segunda-feira, 30 de maio de 2011

** E aí, você se leva a sério?? **


Complicadérrimo falar de relacionamentos, desde o inicio ao término – the end – deles. Pois a maioria das pessoas são pegas de surpresa pelo tal ‘cupido insensato’ e iniciam um martírio do ‘querer estar bem, custe o que custar com o tal fulano (a) que o coração escolheu apenas através de meras sensações.
É bem simples: 1º enxergamos o objeto de desejo... 2º no coração soa mil sirenes alegando ‘é este, é este’... 3º Vem a admiração do ser em questão e DETALHE: por incrível que se pareça, nenhum defeito é detectado, vamos para o próximo passo... 4º As descobertas: em fração de dias temos a vida inteira do alvo nas mãos, tais como sua rotina, seus gostos e desgostos, suas manias, seu nome completo, data de nascimento e etc, etc... nada que a Santa Internet e os tios Orkut e Facebook (entre outros da linhagem) não possam passar fácil-fácil as informações preciosas. O 5º passo se resume: “Como chegar”, ‘como se fazer notar’, ‘como conquistar’... 6º A palavra de honra é: Custe o que custar e você será meu...

Fácil mesmo é quando todas as investidas ‘colam’ e depois de algum tempo você se vê no paraíso de mãos dadas com seu anjo-protetor... (ou anja??) Pensamentos em desalinho e um querer que o tempo paralise, congele ou sei lá o que... Desde que faça cada momento ser eterno.
Mas os dias não diferem, eles vão atropelando... atropelando...

E como todo casal, o relacionamento é brindado com temporais, vendavais, tsunamis e/ou terremotos... Eis então que a relação começa a ficar ruim das pernas (meio capenga mesmo) e numa corda bamba é colocada a prova... chutada a caminhar corretamente até o fim, apenas como teste de sobrevivência (e acreditem! Todos passam, sem exceções, demais ou delongas).
No auge do desespero a visão do apaixonado começa a ter focos reais... e os defeitos antes desapercebidos, aparecem como sombras e vão se materializando... Tomando formas... Monstruosas (pois sempre é um choque deparar-se com o real).
Dizem que num relacionamento não se pode existir amor imparcial ou pela metade. Tem que ser por completo e a sintonia do casal perfeita (ou mesma vibe – hahahaha aprendi essa há pouco tempo). Mas voltando, a sintonia tem que ser a mesma... nas cores exatas, mesmas visão e percepção de futuro... Um sonho a dois imerso a uma só vontade... a de ser feliz.
Sempre acreditei que nos cálculos sentimentais, 1 + 1 = 1 e não 2. Pois o casal tem que ser uma só carne, um só desejo, um só sentimento e uma só verdade.
Se não for assim, pule fora. É (quase) um Titanic afundando e você sem bóias.
Não queira amar por você e pela outra pessoa. Não seja apenas você a levar o seu amor a sério... Felizmente, essa é a única receita que só pode dar certo se for feita a dois. Duas pessoas temperando ao mesmo tempo para que no final se orgulhe do sabor...
Um relacionamento tem que ter essência, cheiro bom... Agradável e embriagante... Que cause fome quando sentido de longe... Fome de carinho, de paixão, de estar junto ou até mesmo de saudades.

Levar a sério a quem se ama é tão fácil...
Difícil se torna aos olhos dos que não sabem nem onde estão, com quem estão... e perpetua-se as mentiras, os enganos, o uso, desuso e ABUSO do sentimento alheio.
Como sempre digo, a razão sempre foi à cura da cegues do coração...

