quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

** QuEro MesMo vivEr o meu Viver **


Findados (quase) os tais 365 dias e eis que me senti meio caquética, meio velha sei lá.
Seria isso o ‘peso da idade’? Mas por outro lado minha alma parece mais uma menina mimada, problemática e risonha (Ráh, confuso isso, to ligada!).
A real é que o real assusta. Os anos afundam tua mascara na água e de lá sai toda enrugada e murcha... muito louco isso.
Difícil mesmo é encarar os passos largos da idade com naturalidade, sem antes dar os famosos ‘pitis’ ou lá se ter mesmo um ataque de histerismo ou neurose a flor da pele.

Aiiii! Penso mesmo é que quero gritar!!! Mãeeeee...  hahahahaha
(é o famoso: rir para não chorar).

Uma grande tolice, mas embora a pratica de se encarar a teoria do tempo seja BEMMM MAIS FACIL, sinto os neurônios pifarem quando esbarro no presente e dou uma piscadela pra futura velhice. Que grande pesar sinto quando me lembro que não tenho mais 09, 13 e os inesquecíveis 15 anos. Claro que depois dele, os anos saltaram feitos coelhos assustados e assim se foram. Não há muito que lembrar, a não ser comparar o ‘ANTES (Up) e o DEPOIS (Down)’ em fotografias esquecidas numa caixinha de lembranças.

(agora não sei se dou gargalhada ou choro aquele choro inconsolável, mas quase que conformado).

Estou com os pés balançando na piscina dos trinta e juro (que mesmo faltando quase que um ano para cair de vez nessa água abundante) estou meio apavorada com a idéia. Ta certo que ganhei uma porrada de coisas boas em troca de lá para cá... tais como experiências inimagináveis e fundamentais para meu crescimento interior... Mas (quem está perto ou já passou) sabe muito bem da aflição que essa troca de década causa no espírito de uma pessoa, ainda mais nós mulheres rsrs.

Pode parecer paranóico, mas o ‘buraco é bemmm mais em baixo mesmo’. Decadência a vista! E um bando de gurias assustadas – como eu – com medo que o navio da vida atraque em terras desconhecidas.

É meu amigo ou minha queridíssima companheira leitora... os anos passam e nos esmagam sem dó. O rostinho que antes era típico de uma boneca de porcelana já começa a dar sinais de uso, excesso de maquiagem, de sorrisos ou até mesmo choros (in) voluntários. E assim que venham as tais rugas nos deixarem alienadas por potes e mais potes de cremes joviais com promessas de casamento perfeito (ainda me recuso a isso, com certeza). O thauzinho então, já não é mais o mesmo e se torna o vilão da espontaneidade (balançar os braços seja lá por qualquer motivo tosco, JAMÉ hehehehe a não ser que tu vires uma ratazana de academia, mas ainda assim necessita de muitooo tempo como seu aliado, mas nesse caso ele é e será sempre o monstro do Lago Ness – se conformem!).

Falando assim até parece que já me sinto com 70 anos infláveis a uma alma de vinte e nove. Não é isso. Na verdade só estou satirizando uma conseqüência futura, nada mais. Claro que ter ‘quase’ trintão me faz sentir uma mulher poderosa, afinal foram-se os grilos de adolescente e inseguranças de uma adulta pré formada e se instalaram a mulher que hoje sou (e que cargas d’águas sinto muito orgulho sim).

O importante mesmo é saber que deixo essa menina sair de dentro de mim quando estou me sentindo feliz – como agora. Se ela vai querer se olhar no espelho e se sentir poderosa é com ela essa decisão, mas por hora é apenas sua vivacidade que me deixa bem, assim como sei que todos têm um guri (a) embutido (a) a alma prestes a sair pulando fazendo estripulias.

A única diferença é que agora sei controlar os impulsos e viver adequadamente o momento sem ter tantas paranóias como antes. Sei o porque de cada ruga que de mansinho vai delineando minha face. Ainda não tenho cabelos brancos, mas sinto a cabeça cheia deles quando estou triste ou então quando aquelas minhas florzinhas resolvem me chamar de ‘mãe, como você é coroa’ (isso quebra qualquer boa juventude, te juro). Mas é tudo conseqüência.

Só sei mesmo é que a carcaça vai passar eu querendo ou não... Mas a alma ficará. Intacta, como a escolhi em outras vidas, afinal a essência é a mesma, basta cuidar direitinho dela e colocar sementes boas no inicio para que o caminho... lá no meio ou final sejam FLORIDOS.

Pois o tempo devora!


Beijos na Alma
-         by JanNe








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