sábado, 27 de novembro de 2010

** ConEctAda MsM **


Remenda-se aqui... remenda-se acolá. Fico olhando o vai e vem frenético das pessoas, do tempo, dos acontecimentos, como se fossem vídeos acelerados e malucos diante dos meus olhos.
As pessoas não se trombam mais – e confesso que até já me acostumei com esse mundo virtual, onde todos parecem estar dentro do mesmo lugar – mas na realidade a distancia se é bem maior entrelaçada a fios e redes de conexões.
Passamos o dia contando que as horas voem depressa. Talvez uma questão justa para se ver livre logo das obrigações de um mundo adulto e real para cairmos inertes em uma cama fria e só nossa – Ah é esse o tempo em que desligamos o automático e como conseqüência nos ‘desligamos’ até mesmo sem querer de nós mesmos, pois o existencial torra o saco!
Não há mais tempo para contatos físicos – até fujo de alguns na cara dura e nem sei explicar direito o porque... “Canseira? Desgaste? Stress ou por já saber o que vai acontecer?
A real é que o calor humano ao mesmo tempo em que faz falta ele nos deixa fadigados. Entremos então no virtual, afinal não preciso estar linda e maquiada para um encontro casual na net... não preciso desperdiçar minha melhor fragrância ou roupa caso o encontro não atinja as expectativas esperadas... e se o papo estiver cansativo, basta modificar com um clic meu status para “Ocupado” – “Ausente” – e até mesmo “Offline”.

Aprendi a me aperfeiçoar e aceitar bem esse mundo surreal. Gosto dele, na boa. Conectada a uma rede se obtém a atenção devida (chama-se à atenção caso quem estiver do outro lado demore a responder), se fala coisas que nem por brincadeira se falaria na real. As palavras brotam... Fluem... Ganham asas virtuais... e até mesmo as sensações podem ser expressadas com ‘emotions’ mesmo quando se a piada não teve tanta graça assim, lá está você tendo seu sorriso bem representado.

Amam-se, beijam-se... trocam-se confidências... transformam-se em amigos, namorados, amantes e em seres perfeitos e sonhados... Um estranho torna-se ao acaso seu melhor amigo e o real é deixado para trás. Perdem-se horas aqui... e ainda assim, sempre tenho a sensação que poderia ter visto mais, falado mais, procurado mais, visitado mais páginas e ter me transportado para outros mundos virtuais.
Com um mero download se recupera uma música perdida pelo tempo. Atualiza-se, se diverte, se brinca e assiste os filmes que não se tem tempo para ir ao cinema, nem mesmo na ultima sessão.

Antes mesmo de se ouvir uma voz grave ao pé do ouvido, através dos sites de relacionamentos se descobre tudo sobre a pessoa...
As comunidades te apresentam a um ser em apenas alguns segundos... sei quem é, o que gosta de ler, o que curte comer, o que faz, o que sonha, etc, etc... Me identifico em instantes... e se não... nem repasso meu link.

Acabou aquela coisa gostosa de passar horas tentando absorver tudo em um único encontro cara-a-cara, tet-a-tet... fugindo de olhares e toques de mãos frias – nossa faz tempo que não sinto essas coisas. Os encontros hoje são pra lá de ultra planejados via bate-papo.

Eu hein!
Ainda sinto medo dessas coisas!
Sou atualizada, mais ainda com certas censuras de antigamente (kkk coisa de velha é eu sei). Não me importo de ser eu mesma aqui (virtualmente) ou em qualquer lugar. Claro que muitos interpretam mil Janas ou JanNes diferentes e dou muita risada disso, afinal estando conectada aqui sei que meu estado de humor influencia e muito, confundindo os seres do lado de lá, pois ora sou calorosa e outras fria. Oras estou só para brincadeiras e noutras quero um papo sério de gente grande mesmo. Quem entende? São todos assim.

Sei mesmo é que tento aproveitar tudo, antes que a realidade do fim do turno trabalhado me expulse ou então por um mero capricho a conexão caia e sabe-se lá quando vai ressuscitar... Pois aqui... tudo é possível.

