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Mostrando postagens de Dezembro, 2011

** MeU aMor É mAriNheiRo **

Desde que você se foi fiquei perdida sem rastros... Eu e meu marinheiro solitário diante das ondas, navegando. O coração mais parece um mar em revolta, mas em todo amanhecer se mostra calmo e tranquilo. Todo bom e velho marinheiro acredita no poder de se vencer dia a dia seus medos e temores ocultos, desbravando seu destino e assim é meu amor. Adoecido talvez. E em muitas perdido em seu próprio horizonte. Há apenas uma força que o move sem que seja preciso de remos. E assim o balanço das aguas tranquilas em dias ensolarados nos leva... Dentro de mim, dentro dele... Afinal somos duas fontes de energia que se alimentam mutuamente. Ora nossa convivência é pacifica e em muitas desastrosas. Mas somos um. Incomuns, mais ainda somos. Já me acostumei a velejar acompanhado de sua presença e ele com minha indiferença. Rimos, choramos, aprendemos. Sem que haja esperas futuras do termino do laço que nos une. Eu sei lá porque ele quis ficar e muito menos sei por que permiti.
Apenas sinto-o. Em dias cinza…

** mE aRrisCo **

Sou brisa solitária no meio da noite Os desejos mais ocultos, Sou mais você do que eu mesma...
Correndo num parque Chorando na chuva Sorrindo da criança brincando no balanço
Sou tão livre E tão presa Estagnada como rocha Ou a milhão feito um cometa
Eu passo Repasso E tudo muda... Sou o pular no abismo O medo, o pavor, a dor Sou o mundo incolor E multicor Sou o risco O traço E a obra final Sempre abstrata A procura dos que decifrem Intacta Sou sol, Sou lua Sou o rio que passa devagar... Sou eu quem te esculacho, Sou eu que te renovo, Sou eu que morro Sou eu que vivo... Tanto no amor como no ódio Transbordo! E no silencio, volto à procura das minhas sobras. Afinal, por instantes fui tanta coisa e não fui nada! E numa dessas madrugadas, eu me encontrava... Fria, quente... Impregnada de mim mesma, na calada!
(by JanNe)
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