Pular para o conteúdo principal

** CuidE-Se **


O que é a dor de um corpo físico diante da alma?
As pessoas ficam tão vulneráveis quando se adoecem e às vezes me questiono se o espírito sente essa transformação, mas como tenho lá meu dom, vejo isso claramente nesses últimos dias. A alma fica ao lado, encostada numa cadeira como um acompanhante indispensável. Louca para o retorno do seu posto, do seu lugar de fato.

Os espíritos adoecem, sabiam?
Talvez seja o primeiro a sentir que algo não está bem e no ultimo momento entregam os pontos e sobrecarregam o físico. Por isso vivo falando aqui para que todos: cuidem ‘melhor’ do interior... que é um antecessor da própria alma.

Pois depois que nos encontramos incapazes, somos nada perante a todo ressentimento e ilusão de que somos nossos próprios senhores, donos de si... Puros de verdade.
Somos sim, carentes de vibrações boas, de sentimentos verdadeiros e de uma visão mais ampla e simples da vida.

Não é pesado aceitar os erros alheios. Não é penoso pedir, por favor, e amar aquele que mais botamos defeitos.
Talvez seja difícil mesmo acostumar a alma com coisas sinceras. Mas ela já vem com todo esse manual acoplado, mas sempre resolvemos montar a nossa maneira e curiosidade. Apelando para o mais torto e insensato.
Está aí, o que chamamos de ‘livre arbítrio’... que ao meu ver é o mesmo que se permitir a errar.

Uma permissão que todos seguem, mas se esquecem da trajetória, do ciclo criado pela lei divina. Então param no caminho, retornam sem rumo, desistem. E o que era para ser um aprendizado positivo, percebe-se apenas nuvens negras pairando sobre o ar denso.

Meu lado bom me permite enxergar o que os outros deixam passar batido. É como transformar um ambiente real em duas camadas, a física e a espiritual. Claro que a espiritual tem mais força, chama mais a minha atenção até quando estou distraída. E muitas vezes me pego conversando com as almas enfermas. Peço para que voltem, terminem seus passos... Se curem. Quero que se perdoem. E que corpo, mente e alma faça as pazes...
Mas elas estão apegadas a sentimentos contraditórios, e são raras (raras mesmo) as que são desprendidas da própria mutilação da vida e esbanjam um rosto sereno pra mim.

Meu papel?
Aprender com isso tudo e cuidar bem de mim.
Com mais amor, mais carinho...
Doar meu carinho preso a pessoas que nunca mais irei ver. Mas que de certa forma, saberei que estarão bem em algum lugar desse espaço, que é tão nosso.

Não existem almas ruins.
Existem almas doentes. Sedentas de uma luz que ilumine o todo, por completo.


by JanNe

p.S; Leiam ouvindo...



Comentários

Nathalie disse…
Eu adorei o texto... Se encaixou com o que eu precisava ouvir, no caso ler. Obrigada. Beijinhos Nathi Netto
Janaína Pupo disse…
Muito bom o texto, flor... sempre bom passar por aqui.
Beijos linda.
Janaína Pupo disse…
Ei linda, ótima semana!
Beijos

Postagens mais visitadas deste blog

Eita que os anos passam depressa demais. Massacram tudo. Sinto falta daqui. Do tempo bom, de varar madrugadas a fora, matutando com minha mente e percepção... Há anos não escrevo por motivos que nem sei. Talvez eu tenha fugido das palavras, do meu mundo particular e tenha me botado em órbita! Talvez essa fuga foi de encontro ao nada, mas agora quero estar de volta. Quero meu canto, minha segurança, quero minhas queridas palavras dançantes. ... Estou voltando! um 💋 na alma, JanNa

(...)

Em um período muito curto as descobertas são variáveis. Por exemplo, descobri que o esquecimento não é um ponto final de uma lembrança qualquer e sim uma mera reticência, das quais utilizo tanto em meus textos e de quebra nem havia me atentado do 'porquê'. A vida muda ou mudou (reticências) Eu mudei (reticências) O amor acabou (reticências) Notei que minhas reticências vem e vão como parte obrigatória. Desde o inicio ao término de uma frase... lá estão elas. Sem contar que mentalmente as utilizo mais do que o necessário no mais profundo silêncio. O que me cabe nessa vida é apenas o singelo poder a curto prazo: o meu agora (nesse exato momento). E nem me sobra tanto para glorificar-me. O passado foi vivido. Saboreei cada gole, me fartando do destino para se colocar o começo, meio e fim para cada coisa vivida, como uma tarefa realizada com ou sem sucesso. O presente é reticência pura - nunca vou saber como vai terminar, afinal as incertezas diária...

** DeSapEguE-sE **

Há algo em mim transbordando e me fazendo mudar todo tipo de conceito em relação ao que tanto aflige a alma... o amor. Em anos de convivência com a vida, pude notar o quanto as pessoas esperam algo em troca daquilo que se doa involuntariamente. Sentimentos não são feito penhoras, onde se aguarda em algum momento um retorno obrigatório e justo. São feito o ar que saem dos pulmões... livres e puros. Não há como exigir trocas forçadas ou até mesmo embutir na pessoa amada tal responsabilidade de receber o mesmo amor atribuído ou nas mesmas proporções. O amor reciproco é o que sempre devemos esperar, mas quase nunca paramos para pensar nisso. É muito mais exigência, carência e pedidos, do que propriamente doação. Bem do tipo, se eu beijo com carinho automaticamente e mesmo que sem querer, eu espero o mesmo beijo em troca. Se faço carinho, espero igualmente. Se me dou com toda graça, quero que também o faça. E se amo, quero na mesma quantidade. Estão vendo, como é mais uma busca de ret...