Viva o virtual!

BjOkas
BoOomm final de semana Galera

* JaNne * Offline



quinta-feira, 25 de novembro de 2010

** óRbiTa **


Estar em órbita é engraçado. As mudanças são tão nítidas que nem estranho mais. Passei de Celine Dion a Evanescence num instante... do cinza para o roxo gritante e as coisas que antes não demonstrava valor, agora têm. E até mesmo o que eu detestava outrora, passei a saborear as emoções como se realmente tivessem algum sabor irresistível.
É estranho mesmo habituar-se ao vazio de emoções e fazer dele algo rotineiro numa vida. Confesso que chega a ser como caminhar sobre um trecho sem flores, mas que de certo levará a algum lugar e o que importa mesmo é chegar.
Mas tenho plena certeza que independente dos fatos, o sol brilhará hoje e em cada amanhecer e nem mesmo uma súbita tempestade assunta mais como antes (e olha que as ventanias sempre me trouxeram certa fobia).

Já não ligo mais para a saudade, nem mesmo quando contrariada ela vai embora beiçuda. Não estou nem ai para ela e pra nada.

Viver em órbita é não se importar com os novos rumos... se as pessoas vão sorrir ou não, ou se saberão que estou aqui. Afinal não cabe provar-se mais nada. Nem se amo, se odeio, se sinto raiva ou sossego... é melhor mesmo deixar tudo pra lá.

Tudo que mais preciso é sentar numa grama, absorver o ar fresco inebriante  e deixar que o vento sopre coisas boas ao meu coração cansado.
Desisto de tentar entender os porquês das coisas, pois sempre as respostas significativas são afogadas numa água suja mais próxima. Desisto de tentar entender o que vai dentro da essência de um momento ou pessoa, assim a frustração é menos pesada.

Prefiro tomar decisões importantes quando crescer... pois descobri que ainda sou feito criança revoltada e que de modo algum irá fazer qualquer questionamento sobre o que há por trás de um horizonte roubado... afinal ela não tem mesmo consciência do que é certo ou errado... Apenas vive!


by JanNe

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

** SeMm voCê - hOra d pArtiR **

A semana vem sendo atordoada...

Passei a semana inteira segurando nas mãos do meu amor...
Sim... ele está muito doente, entrou em sua fase terminal.
Passa o dia inteiro deitado, como se fugisse do mundo e de todos.
Ao contrário do que pensaram... Não existem mais esperanças...
E estou sem forças para continuar...


Sentada ao seu lado, observando sua respiração lenta e seu sono profundo, fiquei lembrando do tempo em que fomos felizes... ele lutou tanto para me deixar bem que agora não consigo ‘abreviar’ seu sofrimento e deixá-lo partir de uma vez.


Estou sofrendo muito com sua partida diária... e se retirar minhas mãos da dele, sei que será pra sempre...
E já me acostumei tanto com sua dor. Até nisso fomos parceiros. Que aliviar tudo me custa muito.
Mas não há mais razões para mantê-lo ligado a mim...
Só tenho a certeza que tentei mostra-lhe o meu mundo colorido, prometi um futuro de felicidade e paz... e fui fiel aos nossos sonhos.
Apenas ‘nossas’ escolhas foram falhas.


Por mais que eu tente mantê-lo vivo por mais um instante, vê-lo nesse padecimento me dilacera a alma... Juro! Se pudesse aplicar-lhe-ia a eutanásia... Acabaria com tudo de uma vez, traria fim as suas lágrimas, deixaria esse meu anjo sem asas flutuar sem mágoas...
Mas mesmo se fosse um paciente real, eu nunca seria capaz. Ficaria ali até sua hora certa... Até o vento da morte soprar-lhe aos ouvidos sua voz doce e suave e o levasse consigo.


Cabe a eu ficar aqui, nesse cantinho observando tudo. Tenho lá minha parcela de culpa, afinal deixei que meu anjo caísse nesse martírio de dor. Com minhas lagrimas eu transformei suas emoções a zero... cinzentas cada dia mais... na verdade eu o matei aos poucos querendo sair das minhas próprias angustias.

