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ReStOu-Me sAudDs

segunda-feira, 16 de junho de 2008 17:03h

Acordei tarde, perdi a hora e esqueci a cabeça em casa ou no ontem! Sabe quando você tem a nítida sensação de não estar presente no seu corpo físico? Estou assim...
Devo mesmo estar escondida em algum lugar secreto dentro de mim. Ouço vozes, acompanho o movimento das pessoas, sinto frio, calor, mas estou inerte a tudo isso. Na verdade o meu coração está batendo bem forte, até dá pra acompanhar o caminho rápido de minha respiração... Porque estou tão perto de mim???
Passei horas conversando com alguém especial ontem. Alguém que me inspira os sonhos, enxerga sem querer minha alma e que eu diria (com toda certeza) ser tudo o que eu procuro no ser oposto... Mas por cargas d’águas, é para meus dedos uma ilusão de ótica. Tivemos uma história passageira, mas especial e só nossa. Do tipo que morrerá em segredo. O destino nos distanciou, incorporei minha vida novamente e aceitei o termo, “não é pra mim”.
Hora ou outra nos falamos e as lembranças dos momentos bons vêem a tona. Sei que deixei algo especial ali, como ficou aqui... essa história termina sempre quando o tum-tum do telefone se faz presente, afinal tenho a obrigação de guardá-la no coração com carinho. Mas passando por tudo que estou, por toda essa confusão emocional, serei franca em dizer que sinto saudades sim... mas me limito a sentir apenas saudades de algo bom, mas que se foi...
Do resto a vida continua... em meio a tanta coisa que ainda não sei explicar, vou tentando lapidar os sentimentos. Ser feliz é minha meta e estou correndo atrás dela...

BjOo
Jana

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Em um período muito curto as descobertas são variáveis. Por exemplo, descobri que o esquecimento não é um ponto final de uma lembrança qualquer e sim uma mera reticência, das quais utilizo tanto em meus textos e de quebra nem havia me atentado do 'porquê'. A vida muda ou mudou (reticências) Eu mudei (reticências) O amor acabou (reticências) Notei que minhas reticências vem e vão como parte obrigatória. Desde o inicio ao término de uma frase... lá estão elas. Sem contar que mentalmente as utilizo mais do que o necessário no mais profundo silêncio. O que me cabe nessa vida é apenas o singelo poder a curto prazo: o meu agora (nesse exato momento). E nem me sobra tanto para glorificar-me. O passado foi vivido. Saboreei cada gole, me fartando do destino para se colocar o começo, meio e fim para cada coisa vivida, como uma tarefa realizada com ou sem sucesso. O presente é reticência pura - nunca vou saber como vai terminar, afinal as incertezas diária...

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6/6/2008 16:20:27 O efeito terremoto já passou como previsto. Não sou de ficar me lamentando (apenas faço comentários de minha própria vida – e está aí o prazer em se postar). O pessimismo é notável em certos dias (poxa, quem não tem disso às vezes? – pelo menos euzinha tenho freqüentemente). Mas sou mais fissurada em dias perfeitos, coloridos e que me rendam pensamentos positivos ao encostar minha cabeça ao travesseiro no final do dia. Estou engasgada com uma situação que não sei ao certo como lidar, como resolver e isso já está dando uma certa pane no meu sistema... Queria ter o livre arbítrio em gostar ou não de alguém (nessa vida a única coisa que não temos o direito de decidir é isso, grande injustiça!). Se a escolha dependesse de mim, escolheria não amar ninguém. Pouparia-me desse mal, dessa doença sem cura. O pensamento do leitor me bateu fundo... “Essa mina só fala de amor, de romantismo e banaliza o sentimento como fosse algo nojento, sujo, a qual não encontramos o prazer”....