quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Eita que os anos passam depressa demais. Massacram tudo.
Sinto falta daqui. Do tempo bom, de varar madrugadas a fora, matutando com minha mente e percepção... Há anos não escrevo por motivos que nem sei. Talvez eu tenha fugido das palavras, do meu mundo particular e tenha me botado em órbita! Talvez essa fuga foi de encontro ao nada, mas agora quero estar de volta. Quero meu canto, minha segurança, quero minhas queridas palavras dançantes.
... Estou voltando!


um 💋 na alma,
JanNa

sexta-feira, 23 de maio de 2014

* A peça chave, é você! *


Estranhamente temos ou sentimos a necessidade de estar em constante limpeza interior. Ontem o que era bom, hoje já não satisfaz. O que agora te faz sorrir, amanhã será só uma lembrança. Crises são crises. E as existenciais são um estrondo na mente. É um pensar sem parar, uma angustia uma falta de resposta e não aceitação do que se vive.

É um olhar para dentro e não saber o que realmente importa. Como se estivesse dentro de um quebra-cabeça gigante e ter plena certeza que nenhuma peça irá se encaixar. Existo por quê?

Há os que virão com belos conselhos contra o seu vazio. Os que te apresentarão a religiosidade, os que simplesmente te dirão para parar de frescuras e seguir. Nada disso é válido quando você mesmo não quer enxergar não é mesmo?

Sei bem. Nesses momentos, o que alivia mesmo é o silêncio. É se trancar em um quarto escuro, fechar os olhos e se imaginar parte dessa escuridão. É permitir que as lágrimas escorram e que seu corpo se esgote tanto a ponto de não senti-lo vivo.

Uma estratégica do subconsciente que não falha nunca, afinal a tristeza se torna tão pesada que adormecemos como se tivéssemos mortos. Então a busca pela existência se torna vaga e acabamos depressivos. Duas bebidas perigosas, mas que com certeza a maioria deve ter se embriagado vez ou outra.

Não existe felicidade permanente. Existe felicidade momentânea. É como dirigir um carro, você torce para que no trajeto não exista danos, mas sabe muito bem dos riscos ao dar  partida. Não depende de a gente prever o que acontecerá no caminho, mas temos que estar dispostos a vivenciar as eventualidades.

Assim acontece nas crises interiores. Você é o condutor, o que difere não são os caminhos felizes ou tristes percorridos e sim como você passa por eles.

Nas crises, o cansaço é grande. A vontade de desistir é iminente quase sempre. Mas o jeito é reagir. Travar uma luta interior, mesmo que não esteja mais com munições ou condições físicas para tal.

 Acredite de um jeito ou outro, surge uma nova força.

Já conheci casos onde a crise foi mais forte... arrastou pessoas para a morte plena, o suicídio. Aliviaram suas dores físicas e aumentaram suas dores espirituais, que deve ser com certeza, piores que qualquer vazio íntimo.

Prefiro optar pela felicidade momentânea. Pode ser que eu não tenha um grande amor. Pode ser que não tenha o emprego dos sonhos. Pode ser que o mundo não me suporte e que não possua os melhores amigos. Pode ser que eu tenha mil e uma decepções. E que os passos sejam sempre mecânicos... Ainda assim, acho melhor tranca-me num quarto e sentir o coração pulsando. Apenas eu e ele. Únicos.

Porque quando saímos pra fora de nós mesmos e nossos olhos se acostumam com a luz, sentimos o vento bater suave no rosto... Vemos o céu azul de um jeito diferente...  Respiramos como se fosse a primeira vez e então de uma maneira inexplicável, percebemos que estamos diante da cura... pois teremos sempre, outra chance!

by JanNa


quinta-feira, 8 de maio de 2014

* Obviamente, SILÊNCIO! *


Não, a gente não se fala mais. Em meio a tantas conversas paralelas e sobre tudo, o que nos restou foi um silêncio profundo. Nada de ‘ois’ apaixonantes e muito menos mensagens matinais de bom dia. A foto que vejo é apenas uma lembrança e ainda assim me pergunto se tudo foi real ou meramente fruto da minha fantasia.

Afinal, aonde foi parar toda aquela extasiada alegria e aquela breve sensação de se ter ingerido borboletas multicoloridas? Sei lá. Talvez estejam junto com a saudade breve que me visita – porque é o máximo que me permito.

Me recuso a recordar que sonhei com você. Que meus planos um dia se encaixavam aos seus de uma maneira mágica. Perdi a vontade de ser curiosa e abrir gavetas onde fatalmente te encontrarei. Tranquei tudo. Para que você não escape e pela madrugada, venha me atormentar feito um fantasma querido.

Sabe, eu não chorei quando te disse adeus e pedi para cuidar da sua vida. Ao contrário, eu senti foi vontade de me socar por dentro por ainda assim me preocupar com você. Que se dane se ficaria bem ou não. As favas com teu amor egoísta. Mas sim. Desejei te ver numa boa, embora sentisse um misto de raiva por minha tolice.

