais de bom dia. A foto que vejo é apenas uma lembrança e ainda assim me pergunto se tudo foi real ou meramente fruto da minha fantasia. Afinal, aonde foi parar toda aquela extasiada alegria e aquela breve sensação de se ter ingerido borboletas multicoloridas? Sei lá. Talvez estejam junto com a saudade breve que me visita – porque é o máximo que me permito. Me recuso a recordar que sonhei com você. Que meus planos um dia se encaixavam aos seus de uma maneira mágica. Perdi a vontade de ser curiosa e abrir gavetas onde fatalmente te encontrarei. Tranquei tudo. Para que você não escape e pela madrugada, venha me atormentar feito um fantasma querido. Sabe, eu não chorei quando te disse adeus e pedi para cuidar da sua vida. Ao contrário, eu senti foi vontade de me socar por dentro por ainda assim m...

(...)

Em um período muito curto as descobertas são variáveis. Por exemplo, descobri que o esquecimento não é um ponto final de uma lembrança qualquer e sim uma mera reticência, das quais utilizo tanto em meus textos e de quebra nem havia me atentado do 'porquê'. A vida muda ou mudou (reticências) Eu mudei (reticências) O amor acabou (reticências) Notei que minhas reticências vem e vão como parte obrigatória. Desde o inicio ao término de uma frase... lá estão elas. Sem contar que mentalmente as utilizo mais do que o necessário no mais profundo silêncio. O que me cabe nessa vida é apenas o singelo poder a curto prazo: o meu agora (nesse exato momento). E nem me sobra tanto para glorificar-me. O passado foi vivido. Saboreei cada gole, me fartando do destino para se colocar o começo, meio e fim para cada coisa vivida, como uma tarefa realizada com ou sem sucesso. O presente é reticência pura - nunca vou saber como vai terminar, afinal as incertezas diária...

** FiCar prA quÊ? **

Ei! estou escutando sua voz ao longe... Percebo apenas que está gritando, me falando coisas indecifráveis e que agradeço por estar tão distante para não ouvi-las. Já bastam minhas lamentações e choro instantâneo e oculto. Sim, sinto muito, mas nesse momento estou machucada demais para ouvir palavras que me feriram tanto... e poxa vida, elas são tantas! Parecem que nunca vão morrer na lembrança. Melhor mesmo é dar no pé. Sair correndo sem meus chinelos favoritos, massacrando os cascalhos que estão pelo caminho. Nada fere o corpo se a alma está fragmentada pela dor. O melhor é sufocar meu fôlego e ficar quieta daqui uns metros, até que tudo se acalme e eu não possa ver você em meu passado me chamando. Estou sendo egoísta? Talvez. Mas só eu sei o que é melhor pra mim. Nada adiantou. No fim tive medo desses sonhos e permiti que eles fossem mutilados. Um a um, num erro constante. E a saída é esta: a fuga. Antes que eu me arrependa e sinta saudades demais e pense em volta...

** Coração, minha única porção **

Nada é eterno... nem tão intenso que não tenha seu próprio tempo de se finalizar. Aos poucos as cores desbotam, o sorriso se perde, os olhos não vêem. Uma queda brusca e sinceramente insana. Não há vencedores numa guerra perdida, sobra apenas o cansaço, os olhos vermelhos e a sensação de se ter lutado em vão. Perder não é o forte de ninguém mas sim algo que temos a obrigatoriedade de aceitar. Eu  perco, você perde - pronto! Palavras evasivas criam vida própria, sem contar as criticas e desapontamentos instantâneos que têm o único objetivo: ferir. Afinal se todos não saírem sangrando não tem graça, não é mesmo? Tem que ter fragmentos, choro, culpas. Resolvi que não quero isso pra mim... e então liberto-me. Deixo pra lá o motivo da guerra e pela qual defendi por algum tempo achando que a vitória era a única coisa certa. Errei feio, admito, mas as forças acabaram e meu pilotão de sentimentos se retiraram. Engolindo a derrota também acho importante sair de cena, mas sem martírios. H...

