quinta-feira, 21 de novembro de 2013

(...)


Em um período muito curto as descobertas são variáveis. Por exemplo, descobri que o esquecimento não é um ponto final de uma lembrança qualquer e sim uma mera reticência, das quais utilizo tanto em meus textos e de quebra nem havia me atentado do 'porquê'.

A vida muda ou mudou (reticências)

Eu mudei (reticências)

O amor acabou (reticências)

Notei que minhas reticências vem e vão como parte obrigatória. Desde o inicio ao término de uma frase... lá estão elas. Sem contar que mentalmente as utilizo mais do que o necessário no mais profundo silêncio.

O que me cabe nessa vida é apenas o singelo poder a curto prazo: o meu agora (nesse exato momento). E nem me sobra tanto para glorificar-me.

O passado foi vivido. Saboreei cada gole, me fartando do destino para se colocar o começo, meio e fim para cada coisa vivida, como uma tarefa realizada com ou sem sucesso.

O presente é reticência pura - nunca vou saber como vai terminar, afinal as incertezas diárias são tantas!

O futuro sei que é o ponto final de tudo e quando penso que o alcancei, ele simplesmente acena de longe e sorrateiramente prossegue distante de mim a longos passos.

... então tem aquelas horas que fatalmente me canso! Sigo utilizando as virgulas para poder alimentar meus anseios, acalentando os erros e acertos.

O que mais posso fazer a não ser dar vida aos meus textos enfadados ao meu próprio vocabulário limitado?

É um jeito. Uma busca, uma fuga.

Brinco com as palavras que possuo, molestando minha própria capacidade ao extremo.

E na vida, acabo mesmo pedindo permissão para a luz infinita que me guia para fazer dos rascunhos uma linda história, onde as pontuações gramaticais nada mais são do que um mero detalhe (ah, ia me esquecendo... reticências)!
 
by JanNa

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

** FiCar prA quÊ? **


Ei! estou escutando sua voz ao longe... Percebo apenas que está gritando, me falando coisas indecifráveis e que agradeço por estar tão distante para não ouvi-las. Já bastam minhas lamentações e choro instantâneo e oculto.
Sim, sinto muito, mas nesse momento estou machucada demais para ouvir palavras que me feriram tanto... e poxa vida, elas são tantas! Parecem que nunca vão morrer na lembrança. Melhor mesmo é dar no pé. Sair correndo sem meus chinelos favoritos, massacrando os cascalhos que estão pelo caminho. Nada fere o corpo se a alma está fragmentada pela dor.

O melhor é sufocar meu fôlego e ficar quieta daqui uns metros, até que tudo se acalme e eu não possa ver você em meu passado me chamando.
Estou sendo egoísta? Talvez.
Mas só eu sei o que é melhor pra mim.

Nada adiantou. No fim tive medo desses sonhos e permiti que eles fossem mutilados. Um a um, num erro constante. E a saída é esta: a fuga.
Antes que eu me arrependa e sinta saudades demais e pense em voltar. Afinal a saudade é o sentimento mais traiçoeiro para quem deseja rabiscar novas páginas.

Prefiro pagar esse preço tão alto por suas acusações infundadas. Mas não vou me contaminar com elas, de jeito nenhum. Sendo assim, estou indo atrás do leque de variedades que é ficar sem você. Estando eu e eu.

O cansaço me deixou sem forças para lutar contra essa prisão e juro, a liberdade é primordial para alguém como eu. Prezo o vôo sem asas, pois meu coração sempre soube retornar ao que sente falta. Mas decifrar isso é pior que entender textos metafóricos.
Alias, estou esgotada de tanta coisa, principalmente de me forçar a entender o que é abstrato diante dos meus olhos. E quando achei que tinha decodificado o incerto, eis a grande surpresa: FALHEI.

E lidar com essa perda é o mesmo que colher erva daninha. Ela não será rosa nunca e nem alegrará meus dias com o perfume esperado. Vai sempre magoar pela minha experiência ou capacidade de alimentar decepções.