Bobagens de quem sente. De quem transforma um dia cinza, numa paisagem inesquecível.
Não é que sinto saudades, que tenha vontade de reverter minha decisão final, mas sinto falta. Embora eu sempre tenha dito que a substituição era minha brincadeira predileta, dessa vez não vou seguir a risca.

Quero curtir a solidez de não estar derrotada, caída. Zerando coisas mal resolvidas de um jeito prático: esquecendo.  Cada um sabe a delícia e o desprazer que é botar uma pedra em cima de assuntos do coração. Minha maneira nem sempre é a certa, mas simplesmente ignoro toda uma existência para seguir em frente. Finjo que nada foi bom, que só sobrevivi a uma guerra e como todo soldado que retorna a sua pátria, ele só pensa em ser feliz com o que resta dele mesmo.

Vislumbrei e desdenhei da minha viagem ao seu lado. E estava certa de carregar na bagagem todos meus medos. Eles tinham fundamento. Mas naquele inicio, quem é que poderia ligar pra eles?

Medo e encantamento nunca foram parceiros. E encantei-me. Uma escolha. Um erro.
Fatalidades que você mesmo me apresentou de um jeito esquisito. Me fez recuar, me fez desistir, apenas deixar ir. Eu sei que bem lá no fundo gostaria de me ver sofrendo e deve estar ai se remoendo por dentro devido a minha falta de passos até você.

É. Deixamos de existir um para o outro. Você se foi e eu peguei outro caminho para ter pelo menos a distância como aliada em dias frios sem cobertor. Mas estou bem, acredite!
Apenas quando curiosos me questionam sua ausência, digo que está por ai. Não com dor, muito menos com pesos. Apenas levando.

E eu, poxa vida! Descobri que amor de menos é um problema. Que de mais sufocam e os paradigmas permanecem como reticências...
E então, sigo em frente.

By JanNa


quinta-feira, 21 de novembro de 2013

(...)


Em um período muito curto as descobertas são variáveis. Por exemplo, descobri que o esquecimento não é um ponto final de uma lembrança qualquer e sim uma mera reticência, das quais utilizo tanto em meus textos e de quebra nem havia me atentado do 'porquê'.

A vida muda ou mudou (reticências)

Eu mudei (reticências)

O amor acabou (reticências)

Notei que minhas reticências vem e vão como parte obrigatória. Desde o inicio ao término de uma frase... lá estão elas. Sem contar que mentalmente as utilizo mais do que o necessário no mais profundo silêncio.

O que me cabe nessa vida é apenas o singelo poder a curto prazo: o meu agora (nesse exato momento). E nem me sobra tanto para glorificar-me.

O passado foi vivido. Saboreei cada gole, me fartando do destino para se colocar o começo, meio e fim para cada coisa vivida, como uma tarefa realizada com ou sem sucesso.

O presente é reticência pura - nunca vou saber como vai terminar, afinal as incertezas diárias são tantas!

O futuro sei que é o ponto final de tudo e quando penso que o alcancei, ele simplesmente acena de longe e sorrateiramente prossegue distante de mim a longos passos.

... então tem aquelas horas que fatalmente me canso! Sigo utilizando as virgulas para poder alimentar meus anseios, acalentando os erros e acertos.

O que mais posso fazer a não ser dar vida aos meus textos enfadados ao meu próprio vocabulário limitado?

É um jeito. Uma busca, uma fuga.

Brinco com as palavras que possuo, molestando minha própria capacidade ao extremo.

E na vida, acabo mesmo pedindo permissão para a luz infinita que me guia para fazer dos rascunhos uma linda história, onde as pontuações gramaticais nada mais são do que um mero detalhe (ah, ia me esquecendo... reticências)!
 
by JanNa

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

** FiCar prA quÊ? **


Ei! estou escutando sua voz ao longe... Percebo apenas que está gritando, me falando coisas indecifráveis e que agradeço por estar tão distante para não ouvi-las. Já bastam minhas lamentações e choro instantâneo e oculto.
Sim, sinto muito, mas nesse momento estou machucada demais para ouvir palavras que me feriram tanto... e poxa vida, elas são tantas! Parecem que nunca vão morrer na lembrança. Melhor mesmo é dar no pé. Sair correndo sem meus chinelos favoritos, massacrando os cascalhos que estão pelo caminho. Nada fere o corpo se a alma está fragmentada pela dor.

O melhor é sufocar meu fôlego e ficar quieta daqui uns metros, até que tudo se acalme e eu não possa ver você em meu passado me chamando.
Estou sendo egoísta? Talvez.
Mas só eu sei o que é melhor pra mim.

Nada adiantou. No fim tive medo desses sonhos e permiti que eles fossem mutilados. Um a um, num erro constante. E a saída é esta: a fuga.
Antes que eu me arrependa e sinta saudades demais e pense em voltar. Afinal a saudade é o sentimento mais traiçoeiro para quem deseja rabiscar novas páginas.

Prefiro pagar esse preço tão alto por suas acusações infundadas. Mas não vou me contaminar com elas, de jeito nenhum. Sendo assim, estou indo atrás do leque de variedades que é ficar sem você. Estando eu e eu.

