quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

** Eeeee PxãOo **


Ah acordei como o sol... brilhando, cheio de vida... e quente...
... Apaixonada... (pelas coisas, pessoas e pela vida)...

Sim. A paixão tem outra cara agora (se penso, penso com carinho apenas e me entrego a essa coisa boa).

O coração está aberto, está leve e livre de pesos. Apenas se sentindo massageado...

Não adianta fugir do que se bate aqui dentro...

.......................................................... Eu só queria estar do lado de Madri.....
saber como está, ver seu sorriso mais uma vez, sentir seu cheiro... viajar na menina dos seus olhos... nem que fosse daqui de São Paulo... sem que lembrasse mesmo que estou sempre ali!!

Esse adeus está carregado de saudades!!!

by JanNe


domingo, 26 de dezembro de 2010

** SeM esPaçOs **


Aflijo-me pelo céu em desatina lastima...
Um choro que molha a terra e que vem lá de cima sem prévios anúncios.
Chega. Molha. Umidifica o que (aquele) que está seco.
Trás um pouco de maciez a alma.

Choramos juntos.
Por dias intermináveis, por lembranças que ficarão nesse tempo.
Nada irá saltar com o vento para o novo.
E como folhas secas, voarão para algum lugar especial do passado.

Deves-se ficar, toda saudade. Todo amor dado. Toda dor sofrida.
E os muitos sorrisos que se alegraram a alma em curto espaço.

Ah! Eu esqueci?
Não. Mas ficarás aqui.
Os lugares para a nova viajem estão ocupados e não há brechas para tormentos conhecidos.
Prefiro virar a página e te deixar em algum lugar desse velho ano mesmo.
Talvez em Maio passado...
E para sempre ali meu desagrado.

A brisa renova e trás um sorriso inocente.
Conhecido até, mas esperançoso de sei lá o que.
Como saberei se não arriscar?
Não há como, apenas redesenhar.

O jeito é saltar com os pés soltos, flutuar no vazio e se acalmar.
Sou mesmo assim... visceral até quando olho pra mim.

Deprecio meu estado súbito de sair daqui com alguma coisinha qualquer. Uma lembrança quem sabe, um pouco desse amor que desprezei.
Mas o frio da alma não me contenta e sim condena.
Esquenta-me o desconhecido, o que há por detrás dessa passagem.

Nuvens suaves. Céu azulado. E sonhos remodelados.
Hora de correr em busca deles. Soprar-lhes vidas... ou minha própria vida.

Quero morrer quando os artifícios tiverem rasgando o céu. Mas não morrer de morte morrida, mas morrer pelo que já fui e pelas angustias que juro, não merecia.
Quero chorar expandindo meus pulmões como se fosse a primeira vez...

Um novo suspiro. Uma nova razão.
Sem criticas, sem culpas e/ou culpados.
Apenas um novo viver.


-         by JanNe






sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

** EnTaUm eh NatAl **


hO hO hO hO

É (quase) Natal e nesse dia onde as almas encontram-se de braços abertos para novas esperanças, sugiro que fechemos os olhos e deixemos essa coisa boa nos invadir o ser... Como um vento suave no rosto que vem do ‘Criador” nos dar um beijo.
Deixe sim a esperança de dias melhores se aproximar de mansinho e fazer morada no coração e sorria...
Pois Deus nos criou para isso... Para Acreditar... Sonhar e Amar.
Nós é que fazemos sempre tudo errado + pra isso você  e eu ganharemos daqui muito em breve ‘novos’ 365 dias para tentar consertar tudo e nos transformarmos melhores em cada amanhecer...

Não desperdice essa chance... sejamos felizes...

Feliz Natal à todos
E um beijo profundo a alma

- by JanNe -

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

** QuEro MesMo vivEr o meu Viver **


Findados (quase) os tais 365 dias e eis que me senti meio caquética, meio velha sei lá.
Seria isso o ‘peso da idade’? Mas por outro lado minha alma parece mais uma menina mimada, problemática e risonha (Ráh, confuso isso, to ligada!).
A real é que o real assusta. Os anos afundam tua mascara na água e de lá sai toda enrugada e murcha... muito louco isso.
Difícil mesmo é encarar os passos largos da idade com naturalidade, sem antes dar os famosos ‘pitis’ ou lá se ter mesmo um ataque de histerismo ou neurose a flor da pele.

Aiiii! Penso mesmo é que quero gritar!!! Mãeeeee...  hahahahaha
(é o famoso: rir para não chorar).

