segunda-feira, 27 de outubro de 2008

LokAa eU?



“Devagar se vai ao longe” – eita frasezinha mais sem-vergonha. Pelo menos euzinha aqui não gosto de buscar soluções demoradas, gosto tudo na hora, afinal a minha tolerância é zero.
E querendo ou não sou assim pra tudo. Desde a simples compra de um objeto a escolha de um parceiro perfeito (aff... perfeito não, quase).

E como ironia do destino, acabo servindo de chacota para os anjos. Pois estes colocam em meu caminho, os sonhos mais difíceis.

Hoje eu queria sair sem rumo, sem aquela velha obrigação de voltar pra casa, de atuar meu papel de mãe. Gostaria de editar certos deveres. À noite me serve como um antidepressivo potente. Me acalma, sossega essa minha irritabilidade descomunal pré-menstruação.
Ah, e não estou jogando a culpa na tal TPM dessa vez. Estou chata porque estou carente!

MeoOo, hoje quero escrever abreviando palavras, quero dizer palavrões sem censura. Não quero baton e muito menos delineador enfeitando meus olhos, afinal eles são castanhos mesmos, nada muda isso, apenas sobressai.

Estava feliz admirando o ‘sol’, mas sou “Lua” – o que faço?
O ‘sol’ dissipa essa brisa fria em mim, ressalta cores adormecidas pela escuridão provisória (mas logo se vai). Fico na defensiva. Gostaria de ter tempo para contemplá-lo (ainda estou falando do sol hein), mas será que ele vai entender e admirar verdadeiramente a noite que existe em mim? Ou vai apenas curti-la como tantos??

Sim. O sol e a lua se encontram. Se esbarram em suas esquisitices no eclipse. Estou falando desse momento especial.
Eh...e novamente estou dentro de um campo minado (esse jogo #@*$!#$, que detesto), mas não mais como uma jogadora novata. Tenho o tempo como aliado, mas pra ser franca... quisera eu fazer o ‘meu próprio tempo’.

O sabor da felicidade não seria tão gostoso, se antes não provássemos o amargo. É preciso apenas diferenciar os líquidos e seus conteúdos. Antes eu me encantava com as cores das taças e não com o sabor. Eh, a gente muda. Mudei bastante!

A atração entre os sexos é divina. Adoro isso. Mas por trás da cortina tem que haver sentimentos, emoções no mínimo fortes. Priorizo isso agora. É importante.
A noite que está aqui dentro guarda segredos, mas não quero mais que ela apenas seduza...

Sou complicada sim. Admito.
Mas uma coisa é certa, eu quero somar... Chega de perder o controle da equação e errar feio no resultado.
Tudo tem que valer a pena!

E que (aff) foda-se o resto!

BjoO
Jana

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

aMoOo-tE, SoL!


Há certo tempo atrás, em meio a tantos tropeços, eu fiz um pedido especial.
Que chegasse em minha vida algo que mudasse o rumo das coisas e até mesmo o percurso desse rio.
Sou impaciente (não posso negar). O problema está em mim, em aprender confiar, acreditar, em enxergar.
Por enquanto, mesmo tendo dias ensolarados como disse num post recente, eu continuo com medo.
O medo de errar fala mais alto, derruba minhas defesas.

Eu olho e me encanto!
Em seguida tento ouvir meu coração e ele não me diz nada. Fica aqui oculto, feito bicho assustado.
Talvez o mundo encantado ninguém possa doar com a alma e já estou calejada para sonhar tão alto.

Sim, tenho muita estória pra contar. Mas nada disso me faz uma pessoa melhor. Afinal, são apenas experiências negativas, as quais não gosto nem de lembrar.

O que desejo?
Desejo que me enxerguem além de um rosto. Além de uma falsa alegria.
Desejo que me roubem o dia sem que eu precise pedir. Que me toque com sinceridade e me passe o que estou precisando sentir.