A única certeza?
É que o tempo vai passar e enquanto houver razões, vou continuar correndo ou caminhando, seja lá como for. Lutando contra as lágrimas que insistem em cair, mas ganhando força a cada passo dado. Uma hora, até meu coração se cansa e me dá momentos de tranqüilidade.
Por enquanto, estamos distantes e o tempo é curto, muito curto para carregar tanta culpa.


by JanNa






terça-feira, 22 de outubro de 2013

** Coração, minha única porção **


Nada é eterno... nem tão intenso que não tenha seu próprio tempo de se finalizar. Aos poucos as cores desbotam, o sorriso se perde, os olhos não vêem. Uma queda brusca e sinceramente insana. Não há vencedores numa guerra perdida, sobra apenas o cansaço, os olhos vermelhos e a sensação de se ter lutado em vão. Perder não é o forte de ninguém mas sim algo que temos a obrigatoriedade de aceitar. Eu perco, você perde - pronto! Palavras evasivas criam vida própria, sem contar as criticas e desapontamentos instantâneos que têm o único objetivo: ferir. Afinal se todos não saírem sangrando não tem graça, não é mesmo?
Tem que ter fragmentos, choro, culpas.
Resolvi que não quero isso pra mim... e então liberto-me. Deixo pra lá o motivo da guerra e pela qual defendi por algum tempo achando que a vitória era a única coisa certa. Errei feio, admito, mas as forças acabaram e meu pilotão de sentimentos se retiraram. Engolindo a derrota também acho importante sair de cena, mas sem martírios. Hora do isolamento comum, de reunir forças para sair sem medo. Reconstruir o que perdi, pintar por cima as mesmas cores que ficaram tão fracas.
Mas não vou avacalhar, não vou devolver com pedras o que ando recebendo... pelo menos aprendi mais uma, ufa!
Vou retribuir diferente... vou cuidar de mim, dos meus velhos projetos e seguir com asas ou sem elas.
E então, a lembrança da guerra... dia a dia vai perdendo a vivacidade e terei melhores sonhos.

Paz & amor: duas coisas que planto sem medo dentro de mim *-*



by JanNa

sábado, 14 de setembro de 2013

* CoNfLiToS ReAiS *


Já desci da torre da Rapunzel e ainda assim me sinto em perigo. Eita mundão estranho esse minha gente, onde tudo parece rodar feito pião sem rumo e só se deixa zoado.
Passei foi muito tempo enclausurada e mortificada pelo sentimentalismo barato que estando ‘acordada’ pareço até fora de órbita.
Seria o amor como aquelas vacinas super potentes e de dose única?
Ou poderia tomá-lo em doses de Tequila pura até cair... cair... e do chão ficar rindo com o vento que sopra suave no rosto?
Sei lá. Só sei que estou sem rumo.

Foram tantos os questionamentos e pressões emocionais que minha mente cortou o contato direto com o coração. Cada um age conforme sua tosca vontade e eu me ferrando nessa batalha desigual. Não mando em mais nada por aqui!

Amei uma vez, duas...
Apaixonei-me trocentas (mentira, algumas apenas!). O real problema é a mania de incorporar a palavra ‘intensa’ numa vida inteira. Aos longos dos anos e das falhas imperdoáveis, descobri que incorporar tal palavra é quase o mesmo que botar uma corda no pescoço e se atirar sem motivos aparentes. Tudo fica MUITO, cheio, transbordando ao extremo. Uma papagaiada que só serve para te furtar a razão, isso sim.

Intensamente vivo. Respiro e continuo.
Intensamente os desejos afloram, tornam-se sonhos e caminham para o estado sólido; a realidade.
Intensamente Amei. Amo e desamo.

Numa língua confusa, acabo me entendendo.
E então os sonhos de ‘princesa’ jaz em alguma parte do meu livro da vida. A sentimentalista ficou lá em cima da torre, cheia de saudades, cheia de amores. Essa aqui que se ralou toda ao descer é meramente ‘eu’. Cheias de cicatrizes, arranhões e uma feição dura inquestionável. Não há vestido rodado e lindo. Há armadura de guerreira cruel.
Incansavelmente meu coração bate, mas quem precisa perceber?

Sinto-o forte, descompassado.
Talvez somente ele ainda seja o mesmo, pois ainda me dá umas duras insanas e aos berros me diz que preciso sim é de AMOR.

- Ráh! Melhor deixar pra lá, afinal meus cabelos estão curtos e nada vai adiantar mesmo hehe.


 by JanNa


terça-feira, 13 de agosto de 2013

** FuManTeS S.A **


- Eiiii, alguém para esse trem da abstinência porque necessito descer!
Algo em mim não vai bem, uma confusão estrondosa, mente e corpo em um ringue estilo MMA.
A idéia foi boa, diga-se de passagem, de uma mente cansada e já se sentindo escrava. O corpo vem reagindo como pode, gritando sua grotesca falta de nicotina, atormentado: ô coitado!

Sete dias. Uma semana. 168 horas sob a mira da força de vontade – é tudo que tenho e que utilizo para tranqüilizar o animo.
Opinião não se tem muito valor a quem deseja suicidar um vício. As correntes de apoio também não, afinal serão as mesmas que se tornarão criticas fatais caso vacile na minha decisão e obedeça a recaída.
Não, não quero isso. Juro.