Amar por amar é causa perdida (e olha que estou contradizendo os poetas). 
Sou a favor do amor recíproco.
Pois um coração não precisa amar sozinho...


sábado, 21 de maio de 2011

** ReVerÊnciA a Volta **


Há tempos venho deixando meus textos de lado e escrito apenas versos... Bastou algum comentário para que levasse o tal ‘choque’ e refleti muito essa noite. Acho que vou voltar no ‘antes’ e deixar o monstrinho de lado.
Em reverencia ao retorno, eis que voltarei às páginas desse caderno e continuarei do ponto de partida (e inclusive vou amadurecer de vez a idéia de escrever meu romance – uma meta que tracei quando chegasse aos 30).
Descobri que o destino nos coloca em ciladas e confesso que algumas delas me tornaram meio PhD no assunto... autodidata dos assuntos que elevam e em queda livre arranham a alma.
As fronteiras existem apenas quando nos vemos limitados a dar pequenos passos e por algum tempo me vi assim.
Sabe, o monstrinho (o amor minha gente!) nos transforma em deficientes emocionais e adictos a tais sensações. Queremos amar e ser amados sim... Queremos sorrir sozinhos e para o nada, necessitamos saber que nossa existência completa alguém e VICE-VERSA. Isso é fato e nem adianta entrar na contramão. O amor faz bem e o desamor é meramente o efeito contrário.
E nesse meio tempo, o antídoto certeiro contra esse veneno age ao seu tempo.
Falo de amor, de paixões, medos e confusões. E prefiro dar asas ao que fica preso, angustiado em algum lugar do coração, pois as alegrias são egoístas demais para saírem da lembrança e circularem sem proteção.
Há sempre um momento do dia (ou noite) que dou vazão ao que vive aqui... e então saem os versos... e depois volto a rotina. Não que não seja feliz, não é isso e muito menos vejo assim... o blog até poderia se chamar ‘momentos’, admito. Mas retratar esses momentos e paralisá-los numa tela é tão gratificante que o nome que escolhi chega a ser predestinado.
Voltarei a juntar as palavras como anotações e observar a inspiração do dia. Era assim que tudo fluía e os textos nasciam, sem que a emoção contaminasse a mente e todo o resto.
O silencio é mesmo um orientador. Aprende-se tudo na percepção. Ora ou outra o breu te toma como fosse seu dono e os pensamentos entram em desalinho e em outras se enxerga uma luz te atraindo e quanto mais se caminha em sua direção, mas se fortifica.
O monstrinho é bonzinho, do tipo bicho papão que só pega meninas e meninos malcriados.
Talvez eu tenha sido assim durante alguma porcentagem da vida ou fiquei tempo desnecessário acuada, por medo.

(...)
by JanNe


domingo, 15 de maio de 2011

** IsSo ainDa qUeiMa **


Uma pequena chama no escuro
Clareia os pensamentos...
Gosto da movimentação suave, quase impercebível
E todo o resto vai queimando...

A visão paralisa
Mas a mente não!
Ela segue naquele fiasco de luz...
E todo o resto continua um breu...

Atento-me ao som da própria pulsação
Tantas imagens vagando como fantasmas
E eu deitada, mas sem medo...

O medo não me importa mais,
Os anos me ensinaram a superá-lo
O difícil mesmo sempre foi manipular meus próprios monstros

Que vendo essa chama, acordam...
E em noites assim me roubam o sono

Às vezes me dou por vencida, afinal não se tem como ir para debaixo da cama como quando era criança...
Assisto as cenas com seus risos e choros ilusoriamente de um palco

Aplausos!
O coração aperta e me tira a força algumas lágrimas...
E já de manhã adormeci agradecida pela chama ter chego ao fim...


(...)
by JanNe


quarta-feira, 11 de maio de 2011

** Na BrinCadeiRa, eu diGo a VerDade **


Mensagens


Certas palavras são ditas como por brincadeira, meio sem jeito... toda tímida...
Mas são palavras...
Que não voam com o tempo, permanecem com vida!
Às vezes digo que amo, outras nem isso...

Mas basta ver aqui na menina dos meus olhos
a alegria de estar com você
o êxtase, o sorriso solto, minha maneira sem jeito de mostrar que me faz falta

Falta da felicidade eternizada na memória
das lembranças boas

Fico sempre com a platéia das emoções,
do seu cheiro inconfundível, da batida calma do seu coração que adoro (adorava) escutar
facilitando sentir seu amor próximo
ali adormecido velado muitas noites 
pelo meu...