Calafrios! Loucura! Tudo isso é bom sentir. Mas há a necessidade de ser feliz por trás de alguns momentos intensos.
Preciso de bases. Preciso solidificar o chão que piso.

É obvio que tudo é cedo perante o meu tempo. Mas esse mesmo tempo está tentando me empurrar para o horizonte e esse “sol” que brilha, mexe comigo... mas suas cores ainda me confundem... (tenho receio).
Será que ele – esse sol - não vai ser como imaginei?
Será que vai se transformar numa tempestade tropical, me deixando na frustração?

Cedo... muito cedo para certezas.

Eu apenas estou escrevendo o que sinto hoje, no agora... já que o “sol” se foi e eu nem tive tempo de contemplá-lo...
Fico então com a noite (linda, oponente). Essa sim, por hora me faz feliz.

BjoOO
Jana

MulHeRes, Oq NaUm PaSsaM!



7h - Acordei sorrateiramente... E como de costume, passei pelo banheiro e em seguida olhei-me ao espelho, já lavando o rosto – como se a água fria tivesse o dom de me trazer a realidade do novo dia. Tudo bem. Olhei novamente meu reflexo e não tive como evitar um “PUTS” em desabafo a tristeza ao ver meus olhos ainda inchados (devido à bendita conjuntivite, aff... que saco! Pensei que tivesse me curado).

É estranho, mas essa sensação de querer fugir de algo não me abandona. Voltei pra cama como se desejasse só por mais algumas horas o escuro da madrugada, com todo seu silencio. Sem fazer um único ruído, entrei por debaixo do cobertor e fechei os olhos.

Ah... em menos de cinco minutos tive a sensação de estar sendo observada por alguém (alguém com o nome de Luiza, é claro – meu bebezinho).

Levantei – agora pra valer – liguei o som para tentar alegrar algo aqui dentro. Preparei uma mamadeira, dei um banho na pequena e fui cuidar de mim (afinal a dona Bruna continuava dormindo). Acho que meu banho, nesses dias esquisitos, dura mais ou menos, uns 20 a 30 minutos.

Estava claro que “ela” iria chegar. Identifico rápido sua semi-presença devido a tantos anos de convivência forçada. De repente tudo me pareceu pesado e irritante. Senti minha taxa hormonal subi e descer quando experimentei mil e uma roupa e nada me parecia perfeito. Aos poucos meu olhar foi se tornando critico (já era “ela” quem estava ali do meu lado, rindo... debochando).

Sua presença é tão egocêntrica, tão insuportável que instantaneamente enterro meu bom e velho humor, meu sorriso e me entrego – afinal como fugir dela?
Bateu-me uma certa revolta em saber que em meu organismo, não tenho nem o direito absoluto do livre arbítrio, uma injustiça isso!

Eu queria acordar de bom humor sempre (sem ter a necessidade, “nesses dias” de ficar com a irritabilidade impreguinada no meu corpo). Queria estar sempre pronta e decidida, sem passar mensalmente por esse rio de indecisões e sensibilidade à flôr da pele.
Gostaria que o gosto de um chocolate fosse o mesmo nos dias normais. Sentiria mais feliz se tivesse à certeza que essa “compulsão alimentar” não me rendesse tantos quilos extras após essa avalanche de emoções.

Credo! Como estou chata!
Devo atribuir a culpa em “Eva” que comeu aquela maldita maça e nos trouxe os mais terríveis dissabores? Creio que sim (pelo menos assim me sinto isenta de culpas).
Isso vai passar... “Ela” – a famosa TPM Tensão Pré Menstrual – irá pegar suas malas e partir daqui uns cinco ou seis dias. Até lá, tenho que conviver com os exercícios de Respiração para me acalmar, que aprendi lendo em algum lugar, bem do tipo assim (ah, não riem):

******* Feche os olhos por alguns segundos e
******* Inspire amor bem fundo
******* e expire lentamente amor (isso umas 5x a cada 1h)

Coisa de maluco?
Pode ser. Mais resolve. Trás um pouquinho que seja de paz e sem contar que “ela” (a tal da TPM) vai se esconder de tanta vergonha, te deixando em paz por alguns minutinhos.

