quinta-feira, 18 de setembro de 2008

SeM pAlAvRaSs

quinta-feira, 18 de setembro de 2008 20:51h

Estou há mais de uma semana tentando atualizar o blog, mas me faltam palavras, coerência e principalmente paciência. Gosto de escrever quando estou sozinha – ou pelo menos quando me ‘deixam’ com meus pensamentos a vagar por um mundo incerto, mas ultimamente venho sendo perturbada (muito barulho, falação, aff, chego a ficar irritada).
Creio que essa coisa de blog realmente vicia – eu pelo menos quase tenho um ataque de fúria quando fico sem net ou quando uma pessoa não pára de falar ao meu lado, justo na hora que estou tentando escrever. Cara, isso pode até parecer chatice, mas é verdade.
Um bom texto, seja ele breve ou não, precisa ser trabalhado delicadamente, afinal em um blog você acaba se expondo, então a necessidade que as pessoas lêem e te entendam é maior.
Trabalhar a noite está sendo bom... Passo mais tempo com as crianças, fico mais em casa... mas em compensação estou aprendendo na marra a lidar de vez com a solidão. Sabe, você decide as coisas, você faz e acontece. Se eu quiser passar o dia de calcinha sem tomar banho eu posso (não que faça isso, afinal amo um velho e quente chuveiro), pois o tempo que tenho agora comigo é maior. Sou eu que dito as regras, não fico mais atropelando as coisas para encerrar meu dia com a sensação de expediente comprido, tanto em casa como no trabalho.

Eu queria falar aqui de coisas atuais, as quais ocorrem no mundo ou pelo menos pertinho de mim... Uma delas é a satisfação de ler que definitivamente a licença-maternidade foi estendida para seis meses por lei, autorizada pelo nosso então Presidente Lula. Lamento apenas não ter sido eu beneficiada por essa lei (ela chegou tarde para mim). Mas fico feliz em saber que o vínculo entre as futuras mamães e seus bebês foi estendido. Qual a mãe que não quer passar cada minuto grudada em seu filhote? Nem que seja meio segundo, uma fração faz a diferença.

Falar das atrocidades que andam acontecendo eu não quero não. Pai e madrasta que matam, esquartejam e jogam partes dos membros de dois garotos em sacos de lixos, crianças que são vítimas de quedas em edifícios (depois do caso Isabella, até parece que virou rotina), crianças que são mantidas presas sob cárcere privado, amarradas, torturadas... Ah, isso é negativo demais, ainda mais se tratando de crianças as quais são privilegiadamente inocentes... Sem contar a tão famosa política (época de eleição, todos se pintam de cordeirinho com tintas de ouro, enganando o povo humilde, cegando a galera a qual faço parte), e as guerras? Furacões? e inundações pelo mundo a fora (isso já é a resposta certíssima da nossa mãe terra contra seus ilustres habitantes, fico até sem comentários).

Sim a informação enobrece, mas eu particularmente prefiro ignorar as ruins (ou pelo menos entregá-as nas mãos de Deus). Então acabo resolvendo falar de mim mesma, dessa vida incomum ou comum? Ah sei lá... Esse assunto pelo menos sei de cor... posso me criticar, posso me consertar... Dependo das minhas ações e reações.

É isso aí.
Prometo amanhã um post decente, mas por enquanto eh esse Aki MeMoooo...

BjoOo
Jana

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

tUm-TuM... eH eLe q Tah No CoMandO!



sexta-feira, 5 de setembro de 2008 22:21h

Sinto-me como um iceberg frio e solitário.
Às vezes tenho a nítida sensação que estou fazendo tudo errado em busca de uma perfeição que não existe, pois não há pessoas perfeitas, amores perfeitos, momentos perfeitos. É tudo ou nada.
A gente passa anos buscando uma felicidade ilusória. Mas pra ser franca, ela está aqui dentro do meu peito e dentro do seu. Pulsando, batendo forte a cada emoção. Se parar, a vida morre.
Se acelerar nos sentimos mal, com a sensação que o mundo está rodando e te deixando em meia a ventania.
Se bater lentamente, achamos que o fim está próximo e nos enchemos de temor.
Na verdade, ninguém quer sair de cena. O coração é o único (embora eu saiba o básico da anatomia humana) prefiro acreditar que é ele quem comanda a vida e não o cérebro.
É ele que nos permite amar, odiar, sentir. Nos faz feliz e infeliz em questão de segundos. É a porta de entrada da nossa fé e receptor das pessoas que ali ficarão.
O meu, embora tenhamos várias brigas (pois ele me coloca em cada uma!) é bonzinho, meigo feito uma criança.
Às vezes se emburra também. Chora, se lamenta. Mas logo se anima e me coloca pra cima.
Sou feliz com o que tenho. Deus foi perfeito comigo.