* CoNfLiToS ReAiS *

Já desci da torre da Rapunzel e ainda assim me sinto em perigo. Eita mundão estranho esse minha gente, onde tudo parece rodar feito pião sem rumo e só se deixa zoado. Passei foi muito tempo enclausurada e mortificada pelo sentimentalismo barato que estando ‘acordada’ pareço até fora de órbita. Seria o amor como aquelas vacinas super potentes e de dose única? Ou poderia tomá-lo em doses de Tequila pura até cair... cair... e do chão ficar rindo com o vento que sopra suave no rosto? Sei lá. Só sei que estou sem rumo. Foram tantos os questionamentos e pressões emocionais que minha mente cortou o contato direto com o coração. Cada um age conforme sua tosca vontade e eu me ferrando nessa batalha desigual. Não mando em mais nada por aqui! Amei uma vez, duas... Apaixonei-me trocentas (mentira, algumas apenas!). O real problema é a mania de incorporar a palavra ‘intensa’ numa vida inteira. Aos longos dos anos e das falhas imperdoáveis, descobri que incorporar tal palavra ...

** FuManTeS S.A **

- Eiiii, alguém para esse trem da abstinência porque necessito descer! Algo em mim não vai bem, uma confusão estrondosa, mente e corpo em um ringue estilo MMA. A idéia foi boa, diga-se de passagem, de uma mente cansada e já se sentindo escrava. O corpo vem reagindo como pode, gritando sua grotesca falta de nicotina, atormentado: ô coitado! Sete dias. Uma semana. 168 horas sob a mira da força de vontade – é tudo que tenho e que utilizo para tranqüilizar o animo. Opinião não se tem muito valor a quem deseja suicidar um vício. As correntes de apoio também não, afinal serão as mesmas que se tornarão criticas fatais caso vacile na minha decisão e obedeça a recaída. Não, não quero isso. Juro. Mas citarei alguns dos malefícios e benefícios desse ato excelente, mas insano vai... ou o contrário? Ráh, já nem sei. Eu gostava de fumar. A fumaça tinha algo encantador, sedutor... e invadia meus pulmões com o mesmo propósito e me levava em segundos a um êxtase de s...

** SuPerAçãO **

A correnteza te arrastou. Sim, ela te levou e por pouco não te tirou a vida. Mas seu fôlego ainda estava ali, meio que distraído ao desespero. Apavorado com as conseqüências do que se não pode adivinhar. Fiquei na beirada, como tua sombra que não abandona. Mas minhas mãos estavam longe né? Ou talvez será que não as viu? Sentei. Ouvi teus gritos, mas sinceramente não quis ajudar – afinal me afogaria com você e nas circunstâncias poderia até me responsabilizar por te levar ao fundo. Mas me nego a isso. Pois creio que nos afundamos sozinhos, sem culpas, sem traquejos. Continuei olhando e vi quando se agarrou em algo – suspirei de alivio, confesso. Vi quando usou suas únicas forças para chegar até algo que te desse segurança e assim o fez. Não precisou de ajudas, você notou? Bati palmas. Adoro ver quando as pessoas se superam. Surpreendentemente permitiu que o ar invadisse seus pulmões e foi se acalmando e então chorou. Uma dor o invadiu, mas não física... uma do...

** tOrmEntAs **

Eita que as águas deste rio está agitada e o vento sopra ingrato bagunçando meus cabelos. Sinto falta de escrever, mas meus textos morrem nas pontas dos dedos – talvez medo do retorno ou da vazão de sentimentos que tanto bloqueei a saída, como compotas reservadas para dias secos. Não dá mais para manter o meu universo paralelo, preciso voltar já que caminhei sem rumo por diversas estradas. Mas seria o mais sensato? Nem sei. O amor definhou. A vida mudou. Me cansei de tudo um pouco e das pessoas boa parte. Estranhamente segui a vida. Amadureci um bocado com meus vales e paraísos. Um contraste permanente e necessário. Havia mais sentimentos quando escrevia. Compaixão, dor e revolta. Alegria, sorrisos e felicidade instantânea. Hoje as palavras estão lá, jogadinhas em um canto íntimo, tentando me seduzir com a melhor das hipóteses. Resisto, mas hoje quis me embriagar delas até cair. Hic! Vamos lá. Como todo bêbado, hoje quero chorar as pitangas. Sufoquei um amo...