Mas como alimentar um amor, quando não se tem mais alimento apropriado?
Como mantê-lo vivo se tudo o que se sente é tristeza?
Nenhum sobrevive.


Meu anjo sem asas precisa ir... E eu preciso seguir.
Espero apenas que esse coração entre em recesso para que o próximo morador não cause tanto estragos... Que não permita que as emoções de impacto abrace-o como se tivesse trilhões de tentáculos... e derrube suas reais intenções, as quais sempre foram: me fazer feliz de verdade, como de comum acordo determinamos.



“Ah meu Anjo sem asas... se ainda ouve minha voz, pode ir... Perdoou seus enganos, desculpo sua tentativa frustrada em permanecer aqui. Você era tudo que eu tinha. A sua maneira fui sim feliz. Mas escolhemos errado mais uma vez... Não consigo mais te prender, te fazer sorrir...


E seu sorriso era o que iluminava minha vida...
Mas ele se apagou.
E não posso mais (e nem devo) permanecer nessa escuridão...


Mas ficarei aqui, apertando suas mãos, até ela evaporar na neblina de uma manhã cinza.
Nada mais importa!




(lágrimas)




- by JanNe –






http://www.youtube.com/watch?v=6yyhGUTI-Q0
Don’t Stop Dancing


(sentirei saudades)

sábado, 6 de novembro de 2010

** mEu AnjOo SeM AsAs **


Amanheceu!
E estava a sós com ele...
Deitando a um canto, acariciei seu rosto sofrido.
Lágrimas pesadas molharam minhas mãos...
E como uma criança abandonada eu o segurei nos braços firmemente e esperei seu desespero passar... sim... sem entender muito o porque, sem fazer nenhuma pergunta.
Afinal descobri que nos entendemos melhor e direito no silencio total.
Ele com suas dores e eu com meus medos.

Ele pode sentir em meu olhar o carinho, as promessas de dias melhores.
E que seria sua guardiã até quando não suportar mais nada.
Estamos cansados!
Mas temos apenas um ao outro, como pássaros solitários.

Ele me aquece e eu o protejo.
Companheiros de anos nessa trajetória estranha e espinhosa.
Já nos amamos. Já nos entregamos. Já sentimos raiva um do outro. Mas ele sempre volta, como sempre o procuro em meus dias cinzentos.

Não suporto a idéia de vê-lo embriagado de suas dores.
Não agüento seu sofrimento constante e confesso que choro escondida para não magoá-lo mais um terço.
Existem dias em que ele está bem...
Abre as janelas da minha vida e me força a enxergar as flores, tais como sentir seus perfumes... De certa forma ele precisa saber que ficarei bem sem dar importância a  suas marcas profundas.

Pego suas mãos macias e caminhamos...
Há alguma força em nós que não saberei explicar nunca.
Tanto faz no claro ou na escuridão, estamos sempre juntos.
E a noite adormecemos falando de nossas historias malucas.

É sempre assim.
Assisto seus olhos fecharem aos poucos, sua voz se perder até tudo ficar mudo.
Permaneço ali velando seu sono...
Amor, amor”... o que deixei que fizessem com você?
Mas prometo sanar suas feridas, adormecer suas tristezas todos os dias!

Afinal você é tudo que tenho de mais lindo.
Meu anjo sem asas...
Minha criança adorável e prometida.


-         by JanNe – 






sexta-feira, 5 de novembro de 2010

** ArtiManhaS NecEssÁriAs?? **


Estranhamente – ou por querer mesmo – nós mulheres, acabamos confessando certas ‘peculiaridades’ a ala masculina e nos deparamos com súbitas indignações que jamais esperaríamos de seres ‘tão racionais’ como os homens. Até parece que de um segundo ao outro nos tornamos ‘monstros da desonestidade’ na visão desses seres que, particularmente, sou super fã.

