segunda-feira, 24 de outubro de 2011

** CiClOs **

Há sempre dois caminhos. Um que seguimos por instinto achando que é o mais sensato e outro que nos puxa feito imã e as certezas não existem. Talvez o segundo seja o que mais atraia, mais receba transeuntes e nos leve a paisagens desconexas.

E o acerto é quase incerto, como em quase tudo na vida.
Uma flecha que segue em disparada a um alvo...
Distante, perto... Ele está lá, sei disso e será fincado com a força da minha alma.

Será que vai doer?
Ah, mas nem tenho argumentos para me defender!
Ela (a flecha) apenas segue numa velocidade insana... Derrubando, desviando...
Queimando tudo, fazendo de cinzas metade da minha historia.

Sinto-me presa ao cheiro, ao toque, as coisas estranhas que sinto.
Presa a outro mundo, onde as palavras ainda soam codificadas.
Sigo apenas o instinto.
De querer, de estar bem, de pisar em nuvens.
É tudo tão surreal, que mesmo enxergando, desacredito.

O novo sempre me assusta.
Sempre é violento, sempre me deixa estagnada.

Estranho mesmo é essa paisagem alterada, essas cores vibrantes.
É essa brisa tocando meu rosto, como dedos suaves e amedrontados.
Causando-me medo a euforia.
Morro pra nascer de novo e nascendo morro para reviver mais uma vez.
É um ciclo viciante e em cada um deles, novo suspiro.
Nova estória, novos personagens, novos horizontes.

*Fico atenta, alerta. É que eu não quero tropeçar, não quero parar, nem perder tempo. Não quero desperdiçar vida. Nem vontade de viver.

Na verdade, é tudo que posso dizer...


(by JanNe)









sexta-feira, 14 de outubro de 2011

** ChuVa q LaVa a AlMa **

Esse tempo chuvoso me deprime...

Meus olhos ficam pesados, meu corpo parece mais que vai desabar diante da minha vontade de me manter em pé.

Ouço o toque do piano... ele, a chuva e meu coração. As batidas são paralelas, mas acabam no mesmo compasso...

Sou toda nostálgica em dias assim: Obscuro, nuvens cinzas a tapar meu céu azul.
Dia bom para sentar e conversar, segurar mãos firmes. Olhar nos olhos e encontrar alguma luz.

De alguma maneira a enxurrada leva várias coisas que estavam atrapalhando o caminho das aguas, mas poucos percebem.

E o dia é só mais um...

by JanNe



sexta-feira, 7 de outubro de 2011

** mE viRo nOs 30 Sim Sr **

Assustadoramente eu acordo e me vejo respirando 30 anos.
Confesso que tive vontade de chorar, de entrar de volta pela porta do tempo, mas vi de soslaio que ela já estava trancada, então pensei: Sem chances Jana! 

Quando se chega aos trinta, automaticamente se faz uma regressão ao passado recente meio que por obrigação mesmo e se começa a  avaliar até onde as memórias pessoais ainda não te traem com o tal esquecimento. Uma lastima. Pois já não consigo me lembrar da minha infância com tanta clareza, só tenho flash do meu rosto miudinho, dos pés descalços e o olhar distante.  Queria mesmo era me lembrar da inocência ou pelo menos senti-la mais uma vez, sem qualquer vestígio de metamorfose de espirito, afinal, as emoções adultas nos transformam dia a dia. 

Chegar aos 30 (no meu ponto de vista atual) é se sentir um chinelo predileto, ainda lindo, resistente... mais já gasto, o qual sabemos que um dia vamos ter que aposenta-lo. E isso causa certo receio, medo talvez do amanhã. Sei que se vive apenas sessenta segundos por vez, mas estar com 30 anos, é o mesmo que incrementar asas e velocidade da luz ao que se resta pela frente... os dias.