Uma grande tolice, mas embora a pratica de se encarar a teoria do tempo seja BEMMM MAIS FACIL, sinto os neurônios pifarem quando esbarro no presente e dou uma piscadela pra futura velhice. Que grande pesar sinto quando me lembro que não tenho mais 09, 13 e os inesquecíveis 15 anos. Claro que depois dele, os anos saltaram feitos coelhos assustados e assim se foram. Não há muito que lembrar, a não ser comparar o ‘ANTES (Up) e o DEPOIS (Down)’ em fotografias esquecidas numa caixinha de lembranças.

(agora não sei se dou gargalhada ou choro aquele choro inconsolável, mas quase que conformado).

Estou com os pés balançando na piscina dos trinta e juro (que mesmo faltando quase que um ano para cair de vez nessa água abundante) estou meio apavorada com a idéia. Ta certo que ganhei uma porrada de coisas boas em troca de lá para cá... tais como experiências inimagináveis e fundamentais para meu crescimento interior... Mas (quem está perto ou já passou) sabe muito bem da aflição que essa troca de década causa no espírito de uma pessoa, ainda mais nós mulheres rsrs.

Pode parecer paranóico, mas o ‘buraco é bemmm mais em baixo mesmo’. Decadência a vista! E um bando de gurias assustadas – como eu – com medo que o navio da vida atraque em terras desconhecidas.

É meu amigo ou minha queridíssima companheira leitora... os anos passam e nos esmagam sem dó. O rostinho que antes era típico de uma boneca de porcelana já começa a dar sinais de uso, excesso de maquiagem, de sorrisos ou até mesmo choros (in) voluntários. E assim que venham as tais rugas nos deixarem alienadas por potes e mais potes de cremes joviais com promessas de casamento perfeito (ainda me recuso a isso, com certeza). O thauzinho então, já não é mais o mesmo e se torna o vilão da espontaneidade (balançar os braços seja lá por qualquer motivo tosco, JAMÉ hehehehe a não ser que tu vires uma ratazana de academia, mas ainda assim necessita de muitooo tempo como seu aliado, mas nesse caso ele é e será sempre o monstro do Lago Ness – se conformem!).

Falando assim até parece que já me sinto com 70 anos infláveis a uma alma de vinte e nove. Não é isso. Na verdade só estou satirizando uma conseqüência futura, nada mais. Claro que ter ‘quase’ trintão me faz sentir uma mulher poderosa, afinal foram-se os grilos de adolescente e inseguranças de uma adulta pré formada e se instalaram a mulher que hoje sou (e que cargas d’águas sinto muito orgulho sim).

O importante mesmo é saber que deixo essa menina sair de dentro de mim quando estou me sentindo feliz – como agora. Se ela vai querer se olhar no espelho e se sentir poderosa é com ela essa decisão, mas por hora é apenas sua vivacidade que me deixa bem, assim como sei que todos têm um guri (a) embutido (a) a alma prestes a sair pulando fazendo estripulias.

A única diferença é que agora sei controlar os impulsos e viver adequadamente o momento sem ter tantas paranóias como antes. Sei o porque de cada ruga que de mansinho vai delineando minha face. Ainda não tenho cabelos brancos, mas sinto a cabeça cheia deles quando estou triste ou então quando aquelas minhas florzinhas resolvem me chamar de ‘mãe, como você é coroa’ (isso quebra qualquer boa juventude, te juro). Mas é tudo conseqüência.

Só sei mesmo é que a carcaça vai passar eu querendo ou não... Mas a alma ficará. Intacta, como a escolhi em outras vidas, afinal a essência é a mesma, basta cuidar direitinho dela e colocar sementes boas no inicio para que o caminho... lá no meio ou final sejam FLORIDOS.

Pois o tempo devora!


Beijos na Alma
-         by JanNe








terça-feira, 21 de dezembro de 2010

** é tdO q prEcisaMos **


Retorno a Inocência.

Se de alguma forma isso é possível, eu sinceramente não sei. Mas cheguei bem perto.
Dei um tempo a tudo que ando passando e entreguei meu coração para que fosse massageado por alguém muito especial. Sim, momentâneo ou não, fiquei bem.

Há pessoas que surgem para se fazer a grande diferença em um momento ou simplesmente para se ‘preencher’ lacunas expostas.
Claro, claro... os pezinhos estão fincados ao chão, como uma macieira e suas raízes profundas. Não é o esperado para o amanhã, sabemos disso. Mas é o que faz o impossível para buscar meu sorriso diante das minhas lagrimas e nem sei por cargas d’água, ele me encontra em meio a esses escombros e me dá a mão.

