Pular para o conteúdo principal

** SinTa-o **



Não se parece, mas um silêncio pode dizer tanta coisa – nem sei porque tem esse nome.
Às vezes compreendemos o silêncio das pessoas e nem há necessidade de que as palavras sejam realmente ditas, configuradas em verbos e pronomes. Às vezes ele – o silêncio - é uma incógnita, um mistério e em outras, é apenas um momento vazio de emoções. Um Nada, mas acorrentado sempre a uma razão.

Ficamos silenciosos quando damos vazão aos pensamentos, martírios e confusões.
Nos calamos diante de revoltas, injustiças e ate mesmo quando não sabemos lidar com certas situações.
É... acho que muitas vezes somos fracos.

Fracos por nos calarmos quando a palavra certa está na pontinha da língua, gritando para sair e fazer toda diferença.
E inseguros o bastante quando não temos o domínio das palavras que saem da alma, do coração e razão. Então nos calamos.

Silencio é momento de reflexão.
Chega castigando o ser, chega mudo, com um olhar de indagação. Nos põe em choque, nos faz descobrirmos perguntas e correr atrás das respostas adequadas.

Tento descobrir sempre o manual de um silêncio. Os meus compreendo quando quero e em outras os ignoro. Chego a sentir saudades de ficar silenciosa, presa em mim. A rotina diária tem o prazer de me roubar o silêncio, assim na cara dura.

Precisamos de silêncio para nos descobrir. Nos encontrar em meio a uma bagunça sem fim.
Enfim, é algo necessário em períodos da vida quase constantes.
Desligue-se de você se puder. Abra as portas para o silêncio profundo. Deixe que entre, se achegue... Fique aqui ou ali quietinho. Mas quando chegar a hora de partir deixe que se vá. Levando absolutamente nada...
Apenas aprenda com ele. Com o vazio inevitável.
Vazio escuro...

Aprenda a ouvir sua razão já que o silêncio serve pra isso.
E ressurja das cinzas dos seus fracassos.
Nasça de novo, pra você!
Sempre vale a pena...


(...)
by Jana

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Eita que os anos passam depressa demais. Massacram tudo. Sinto falta daqui. Do tempo bom, de varar madrugadas a fora, matutando com minha mente e percepção... Há anos não escrevo por motivos que nem sei. Talvez eu tenha fugido das palavras, do meu mundo particular e tenha me botado em órbita! Talvez essa fuga foi de encontro ao nada, mas agora quero estar de volta. Quero meu canto, minha segurança, quero minhas queridas palavras dançantes. ... Estou voltando! um 💋 na alma, JanNa

(...)

Em um período muito curto as descobertas são variáveis. Por exemplo, descobri que o esquecimento não é um ponto final de uma lembrança qualquer e sim uma mera reticência, das quais utilizo tanto em meus textos e de quebra nem havia me atentado do 'porquê'. A vida muda ou mudou (reticências) Eu mudei (reticências) O amor acabou (reticências) Notei que minhas reticências vem e vão como parte obrigatória. Desde o inicio ao término de uma frase... lá estão elas. Sem contar que mentalmente as utilizo mais do que o necessário no mais profundo silêncio. O que me cabe nessa vida é apenas o singelo poder a curto prazo: o meu agora (nesse exato momento). E nem me sobra tanto para glorificar-me. O passado foi vivido. Saboreei cada gole, me fartando do destino para se colocar o começo, meio e fim para cada coisa vivida, como uma tarefa realizada com ou sem sucesso. O presente é reticência pura - nunca vou saber como vai terminar, afinal as incertezas diária...

Um MaL "absolutamente" NecEsSáRiOo

6/6/2008 16:20:27 O efeito terremoto já passou como previsto. Não sou de ficar me lamentando (apenas faço comentários de minha própria vida – e está aí o prazer em se postar). O pessimismo é notável em certos dias (poxa, quem não tem disso às vezes? – pelo menos euzinha tenho freqüentemente). Mas sou mais fissurada em dias perfeitos, coloridos e que me rendam pensamentos positivos ao encostar minha cabeça ao travesseiro no final do dia. Estou engasgada com uma situação que não sei ao certo como lidar, como resolver e isso já está dando uma certa pane no meu sistema... Queria ter o livre arbítrio em gostar ou não de alguém (nessa vida a única coisa que não temos o direito de decidir é isso, grande injustiça!). Se a escolha dependesse de mim, escolheria não amar ninguém. Pouparia-me desse mal, dessa doença sem cura. O pensamento do leitor me bateu fundo... “Essa mina só fala de amor, de romantismo e banaliza o sentimento como fosse algo nojento, sujo, a qual não encontramos o prazer”....