O cansaço me deixou sem forças para lutar contra essa prisão e juro, a liberdade é primordial para alguém como eu. Prezo o vôo sem asas, pois meu coração sempre soube retornar ao que sente falta. Mas decifrar isso é pior que entender textos metafóricos.
Alias, estou esgotada de tanta coisa, principalmente de me forçar a entender o que é abstrato diante dos meus olhos. E quando achei que tinha decodificado o incerto, eis a grande surpresa: FALHEI.

E lidar com essa perda é o mesmo que colher erva daninha. Ela não será rosa nunca e nem alegrará meus dias com o perfume esperado. Vai sempre magoar pela minha experiência ou capacidade de alimentar decepções.

A única certeza?
É que o tempo vai passar e enquanto houver razões, vou continuar correndo ou caminhando, seja lá como for. Lutando contra as lágrimas que insistem em cair, mas ganhando força a cada passo dado. Uma hora, até meu coração se cansa e me dá momentos de tranqüilidade.
Por enquanto, estamos distantes e o tempo é curto, muito curto para carregar tanta culpa.


by JanNa






terça-feira, 22 de outubro de 2013

** Coração, minha única porção **


Nada é eterno... nem tão intenso que não tenha seu próprio tempo de se finalizar. Aos poucos as cores desbotam, o sorriso se perde, os olhos não vêem. Uma queda brusca e sinceramente insana. Não há vencedores numa guerra perdida, sobra apenas o cansaço, os olhos vermelhos e a sensação de se ter lutado em vão. Perder não é o forte de ninguém mas sim algo que temos a obrigatoriedade de aceitar. Eu perco, você perde - pronto! Palavras evasivas criam vida própria, sem contar as criticas e desapontamentos instantâneos que têm o único objetivo: ferir. Afinal se todos não saírem sangrando não tem graça, não é mesmo?
Tem que ter fragmentos, choro, culpas.
Resolvi que não quero isso pra mim... e então liberto-me. Deixo pra lá o motivo da guerra e pela qual defendi por algum tempo achando que a vitória era a única coisa certa. Errei feio, admito, mas as forças acabaram e meu pilotão de sentimentos se retiraram. Engolindo a derrota também acho importante sair de cena, mas sem martírios. Hora do isolamento comum, de reunir forças para sair sem medo. Reconstruir o que perdi, pintar por cima as mesmas cores que ficaram tão fracas.
Mas não vou avacalhar, não vou devolver com pedras o que ando recebendo... pelo menos aprendi mais uma, ufa!
Vou retribuir diferente... vou cuidar de mim, dos meus velhos projetos e seguir com asas ou sem elas.
E então, a lembrança da guerra... dia a dia vai perdendo a vivacidade e terei melhores sonhos.

Paz & amor: duas coisas que planto sem medo dentro de mim *-*



by JanNa

sábado, 14 de setembro de 2013

* CoNfLiToS ReAiS *


Já desci da torre da Rapunzel e ainda assim me sinto em perigo. Eita mundão estranho esse minha gente, onde tudo parece rodar feito pião sem rumo e só se deixa zoado.
Passei foi muito tempo enclausurada e mortificada pelo sentimentalismo barato que estando ‘acordada’ pareço até fora de órbita.
Seria o amor como aquelas vacinas super potentes e de dose única?
Ou poderia tomá-lo em doses de Tequila pura até cair... cair... e do chão ficar rindo com o vento que sopra suave no rosto?
Sei lá. Só sei que estou sem rumo.

Foram tantos os questionamentos e pressões emocionais que minha mente cortou o contato direto com o coração. Cada um age conforme sua tosca vontade e eu me ferrando nessa batalha desigual. Não mando em mais nada por aqui!

Amei uma vez, duas...
Apaixonei-me trocentas (mentira, algumas apenas!). O real problema é a mania de incorporar a palavra ‘intensa’ numa vida inteira. Aos longos dos anos e das falhas imperdoáveis, descobri que incorporar tal palavra é quase o mesmo que botar uma corda no pescoço e se atirar sem motivos aparentes. Tudo fica MUITO, cheio, transbordando ao extremo. Uma papagaiada que só serve para te furtar a razão, isso sim.

Intensamente vivo. Respiro e continuo.
Intensamente os desejos afloram, tornam-se sonhos e caminham para o estado sólido; a realidade.
Intensamente Amei. Amo e desamo.

Numa língua confusa, acabo me entendendo.
E então os sonhos de ‘princesa’ jaz em alguma parte do meu livro da vida. A sentimentalista ficou lá em cima da torre, cheia de saudades, cheia de amores. Essa aqui que se ralou toda ao descer é meramente ‘eu’. Cheias de cicatrizes, arranhões e uma feição dura inquestionável. Não há vestido rodado e lindo. Há armadura de guerreira cruel.
Incansavelmente meu coração bate, mas quem precisa perceber?

Sinto-o forte, descompassado.
Talvez somente ele ainda seja o mesmo, pois ainda me dá umas duras insanas e aos berros me diz que preciso sim é de AMOR.

- Ráh! Melhor deixar pra lá, afinal meus cabelos estão curtos e nada vai adiantar mesmo hehe.


 by JanNa