Pular para o conteúdo principal

07 dE oUtUbRoO



Passei por mais um aniversário (e espero passar por vários outros, é claro). Nem que seja debaixo de uma laranjeira, eu apenas quero estar consciente. Não quero loucura, perda de memória... quero sim estar lúcida para agradecer os anos me ofertado.

Sim, sim... Creio que falo como uma vózinha olhando seu passado. Mas as coisas começam a ter um novo significado agora (como se daqui pra frente tudo fosse ser diferente).

Eu poderia registrar tudo em belas frases em um livro. Retratar cada instante. Numerar cada página como se fossem os anos passados. Poderia colocar retratos ou ter audácia de pintar as páginas das cores do meu estado de espírito (não haveria cores no mundo suficientes – eu sei). Mas me vale apenas a conservação da memória. E cada um tem a sua – intacta.

Quando tudo acabar, basta-me saber que a levarei comigo e a lembrança é o melhor dos presentes (cara, como Deus é perfeito).

Vinte e sete anos!
Sopram-me como brisas e ao mesmo tempo, pesam-me toneladas.
Acho que ninguém chega ao futuro conforme sonhou no passado. O presente é impiedoso. Muda tudo, transforma, desencaixa... e você sempre preso a ele (o presente), respirando o mesmo ar parado de sempre.
Quer entender?
Pois eu afirmo. Não conseguirás.

Embora todos tenham a banal sensação de serem seres únicos nesse mundo, a pensar, a sentir, viver é o que importa.
Claro, os caminhos levam a lugares exóticos. Mas cada um deles (bom ou ruim) ficará preso em você, em mim, ficará no intimo.

Até aqui tirei a lição que eu quis. Usei meu livre-arbítrio, permitindo-me as cabeçadas e as alegrias infinitas. Nada foi por acaso. Tudo foi cautelosamente planejado por Deus, respeitando minhas vontades.

Estou bem hoje (fisicamente adquirindo as marcas do tempo), mas aqui dentro... óOo... cada vez melhor.

A cada ano vivido, se paga uma parcela imposta pelo destino.
Fico saudosa do que já se escorreu de minhas mãos, principalmente aqueles anos em que a inocência imperava em meu ser (onde meus deveres e obrigações limitavam-se apenas em brincar, correr e dormir tranqüilamente – Quanta saudade sinto disso!!), mas estou ainda mais orgulhosa por ter chego aqui...
E sem querer olho lá na frente, no horizonte do futuro como criança curiosa. Mas a visão ainda é embaçada. Terei que aos poucos chegar, conquistar, afinal estou aqui para isso.

BeijoOO
Jana

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

(...)

Em um período muito curto as descobertas são variáveis. Por exemplo, descobri que o esquecimento não é um ponto final de uma lembrança qualquer e sim uma mera reticência, das quais utilizo tanto em meus textos e de quebra nem havia me atentado do 'porquê'. A vida muda ou mudou (reticências) Eu mudei (reticências) O amor acabou (reticências) Notei que minhas reticências vem e vão como parte obrigatória. Desde o inicio ao término de uma frase... lá estão elas. Sem contar que mentalmente as utilizo mais do que o necessário no mais profundo silêncio. O que me cabe nessa vida é apenas o singelo poder a curto prazo: o meu agora (nesse exato momento). E nem me sobra tanto para glorificar-me. O passado foi vivido. Saboreei cada gole, me fartando do destino para se colocar o começo, meio e fim para cada coisa vivida, como uma tarefa realizada com ou sem sucesso. O presente é reticência pura - nunca vou saber como vai terminar, afinal as incertezas diária...

PlAnO B

Ressurge então essa idéia, a de incorporar certas decisões ao longo desses meus 27 anos e definitivamente entrar de cabeça! Falo sentimentalmente é claro, pois já que não encontrei as chaves das incógnitas, que elas cheguem atraídas pelo imã da decisão oportunamente certa. Sábios os conselhos (e há os que dizem que eles supostamente não são concretos numa vida – pura ilusão), pelo menos para mim são razoáveis e sustentáveis. A atração física é um mal desde que o mundo é mundo - “mal necessário, sem dúvida e muitas vezes sem lógica, pois o desejo carnal se vai com o ato concretizado e pelo suspiro de alivio" – Passou... Já era! O problema maior está cravado (e com raiz) na mente. É ela quem determina a busca, fantasiando, iludindo, rindo do seu (do meu) fracasso. Temos que ser contraditórios. Evoluir, crescer, liderar essa massa de neurônios que se dizem ‘apaixonados’ e retomar de vez o controle da situação. Erros e acertos, eis a questão! Peco quando estou embriagada de sentimenta...

** AnCoRadO à VoCê **

Eu sei lá, não sinto vontade de falar de mim... de você ou de qualquer coisa que evidencie meu estado... Só quero sentar na grama e ouvir a natureza pulsar sua vida... que tranquilamente vai me sugando e como numa fotossíntese, tentando   me devolver melhor... Estou indo longe para poder achar essa troca justa.   Fugindo do tempo e de seus segundos... Desejando o desaparecimento dos meus sentimentos. Desejando desligar o automático, desejando uma brecha onde se possa entardecer minhas razões e entregar os pontos. E se fazer tudo novo. É isso que busco na paisagem, no horizonte. Ou em noites escuras onde a lua apenas, ilumina meus caminhos... Então as palavras se calam. Assustam e perpetuam-se numa masmorra intima. Apenas nossa. Já nem tenho forças para salvá-las ou deixarem libertas. Pois nem eu mesma quero ouvi-las.   “Eu acredito” Que amanhã vou sorrir, que não vou te encontrar, que não sentirei sua presença simplesmente pelo toque do ar frio no meu corpo...