Queixo-me das escolhas erradas, das frustrações, coisas da vida. Sei que terei saudades do hoje, que daqui a algumas horas será ontem. Embora tantos fatos, altos e baixos eu amo a vida exatamente como ela é.

Seguindo a filosofia espírita, tenho tudo que mereço e vivo tentando acertar os ponteiros com o ontem, fazendo do meu agora aquilo que acho certo. Seria hilário se acertassem todas, mas também seria muito sem graça se isso acontecesse. Pois que valor teria a vida se fosse perfeita, cheia de acertos?
A batalha diária, tanto a interior como a exterior é uma opção maravilhosa. Gosto disso. Da liberdade de escolha, dos débitos a serem pagos.
Sinto-me uma eterna estudante sentada numa sala de aula. Aqui questiono, aprendo, vivo.
O frio e o vazio irão passar. O iceberg derreterá com a luz de um sorriso qualquer. E meu coração (como um bom sensitivo que é, já prevê tal façanha), fazendo meus batimentos cardíacos acelerar-se e diminuir num impulso só. Como estivesse brincando com minhas emoções (aff... até ele!!).

Uma boa madrugada para todos.
BjOo
Jana

P.s.; Momento de reflexão: “Agora, ao final de nossas andanças, nossos olhos são outros, olhos de velhice, de saudade. Toda saudade é uma espécie de velhice, disse o Riobaldo. É por isso que os olhos dos velhos vão se enchendo de ausências.“Memória fraca”, dizem os jovens. Engano: é que sua alma sabe o que merece ser lembrado. Esquecem-se do que aconteceu ontem, mas se lembram do que aconteceu há muito tempo, como se fosse hoje” (texto retirado do livro: “Se eu pudesse viver minha vida novamente” – Rubens Alves).

terça-feira, 2 de setembro de 2008

O aNjOo cHaMa-Se MãE




terça-feira, 2 de setembro de 2008 21:12h

Boa noite galera!
É... acreditem! Numa noite maravilhosa dessa e eu estou aqui no trabalho. Passei para o turno da noite, mais calmo, mais sussa... sem a presença de chefes e dos restantes dos índios.
Não sei ainda se fiz a escolha certa em passar para o turno da noite, mas realmente veio a calhar. Estou esgotada, precisando de momentos de reflexões.
Sinto apenas em deixar minhas pequenas em casa, já que elas são tão acostumadas com minha presença durante a noite. Chegarei e elas estarão dormindo o sono dos inocentes... uma pena!
A Luiza cada dia me surpreende. É um amor incomum. Ela tem tanta adoração por mim, me passa tanta paz. A Bruna também, mas já começa a dar os primeiros passos para sua independência (mais é frágil como uma rosa). Eu sonho com elas crescidas ao meu lado... será que vão dividir suas vidas comigo? Será que sempre terão essa doçura no olhar?
Estou batalhando para isso. Eu quero que pelo menos elas tenham orgulho dessa mãe aqui. Que reconheçam meus esforços e que tenham em mente nossa união, nosso amor.
O amor materno é eterno e eu acredito que amo minhas pequenas desde outras vidas e amarei para sempre. Já não sou eu mesma sem elas.

