sexta-feira, 27 de junho de 2008

dEiXe oS cHiNeLoS lÁ fOrA

Entre! Se aconchegue. A casa é sua, é minha, é nossa. É assim que considero meu blog – como minha casa interior – mas que você seja bem vindo sempre!
Aqui você encontrará de tudo, basta ter ousadia para entrar. Prometo colocar seus pensamentos em desalinho e sua alto-compreenção passiva em prática (nada de absurdo, não acha?).
Só não se espante se encontrar no meio do caminho brinquedos esparramados, canetinhas enfiadas entre as almofadas do sofá e um suave cheiro de bebê no ar... são apenas crianças, alias, minhas crianças.
As palavras flutuam como se estivessem em uma casa maluca, mas já adiantando – ela de fato não o é, ao contrário, é simples, harmoniosa, com paredes claras e janelas que te mostram o horizonte ao meu modo. Mais adiante é meu quarto (meu lugar preferido). Nele você sentirá vontade de perder seu tempo, deitado sob minha cama... Há bichos de pelúcia por todo o lado (mostrando claramente meu lado infantil de ser)... Gosto do rosa, de flores (se tivesse condições elas se fariam presentes em todo o amanhecer, mas estão lá ilusoriamente – esforce-se, elas surgirão diante dos seus olhos).
Os anos sucumbiram meu lado especial (o da inocência), mas muitas vezes me deixo levar pela saudade e retrato-me como uma adolescente de 15 anos. Nervos a flor da pele, angústias, ansiedade e um mar de sonhos impossíveis... Do tipo que só com quinze anos ousei-me a tê-los.
A cozinha considero o depósito do meu lado negro (está lá, existe mais me serve pra que? Qual sua real existência? Creio que temos por ter, algo necessário e ponto)... Já a sala é meu coração, a porta de entrada... lá você descobre instantaneamente minha personalidade, meus defeitos e contragostos (sou assim, normal como todo mundo). Chata? Nãooooo... Exigente. Gosto tudo em ordem, no lugar adequado, mas por enquanto não se espante com a bagunça... algo me paralisou e encontro-me atordoada ouvindo uma vozinha irritante me lembrando a todo instante (como castigo) que sou legal, mas a maioria das vezes vacilo feio. Afinal o coração tem a obrigação de estar belo, forte, cheio de vida e o meu, CARA, parece mais um alienado.
Há muitas lacunas aqui em casa, mas muita coisa boa também. Se reparar no corredor você encontrará diversas molduras, nelas personagens especiais de minha vida... Em um canto escancarado, minha família... Pai, mãe, irmãos, sobrinhos (sobra espaço até para minhas cunhadas e cunhado) do outro, numa mesinha de canto (mais toda estilosa) retratos dos meus amigos e pessoas de grande valia também... Poxa, há dezenas deles... Uns sorrindo, fazendo palhaçadas e outros sérios como nas fotos de documentos pessoais. Deixo-os ali para lembrar sempre que passar, cada um deixou algo especial em mim. Existe uma gaveta só de molduras, prontas para serem preenchidas ao longo dessa minha vida.
Ainda não sei aonde encontro espaço para tanta coisa. Mas está tudo guardadinho. Cada qual em seu local escolhido a dedo por mim... Emoções, experiências, alegrias, tristezas, armações, decepções...
Entre um dia e outro eu remexo nas gavetas, viro e reviro os armários trazendo a tona às emoções, colocando aqui (nessa casinha aconchegante) parte da minha história. Cabe a você, meu visitante, saber se vai voltar ou não... eis sua liberdade de escolha a prova... FOI UM PRAZER RECEBÊ-LO, VOLTE SEMPRE!

UM BOM FINAL DE SEMANA ‘DEVERAS FELIZ’
BjOo grande, Jana

sábado, 21 de junho de 2008

Nda d +

Sabadão, 16:47h

Se há algo bom para se fazer hoje a noite que me gritem!!!
Estou precisando esfriar a cabeça, colocar as idéias no lugar, pois surgiu-me um probleminha inesperado com a Brunynha que ainda não sei como lidar.
Filhos... quem melhor para entendê-los do que não as mães? A gente espera nove meses sua chegada, toma todos os cuidados, engorda, engorda e mesmo com todos aqueles piripaques habituais de uma gestante (pressão alta, inchaço, peso, fadiga, dores a rodo, depressões - afinal seu corpinho já não é mais e nunca será o mesmo - agonias, tristezas, medos, etc, etc... assunto pra mais de metro)... ainda assim, vc ainda é capaz de amar com tanta loucura aquele ser tão desconhecido. Crescem e lá vem as batalhas (cara, porque não são sempre nossos bebezinhos cheirosos e que nos olham como a única pessoa desse mundo?).
A Bruna está crescendo... 09 anos mas com cabeça de 12/13 anos. Confesso aqui que estou rebolando para passar e afixar os famosos "bons princípios". Ser "pãe" não é nada fácil quando vc está na mira do tiro...
Mas tenho em mente que até agora fui capaz e serei daqui pra frente... nada me doerá tanto se eu achar futuramente que falhei. Não. Eu nem posso falhar, tenho uma segunda flor para dar água, luz e carinho em seguida.
Bom, mudando de assunto estou a-c-a-b-a-d-a... comemoramos no trabalho ontem nossa segunda festa junina (até de caipirinha eu estava hahahaha - mto comédia)... Gosto de ver o pessoal aqui reunido, é tanta conversa fiada que a gente nem se lembra do estresse (se der coloco um foto mais tarde)...
A sexta eu terminei apenas com a Luiza (a Bruna foi visitar o pai dela)... Minha cama nunca me pareceu tão sexy... hahahahahaha