* Etilista do Tempo *

O abandono é iminente... e os rabiscos são sempre desprezados pela minha mera falta de  displicência ou zelo. Ando desprezando minhas palavras, engolindo-as e tendo mesmo uma péssima digestão... Não virei as páginas... apenas as colei uma a uma para que não me fosse permitido dar no mínimo uma olhadela por entre a curiosidade. Ah felicidade! Você teve que ficar ai, escondidinha enquanto organizo suas bagunças.  Enquanto finjo ser gente grande e resulto em atos certos. Mas confesso!  Em certos momentos ainda ouço o som da sua risada gostosa e vasculho seu rosto em fotos incomuns e proibidas a minha mera visitação. Isso me distrai o ser, feito massagem ao ego. Aquele tipo de coisa que soam mais como segredos... censura. Deixei para lá o jeito egocêntrico como te via e estou mesmo é dando passos. Meios lentos e bipolares... pois da mesma maneira que explodem feitos fogos de artificios em ano novo... também ouço a música funebre do seu enterro imaginário...

nAda Se peRde!

Num tempo obscuro tirei minhas sandálias e resolvi que botar os pés diretamente ao chão me fazia mais bem do que se poderia imaginar. Tudo vai doer quando estiver descalço, mas as pedras que machucam são meramente necessárias, assim como aliviar os pés nas águas de um riacho. É uma constante. Hora dor, hora alivio. E todos os caminhos vão criando suas formas intocáveis em um canto sutil da lembrança de se ter passado e/ou vivido algo. Resolvi sentar. Encolher e abraçar meus joelhos sem pensar em nada. Pelo menos tenho alguns instantes de sossego, posso sentir que nada lateja, nada me suga, nada me prende. Confesso que a sensação de se paralisar tudo é acusadora. É como se todos respirassem e você não. É como se os dias de todos passassem e o seu não. E assim me torno uma admiradora assídua dos minutos que se vão. E o mesmo bem estar que invade, sufoca! Mas quem não precisa furtar seu próprio tempo? Nem respondam. Sei as respostas. Inquietamente elas zomb...

** Enigmas reais **

Todo final representa um momento doloroso, mas que precisava terminar. Dói, mas é necessário! Assim, ando pondo fim em certas emoções que vivi, Em amizades que não aprecio mais tanto assim... Em amores degradantes... Em fios enrolados a um nada. Quero liberdade, mais sem retornos.   A sensação que ando degustando ultimamente tem sabor amargo. De desprezo, como se não fizesse parte de mim e mesmo assim, me obrigo a provar. Não preciso mais disso! Sinto-me fora. Ausente. E quando retorno, me xingo. Como se encontrasse minha casa (minha vida) de pernas para o ar. Da maneira que jamais gostaria de visualizar. Sento, choro. Reflito. Não lágrimas de/ou por fracasso. Mas por não desejar mais isso. Sentimentos, amizades sem alianças, pessoas falsas e medíocres, as quais usurpam meu bem estar, meu infinito.   A ânsia de harmonização interior vem sendo mais forte. São meus dons que gritam. Meus sonhos que me cutucam para serem reais. Meus desejos ocultos que querem aflorar. ...