Mas citarei alguns dos malefícios e benefícios desse ato excelente, mas insano vai... ou o contrário? Ráh, já nem sei.

  1. Eu gostava de fumar.
  2. A fumaça tinha algo encantador, sedutor... e invadia meus pulmões com o mesmo propósito e me levava em segundos a um êxtase de satisfação pura.
  3. O hábito de estar com ele em todos os lugares, momentos e em todo tipo de emoção era mais que uma amizade sincera, éramos quase irmãos (com o diferencial de que este amigo eu bem sabia dos males que vinham com ele e talvez por ‘ter ciência disso’ é que eu aceitava numa boa devido a ‘não decepções’ no depois ou decorrer.
  4. Estar entre grupos sempre foi mais divertido, o teor de nicotina nunca afetou nosso olfato, tato e expressões. O cheiro que ficava tinha que ser suportado, afinal grupo que é grupo não se tem discriminação. É unido e ponto.
  5. Depois de qualquer refeição sempre foi melhor que sobremesa... era a fumaça mais esperada do dia... Simplesmente muito bom.
  6. Calmante, relaxante, amigo, companheiro... Inibidor de surtos, controlador dos nervos e muitos dizem, emagrecedor – querem mais? 

Mas já chega. Não vou dar muita ênfase a um corpo viciado como o meu.
Então partimos aos benefícios e até acho que todos vão querem acrescentar alguma parte (e realmente espero).

  1. Desapego. Confiança. Força. Autocontrole.
  2. Sentir o próprio cheiro novamente não tem preço.
  3. O vento não me faz desejar passar creme nas mãos ou tomar banho de perfume a cada trago.
  4. O cheiro de shampoo é extraordinário e ele fica nos cabelos – já nem acreditava mais nisso (hahaha)
  5. Os alimentos têm sabor... e como são gostosos, hmmmm.
  6. A pele está diferente, brilhando talvez.
  7. Consegui caminhar depressa e não me senti tão cansada como se tivesse andando por léguas e com mais de 90 anos.
  8. Minha mente é quem manda (Ufa)
  9. Os hábitos são substituídos numa boa, basta ter originalidade em se mudar (ler, escrever, exercícios, dietas ou comer rs).
  10.  Os grupos são os mesmos, mas o diferencial é que não me sinto tentada a cair numa tentadora fumaça flutuante em minha frente.

Dentre outras e mais outras e outras coisas. Estou sabendo que os benefícios são enormes, sem contar a tagarelice de um profissional ou um médico no discurso. Mas melhor deixar pra lá, nessas horas muito blá-blá-blá incomoda mais que mil elefantes fumantes.
Os dias vão se arrastando e vou solicitando forças aos céus para que toda essa paranóia tenha fim e que logo, isso se torne apenas mais uma experiência.
Não existe melhor hora de parar. Existe melhor hora para ouvir sua própria voz.

Eu quis parar. Desejei. Limitei-me.
É uma luta para poucos, mas possível.
Talvez uma guerra intima, onde podemos sair vencedores ou perdedores. Vivos ou mortos de nossa própria vontade.
Acho que seria mais fácil quando recebemos uma ajuda. Mas preferi o anonimato de outras vezes, afinal é uma guerra fria e só minha e quando dá, divido.
Sete dias pra muitos são apenas sete dias. Mas pra mim é uma vitória, afinal pra quem fumava toda hora de um dia inteiro... Sete dias é um marco, é uma glória.


E a Libido??? Vai bem, obrigada!!!


by JanNa



sexta-feira, 2 de agosto de 2013

** SuPerAçãO **


A correnteza te arrastou. Sim, ela te levou e por pouco não te tirou a vida. Mas seu fôlego ainda estava ali, meio que distraído ao desespero. Apavorado com as conseqüências do que se não pode adivinhar.
Fiquei na beirada, como tua sombra que não abandona.
Mas minhas mãos estavam longe né? Ou talvez será que não as viu?

Sentei. Ouvi teus gritos, mas sinceramente não quis ajudar – afinal me afogaria com você e nas circunstâncias poderia até me responsabilizar por te levar ao fundo. Mas me nego a isso. Pois creio que nos afundamos sozinhos, sem culpas, sem traquejos.

Continuei olhando e vi quando se agarrou em algo – suspirei de alivio, confesso. Vi quando usou suas únicas forças para chegar até algo que te desse segurança e assim o fez. Não precisou de ajudas, você notou?