APENAS ACEITO. E isso vem me transportado a momentos surreais, bons e verdadeiros. Diferentemente do que carrego aqui no peito. Uma avalanche de estórias mal sucedidas, mas que prefiro deixá-las para lá. Lembro-me delas em dias cinzas, mas como o sol se faz presente em quase toda manha, é melhor agarrar-se a vivacidade do radiante.

A inocência pode ser manchada e ate perdida. Mas em algum lugar se esconde. No intimo, no profundo... e ela estará lá sempre. Pronta para ‘anestesiar’ pessoas com seus bons fluidos e fazer de momentos remédios potentes.

Sorri feito adolescente despreocupada. E me senti feliz por saber que o calor humano me trás emoções outrora esquecidas. Às vezes, acho mesmo que levo tudo a sério demais. Que vivo intensidades incalculáveis e dou a elas muito mais de mim do que recebo. Um erro talvez ou mera qualidade.
Amor – devoção
Sentimento – emoção
É assim que vejo.
E me machuco por desejar que tudo esteja na mesma balança e como na música, esqueço-me de olhar aqui dentro.
Mas como mágica, a alegria me olha debruçada na janela até que eu a perceba e corra ao seu encontro.
Estive ausente por longas noites mal dormidas. Mas o momento me fez presente.
E tudo que desejo é que permaneça esse abstrato de cores e que meu caminho seja tão colorido quanto minha alma hoje acordou...



-          by JanNe



sábado, 18 de dezembro de 2010

** O muRo está Aki **


14:21h – Tempos assim me deprimem a alma e todo o resto. Chuva, neblina... e de quebra tudo cinza. Tive que tomar um banho da chuva para ver se purificava meu ser de alguma coisa boa e em certo ponto eu nem sabia o que era chuva ou lagrimas que me molhavam.
É hoje estou assim, meio fora de mim. Só espírito.

Percebo que não estou bem quando não sinto vontade, ao acordar, de sair do aconchego da cama ou então ouço repetidas vezes à mesma música. O engraçado que ao verificar a letra, todas tem algo em comum com meu momento... então passo o dia com ela a tira colo.

Deixo-me levar sim, afinal não se tem como fugir de você mesmo.
Em uma conversa franca com minha filha na noite passada, fui obrigada a me transportar a um passado mais que passado... minha infância.
É complicado quando se tem apenas coisas tristes para se relatar e demonstrar de onde veio toda essa maturidade excessiva e ao meu ver, desnecessária. Eu teria crescido da mesma forma se tivesse uma pitada a mais de fantasias. Mas o mundo insistiu em ser real, mesmo quando eu não entendia lá muitas coisas, ou quase nada.

Agarrei-me a minha maneira e segui de mãos dadas com o tempo. As pessoas que tanto amava estavam e estão sempre aqui. Foram relapsos pela falta de tempo, pelo beijo deixado para depois... mas ainda assim eu os amo com toda força. Nada modificará isso.

Tento ser apenas diferente, mas sempre tive comigo que não vamos muito longe se a cobrança é atrofiada a lembranças marcantes.
Deus me confidenciou dois seres especiais (talvez estivesse desatento quando achou que eu seria a melhor opção), mas me fiz de forte e abracei-as com um amor desmedido e prometi dar o meu melhor a todo custo.
Acontece que falho. Falho sempre quando sei que não estou bem e ponho em cheque minha própria essência e não há com quem compartilhar... Se me perco, tenho que me achar sozinha... afinal esse espelho deve estar intacto quando esses seres especiais forem procurar meu reflexo. Não é fácil. Mas consigo sempre.

Talvez por isso que inúmeras vezes sinto-me como uma criança solitária de castigo e invisível num canto qualquer. E nessas horas o que mais desejo é que a chuva passe para que não me assombre tanto.

Mas engana-se, se pensam que sou sempre assim. Não. Em geral sou forte como uma rocha, um Muro de Berlim. Mas o que vai por de trás dele é sempre um mistério, dois lados. Uma guerra fria e uma trégua entre o leste e o oeste... e assim eu sou.
Meus lados brigam entre si, mas sempre há uma trégua...
Sempre acho a paz escondida nos escombros e sento-me com ela, admirando o pôr-do-sol.


"Terrível! Esta fronteira de pedra ergue-se... ofende/ os que desejam ir para onde lhes aprouver/ não para um túmulo de massa/ e sim um povo de pensadores."
Volker Braun, 1965

- by Janne -

domingo, 12 de dezembro de 2010

** O VentO trÁs cOisAs bOas **


A minha maneira tosca, deixei as portas e janelas abertas.
Escancarada para o que há de vir...
Por enquanto tudo que preenche é o ar puro vindo de algum lugar bom.
Não há mobílias nessa nova casa. Apenas paredes recentemente pintadas de rosa...
Os raios solares invadem cada canto, aquecem as lacunas distraidamente.