Hmmm... Traição!
Um ato alarmante – mas que todos acabam provando o sabor – mas que nunca, ninguém jamais quer assumir tal fato. Cabe a eu rir de certas hipocrisias ou até mesmo das opiniões contrárias, mas pelo jeito, assumir mesmo parece ser algo mais difícil do que a pratica em si (risos).

Meu Deus, quem é que nunca traiu ou foi traído nessa vida?
Nem preciso de respostas para uma coisa tão óbvia.
Claro que ninguém quer ser traído... mas trair já são outros quinhentos.
Antigamente, quando a vida parecia uma Puritana cheia de tabus (kkk graças ao meu contato com as teorias e censuras de minha avó e da minha própria mãe), cheguei a abominar certa questão. Achava que traição era feita para os desonestos, para os sacanas e sem coração... Mas o mundão – esse camarada altamente pervertido – me provou o contrário. E hoje não sou mais tão desinteressada assim no assunto, ao contrário, acho necessário em certas ocasiões S-i-m.
Ei minha gente! Claro que trair por trair me causa certo revertério, mas há casos e casos. Existem pessoas que vivem disso – como fosse uma profissão extra, parte do cenário do dia-a-dia ou sei lá o que... Outras fazem por não terem controle, por satisfação do ego ou até por vingança (é... já ouvi e vi muito disso) e algumas pessoas apenas ‘cometem o tal delito’ por simples questão de curiosidade, por se verem tendo outras emoções em braços diferentes do habitual. Talvez trair (uma única vez) seja a chave para muitas perguntas e enganos, tais como a busca da autoconfiança, do desejo perdido, do poder de sedução evaporado e falta de confiança consigo mesmo. Sei lá... Existem N motivos e nem dá pra sair por aí numerando todos.

Na verdade, tem que se ter certa habilidade ou ser ‘ninja’ na arte de dialogar esse assunto. Pois como eu disse, as pessoas enganam mais a si próprias, criando criticas terríveis em cima de um assunto tão natural. É uma mescla de opiniões e a ala masculina é a primeira a disparar suas criticas contra uma mulher caso esta assuma os fatos numa boa. Juro que não compreendo direito essas artimanhas masculinas, pois nesse caso não há superioridade... Somos todos iguais. Erramos sempre, com o sem traições.

Promiscuo pra mim é quem vive disso por apenas obtenção do seu prazer. Sem pensar nos riscos e principalmente na pessoa que está altamente fiel ao seu lado (será?). Mas também jamais vou julgá-lo, cada um com seu queijo e coma ele conforme sua fome... uma hora ele vai ser todo devorado ou se você ficar guardando vai estragar mesmo... então acabo sendo a favor de se viver direito... colocando tudo numa balança caso você precise de muitas respostas. Pelo menos sou do tipo ‘curiosa’...

Até mesmo sem querer, acabo sendo mil mulheres em uma - e a grande maioria é assim vai!. Tudo depende do momento. Sou certinha, sou honesta, sou amável, doce e envolvente... mas também sei ser a bruxinha da vez. Tempero tudo num caldeirão e preparo porções boas ou ruins... tudo depende da intensidade das emoções... de como elas chegam  e como elas terão que ser devolvidas.
Se trair for um fator relevante, desculpa... mas não importo nem um instante de deixar meu lado ‘emocional’ de lado... tsc.. tsc... afinal cada um recebe o que merece. Agora se o amor é pertinente e saudável, ele encontra fácil fácil a princesa dentro de mim...

O importante é não deixar o erro se tornar um ciclo vicioso. Há sim os que merecem tudo de bom e os que não merecem nada... Confesso que alguns valores morais impulsionam sempre o: sair de cena, pular do titanic, voar sem olhar para trás, e ter mesmo aminésia da infidelidade ou infelicidade. Afinal o favoritismo a dignidade acaba sendo uma arma pesada em nossas mãos.

