terça-feira, 13 de dezembro de 2011

** MeU aMor É mAriNheiRo **

Desde que você se foi fiquei perdida sem rastros...
Eu e meu marinheiro solitário diante das ondas, navegando.
O coração mais parece um mar em revolta, mas em todo amanhecer se mostra calmo e tranquilo.
Todo bom e velho marinheiro acredita no poder de se vencer dia a dia seus medos e temores ocultos, desbravando seu destino e assim é meu amor. Adoecido talvez. E em muitas perdido em seu próprio horizonte.
Há apenas uma força que o move sem que seja preciso de remos.
E assim o balanço das aguas tranquilas em dias ensolarados nos leva...
Dentro de mim, dentro dele... Afinal somos duas fontes de energia que se alimentam mutuamente. Ora nossa convivência é pacifica e em muitas desastrosas. Mas somos um. Incomuns, mais ainda somos.
Já me acostumei a velejar acompanhado de sua presença e ele com minha indiferença.
Rimos, choramos, aprendemos. Sem que haja esperas futuras do termino do laço que nos une. Eu sei lá porque ele quis ficar e muito menos sei por que permiti.

Apenas sinto-o.
Em dias cinza e até nos coloridos.
Abstratamente me confunde os sentidos quando menos espero.
Então, apavorada eu o busco. 
Sei que está lá... em seu barquinho, sentado como de costume... me forçando a admirar sua visão solitária. Sento-me, e absorvo sua energia... Lembranças de tempos bons!
Estabilizo minha alma e me reencontro.
A luz divina me permite a ver com outros olhos os encontros e desencontros. A permissão em ter sido feliz e por ter aceitado esse marinheiro solitário em minha vida. 
Ter um velho caquético agora para cuidar não é das minhas melhores tarefas, afinal nunca consigo o êxito... de vê-lo partir, de seguir seu rumo me deixando nas encostas. Eu ficaria até mesmo nas pedras, desde que me deixasse ir... 
Então desisto das aguas profundas, desisto de senti-las mais uma vez gelando minhas veias. Afinal viver sem amor é pior que morrer... 
Permaneço!

by JanNe

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quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

** mE aRrisCo **

Sou brisa solitária no meio da noite
Os desejos mais ocultos,
Sou mais você do que eu mesma...

Correndo num parque
Chorando na chuva
Sorrindo da criança brincando no balanço

Sou tão livre
E tão presa
Estagnada como rocha
Ou a milhão feito um cometa

Eu passo
Repasso
E tudo muda... 
Sou o pular no abismo
O medo, o pavor, a dor
Sou o mundo incolor
E multicor 
Sou o risco
O traço
E a obra final 
Sempre abstrata
A procura dos que decifrem
Intacta 
Sou sol,
Sou lua
Sou o rio que passa devagar... 
Sou eu quem te esculacho,
Sou eu que te renovo,
Sou eu que morro
Sou eu que vivo... Tanto no amor como no ódio
Transbordo! 
E no silencio, volto à procura das minhas sobras.
Afinal, por instantes fui tanta coisa e não fui nada!
E numa dessas madrugadas, eu me encontrava...
Fria, quente...
Impregnada de mim mesma, na calada!

(by JanNe)

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