Há uma sensação de paz aqui dentro.
E da janela vi todos seguirem de um lado ao outro, em busca dos próprios caminhos.
Mas permaneci debruçada com os olhos fechados, absorvendo o cheiro do novo, do inesperado.
Não trouxe nada de antigo comigo e o passado ficou lá atrás. Preso a um tempo seguro, mas esquecido.
Superei tudo e para isso tive que agir erradamente, como se precisasse me castigar pela ultima vez e assim o fiz, sem muitas criticas.

Do que me importa agora, preocupar-me com quem está sendo enganado? Cada um com sua alma e seus borrões.
A minha está de volta. Correndo feito criança pela casa vazia, cantando músicas em outras línguas... só para me deixar intrigada. Mas estou mesmo é aliviada por sua presença e feliz pelo seu sorriso discreto e peralta.

Regressar é o mesmo que desenhar um novo esboço.
Uma nova vida, um novo recomeço.

Afinal:

"Ninguém pode voltar atrás e fazer um novo começo. Mas qualquer um pode recomeçar e fazer um novo fim” (Chico Xavier)

E enquanto o fim não chega, o melhor mesmo é cuidar do presente! E redesenhar sonhos perdidos e colori-los a maneira que se brota do interior. Lembrando-se que ninguém consegue ser feliz em cima da infelicidade alheia!

 

- by JanNe -

 

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

** ReToMadA **


Os pés caminham numa areia fina e quente.
Amortecem todas as sensações. Dor e revolta.
Putz! Ainda falta muito para a orla chegar ao fim.
Mas a pressa é inimiga nessas horas, o tempo é o companheiro fiel agora.

O pôr-do-sol daqui parece ter outra imagem.
Intrigante, envolvente... Apelativo.
Tudo mudou em fração de segundos e retomei meu próprio caminho.
Agora sim, estou olhando pra mim.

Um reflexo indiferente. Desconhecido.
Mas esperado há certo tempo.
... Mudanças sempre causam certo desconforto intimo.
Mas nada que não se torne habitual daqui a diante.

Foram cruciais esses dias ou meses.
Como em um súbito ‘apagão’, tudo ficou escuro.
Desesperei-me – sei muito bem disso.
Chorei horas a fio tentando entender a falta de ar em minha volta...
E todos os dias a obrigação em se matar algo era predominante – diria até, que mais forte  do que eu.
Mutilar parte de si, mesmo que interiormente é uma penitencia absurda.
Mas algo necessário.

Pois sem essa trágica historia, não estaria como estou agora...
... Livre!

Achei uma porta dos fundos, e estou me mandando!
Hipnotizada ao escuro, esqueci-me de abrir os olhos e ver que o céu ilumina tudo.
Cada estrela... Torna-se uma nova saída de emergência.
E agora estou aqui... pisando na areia e nem percebo mais nada.
Não por não querer ou não desejar... mas por hora, não se importar.

Virei as costas para o terminal. Fatalidades acontecem e estou preparada para cortar esse fio que nos une.
O amanhã acena lá na esquina...

                                    ....tão cheio de mistérios e eu com uma gana louca para desvendar e me retratar de uma vez por todas com ele. - Afinal estou de volta meu querido, mas sozinha dessa vez!

(by JanNe)

(Ah, sei que estou abusando de Evanescence, mas esta é uma das minhas preferidas – retrata bem o momento).





quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

** EsTavA aki o tEmPo toDo, Só VoCê nÃo viU **


Reservei-me o direito de me manter imóvel. Congelada como minhas emoções e dando a mínima importância possível ao meu amor terminal.
Chamei! Gritei aqui dentro e não encontrei respostas. Era tudo um silencio absoluto.
Por mais que eu estivesse dando-lhe um presente – o qual era satisfazer seus desejos absurdos – ele nem mesmo olhou pra mim.

Entregar-me a um olhar foi uma tolice, isso eu já sabia.
Mas foi preciso sentir aquele cheiro mais uma vez... o toque... a respiração ofegante e fechar os olhos ouvindo seu coração batendo mais uma vez (ou pela ultima vez).

Aonde estava ele? Onde eu estava?
Dois estranhos em busca de perdões desnecessários.
Aquele cara não existe mais.
Senti isso no gosto dos seus lábios. Na sua maneira preservada de me olhar diretamente.