Desafiar certas moralidades não é uma questão fácil, sei muito bem disso... Mas autoconhecimento é essencial em nossas vidas. Deixemos os “Santos e Santas” nos altares e passemos a viver a vida como ela é...
Só estou incentivando as pessoas a se conhecerem melhor, sem banalizar o pessoal da honestidade ou desonestidade... afinal já provei o amargo e o doce desse assunto até me lambuzar.

Kiss Kiss
by JanNe


quarta-feira, 3 de novembro de 2010

** DoEnÇA do SéCulO **


Olá Pessoas, hoje vou deixar de falar entrelinhas e tentar ser mais sucinta (ou até mesmo realista) em um assunto que me incomoda muito...
Calma, relaxem! Não é nenhum problemÃO e também nenhum problemINHA...
Talvez o assunto de hoje seja uma figurinha carimbada, mas nada melhor do que se passar adiante as próprias experiências – e como sempre digo, estas servem de crescimento para pessoinhas como eu.
Vou falar do mal do século... A depressão (ixiii, não precisa desistir do post!! O assunto é sério).

Consta no dicionário: de.pres.são:s. f. 1. Ação de deprimir-se. 2. Abaixamento de nível. 3. Anat. Achatamento ou cavidade pouco profunda. 4. Abatimento (físico ou moral).
Existem por aí diversos ‘tipos ou sinônimos de depressão’, tais como: transtorno depressivo, depressão maior, depressão unipolar, depressão grave, psicótica, atípica, endógena, melancolia e depressão sazonal.
Nossa! Falei coisas que nem mais me recordo suas características e os porquês se desenvolvem... (da onde vem esse mal minha gente?)... Certamente de um fator desencadeante (como diria meu professor de Saúde Mental, mister Fernando – queridíssimo alias).

E desde que o mundo é mundo para meus olhos... eu sofro desse mal.
Sim... é complicado reconhecer (porque a maioria não assume ou reconhece), mas depois de tantos anos de convivência, esse assunto pra mim não é mais a CUCA do Sítio do Pica Pau Amarelo...

Sairia um texto enorme se contasse quando e como essa coisa de trilhões de braços me seduziu, me envolveu por completo desde a minha infância. Mas posso garantir, que por ironia do destino (ou por puramente graça de ‘Papai’) eu sofro do lado menos agressivo da ‘tal coisa’ (pelo menos no meu ponto de vista é claro, pois já me deparei com pessoas bem piores).
Eu ainda me curo sozinha nas minhas crises. Ainda as identifico quando estão próximas e entrego-me apenas em momentos... nunca, nunca deixo de fazer minhas coisas, por mais automáticas que elas saiam ou então procuro jamais transparecer que estou ‘num inferno intimo’ – a não ser aqui no blog né, onde as palavras saem quase que chorando de dentro de mim... AH gente, afinal isso aqui é meu cantinho sagrado!
Mas confesso que nada é fácil.
A vida pára do nada. O ar some. Aonde tinha cores fica tudo cinza e as coisas ou pessoas que você mais ama, definitivamente são deixadas de lado (mas não de propósito e sim por meramente você não desejar que as pessoas absorvam seu estado de espírito). Perde-se a vontade de comer, de beber, de sorrir e de viver (esse é o momento mais critico eu diria, pois nessas horas é que se pensa coisas inadmissíveis).
Pode parecer besteira, mas entro sempre em crise quando tenho que superar uma perda. É fatal, carma ou sei lá o que. Fico de luto com qualquer tipo de perda e isso dura meses a fio... mas assim como sei da chegada desse grande mal, também tenho o dom de prever quando está prestes a terminar o martírio (meu sexto sentido nunca falha nessa hora, ufa!).

