Pular para o conteúdo principal

** eFeitoOo ColAteRal **


Castelos de areia sempre surgem.
Descobri que tenho o dom de querer mantê-los intacto. De transformá-los em partes essenciais de um sonho bom. Mas sonhos não se mantêm se não estão bem alimentados pela esperança.

As areias estão desmoronando. E estou feita louca tentando deixá-las no mesmo lugar. Não quero que se movam. Não quero vê-las escorrendo entre os dedos em dias sem sol.

Novamente o vazio se faz presente como nos velhos tempos.
Estou calejada de suas aparições inoportunas. Tenho a mesma sensação de outrora... de ser possuída.... dominada por ele. Entrego-me.

Sem pena alguma vivo meu mundo e ele está tão frio.
Paraliso.
Não quero caminhar por estes caminhos conhecidos. Sei onde podem chegar de olhos fechados, sei bem como são.
Mas como se estivesse numa balsa, deixo as águas escuras me levarem...
O que fazer se já tentei tudo?

Só eu mesma enxergo meu próprio castelo, meu próprio medo.
Não quero respostas, quero me encontrar.
Preciso de mim pra poder viver.
E o mínimo a fazer, é procurar...

Conseqüências absurdas. Talvez um efeito colateral.
Não deveria ter trazido a tona velhas emoções guardadas em um canto qualquer do meu ser.
Sorri verdadeiramente com o encanto. Era o que faltava a vida inteira. Mas sabia dos seus males.

Sabia que ficaria assim em certas passagens.
Que do nada o tempo mudaria. Que o sol fosse esconder e que mesmo temendo a escuridão, teria que enfrentá-la sozinha, pois perdi o foco da paisagem.

Tudo questão de aprendizado.
E confesso... estou aprendendo mais essa.


(...)
by Jana

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Eita que os anos passam depressa demais. Massacram tudo. Sinto falta daqui. Do tempo bom, de varar madrugadas a fora, matutando com minha mente e percepção... Há anos não escrevo por motivos que nem sei. Talvez eu tenha fugido das palavras, do meu mundo particular e tenha me botado em órbita! Talvez essa fuga foi de encontro ao nada, mas agora quero estar de volta. Quero meu canto, minha segurança, quero minhas queridas palavras dançantes. ... Estou voltando! um 💋 na alma, JanNa

(...)

Em um período muito curto as descobertas são variáveis. Por exemplo, descobri que o esquecimento não é um ponto final de uma lembrança qualquer e sim uma mera reticência, das quais utilizo tanto em meus textos e de quebra nem havia me atentado do 'porquê'. A vida muda ou mudou (reticências) Eu mudei (reticências) O amor acabou (reticências) Notei que minhas reticências vem e vão como parte obrigatória. Desde o inicio ao término de uma frase... lá estão elas. Sem contar que mentalmente as utilizo mais do que o necessário no mais profundo silêncio. O que me cabe nessa vida é apenas o singelo poder a curto prazo: o meu agora (nesse exato momento). E nem me sobra tanto para glorificar-me. O passado foi vivido. Saboreei cada gole, me fartando do destino para se colocar o começo, meio e fim para cada coisa vivida, como uma tarefa realizada com ou sem sucesso. O presente é reticência pura - nunca vou saber como vai terminar, afinal as incertezas diária...

Um MaL "absolutamente" NecEsSáRiOo

6/6/2008 16:20:27 O efeito terremoto já passou como previsto. Não sou de ficar me lamentando (apenas faço comentários de minha própria vida – e está aí o prazer em se postar). O pessimismo é notável em certos dias (poxa, quem não tem disso às vezes? – pelo menos euzinha tenho freqüentemente). Mas sou mais fissurada em dias perfeitos, coloridos e que me rendam pensamentos positivos ao encostar minha cabeça ao travesseiro no final do dia. Estou engasgada com uma situação que não sei ao certo como lidar, como resolver e isso já está dando uma certa pane no meu sistema... Queria ter o livre arbítrio em gostar ou não de alguém (nessa vida a única coisa que não temos o direito de decidir é isso, grande injustiça!). Se a escolha dependesse de mim, escolheria não amar ninguém. Pouparia-me desse mal, dessa doença sem cura. O pensamento do leitor me bateu fundo... “Essa mina só fala de amor, de romantismo e banaliza o sentimento como fosse algo nojento, sujo, a qual não encontramos o prazer”....