Pular para o conteúdo principal

** Na medida exata **

O que sinto preencheu o copo e escorreu...
Foi desperdiçado em pequenas quantidades. Mas suficientes para me deixar irritada com a molhadeira sobre a toalha de mesa.
Detesto bagunças. Detesto ter que limpar tudo sozinha.
Mas acabo fazendo, com a certeza que vou deixar tudo melhor que antes.
Ouço uma música e na fumaça redonda do cigarro eu domino os devaneios, vou criando coragem.
Meu primeiro instinto é jogar o copo todo fora. Se não serve para grandes quantidades, não serve para mim...  nada de esvaziar pela metade, alias odeio metades, seja lá em que situação.
O jeito é tomar eu mesma doses moderadas de bom senso.
Ráh! A sorte é que não me embriago fácil...
Sempre preferi encher os copos alheios a os meus... Esses eu degusto com cuidado!
 by JanNe (a metáfora em pessoa hehehehe)


Comentários

Leandro Lima disse…
"Sempre Preferi encher os copos alheios a os meus... Esses eu degusto com cuidado!"

Gostei dessa parte, me identifiquei.

Blog legal.
=D
Janaína Pupo disse…
Patacaparéu, você arrasou. Eu tbm detesto pela metadde, quero cheio, inteiro!
Muito bom amiga!
Beijos.

Postagens mais visitadas deste blog

(...)

Em um período muito curto as descobertas são variáveis. Por exemplo, descobri que o esquecimento não é um ponto final de uma lembrança qualquer e sim uma mera reticência, das quais utilizo tanto em meus textos e de quebra nem havia me atentado do 'porquê'. A vida muda ou mudou (reticências) Eu mudei (reticências) O amor acabou (reticências) Notei que minhas reticências vem e vão como parte obrigatória. Desde o inicio ao término de uma frase... lá estão elas. Sem contar que mentalmente as utilizo mais do que o necessário no mais profundo silêncio. O que me cabe nessa vida é apenas o singelo poder a curto prazo: o meu agora (nesse exato momento). E nem me sobra tanto para glorificar-me. O passado foi vivido. Saboreei cada gole, me fartando do destino para se colocar o começo, meio e fim para cada coisa vivida, como uma tarefa realizada com ou sem sucesso. O presente é reticência pura - nunca vou saber como vai terminar, afinal as incertezas diária...

PlAnO B

Ressurge então essa idéia, a de incorporar certas decisões ao longo desses meus 27 anos e definitivamente entrar de cabeça! Falo sentimentalmente é claro, pois já que não encontrei as chaves das incógnitas, que elas cheguem atraídas pelo imã da decisão oportunamente certa. Sábios os conselhos (e há os que dizem que eles supostamente não são concretos numa vida – pura ilusão), pelo menos para mim são razoáveis e sustentáveis. A atração física é um mal desde que o mundo é mundo - “mal necessário, sem dúvida e muitas vezes sem lógica, pois o desejo carnal se vai com o ato concretizado e pelo suspiro de alivio" – Passou... Já era! O problema maior está cravado (e com raiz) na mente. É ela quem determina a busca, fantasiando, iludindo, rindo do seu (do meu) fracasso. Temos que ser contraditórios. Evoluir, crescer, liderar essa massa de neurônios que se dizem ‘apaixonados’ e retomar de vez o controle da situação. Erros e acertos, eis a questão! Peco quando estou embriagada de sentimenta...

** AnCoRadO à VoCê **

Eu sei lá, não sinto vontade de falar de mim... de você ou de qualquer coisa que evidencie meu estado... Só quero sentar na grama e ouvir a natureza pulsar sua vida... que tranquilamente vai me sugando e como numa fotossíntese, tentando   me devolver melhor... Estou indo longe para poder achar essa troca justa.   Fugindo do tempo e de seus segundos... Desejando o desaparecimento dos meus sentimentos. Desejando desligar o automático, desejando uma brecha onde se possa entardecer minhas razões e entregar os pontos. E se fazer tudo novo. É isso que busco na paisagem, no horizonte. Ou em noites escuras onde a lua apenas, ilumina meus caminhos... Então as palavras se calam. Assustam e perpetuam-se numa masmorra intima. Apenas nossa. Já nem tenho forças para salvá-las ou deixarem libertas. Pois nem eu mesma quero ouvi-las.   “Eu acredito” Que amanhã vou sorrir, que não vou te encontrar, que não sentirei sua presença simplesmente pelo toque do ar frio no meu corpo...