Grande bjoOo
e Bom FDS à todos...

Jana

terça-feira, 17 de junho de 2008

sEm MaLdAdE

“Estou deveras feliz...” é assim (usando as mesmas palavras) que uma resposta de um e-mail enviado a um grande cronista (Zeza Amaral) me deixou essa tarde. Como é bom poder passar o carinho adiante, mesmo que hoje em dia isso não seja possível, expressando da maneira que aprendi lá em casa, através do contato físico, dando-lhes abraços, beijos ou até mesmo um singelo aperto de mão.
Sinto falta desse “carinho” nas pessoas. Mas também agradeço pela modernização geral do mundo incluindo seus e-mails, torpedos, MSNs, orkuts, telefones ultra modernos, I-pods, cartas, etc, etc...
Sinto saudades de um “Bom dia” quando passo pelas ruas (embora minha geração esteja inclusa aos mau-educados por aí a fora), sinto saudades de um abraço, de um beijo no rosto sem malícia. O contato físico (sem maldade, sem segundas intenções) está entrando para a lista dos extintos... é estranho dizer isso, mas não estou mentindo.
Gosto de caminhar pelo Bosque do bairro Jd N São José pela manhã... o público lá já coleciona diversas primaveras, então deparo sempre com o inesperado “Bom dia”... Chego a me assustar, mas é bom ouvir... Trás-te alegria e disposição, principalmente à vontade de viver o dia plenamente é maior...
Não sou perfeita em questão de bom senso, mas procuro agir de maneira positiva... Se gosto, beijo, abraço, falo besteiras, faço sorrir... Se não gosto, respeito o espaço alheio, mas nem por isso deixo de ser a “Jana” louquinha de sempre... afinal amor sem maldade (como costumo citar brincando) existe sim e está presente em mim com toda inocência...posso garantir!

A todos uma Boa Noite
bjOo
Jana

segunda-feira, 16 de junho de 2008

ReStOu-Me sAudDs

segunda-feira, 16 de junho de 2008 17:03h

Acordei tarde, perdi a hora e esqueci a cabeça em casa ou no ontem! Sabe quando você tem a nítida sensação de não estar presente no seu corpo físico? Estou assim...
Devo mesmo estar escondida em algum lugar secreto dentro de mim. Ouço vozes, acompanho o movimento das pessoas, sinto frio, calor, mas estou inerte a tudo isso. Na verdade o meu coração está batendo bem forte, até dá pra acompanhar o caminho rápido de minha respiração... Porque estou tão perto de mim???
Passei horas conversando com alguém especial ontem. Alguém que me inspira os sonhos, enxerga sem querer minha alma e que eu diria (com toda certeza) ser tudo o que eu procuro no ser oposto... Mas por cargas d’águas, é para meus dedos uma ilusão de ótica. Tivemos uma história passageira, mas especial e só nossa. Do tipo que morrerá em segredo. O destino nos distanciou, incorporei minha vida novamente e aceitei o termo, “não é pra mim”.
Hora ou outra nos falamos e as lembranças dos momentos bons vêem a tona. Sei que deixei algo especial ali, como ficou aqui... essa história termina sempre quando o tum-tum do telefone se faz presente, afinal tenho a obrigação de guardá-la no coração com carinho. Mas passando por tudo que estou, por toda essa confusão emocional, serei franca em dizer que sinto saudades sim... mas me limito a sentir apenas saudades de algo bom, mas que se foi...
Do resto a vida continua... em meio a tanta coisa que ainda não sei explicar, vou tentando lapidar os sentimentos. Ser feliz é minha meta e estou correndo atrás dela...