Tudo foi estranho perante minha concepção de certo e errado.
Mas tudo foi necessário para que eu soubesse onde fiquei no passado e onde estava realmente no presente.
Aquelas noites onde eu adormecia em seu peito achando que nossas almas estavam entrelaçadas a uma felicidade incomum, escorreu de meus olhos e secou em meu rosto obrigatoriamente nas diversas noites de ausência, agora vejo isso claramente...

O mar está calmo e silencioso dentro de mim.
A felicidade roubada não vai voltar. Afinal descobri que a dei de presente a ele. E presentes não se pedem de volta...
Amei sim. Com todas as forças que pude. Até onde consegui mantive esse amor doente e aborrecido vivo dentro de mim.
Não saber diferenciar o real do não real foi o pior dos dissabores desde o ponto final. Mas agora eu sei. E já sabia antes mesmo que voltasse da saudade ou da escuridão em que se meteu.

Não encontrar mais vestígios de um sentimento é no mínimo torturante. Só corpo não basta para mim. É preciso essência, alma... metade pelo menos do que já foi um dia e não ruínas de um passado recente.

Não fiz nada aguardando um retorno... Afinal não espero mais nada. Chega a ser difícil retratar que as esperanças voaram feitos gaivotas num dia ruim, as quais não se preocuparam em olhar para trás - e elas se foram há tanto tempo!
Ficou aqui uma sensação estranha de que há uma cratera perigosa para quem se aventurar pelos caminhos que criei. Só meus. Inabitáveis a seres comuns.
Sonhos iniciam-se do nada... e eu amei desde o segundo dia que o vi sorrindo na minha frente.
Quis dar-lhe mais que a minha própria felicidade...
Errei muito também, admito.
Mas nada comparável ao dano em que fez ao meu amor – meu anjo sem asas.
E ao contrário de liberdade, sinto tristeza.

A felicidade foi momentânea. E te perdi em suas próprias fugas!
Ironia ou não, também fico por aqui...

(...)
by JaNnE


Eis a tradução correta dessa música... Às vezes gostamos das mesmas coisas e os significados apenas UM DOS LADOS dá a real importância... Fico eu com ela!

sábado, 27 de novembro de 2010

** ConEctAda MsM **


Remenda-se aqui... remenda-se acolá. Fico olhando o vai e vem frenético das pessoas, do tempo, dos acontecimentos, como se fossem vídeos acelerados e malucos diante dos meus olhos.
As pessoas não se trombam mais – e confesso que até já me acostumei com esse mundo virtual, onde todos parecem estar dentro do mesmo lugar – mas na realidade a distancia se é bem maior entrelaçada a fios e redes de conexões.
Passamos o dia contando que as horas voem depressa. Talvez uma questão justa para se ver livre logo das obrigações de um mundo adulto e real para cairmos inertes em uma cama fria e só nossa – Ah é esse o tempo em que desligamos o automático e como conseqüência nos ‘desligamos’ até mesmo sem querer de nós mesmos, pois o existencial torra o saco!
Não há mais tempo para contatos físicos – até fujo de alguns na cara dura e nem sei explicar direito o porque... “Canseira? Desgaste? Stress ou por já saber o que vai acontecer?
A real é que o calor humano ao mesmo tempo em que faz falta ele nos deixa fadigados. Entremos então no virtual, afinal não preciso estar linda e maquiada para um encontro casual na net... não preciso desperdiçar minha melhor fragrância ou roupa caso o encontro não atinja as expectativas esperadas... e se o papo estiver cansativo, basta modificar com um clic meu status para “Ocupado” – “Ausente” – e até mesmo “Offline”.

Aprendi a me aperfeiçoar e aceitar bem esse mundo surreal. Gosto dele, na boa. Conectada a uma rede se obtém a atenção devida (chama-se à atenção caso quem estiver do outro lado demore a responder), se fala coisas que nem por brincadeira se falaria na real. As palavras brotam... Fluem... Ganham asas virtuais... e até mesmo as sensações podem ser expressadas com ‘emotions’ mesmo quando se a piada não teve tanta graça assim, lá está você tendo seu sorriso bem representado.

Amam-se, beijam-se... trocam-se confidências... transformam-se em amigos, namorados, amantes e em seres perfeitos e sonhados... Um estranho torna-se ao acaso seu melhor amigo e o real é deixado para trás. Perdem-se horas aqui... e ainda assim, sempre tenho a sensação que poderia ter visto mais, falado mais, procurado mais, visitado mais páginas e ter me transportado para outros mundos virtuais.
Com um mero download se recupera uma música perdida pelo tempo. Atualiza-se, se diverte, se brinca e assiste os filmes que não se tem tempo para ir ao cinema, nem mesmo na ultima sessão.