(by JanNe)

segunda-feira, 9 de maio de 2011

** LivrOs na EstAntE **



Questionamentos indefinidos...
E hoje nem estou a fim de fazer rimas não!
Quero mesmo virar páginas desse meu livro e se possível colá-las, grampeá-las, destruí-las. Mas está tudo tão difícil de se fazer... Como se as paginas pesassem toneladas.

Questiono minhas atitudes. Coloco-me em cheque-mate ou deveras tento dar o tal ‘game-over’, mas o monstrinho me pega pelos pés, me bota de castigo e é impossível controlá-lo.
A razão diz não, mas o coração... é um desalmado...

Se pudesse decifrar eu diria...
Se tivesse a formula mágica do esquecimento, eu também partiria sem dar uma mínima piscadela para trás.

Quanta coisa boa acontecendo, tanto amor dado e recebido... e eu parada feito estátua a sentir o vento beijar as faces geladas.
Minimalista de lembranças mortas.
E a cada dia, pintando por cima de cores desbotadas.

É assim o dia a dia nesse mês que corrói feito produto químico até chegar à data exata.
Sim... Lembro das perdas com mais vivacidade, pois em geral são as que me dói mais... Pois é o momento em que aceito a retirada brusca e alimento o desapego mais lentamente.
Sempre preferi perder a manter algo comigo que já não existe.

Eis as marcas, fazendo aniversário. Sorrindo...

Há dias que me esqueço, mas há dias que é assim... apenas uma fotografia paralisada na estante da alma...
Reluzindo... brilhante!
Mas sem vestígios de alegria...

E assim, o tempo passa!


(by JanNe)







terça-feira, 3 de maio de 2011

** Imperfeições **



Somos imperfeitos sempre quando agimos contra a própria vontade.
Somos imperfeitos porque talvez julgamos amar, odiar e nos permitimos a se magoar.
Sim, assuma...

O que é errado?
Se entregar e voar com asas imaginárias materializadas pelo coração?
Não. não é errado nada disso e muito menos acreditar.

Dou asas não somente ao que carrego no peito, mas a sonhos, fantasias, crendices, sensações e as tais emoções. Sempre vale a pena errar mais um pouquinho se for assim. Pelo contrário, que vida teria estas linhas se não fossem livres das minhas vontades?

Tudo segue o rumo em fração de segundos... 
É uma constante de areia escorrendo entre os dedos a cada momento... e por mais que se deseje se prender, se agarrar só se está perdendo tempo...
... e o tempo se escorre, não se prende minha gente!

Lamentavelmente sei disso ou sabemos.
Mas a opção às vezes é ser indiferente. Pois somos egoístas a tal ponto de acreditarmos que algo ou alguém se prende a nós.
Não há prisões, não existem amarras: não se cola, se gruda, se pregue ou se nasce interligado a fios e/ou correntes...

Criamos os estereotipos de citar as prisões interiores (e é apenas disso que estou falando).
Do que está inatingível aparentemente. Do que está seguro, MAS NÃO PRESO.
O sofrimento cria-se, mas pode lhe dar asas.
A felicidade pode permanecer, mas sempre, sempre vai dar suas voltinhas e nos abandonar oprimidos.

O que flui mesmo é o espírito feito vento suave, deixando apenas o querer do sentimento.
O querer de estar, de permanecer...

Enfim,

Eternizado ficam as lembranças do quase agora, do ontem, do que se passou há tanto tempo...
Então os passos seguintes nos deixam a sensação de termos correntes presas. Passos que ficam pesados e que muitas vezes chegam a derrubar ilusoriamente.

.. Mas se olhares bem, VOCE SEMPRE FOI LIVRE!
                                    Imperfeitamente...


by JanNe
(de volta a rotina e aos meus posts queridos)