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** AnCoRadO à VoCê **

Eu sei lá, não sinto vontade de falar de mim... de você ou de qualquer coisa que evidencie meu estado... Só quero sentar na grama e ouvir a natureza pulsar sua vida... que tranquilamente vai me sugando e como numa fotossíntese, tentando   me devolver melhor... Estou indo longe para poder achar essa troca justa.   Fugindo do tempo e de seus segundos... Desejando o desaparecimento dos meus sentimentos. Desejando desligar o automático, desejando uma brecha onde se possa entardecer minhas razões e entregar os pontos. E se fazer tudo novo. É isso que busco na paisagem, no horizonte. Ou em noites escuras onde a lua apenas, ilumina meus caminhos... Então as palavras se calam. Assustam e perpetuam-se numa masmorra intima. Apenas nossa. Já nem tenho forças para salvá-las ou deixarem libertas. Pois nem eu mesma quero ouvi-las.   “Eu acredito” Que amanhã vou sorrir, que não vou te encontrar, que não sentirei sua presença simplesmente pelo toque do ar frio no meu corpo...

** AmaNhã tE eSqUeçO **

Nada lava a alma, nada me faz sair desse submundo exteriorizado, marcado. Marcado pela sua presença, pelo vulto desfocado ou pelo sorriso vago. E quando penso que estou liberta, lá vem você estagnar minhas vontades e então não faço mais nada. Tudo que sinto é vontade de sair de mim. Fugir pra onde minha sensibilidade não me perturbe, onde eu não o veja e muito menos o sinta... Apenas respire. Certa vez eu te vi como o sol... Irradiando, queimando feito fogo. Mas me escondi debaixo da sombra e permaneci. Tive e sempre terei medo que manches minha pele... que me faça transpirar de cansaço Que como ladrão furte minhas energias boas E me faça apenas louca. Insana de paixão, de desejos, de verão. Que me faça sair dessa chuva, Que me roube o mundo cinza E que me mostre seu rosto escondido Sentir você na multidão é imperfeito demais para alguém como eu. Que só idealiza Que rabisca versos feitos poetiza Mas que pra você nunca ganham vida Estou fart...

Dia da BruNa

** MeU aMor É mAriNheiRo **

Desde que você se foi fiquei perdida sem rastros... Eu e meu marinheiro solitário diante das ondas, navegando. O coração mais parece um mar em revolta, mas em todo amanhecer se mostra calmo e tranquilo. Todo bom e velho marinheiro acredita no poder de se vencer dia a dia seus medos e temores ocultos, desbravando seu destino e assim é meu amor. Adoecido talvez. E em muitas perdido em seu próprio horizonte. Há apenas uma força que o move sem que seja preciso de remos. E assim o balanço das aguas tranquilas em dias ensolarados nos leva... Dentro de mim, dentro dele... Afinal somos duas fontes de energia que se alimentam mutuamente. Ora nossa convivência é pacifica e em muitas desastrosas. Mas somos um. Incomuns, mais ainda somos. Já me acostumei a velejar acompanhado de sua presença e ele com minha indiferença. Rimos, choramos, aprendemos. Sem que haja esperas futuras do termino do laço que nos une. Eu sei lá porque ele quis ficar e muito menos sei por que permiti. Apenas sinto-o...

** mE aRrisCo **

S ou brisa solitária no meio da noite Os desejos mais ocultos, Sou mais você do que eu mesma... Correndo num parque Chorando na chuva Sorrindo da criança brincando no balanço Sou tão livre E tão presa Estagnada como rocha Ou a milhão feito um cometa Eu passo Repasso E tudo muda...   Sou o pular no abismo O medo, o pavor, a dor Sou o mundo incolor E multicor   Sou o risco O traço E a obra final   Sempre abstrata A procura dos que decifrem Intacta   Sou sol , Sou lua Sou o rio que passa devagar...   Sou eu quem te esculacho, Sou eu que te renovo, Sou eu que morro Sou eu que vivo... Tanto no amor como no ódio Transbordo!   E no silencio, volto à procura das minhas sobras. Afinal, por instantes fui tanta coisa e não fui nada! E numa dessas madrugadas, eu me encontrava... Fria, quente... Impregnada de mim mesma, na calad a ! (by JanNe) Leia ouvindo:

** DeSapEguE-sE **

Há algo em mim transbordando e me fazendo mudar todo tipo de conceito em relação ao que tanto aflige a alma... o amor. Em anos de convivência com a vida, pude notar o quanto as pessoas esperam algo em troca daquilo que se doa involuntariamente. Sentimentos não são feito penhoras, onde se aguarda em algum momento um retorno obrigatório e justo. São feito o ar que saem dos pulmões... livres e puros. Não há como exigir trocas forçadas ou até mesmo embutir na pessoa amada tal responsabilidade de receber o mesmo amor atribuído ou nas mesmas proporções. O amor reciproco é o que sempre devemos esperar, mas quase nunca paramos para pensar nisso. É muito mais exigência, carência e pedidos, do que propriamente doação. Bem do tipo, se eu beijo com carinho automaticamente e mesmo que sem querer, eu espero o mesmo beijo em troca. Se faço carinho, espero igualmente. Se me dou com toda graça, quero que também o faça. E se amo, quero na mesma quantidade. Estão vendo, como é mais uma busca de ret...

Dia Lindo!

Feliz aniversário minha Luz!!!