Antes mesmo de se ouvir uma voz grave ao pé do ouvido, através dos sites de relacionamentos se descobre tudo sobre a pessoa...
As comunidades te apresentam a um ser em apenas alguns segundos... sei quem é, o que gosta de ler, o que curte comer, o que faz, o que sonha, etc, etc... Me identifico em instantes... e se não... nem repasso meu link.

Acabou aquela coisa gostosa de passar horas tentando absorver tudo em um único encontro cara-a-cara, tet-a-tet... fugindo de olhares e toques de mãos frias – nossa faz tempo que não sinto essas coisas. Os encontros hoje são pra lá de ultra planejados via bate-papo.

Eu hein!
Ainda sinto medo dessas coisas!
Sou atualizada, mais ainda com certas censuras de antigamente (kkk coisa de velha é eu sei). Não me importo de ser eu mesma aqui (virtualmente) ou em qualquer lugar. Claro que muitos interpretam mil Janas ou JanNes diferentes e dou muita risada disso, afinal estando conectada aqui sei que meu estado de humor influencia e muito, confundindo os seres do lado de lá, pois ora sou calorosa e outras fria. Oras estou só para brincadeiras e noutras quero um papo sério de gente grande mesmo. Quem entende? São todos assim.

Sei mesmo é que tento aproveitar tudo, antes que a realidade do fim do turno trabalhado me expulse ou então por um mero capricho a conexão caia e sabe-se lá quando vai ressuscitar... Pois aqui... tudo é possível.

Viva o virtual!

BjOkas
BoOomm final de semana Galera

* JaNne * Offline



quinta-feira, 25 de novembro de 2010

** óRbiTa **


Estar em órbita é engraçado. As mudanças são tão nítidas que nem estranho mais. Passei de Celine Dion a Evanescence num instante... do cinza para o roxo gritante e as coisas que antes não demonstrava valor, agora têm. E até mesmo o que eu detestava outrora, passei a saborear as emoções como se realmente tivessem algum sabor irresistível.
É estranho mesmo habituar-se ao vazio de emoções e fazer dele algo rotineiro numa vida. Confesso que chega a ser como caminhar sobre um trecho sem flores, mas que de certo levará a algum lugar e o que importa mesmo é chegar.
Mas tenho plena certeza que independente dos fatos, o sol brilhará hoje e em cada amanhecer e nem mesmo uma súbita tempestade assunta mais como antes (e olha que as ventanias sempre me trouxeram certa fobia).

Já não ligo mais para a saudade, nem mesmo quando contrariada ela vai embora beiçuda. Não estou nem ai para ela e pra nada.

Viver em órbita é não se importar com os novos rumos... se as pessoas vão sorrir ou não, ou se saberão que estou aqui. Afinal não cabe provar-se mais nada. Nem se amo, se odeio, se sinto raiva ou sossego... é melhor mesmo deixar tudo pra lá.

Tudo que mais preciso é sentar numa grama, absorver o ar fresco inebriante  e deixar que o vento sopre coisas boas ao meu coração cansado.
Desisto de tentar entender os porquês das coisas, pois sempre as respostas significativas são afogadas numa água suja mais próxima. Desisto de tentar entender o que vai dentro da essência de um momento ou pessoa, assim a frustração é menos pesada.

Prefiro tomar decisões importantes quando crescer... pois descobri que ainda sou feito criança revoltada e que de modo algum irá fazer qualquer questionamento sobre o que há por trás de um horizonte roubado... afinal ela não tem mesmo consciência do que é certo ou errado... Apenas vive!


by JanNe

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

** SeMm voCê - hOra d pArtiR **

A semana vem sendo atordoada...

Passei a semana inteira segurando nas mãos do meu amor...
Sim... ele está muito doente, entrou em sua fase terminal.
Passa o dia inteiro deitado, como se fugisse do mundo e de todos.
Ao contrário do que pensaram... Não existem mais esperanças...
E estou sem forças para continuar...


Sentada ao seu lado, observando sua respiração lenta e seu sono profundo, fiquei lembrando do tempo em que fomos felizes... ele lutou tanto para me deixar bem que agora não consigo ‘abreviar’ seu sofrimento e deixá-lo partir de uma vez.


Estou sofrendo muito com sua partida diária... e se retirar minhas mãos da dele, sei que será pra sempre...
E já me acostumei tanto com sua dor. Até nisso fomos parceiros. Que aliviar tudo me custa muito.
Mas não há mais razões para mantê-lo ligado a mim...
Só tenho a certeza que tentei mostra-lhe o meu mundo colorido, prometi um futuro de felicidade e paz... e fui fiel aos nossos sonhos.
Apenas ‘nossas’ escolhas foram falhas.