Bati palmas.
Adoro ver quando as pessoas se superam.
Surpreendentemente permitiu que o ar invadisse seus pulmões e foi se acalmando e então chorou.
Uma dor o invadiu, mas não física... uma dor proveniente da alma. Viu seus erros, sua luta contraditória e entregou-se mais uma vez a própria pulsação.
É a vida que vale a pena, pensou!
Os erros costuramos feitos remendos de retalhos. A falta de fé renasce quando mais precisamos e o amor perdido talvez lhe dê uma chance. As mágoas voam feitos pássaros (quando desejamos libertá-las) e as dores são curadas quando aprendemos a fazê-las adormecerem em nossos colos fraternos.
Há uma luz lá na frente. As águas podem ser fatais, mas elas nos ensinam a lutar e ter esperanças e o medo de entregar os pontos é maior que a própria vida afundada na lama.

Você precisa lutar meu caro.
Limpar-se. Curar-se.

Não ligo que não tenha me visto te observando. Meus propósitos e sonhos pra você no momento não alterariam os fatos.

E ainda fiquei sentada até quando parou de chorar e saiu do chão quase se arrastando... e foi andando, andando... e sumiu no horizonte.

Ali eu sabia que você ficaria ‘numa boa’.
Olhei os céus, olhei a correnteza e mentalmente fechei os olhos em agradecimento a força que não se pode ver... Que vem de um feixe de luz. Que consagra meu coração de ‘dias melhores’ e assim, fui cuidar de mim.  *__*

by JanNa


terça-feira, 23 de julho de 2013

** tOrmEntAs **


Eita que as águas deste rio está agitada e o vento sopra ingrato bagunçando meus cabelos. Sinto falta de escrever, mas meus textos morrem nas pontas dos dedos – talvez medo do retorno ou da vazão de sentimentos que tanto bloqueei a saída, como compotas reservadas para dias secos.
Não dá mais para manter o meu universo paralelo, preciso voltar já que caminhei sem rumo por diversas estradas. Mas seria o mais sensato? Nem sei.

O amor definhou.
A vida mudou.
Me cansei de tudo um pouco e das pessoas boa parte.

Estranhamente segui a vida. Amadureci um bocado com meus vales e paraísos. Um contraste permanente e necessário.
Havia mais sentimentos quando escrevia. Compaixão, dor e revolta. Alegria, sorrisos e felicidade instantânea. Hoje as palavras estão lá, jogadinhas em um canto íntimo, tentando me seduzir com a melhor das hipóteses. Resisto, mas hoje quis me embriagar delas até cair.

Hic!
Vamos lá. Como todo bêbado, hoje quero chorar as pitangas.
Sufoquei um amor com o travesseiro mais próximo, ele dormia lindamente aqui dentro do peito, em coma, intocável, ilegível... terminei logo com isso. Caminhei dias sob forte chuva, ao relento, afinal tudo que menos queria era voltar para dentro de mim.
Então as coisas começaram a dar certo. Sonhos se concretizando, estabilidade. Dias de glória... Ufa, um brinde pra mim.

A lua estava linda e eu estava sentada observando-a. Então ele veio, sentou-se ao meu lado... dali em diante, minha vida não era mais minha. Meus sonhos já não existiam, meus pesadelos iniciaram em todas as noites. Dias quentes. Noites frias. Senti medo, arrepio, um colapso de emoções que sinceramente de tão forte, derrubaram meus muros de “Berlim”. Do ápice a queda livre. Fui refém da ilusão de ser feliz.
- Ei? Eu estava morrendo... estavam me matando, mas o grito não saia.

E como perder a identidade eu revirei as gavetas para reencontrá-la. Me abati, fui além do querer, incorporei meus limites e as tormentas pisei deliberadamente por cima. Era o único jeito, minha única saída. “Fiquei livre”.
Mas sem tudo aquilo que havia de melhor, afinal eu fui furtada pelo destino e por minhas próprias escolhas. Não há certo se tudo começa errado. Não há satisfação por trás de vidros que vão ao chão por nada. Tem que se ter bases sólidas, para que o castelo não desabe.

É, as coisas deram erradas e daí?
Mas sobrevivi, feito um lindo gato com a ilusão de suas sete vidas.
E meu caro tempo, vem me alimentando e me embriagando de vez em quando, eu sei bem disso! Mas ele sabe o que é o melhor pra mim.
Hoje é nele que deposito minhas esperanças de dias melhores.
É na natureza que encontro minha paz. Molhando os pés que renovo as energias boas.

Afinal, somos como pilhas recarregáveis. Quando estamos fracos, prestes a entregar os pontos, nos renovamos com a energia que vem dos céus. Pura e imaculada feita por Deus. Somos novas mais uma vez.

E então, revivi-se. E ontem é apenas uma cartilha do passado que terminamos perfeitamente e do jeito que tinha que ser.

#nada.é.por.acaso

by JanNa