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** MeU aMor É mAriNheiRo **

Desde que você se foi fiquei perdida sem rastros... Eu e meu marinheiro solitário diante das ondas, navegando. O coração mais parece um mar em revolta, mas em todo amanhecer se mostra calmo e tranquilo. Todo bom e velho marinheiro acredita no poder de se vencer dia a dia seus medos e temores ocultos, desbravando seu destino e assim é meu amor. Adoecido talvez. E em muitas perdido em seu próprio horizonte. Há apenas uma força que o move sem que seja preciso de remos. E assim o balanço das aguas tranquilas em dias ensolarados nos leva... Dentro de mim, dentro dele... Afinal somos duas fontes de energia que se alimentam mutuamente. Ora nossa convivência é pacifica e em muitas desastrosas. Mas somos um. Incomuns, mais ainda somos. Já me acostumei a velejar acompanhado de sua presença e ele com minha indiferença. Rimos, choramos, aprendemos. Sem que haja esperas futuras do termino do laço que nos une. Eu sei lá porque ele quis ficar e muito menos sei por que permiti. Apenas sinto-o...

** mE aRrisCo **

S ou brisa solitária no meio da noite Os desejos mais ocultos, Sou mais você do que eu mesma... Correndo num parque Chorando na chuva Sorrindo da criança brincando no balanço Sou tão livre E tão presa Estagnada como rocha Ou a milhão feito um cometa Eu passo Repasso E tudo muda...   Sou o pular no abismo O medo, o pavor, a dor Sou o mundo incolor E multicor   Sou o risco O traço E a obra final   Sempre abstrata A procura dos que decifrem Intacta   Sou sol , Sou lua Sou o rio que passa devagar...   Sou eu quem te esculacho, Sou eu que te renovo, Sou eu que morro Sou eu que vivo... Tanto no amor como no ódio Transbordo!   E no silencio, volto à procura das minhas sobras. Afinal, por instantes fui tanta coisa e não fui nada! E numa dessas madrugadas, eu me encontrava... Fria, quente... Impregnada de mim mesma, na calad a ! (by JanNe) Leia ouvindo:

** DeSapEguE-sE **

Há algo em mim transbordando e me fazendo mudar todo tipo de conceito em relação ao que tanto aflige a alma... o amor. Em anos de convivência com a vida, pude notar o quanto as pessoas esperam algo em troca daquilo que se doa involuntariamente. Sentimentos não são feito penhoras, onde se aguarda em algum momento um retorno obrigatório e justo. São feito o ar que saem dos pulmões... livres e puros. Não há como exigir trocas forçadas ou até mesmo embutir na pessoa amada tal responsabilidade de receber o mesmo amor atribuído ou nas mesmas proporções. O amor reciproco é o que sempre devemos esperar, mas quase nunca paramos para pensar nisso. É muito mais exigência, carência e pedidos, do que propriamente doação. Bem do tipo, se eu beijo com carinho automaticamente e mesmo que sem querer, eu espero o mesmo beijo em troca. Se faço carinho, espero igualmente. Se me dou com toda graça, quero que também o faça. E se amo, quero na mesma quantidade. Estão vendo, como é mais uma busca de ret...

Dia Lindo!

Feliz aniversário minha Luz!!!

** sAbOtaGeM d si MeSmO **

Há ruinas que o tempo não dissipa com seu assopro. Elas mais parecem fantasmas de um tempo perdido. Seguras de si, imponentes. Mas o que ninguém percebe é que para destruir, basta um leve toque e tudo balança. Fortes estruturas enigmáticas, mas sem vida. Basta o ponto certo para que tudo venha abaixo. E assim, mantemos certas ruinas em nossas vidas por anos, décadas e inclusive até o fim. Para que precisamos de um campo onde a visão é apenas o passado? Para se lembrar, isso eu já sei. Mas qual a finalidade? Causar dor, ressentimento. Para atestar os fracassos e se torturar toda vez que a voz da critica te questiona em dias sombrios? Ah, não precisamos disso. Mas as ruinas tornam-se deusas, intocáveis... Cheias de poder. Eu ando criando coragem para enfrentar algumas delas e destruí-las. Demorei, sei bem disso. Mas somente com o passar dos anos é que vemos que ao invés de nos tornarmos fracos é que achamos o pote de ouro do amadurecimento.  Descobri que tem coisas...

** CiClOs **

Há sempre dois caminhos. Um que seguimos por instinto achando que é o mais sensato e outro que nos puxa feito imã e as certezas não existem. Talvez o segundo seja o que mais atraia, mais receba transeuntes e nos leve a paisagens desconexas. E o acerto é quase incerto, como em quase tudo na vida. Uma flecha que segue em disparada a um alvo... Distante, perto... Ele está lá, sei disso e será fincado com a força da minha alma. Será que vai doer? Ah, mas nem tenho argumentos para me defender! Ela (a flecha) apenas segue numa velocidade insana... Derrubando, desviando... Queimando tudo, fazendo de cinzas metade da minha historia. Sinto-me presa ao cheiro, ao toque, as coisas estranhas que sinto. Presa a outro mundo, onde as palavras ainda soam codificadas. Sigo apenas o instinto. De querer, de estar bem, de pisar em nuvens. É tudo tão surreal, que mesmo enxergando, desacredito. O novo sempre me assusta. Sempre é violento, sempre me deixa estagnada. ...

** ChuVa q LaVa a AlMa **

Esse tempo chuvoso me deprime... Meus olhos ficam pesados, meu corpo parece mais que vai desabar diante da minha vontade de me manter em pé. Ouço o toque do piano... ele, a chuva e meu coração. As batidas são paralelas, mas acabam no mesmo compasso... Sou toda nostálgica em dias assim: Obscuro, nuvens cinzas a tapar meu céu azul. Dia bom para sentar e conversar, segurar mãos firmes. Olhar nos olhos e encontrar alguma luz. De alguma maneira a enxurrada leva várias coisas que estavam atrapalhando o caminho das aguas, mas poucos percebem. E o dia é só mais um... by JanNe