Por mais que eu tente mantê-lo vivo por mais um instante, vê-lo nesse padecimento me dilacera a alma... Juro! Se pudesse aplicar-lhe-ia a eutanásia... Acabaria com tudo de uma vez, traria fim as suas lágrimas, deixaria esse meu anjo sem asas flutuar sem mágoas...
Mas mesmo se fosse um paciente real, eu nunca seria capaz. Ficaria ali até sua hora certa... Até o vento da morte soprar-lhe aos ouvidos sua voz doce e suave e o levasse consigo.


Cabe a eu ficar aqui, nesse cantinho observando tudo. Tenho lá minha parcela de culpa, afinal deixei que meu anjo caísse nesse martírio de dor. Com minhas lagrimas eu transformei suas emoções a zero... cinzentas cada dia mais... na verdade eu o matei aos poucos querendo sair das minhas próprias angustias.

Mas como alimentar um amor, quando não se tem mais alimento apropriado?
Como mantê-lo vivo se tudo o que se sente é tristeza?
Nenhum sobrevive.


Meu anjo sem asas precisa ir... E eu preciso seguir.
Espero apenas que esse coração entre em recesso para que o próximo morador não cause tanto estragos... Que não permita que as emoções de impacto abrace-o como se tivesse trilhões de tentáculos... e derrube suas reais intenções, as quais sempre foram: me fazer feliz de verdade, como de comum acordo determinamos.



“Ah meu Anjo sem asas... se ainda ouve minha voz, pode ir... Perdoou seus enganos, desculpo sua tentativa frustrada em permanecer aqui. Você era tudo que eu tinha. A sua maneira fui sim feliz. Mas escolhemos errado mais uma vez... Não consigo mais te prender, te fazer sorrir...


E seu sorriso era o que iluminava minha vida...
Mas ele se apagou.
E não posso mais (e nem devo) permanecer nessa escuridão...


Mas ficarei aqui, apertando suas mãos, até ela evaporar na neblina de uma manhã cinza.
Nada mais importa!




(lágrimas)




- by JanNe –






http://www.youtube.com/watch?v=6yyhGUTI-Q0
Don’t Stop Dancing


(sentirei saudades)

sábado, 6 de novembro de 2010

** mEu AnjOo SeM AsAs **


Amanheceu!
E estava a sós com ele...
Deitando a um canto, acariciei seu rosto sofrido.
Lágrimas pesadas molharam minhas mãos...
E como uma criança abandonada eu o segurei nos braços firmemente e esperei seu desespero passar... sim... sem entender muito o porque, sem fazer nenhuma pergunta.
Afinal descobri que nos entendemos melhor e direito no silencio total.
Ele com suas dores e eu com meus medos.

Ele pode sentir em meu olhar o carinho, as promessas de dias melhores.
E que seria sua guardiã até quando não suportar mais nada.
Estamos cansados!
Mas temos apenas um ao outro, como pássaros solitários.

Ele me aquece e eu o protejo.
Companheiros de anos nessa trajetória estranha e espinhosa.
Já nos amamos. Já nos entregamos. Já sentimos raiva um do outro. Mas ele sempre volta, como sempre o procuro em meus dias cinzentos.

Não suporto a idéia de vê-lo embriagado de suas dores.
Não agüento seu sofrimento constante e confesso que choro escondida para não magoá-lo mais um terço.
Existem dias em que ele está bem...
Abre as janelas da minha vida e me força a enxergar as flores, tais como sentir seus perfumes... De certa forma ele precisa saber que ficarei bem sem dar importância a  suas marcas profundas.

Pego suas mãos macias e caminhamos...
Há alguma força em nós que não saberei explicar nunca.
Tanto faz no claro ou na escuridão, estamos sempre juntos.
E a noite adormecemos falando de nossas historias malucas.

É sempre assim.
Assisto seus olhos fecharem aos poucos, sua voz se perder até tudo ficar mudo.
Permaneço ali velando seu sono...
Amor, amor”... o que deixei que fizessem com você?
Mas prometo sanar suas feridas, adormecer suas tristezas todos os dias!

Afinal você é tudo que tenho de mais lindo.
Meu anjo sem asas...
Minha criança adorável e prometida.