Estar com 30 é ter certeza que começo a pagar as promissórias divinas, por ter me dado anos tão bons e/ou tão ruins, mas que foram apenas meus. É saber que meu organismo começa a desacelerar o metabolismo, regredindo a sua própria natureza, podendo me causar danos irreparáveis.  É ver que meus cabelos estão mais finos. Meu olhar mais cansado. Meus desejos mais frequentemente deixados de lado... Afinal minhas preferencias e favoritismos foram alterados por um não querer exagerado: quero tranquilidade.

Ontem as luzes das baladas me encantavam tanto (e ainda me embriagam sedutoramente), mas agora elas são apenas luzes coloridas que relaxam. Ontem me deixava levar em um papo sem rumo, hoje exijo caminhos visíveis. Ontem eu queria o preto, hoje é o branco que me faz feliz, realizada. Ontem quis cuidar dos outros, hoje só queria psicologia.
Com 30 anos, percebo que meu corpo, minha alma, meu espirito estão se moldando. Se fazendo de rocha entre as águas que batem forte ou  de leve... Mas que transformam, me trazendo cada vez mais para perto de mim, do que realmente sou.
E nem tudo é ruim e saber disso me faz flutuar na positividade de ser ter 30 anos. Vejo meu reflexo e realmente me vejo, com criticas ou sem elas, estou ali. Amadurecida por ter a sorte de vivenciar certas experiências. Por ter sobrevivido a elas. Tenho somatórias de sabores, dissabores... hmmm e amores.
Sou mais mulher, sou mais mãe, sou mais amiga, sou mais compreensiva. Observo o mundo como se tivesse uma retina de águia, procuro o melhor, o que sacia.

Aos 30, coloquei a casa em ordem (a vida) dando espaços ao inesperado, pois o esperado já ando correndo atrás e realizando.
Na verdade assim como bate certa angustia em se completar 30 anos, bate também certa felicidade em saber que os anos aprimoram o ser, pois sei que terei mais outras décadas para viver... 30, 40, 50, 60... o que vale é que vivo cada instante como meu ultimo suspiro... VIVO MUITO!!!

Obrigada Deus, por essa oportunidade de estar nesse mundo mais uma vez, tentando acertar minhas contas retroativas, para dignar meu ser perante ti...

Te amoOo
JanNe (ou Jana, Janaína, Jan e até Janita) 


P.s.; Obrigada mãe por todo amor e dedicação em me receber. Te amo tanto, e mesmo você quase ter esquecido, valeu o abraço que dei em você nessa data, com certeza és meu melhor presente.
Aos meus amigos que se lembraram de mim nesse dia especial, um beijo enorme na alma. Amo todos vocês igualmente.

E pra comemorar como realmente gosto, eis meu amadíssimo Bon Jovi


quarta-feira, 5 de outubro de 2011

** t VejOo **

O vento do silencio invade a madrugada, zumbindo em meu ouvido, me acordando...
E logo meus pensamentos, desatam os nós que fiz, e procuram uma saída justa.
Vivo ou morto, encontro você nas poucas lembranças e chego a sentir seu cheiro, o que mais me maltrata.

Estou rendida numa trégua imaginaria!
Vou até você...
Tornou-se meu segredo oculto.
Algo ilusório, que só eu enxergo... Palpo e busco de vez em quando, principalmente em dias frios e chuvosos.
É neles que me sinto mais próxima.
Porque sinto nas pontas dos dedos ainda suas lagrimas, suas reais frustrações, teus medos.
O sorriso vem em seguida, iluminando o rosto molhado onde tantas vezes beijei, como se meu amor fosse capaz de sanar qualquer desespero.
E assim eu fazia surgir o sol...
Te encorajava a escalar a montanha, pois de qualquer forma eu já estaria lá perto do horizonte...
 Sabe, ainda me encontro lá.
Toda vez que sinto sua presença.
Sem perceber me aproximo e te encorajo cochichando nos teus ouvidos, para que siga...
Te ver bem, de certo modo, me tranquiliza. 
Também caminho, não tenha duvidas.
Desviando em momentos eu sei que tropeço, mas sem cair.
Logo a saudade se esvai e os sonhos tomam conta de mim...

JanNe