As coisas que de praxe fazemos quando estamos tomadas por essa Maledita TPM, as quais me refiro ao GRITAR, xingar, bufar, quebrar, etc, etc... isso vai continuar se você não por em prática o seu auto-controle.

Eu ainda continuo achando que o melhor remédio está no sexo oposto, pelo menos nessas horas 'eles' vêem como um alívio!!!! Hahahahahahahaha

Um beijoO
Janynha


P.s.; 1º dia de convivência com ela.

terça-feira, 21 de outubro de 2008

TeMpOs QuEntEs



Terça-feira, 21 de outubro de 2008 17:29h

Pouco tempo para postar, afinal o turno está anunciando seu fim.
Dias ensolarados eu tive aqui dentro de mim.
Sabe quando se tem à vontade de jogar tudo o que não presta fora? Olhei as tais gavetas da vida e comecei a agir.
Estou bem melhor agora.
Custou-me a revirar tudo e me livrar das coisas e até mesmo de pessoas (essas foram as que mais relutei a deixar ir embora). Mas adquiri o hábito de ficar apenas com o necessário e saudável pra mim.
Quero a paz interior. O sossego.
Se for para amar que seja alguém especial, que me seja realmente importante.
Pela primeira vez na vida (fiquem pasmos eu sei!) eu estou tendo a paciência como minha aliada. Não quero nada no calor, na pressa. Quero viver tranqüilamente.

Passei por maus bocados mês passado. Se tive algumas pendengas a serem enterradas, encontram-se “jaz em algum lugar”, não mais em mim. E isso é por demais, importante.
A limpeza interior é a mais lenta que conheço (por isso devo ter calma... muita calma nessa hora!).

Como eu disse, o sol está brilhando. Algo está me deixando feliz.
É claro que o medo está aqui, latente. Poderia dar nome a essa felicidade inesperada, mas prefiro ocultar certos pontos para curtir o momento, tal faz uma pessoa egoísta, afinal gato escaldado tem medo de água fria.

É difícil querer escrever mil e uma coisas e não poder (não agora). Pode ser passageiro, mas enquanto as certezas não chegam, prefiro viver cada segundo (cara e que segundos!).

Bom, estou ainda sem palavras... me roubaram com um beijo.
O melhor nesse instante é começar a guardar as coisas, meus pertences e finalizar o sistema. Por hoje basta.

O amanhã a Deus pertence (não acham?).

Um beijoOO enorme
Janynha

terça-feira, 14 de outubro de 2008

07 dE oUtUbRoO



Passei por mais um aniversário (e espero passar por vários outros, é claro). Nem que seja debaixo de uma laranjeira, eu apenas quero estar consciente. Não quero loucura, perda de memória... quero sim estar lúcida para agradecer os anos me ofertado.

Sim, sim... Creio que falo como uma vózinha olhando seu passado. Mas as coisas começam a ter um novo significado agora (como se daqui pra frente tudo fosse ser diferente).

Eu poderia registrar tudo em belas frases em um livro. Retratar cada instante. Numerar cada página como se fossem os anos passados. Poderia colocar retratos ou ter audácia de pintar as páginas das cores do meu estado de espírito (não haveria cores no mundo suficientes – eu sei). Mas me vale apenas a conservação da memória. E cada um tem a sua – intacta.

Quando tudo acabar, basta-me saber que a levarei comigo e a lembrança é o melhor dos presentes (cara, como Deus é perfeito).

Vinte e sete anos!
Sopram-me como brisas e ao mesmo tempo, pesam-me toneladas.
Acho que ninguém chega ao futuro conforme sonhou no passado. O presente é impiedoso. Muda tudo, transforma, desencaixa... e você sempre preso a ele (o presente), respirando o mesmo ar parado de sempre.
Quer entender?
Pois eu afirmo. Não conseguirás.