O fato é que nos últimos meses as minhas borboletas lindas e perfeitas perderam as cores de supetão, me fazendo deparar com mais uma crise depressiva. Sofri uma grande perda em minha vida e não estou falando de morte... estou falando de coração. O destino me tirou forçadamente a única pessoa que conseguiu me fazer feliz (e olha que já tive alguns hóspedes ilustres e sacanas morando dentro do peito)... mas "essa" perda foi a mais drástica pra mim e assumo numa boa.
Foi e vem sendo complicado superar, nem mesmo as ilusões de óticas que aparecem subitamente para distrair a menina dos meu olhos conseguem me arrancar essa tristeza profunda mais que instalada no peito... Eu adoeci, minha alma adoeceu e estou pagando os reflexos da entrega. A saudade é quem cutuca meu ser ora ou outra (ou quase todos os dias)... mas como eu disse acima, algo em mim me impulsiona a continuar... por mais que agora eu acorde triste e desanimada... daqui cinco minutos eu vejo uma faísca de luz a minha frente e agarro-a com força...
Ou então acabo me vendo especialmente como uma flor no deserto. E isso é bom galera! Chama-se esperança... algo perfeito em meio a um nada...

Sempre acreditei que a cura para qualquer tipo de depressão está dentro de nós mesmos. É aquela força que mesmo quase tudo sem vida, ainda pulsa. Pode ser Deus, pode ser seu eu interior gritando, não importa... é algo que todos temos e nunca conseguimos matar seja lá com qualquer tristeza for.

Nesse momento (após um sonho pra lá de espiritual que me ocorreu nessa última noite) eu enterrei meus fantasmas no gelo. Doeu muito, mas foi o momento de ouvir essa voz gritando no meu ouvido: “Hora de acordar menina!”

Pois a vida continua...


"Difícil não é lutar pelo o que mais se quer, mas sim desistir de quem mais se ama. Eu precisei desistir, mas não pense que desisti por não ter mais forças para lutar, mas sim por não ter mais condições de sofrer..."



Mega beijos
JanNe

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

** TaLvEz sEjA UmA cHanCe **



O ar está parado... como se esperando alguma decisão minha ou alguma coisa do tipo.
Botei uma música pra tocar. Daquelas que só ouvia quando estava preste a mudar algo essencial do lugar ou quando queria sair do submundo escuro e cinza em que muitas vezes eu me metia sem saber muito bem o porque.
Preciso reunir as forças... preciso levantar e sair dessa névoa densa e pesada.
Santo Deus! O que ando fazendo comigo... E não falo como se estivesse numa posição de uma vítima por exemplo, falo para me chacoalhar... me tirar desse transe... como se ouvisse gritos autoritários os quais me fizessem acordar com medo de levar uma surra por estar fazendo algo errado.

E ao contrário do que se parece, dou a máxima importância às palavras que recebo. Elas alimentam meu brio de alguma forma ou outra... Afinal a vida escolhida foi essa, sem truques, sem belas flores, sem paisagens para se orgulhar... Poxa! Mas nem tudo é uma porcaria... calma lá!
Reencontrando-me, me conhecendo, estando mais comigo ando com tempo de pensar em tudo, sem afogar as lembranças numa privada qualquer.
Em certos momentos a vida sorriu sim...
Fez de mim essa moldura patética do sentimentalismo (que já ando aceitando numa boa), mas também me fez renascer na própria vida várias vezes.

O que há de importante naquele que me levou tudo?
Nada.
Talvez tenha levado apenas coisas que criei para aquele momento.
Talvez ninguém morra se ‘der férias’ para o coração. Se deixar pulsar apenas a razão.

E minha razão está voltando.
É o que essa música me trouxe hoje.

Espaços minúsculos estão sendo abertos. E como toda boa curiosa, a brecha da porta me faz querer saber o que há por trás dela. Já provei de amores (antigos ou novos) sem me encantar por eles como antes. Já estou conseguindo viajar numa retina sem me perder nela ou simplesmente sem procurar nada.
Algo banal, mas que pra mim tem certo valor (inexplicável).

Uma flor no deserto!
É assim que me sinto toda vez que olho no espelho.
Mas como ela... eu sei que sua permanência ali tem algum significado que agora não se pode ser descoberto...
Se é da terra que ela puxa toda sua força...
Sua beleza é só mais um complemento indiscutível.
Porque justo euzinha fujiria a régra?

Trilhões de beijos


***

(by JanNe)

P.s.; Salve! Salve Metálica.