-         by JanNe – 






sexta-feira, 5 de novembro de 2010

** ArtiManhaS NecEssÁriAs?? **


Estranhamente – ou por querer mesmo – nós mulheres, acabamos confessando certas ‘peculiaridades’ a ala masculina e nos deparamos com súbitas indignações que jamais esperaríamos de seres ‘tão racionais’ como os homens. Até parece que de um segundo ao outro nos tornamos ‘monstros da desonestidade’ na visão desses seres que, particularmente, sou super fã.

Hmmm... Traição!
Um ato alarmante – mas que todos acabam provando o sabor – mas que nunca, ninguém jamais quer assumir tal fato. Cabe a eu rir de certas hipocrisias ou até mesmo das opiniões contrárias, mas pelo jeito, assumir mesmo parece ser algo mais difícil do que a pratica em si (risos).

Meu Deus, quem é que nunca traiu ou foi traído nessa vida?
Nem preciso de respostas para uma coisa tão óbvia.
Claro que ninguém quer ser traído... mas trair já são outros quinhentos.
Antigamente, quando a vida parecia uma Puritana cheia de tabus (kkk graças ao meu contato com as teorias e censuras de minha avó e da minha própria mãe), cheguei a abominar certa questão. Achava que traição era feita para os desonestos, para os sacanas e sem coração... Mas o mundão – esse camarada altamente pervertido – me provou o contrário. E hoje não sou mais tão desinteressada assim no assunto, ao contrário, acho necessário em certas ocasiões S-i-m.
Ei minha gente! Claro que trair por trair me causa certo revertério, mas há casos e casos. Existem pessoas que vivem disso – como fosse uma profissão extra, parte do cenário do dia-a-dia ou sei lá o que... Outras fazem por não terem controle, por satisfação do ego ou até por vingança (é... já ouvi e vi muito disso) e algumas pessoas apenas ‘cometem o tal delito’ por simples questão de curiosidade, por se verem tendo outras emoções em braços diferentes do habitual. Talvez trair (uma única vez) seja a chave para muitas perguntas e enganos, tais como a busca da autoconfiança, do desejo perdido, do poder de sedução evaporado e falta de confiança consigo mesmo. Sei lá... Existem N motivos e nem dá pra sair por aí numerando todos.

Na verdade, tem que se ter certa habilidade ou ser ‘ninja’ na arte de dialogar esse assunto. Pois como eu disse, as pessoas enganam mais a si próprias, criando criticas terríveis em cima de um assunto tão natural. É uma mescla de opiniões e a ala masculina é a primeira a disparar suas criticas contra uma mulher caso esta assuma os fatos numa boa. Juro que não compreendo direito essas artimanhas masculinas, pois nesse caso não há superioridade... Somos todos iguais. Erramos sempre, com o sem traições.

Promiscuo pra mim é quem vive disso por apenas obtenção do seu prazer. Sem pensar nos riscos e principalmente na pessoa que está altamente fiel ao seu lado (será?). Mas também jamais vou julgá-lo, cada um com seu queijo e coma ele conforme sua fome... uma hora ele vai ser todo devorado ou se você ficar guardando vai estragar mesmo... então acabo sendo a favor de se viver direito... colocando tudo numa balança caso você precise de muitas respostas. Pelo menos sou do tipo ‘curiosa’...

Até mesmo sem querer, acabo sendo mil mulheres em uma - e a grande maioria é assim vai!. Tudo depende do momento. Sou certinha, sou honesta, sou amável, doce e envolvente... mas também sei ser a bruxinha da vez. Tempero tudo num caldeirão e preparo porções boas ou ruins... tudo depende da intensidade das emoções... de como elas chegam  e como elas terão que ser devolvidas.
Se trair for um fator relevante, desculpa... mas não importo nem um instante de deixar meu lado ‘emocional’ de lado... tsc.. tsc... afinal cada um recebe o que merece. Agora se o amor é pertinente e saudável, ele encontra fácil fácil a princesa dentro de mim...

O importante é não deixar o erro se tornar um ciclo vicioso. Há sim os que merecem tudo de bom e os que não merecem nada... Confesso que alguns valores morais impulsionam sempre o: sair de cena, pular do titanic, voar sem olhar para trás, e ter mesmo aminésia da infidelidade ou infelicidade. Afinal o favoritismo a dignidade acaba sendo uma arma pesada em nossas mãos.

Desafiar certas moralidades não é uma questão fácil, sei muito bem disso... Mas autoconhecimento é essencial em nossas vidas. Deixemos os “Santos e Santas” nos altares e passemos a viver a vida como ela é...
Só estou incentivando as pessoas a se conhecerem melhor, sem banalizar o pessoal da honestidade ou desonestidade... afinal já provei o amargo e o doce desse assunto até me lambuzar.

Kiss Kiss
by JanNe