O meu amor de filha pela minha mãe (dona Maria Luiza) é também algo inexplicável. Eu apenas muitas vezes gostaria de saber me expressar melhor. Chegar, dar um abraço bem forte (sem ser dia de aniversário ou comemorativo). Mas não consigo. Não que a minha mãe tenha sido distante de mim (isso nunca), mas é um tipo de bloqueio, alias eu sempre tive que dividir a atenção da minha mãe com meus irmãos mais velhos, depois com a mais nova (isso acabou criando um muro pequeno em relação a afetos entre nós).
Mas ela sempre esteve do meu lado.
Hoje (por eu também ser mãe), somos mais próximas. Dividimos nossas vidas. E ela sem dúvida é meu coração. Amo-a infinitamente e por amá-la um tantão assim, foi que resolvi homenageá-la com a Luiza (a qual carrega seu nome e por ironia do destino, fisicamente tem seus traços).
Sou feliz com a mãe que tenho. E sou feliz por ser a mãe que sou para minhas florzinhas. Às vezes me culpo, acho que poderia ser melhor, mas o meu cotidiano me rouba o sorriso em algumas ocasiões. Sou assim, imperfeita (e quem não o é?).

Só posso agradecer a Deus por essas estrelas.




BjOo
Janynha

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

sOzInHaA, mAs eM pAz!



segunda-feira, 1 de setembro de 2008 17:16h

Estou tipicamente chata. A cartelinha do anticoncepcional chegou ao fim e com ela lá se foi o meu bom humor, meu animo e alegria. Ei, não tenho vergonha nenhuma em admitir que sofro de TPM – ainda mais quando estou sozinha. Cara, tenho grande facilidade em associar a perda de algo como coisa normal, agora se tratando de pessoas e relacionamentos, vixi sou um problema. Claro que não me enquadro à aquelas mulheres fanáticas, grudentas e que não aceitam a perda ou o fim (isso jamais – sou passiva demais para me dar ao luxo).
Aceito perder um amor, mas aqui dentro as coisas não são tão fáceis assim. Eu encaro uma espécie de luto pelo ex e passo até meses para me livrar do defunto-vivo (morto para mim e vivíssimo para o mundo).
Ressaltando que sou assim, desde que curta o tal fulano, caso contrário eu nem me abalo.
Coloquei um fim em mais um relacionamento e isso está doendo deveras. Mas foram meses juntando o lado bom e o lado ruim (mais ruins é claro, pois a única coisa boa nesse relacionamento foi a minha pequena Luiza). Coloquei tudo numa balança imaginária e percebi que meus esforços não valeriam nunca a pena. Conclusão: "CAI FORA LITERALMENTE".

Pra completar entrei numa fase de calmaria. De sossego.
À noite já não me atrai mais como antes.
Descobri que a paz está nas coisas mínimas e isso pode se resumir em ficar de molho em minha casa com minhas florzinhas. Desgastante é passar horas se arrumando para uma balada, se achar a deusa da noite e ao final dela retornar ainda mais vazia. Você tem que ter nascido pra lua como diz o ditado para sair de uma balada com o homem da sua vida. Isso é o mesmo do que ganhar na loteria sozinha...

Cansei de procurar. Que me achem primeiro.Estou aprendendo a gostar da “Solitude”. Ela não é o bicho-papão da minha história, há centenas, milhares de pessoas que curtam a solidão sem muitos grilos. Até tirei de um blog maneiro que estava lendo hoje, 10 bons motivos para pensar que ficar sozinho é bacana, eis que o publico a seguir:

1- você pode dormir sem banho;
2- dá para comer miojo e tomar coca-cola sem gás;
3- quando se quer perder o medo de ficar sem a pessoa que você gosta;
4- hoje é sua primeira noite com o aparelho de bruxismo;
5- a banda da internet é toda sua! (EH!)
6- e o controle remoto também! (EH!2X)
7- você pode adiantar o trabalho do próximo dia e ficar no irc planejando o próximo evento de software;
8- achar engraçado que o vizinho pode pensar que você é meio louca, porque fica conversando com os gatos;
9- se dar conta que você gosta de ficar acompanhada, mas não precisa;
10- se encher de amor e saudade para ficar junto com ele em breve.

É claro que A 10ª opção não está relacionada a mim, então preferi alterá-la:

10 – Se encher de amor por si mesmo e curti esse momento único, sendo egoísta, pensando em você apenas.

No momento não quero mudanças drásticas. Quero paz interior. Quero controlar minhas emoções, beber da água que me liberte de qualquer desassossego. Sinto o cheiro da fonte e só de estar próximo, me acalmo.

Uma boa noite a todos.
JanynhAaAaa