BjOo
Jana

VeNha! Se aCheGue... sOrRiSo...

domingo, 15 de junho de 2008 16:15h

O tic-tac caminha lentamente (até consigo contar os milésimos de segundos sem nenhuma pressa). Não há porque correr contra o tempo, se ele é o mestre do momento. Somente ele interpretará meu futuro da maneira mais passiva e calma de ser.
Eu e meu pensamento, eis que somos os únicos por aqui nessa sala gelada e silenciosa... tento dormir, mas não consigo nem mesmo um cochilo. A noite ontem terminou como em contos de fadas, às 23:59h já encerrava a festa e eu parti correndo para casa... Peguei a ultima condução (seria melhor uma carruagem toda rosa, com cavalos brancos é claro) e pouco depois estava rendida ao cansaço debaixo do cobertor... eu e eu mesma.
Nem me lembrava da sensação de estar sozinha em casa (as minhas florzinhas estavam dormindo na casa dos meus pais). Parece bobagem, mas uma cama só pra você, com direito a luzes apagadas e um silêncio absoluto acabam se tornando algo precioso nas mãos de quem a muito não prova desse sabor.
Há três anos moro sozinha e pra ser sincera, adoro isso. O gosto da liberdade é indescritível.
Sim, existem os contragostos, os dissabores desse prazer, afinal para se ganhar algo há de se pagar um preço alto, senão nada desta vida haveria a mínima cor.
O meu porto seguro sai caro (ah, e não estou dizendo em valores que saem do meu bolso a contragosto quando o aluguel vence), estou dizendo da solidão... Essa aí é impagável. Chega quando menos se espera... entra e fica sem a menor compostura e se você não está habituado em controlá-la vai para o quarto escuro... Em casa ela costuma aparecer quando as meninas dormem o sono dos inocentes... Para ganhar tempo, acendo um cigarro e passo alguns minutos sentada na área de serviço (a qual me permite uma visão da noite digna dos solitários). Sacio ali lembranças boas e ruins e no pensamento palavras presas, assim converso intimamente comigo mesma e mesmo sem querer aceito essa tal solidão habitual (também já me acostumei com sua presença). É um jogo rápido, daqueles que se tem hora certa para acabar e que a vitória não se é tão importante assim. Tomo uma ducha bem quente, deixo ir pelo ralo minha canseira física e me desligo automaticamente do dia que se foi. Quanto à solidão, nessa altura do campeonato reconhece que mais uma vez não se obteve êxito em me deixar pra baixo... Vai embora como chegou, sem que eu perceba (respeitando minha vontade).
Dali poucas horas o dia surgirá. As meninas acordam (primeiro a Luiza, entre 06h e 06:30h) e então a casa ganha vida e nos acolhe com os primeiros raios solares, aquecendo cada cantinho e cada alma.
Sei que o primeiro sorriso necessita sair de dentro de mim e como se olhasse ao espelho, vejo em seguida o sorriso (mais lindo) da Luiza e depois de alguns segundos meio que ainda de mau humor, logo o da Bruna aparece... Pronto! O dia será perfeito.

È bom enxergar o real valor que temos dentro dos olhos dos nossos filhos. Pra eles somos seres perfeitos e se espelham em nós em cada passo (taí a razão do meu sorriso pela manhã). O sorriso vai com certeza ajudá-las a crescer com a esperança de um dia bom, mesmo diante de uma forte chuva ou de um sol de 40ºC.
As lágrimas eu deixo para apenas aquela solidão (que citei no começo do texto) presenciar e levar consigo... não me vai doer nada, ao contrário, muitas vezes me é favorável e amiga, mesmo tendo a presença tão negativa.
Dessa forma abro as portas para o otimismo e que prevaleça o sorriso!

BjOo
Janynha – 17:21h

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Sexta-13...

sexta-feira, 13 de junho de 2008

É... nada mal por enquanto, a julgar pela data. Os místicos e que sofrem com “parascavedecatriafobia” (que tem medo da famosa Sexta 13) que me perdoem, mas essa data nada me assusta, pelo contrário, só fui lembrar que hoje era sexta-13 quando cheguei no trabalho e assimilei enfim o dia em questão... O dia ruim está dentro de cada um, como costumo escrever aqui...
Quem já não viveu aquele dia de nuvens negras, de ter a sensação de que tudo está contra você ou que está tudo indo mal?? Nossa, a gente passa por isso com mais freqüência do que sorri. O mau-humor das pessoas é tamanho que chega a contagiar os fracos de espírito.
“Vista-se bem, embriague-se com aquele perfume maravilhoso, ouça aquela música que te faz viajar nos sentidos e esteja com a mente saudável (livre do pessimismo) que posso afirmar que a Sexta-13 passará desapercebida e o amanhã será outro dia ainda mais perfeito”. Acho que essa é a receita para os de alma negativa...
Eu pelo menos encontro-me nesse dia em paz, afinal é sexta (um dia que na minha agenda merece destaque maior). Claro que interiormente as coisas andam um tanto quanto abaladas, mas decidi não ficar martelando problemas que preciso ter uma segunda pessoa para resolver (pois as mentiras ou verdades devem ser esclarecidas a dois e eu não vou ter como fugir desse assunto). É olhando-se nos olhos que descobrimos a intensidade e o grau dos sentimentos alheios... não vou perder mais essa oportunidade de literalmente “lavar as roupas sujas” com quem de fato merece e me causa essa confusão toda.
Homens... seria necessário eu ter um agora?? Mas ele não me deixa quieta, nem mesmo quando decido tomar o caminho inverso, quando decido tirá-lo a força da minha vida.
Prefiro colocar a culpa a paixão (eta coisinha complicada). Pois se não fosse por ela eu seria eu mesma, forte, decidida... Enxergaria além... Mas não. Ela me mantêm em cima do muro, como uma criança curiosa em saber o que vai acontecer...
Por causa “desse pseudo-homem” estou pagando meus pecados (ah, por que quero... JÁ LI SEU PENSAMENTO)... mas a decisão depende desse cara aqui dentro (que vibra em um tum-tum sem parar), totalmente cego e egocêntrico.