** ContiNuo **

  Ei, sou eu lembra? Ainda continuo falando em metáforas, incógnitas e ocultando nomes e sobrenomes. Ainda olho no espelho (mesmo que rapidamente) e deparo comigo sem muitos sustos, afinal nunca fui mulher de se grilar com as marcas do tempo e sim com o avanço das horas que se perdem num buraco negro da minha historia. Só eu sei o que vivi, o que senti até aqui. Tento explicar, mas fica sempre uma duvida no ar, uma observação se estou sendo compreendida ou meramente taxada de qualquer absurdo. É, meus cabelos mudaram. Transformaram-se em loiros, caramelos, castanhos e pretos. Meu jeans já não é mais aquele que eu tanto gostava e até ontem eu ainda juntava nas gavetas, como forma de se voltar ao tempo. Ontem eu ainda ouvia samba, rock... hoje prefiro entender a letra. Tiro dela meus sentimentos ocultos, revivo-os...   tudo calada, sem muito barulho. Os sonhos? Ah, estes continuam... brotam feito erva daninha, mato chato, mas que nunca temos coragem de limpar o ter...

** DxA tDo PasSar **

Descobri muitas coisas durante esse meu afastamento do mundo... Principalmente que não dá para morrer antes que seja hora. Que não dá para compreender todo mundo, ignorando totalmente os defeitos aparentes. Vi que as pessoas usam mil faces... e que indiretamente somos obrigados a usar uma delas a qualquer momento inesperado. Descobri de onde brota minha força e compreendi o porquê Deus me impôs certas responsabilidades... E pior de tudo, vi que andar sozinho é balela! Pois de certa forma alguém com uma luz muito especial nos espia e sopra aos nossos ouvidos os dois caminhos...   Suspiro! Ah como foram dias difíceis! E caminhar ainda dói de certa forma. Mas como o vento sopra no meu rosto gelando tudo, resolvi deixar que a sensação de que não somos donos de nada, me levar... Ouvi que andar nos trilhos é sempre uma forma de se sentir melhor... pois sempre vemos uma linha reta a nos esperar a passagem... Mas há momentos que existem os desvios (as escolhas) ou ...

** SauDadEs **

Ops! Buenas Tardes meus anjos... -QUE SAUDADE MONSTRO DISSO AQUI - mas por motivos pessoais me mantive ausente... e pra ser sincera até mesmo as palavras voaram do meu coração e se calaram por algum tempo. É o mesmo que dizer que estive (e ainda me encontro) muito ausente de mim mesma.  Mas hoje acordei com saudades. Saudade do amor. Saudades das cores vibrantes... E dedico essa música a pessoa que sabe que ainda estou aqui... ou ao seu lado por alguma razão que gostaria muito que fosse irreal. "Estou com saudades de você, meu gigante... me cuidando como me pediu, mas te levando morto ou vivo (dependendo do meu momento) por onde quero estar. O tempo muitas vezes é remédio para as dores que sentimos. Mas em outras palavras, ele chega a ser altamente cruel quando sentimos falta de algo. E nessas horas eu agradeço ao Pai por ter me dado meus dons.... de estar, de ver, de sentir... de absorver tudo, até mesmo a felicidade alheia. Isso dói, mas também me conforta. Afinal as ...

** AnCoRadO à VoCê **

Eu sei lá, não sinto vontade de falar de mim... de você ou de qualquer coisa que evidencie meu estado... Só quero sentar na grama e ouvir a natureza pulsar sua vida... que tranquilamente vai me sugando e como numa fotossíntese, tentando   me devolver melhor... Estou indo longe para poder achar essa troca justa.   Fugindo do tempo e de seus segundos... Desejando o desaparecimento dos meus sentimentos. Desejando desligar o automático, desejando uma brecha onde se possa entardecer minhas razões e entregar os pontos. E se fazer tudo novo. É isso que busco na paisagem, no horizonte. Ou em noites escuras onde a lua apenas, ilumina meus caminhos... Então as palavras se calam. Assustam e perpetuam-se numa masmorra intima. Apenas nossa. Já nem tenho forças para salvá-las ou deixarem libertas. Pois nem eu mesma quero ouvi-las.   “Eu acredito” Que amanhã vou sorrir, que não vou te encontrar, que não sentirei sua presença simplesmente pelo toque do ar frio no meu corpo...