Pular para o conteúdo principal

** sEi QuE TudOo vAi PaSsaR **

Lágrimas me acordaram nessa manhã. As que tanto evitei ontem chegaram com força tremenda. Não deu para segurar... desabei.
Mesmo observando o dia nascer pela janela, ele me parecia tão sem cor... em preto e branco e assim segue minha visão até agora.

Pra que sorrir? Pra que fingir que estou bem, se tudo o que preciso é de um abraço forte, desses que demoramos certo tempo para desfazer. Sinto-me como uma folha que se desprende e lentamente vai caindo... caindo... até alcançar o inevitável.
Quero voltar para o estado de êxtase que sentia correr em minhas veias. Quero beber do sossego e admirar tudo em minha volta, mas o máximo que consigo fazer é ficar no escuro, escondida de todos e de mim.

Em toda minha vida, a despeito de toda dor... aqui estou. Sim... Mais uma vez.
E mesmo que volte, eu já não serei eu mesma.
Isso tudo irá passar, sei disso. E cada palavra que sai de mim, sinto-me amparada e aliviada.
Fui obrigada a também ficar com meus pensamentos, confusos e estranhos.
E são eles que me atormentam.
Dependo do tempo para ficar bem!

Mesmo sabendo que todas as risadas, todas as coisas boas e momentos mágicos estão voando diante de mim sem que eu queira, acho que sobreviverei.
Pois nada altera minha vida real. Nada alterará o que sou e o que trago comigo. E é realmente uma pena a insegurança bater a porta dessa forma, pois eu sim já me sentia segura. Sentia que tinha adquirido o que era meu de fato e sentia-me feliz.

Apenas sei de mim agora.
Permito que meu estado de espírito sugue minhas forças para encontrar as respostas que tanto quero.
Não vejo luz, não vejo esperança, não enxergo absolutamente nada.
Só me incomodo com a dor.

E nada e nem ninguém irá abrandá-la.
Só estou tentando aprender a lidar com ela ou me acostumar.
Já consegui outras vezes, mas sempre esqueço o jeito de fazer passar.
É algo sempre indecifrável para mim.

As portas ainda estão entreabertas... não sei se as fecho, se passo por elas ou as tranco de uma vez por todas. No fundo ainda acredito nelas e nem sei o porque, pois só me trouxeram sofrimentos camuflados de arco-íris.

Enganei-me mais uma vez?
Será que o medo de arriscar a ser feliz é maior que eu?

Talvez.
(...)

http://www.youtube.com/watch?v=hmppuf-2uiE
http://www.youtube.com/watch?v=IKJ-mbOZ9BA



Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Eita que os anos passam depressa demais. Massacram tudo. Sinto falta daqui. Do tempo bom, de varar madrugadas a fora, matutando com minha mente e percepção... Há anos não escrevo por motivos que nem sei. Talvez eu tenha fugido das palavras, do meu mundo particular e tenha me botado em órbita! Talvez essa fuga foi de encontro ao nada, mas agora quero estar de volta. Quero meu canto, minha segurança, quero minhas queridas palavras dançantes. ... Estou voltando! um 💋 na alma, JanNa

(...)

Em um período muito curto as descobertas são variáveis. Por exemplo, descobri que o esquecimento não é um ponto final de uma lembrança qualquer e sim uma mera reticência, das quais utilizo tanto em meus textos e de quebra nem havia me atentado do 'porquê'. A vida muda ou mudou (reticências) Eu mudei (reticências) O amor acabou (reticências) Notei que minhas reticências vem e vão como parte obrigatória. Desde o inicio ao término de uma frase... lá estão elas. Sem contar que mentalmente as utilizo mais do que o necessário no mais profundo silêncio. O que me cabe nessa vida é apenas o singelo poder a curto prazo: o meu agora (nesse exato momento). E nem me sobra tanto para glorificar-me. O passado foi vivido. Saboreei cada gole, me fartando do destino para se colocar o começo, meio e fim para cada coisa vivida, como uma tarefa realizada com ou sem sucesso. O presente é reticência pura - nunca vou saber como vai terminar, afinal as incertezas diária...

Um MaL "absolutamente" NecEsSáRiOo

6/6/2008 16:20:27 O efeito terremoto já passou como previsto. Não sou de ficar me lamentando (apenas faço comentários de minha própria vida – e está aí o prazer em se postar). O pessimismo é notável em certos dias (poxa, quem não tem disso às vezes? – pelo menos euzinha tenho freqüentemente). Mas sou mais fissurada em dias perfeitos, coloridos e que me rendam pensamentos positivos ao encostar minha cabeça ao travesseiro no final do dia. Estou engasgada com uma situação que não sei ao certo como lidar, como resolver e isso já está dando uma certa pane no meu sistema... Queria ter o livre arbítrio em gostar ou não de alguém (nessa vida a única coisa que não temos o direito de decidir é isso, grande injustiça!). Se a escolha dependesse de mim, escolheria não amar ninguém. Pouparia-me desse mal, dessa doença sem cura. O pensamento do leitor me bateu fundo... “Essa mina só fala de amor, de romantismo e banaliza o sentimento como fosse algo nojento, sujo, a qual não encontramos o prazer”....