Pular para o conteúdo principal

** SuTuRA **


Vá... corra!
Pegue a parafernália toda e não se esqueça dos fios de nylon.
Aqueça a alma, pois ficará gelado como morto...
Há uma pequena abertura que se tornará exposta logo-logo...
E quem sabe suturando não se feche?

Queria curar-te.
Queria interromper a alegria esvaindo-se...
E te colocar em coma profundo só para te sentir dependente de mim.
Sedar-te com meu amor incomum,
E estar lá quando acordar numa manhã bonita.

Mas não vou estar.
Não virá de minhas mãos o seu alivio.
Não haverá mais meu carinho.

Ele vai estar comigo.
Impedido pelo isolamento da sua necessidade.
Como um vírus mortal...

Será eternamente infectado,
Pois perdestes suas imunidades...

E eu?
Estarei distante...
Pois não tenho o fármaco para as dores futuras...
Fui apenas um agente desencadeante de suas paixões, de seus amores...

Grite pelo doutor dos tempos...
E cuide das cicatrizes com carinho. Elas sempre te renderão boas lembranças, embora em certos momentos irão latejar por instantes!

(...)
by JanNe





Comentários

Thatica. disse…
"Grite pelo doutor dos tempos...
E cuide das cicatrizes com carinho. Elas sempre te renderão boas lembranças, embora em certos momentos irão latejar por instantes!"

Amiga, essa frase é maravilhosa!
Vc estava inspiradissima!

Agradeço a Deus todos os dias por ter uma amiga como vc! sempre disposta a me ouvir e me ajudar.. saiba que é totalmente reciproco!

beijos e uma semana maravilhosa pra vc!
Thatica. disse…
Amiga, vc tinha luzes..
ficou ótima de luzes tbm!
bjs
Janaína Pupo disse…
Nossa minha linda, que texto fantástico! Intenso, sincero, você escreveu com a alma.
Simplesmente amei!!!
Boa semana, linda

Postagens mais visitadas deste blog

(...)

Em um período muito curto as descobertas são variáveis. Por exemplo, descobri que o esquecimento não é um ponto final de uma lembrança qualquer e sim uma mera reticência, das quais utilizo tanto em meus textos e de quebra nem havia me atentado do 'porquê'. A vida muda ou mudou (reticências) Eu mudei (reticências) O amor acabou (reticências) Notei que minhas reticências vem e vão como parte obrigatória. Desde o inicio ao término de uma frase... lá estão elas. Sem contar que mentalmente as utilizo mais do que o necessário no mais profundo silêncio. O que me cabe nessa vida é apenas o singelo poder a curto prazo: o meu agora (nesse exato momento). E nem me sobra tanto para glorificar-me. O passado foi vivido. Saboreei cada gole, me fartando do destino para se colocar o começo, meio e fim para cada coisa vivida, como uma tarefa realizada com ou sem sucesso. O presente é reticência pura - nunca vou saber como vai terminar, afinal as incertezas diária...

PlAnO B

Ressurge então essa idéia, a de incorporar certas decisões ao longo desses meus 27 anos e definitivamente entrar de cabeça! Falo sentimentalmente é claro, pois já que não encontrei as chaves das incógnitas, que elas cheguem atraídas pelo imã da decisão oportunamente certa. Sábios os conselhos (e há os que dizem que eles supostamente não são concretos numa vida – pura ilusão), pelo menos para mim são razoáveis e sustentáveis. A atração física é um mal desde que o mundo é mundo - “mal necessário, sem dúvida e muitas vezes sem lógica, pois o desejo carnal se vai com o ato concretizado e pelo suspiro de alivio" – Passou... Já era! O problema maior está cravado (e com raiz) na mente. É ela quem determina a busca, fantasiando, iludindo, rindo do seu (do meu) fracasso. Temos que ser contraditórios. Evoluir, crescer, liderar essa massa de neurônios que se dizem ‘apaixonados’ e retomar de vez o controle da situação. Erros e acertos, eis a questão! Peco quando estou embriagada de sentimenta...

** AnCoRadO à VoCê **

Eu sei lá, não sinto vontade de falar de mim... de você ou de qualquer coisa que evidencie meu estado... Só quero sentar na grama e ouvir a natureza pulsar sua vida... que tranquilamente vai me sugando e como numa fotossíntese, tentando   me devolver melhor... Estou indo longe para poder achar essa troca justa.   Fugindo do tempo e de seus segundos... Desejando o desaparecimento dos meus sentimentos. Desejando desligar o automático, desejando uma brecha onde se possa entardecer minhas razões e entregar os pontos. E se fazer tudo novo. É isso que busco na paisagem, no horizonte. Ou em noites escuras onde a lua apenas, ilumina meus caminhos... Então as palavras se calam. Assustam e perpetuam-se numa masmorra intima. Apenas nossa. Já nem tenho forças para salvá-las ou deixarem libertas. Pois nem eu mesma quero ouvi-las.   “Eu acredito” Que amanhã vou sorrir, que não vou te encontrar, que não sentirei sua presença simplesmente pelo toque do ar frio no meu corpo...