Embora todos tenham a banal sensação de serem seres únicos nesse mundo, a pensar, a sentir, viver é o que importa.
Claro, os caminhos levam a lugares exóticos. Mas cada um deles (bom ou ruim) ficará preso em você, em mim, ficará no intimo.

Até aqui tirei a lição que eu quis. Usei meu livre-arbítrio, permitindo-me as cabeçadas e as alegrias infinitas. Nada foi por acaso. Tudo foi cautelosamente planejado por Deus, respeitando minhas vontades.

Estou bem hoje (fisicamente adquirindo as marcas do tempo), mas aqui dentro... óOo... cada vez melhor.

A cada ano vivido, se paga uma parcela imposta pelo destino.
Fico saudosa do que já se escorreu de minhas mãos, principalmente aqueles anos em que a inocência imperava em meu ser (onde meus deveres e obrigações limitavam-se apenas em brincar, correr e dormir tranqüilamente – Quanta saudade sinto disso!!), mas estou ainda mais orgulhosa por ter chego aqui...
E sem querer olho lá na frente, no horizonte do futuro como criança curiosa. Mas a visão ainda é embaçada. Terei que aos poucos chegar, conquistar, afinal estou aqui para isso.

BeijoOO
Jana

domingo, 5 de outubro de 2008

OlHe DiFeRentE, cOm o CoraÇãOo e TuDoO MuDaRá...



Domingo, 05 de outubro – 16:45h

Blogueiros de plantão, eis-me aqui.
Retornando as origens e ao clássico turno da tarde, eis me aqui totalmente alheia a minhas vontades.
Avistei um horizonte... ele era lindo. Tinha paisagem, flores para todos os lados, um céu azul anil indescritível e lá adiante, uma nuvem cinza (seria minha canseira talvez). Após isso, ao perceber meu engano, coloquei meus pés no chão.
“Realidade”. Essa palavrinha, dependendo do seu momento, te leva ao céu e ao inferno em fração de segundos. E foi justamente o que me aconteceu nesse último mês. Tive uma oportunidade única profissionalmente, mas a “realidade” acabou por me deixar frustrada.
Tudo bem. Já passou. Optei em permanecer no mesmo lugar para não ter maiores danos futuramente.

Trabalhar a noite me rendeu sim uma bela depressão (básica). Explodi e quando dei por mim, já estava encarando a vida como um nada. Minha vida é limitada (como se eu tivesse um freio obrigatório) e isso me enoja, desencoraja e me deixa sem forças.

Nem todo mundo é uma muralha. Somos fracos sim e espiritualmente muito mais. É preciso ter bases. Coisas e pessoas importantes para colorir o desenho opaco. E nesse meu desenho atual sem cor nenhuma, vejo apenas duas flores na janela e para minha sorte, são coloridas (Ah, filhas se não fossem vocês!!!).

Como a Fênix, ressurjo das cinzas. Alimentada pelo que tenho de melhor em mim...
Sinto medo de tempestades, ventanias. Isso me chega às vezes sem que eu deseje, sonhe ou imagine. Resta-me a coragem para colocar tudo no lugar novamente.

O melhor é não olhar para si. Evitar o espelho e sair sem rumo. Os caminhos tornam-se diferentes quando se tem medo de errar novamente.
Agradeço aos céus por ‘minhas poucas bases’.
Estou melhor hoje e amanhã estarei ainda mais. O ontem é ontem. Não tem valor os acontecimentos negativos já vividos, melhor esquecê-los. E que os ventos bons os levem para bem longe de mim, de você.
Um bom domingo à todos!

BjAçOooO
Jana


"Os ventos que às vezes tiram algo que amamos, são os mesmos que trazem algo que aprendemos a amar. Por isso não devemos chorar pelo que nos foi tirado e sim, aprender a amar o que nos foi dado. Pois tudo aquilo que é realmente nosso, nunca se vai para sempre”.(Bob Marley)