BjoOO...
Jana

quarta-feira, 11 de junho de 2008

QUerIa sEr cOmoO eLeSs..

11/6/2008 16:19:23

O final da tarde já começa a apitar na linha do horizonte. Mas um dia exaustivo aqui fora e aqui dentro. Ansiedade, impaciência e a sensação de estar pisando em cacos de vidros.
As extremidades dos meus dedos estão frias e meu corpo quente, como se quisesse me dar um sinal de que não estou bem... Queria mesmo estar longe, bem longe... sentar debaixo de uma árvore (em um ponto alto de algum lugar) e ver o sol se pôr (dando fim também a mais uma obrigação). Lentamente vou dando ritmo as idéias, colocando virgulas e pontos em seus devidos lugares. Não consigo fechar os olhos e me enganar, tenho que ser sincera comigo mesma, me devo isso... nada vai ser como meu coração idiota fantasiou...
Aff, quanta cretinice minha! Estou pensando só em mim, vejo só meu umbigo e o pior é que não há segunda opção. Quero a minha felicidade, o meu prazer, a minha satisfação. Chega de viver e respirar o mundo dos outros, se preocupar, acreditar, confiar... Talvez não valha a pena mesmo. Afinal “Felicidade é perfume. Não a espirramos nos outros sem que as gotas não caiam em nós mesmos”. Por isso meu amigo seja sim egoísta, pense em você pelo menos uma vez na vida... Só não seja dessa forma até o fim da sua vida, mas um pouquinho não vai te fazer menos ou mais filho da puta nesse mundão de meu Deus (ah, já ia me esquecendo... as palavras chulas saem sim de minha boca e com uma freqüência admirável... um lado que não preciso desgastar-me aqui em explicações né?).
As mulheres deveriam ser mais racionais (não entendo o porque de serem certinhas, românticas, fiéis, bonitinhas 24h, perfeitinhas para os marmanjos)... Teria mais graça se fossemos como eles. Imperfeitos. A mulher que deixa o seu feminismo de lado é intitulada de outro time, de outra banda, etc, etc (nem vale a pena comentar porque o preconceito é outra coisa idiota). Falo apenas de ser menos emotiva, pois isso acaba com nossas metas, nos fazem capachos, dependentes do sexo oposto.
O homem não é menos dependente... não, não! São apenas espertos em mascarar seus sentimentos e o lado emocional, pois assim não sofrem tanto... e acabam levando a taça de racionais.
É bom ser mulher até quando não somos lideradas por emoções sentimentalistas... Por mais que você seja dura na queda, você sofre com a ação e reação... Você não evitará lagrimas quando quer pô-las pra fora do seu ser... Vai ser sempre sentimental e ponto, sem exceções.
E hoje quero ser apenas eu. Sem me lembrar do meu lado feminino. Quero ser egoísta a ponto de evitar as lágrimas (quando quero chorar)... Quero ser dura (quando a minha vontade é ser doce e frágil) e quero depender apenas de minhas forças (quando o desejo é encostar minha cabeça em um ombro masculino, que eu adore, e sonhar). Afinal, ser mulher é isto (um misto de confusão e avalanches de emoções)... vai entender!

BjoO
Jana

sEu OlHaR mE dIz oQ?

Terça-feira, 10 de junho de 2008 17:22h

Eu viajo nas conversas e opiniões alheias. Aqui no trabalho então surgem como ventos... O bom é analisar cada gesto, cada postura e maneira de se expressar de cada um. Divertido a infinita contradição e raras as mesmas idéias disto ou daquilo. O ser humano é mesmo uma caixinha de surpresa (maravilhosamente trabalhada, diga-se de passagem).
Gosto mesmo das pessoas que falam sustentando o olhar (demonstram uma autoconfiança indescritível). Já os que fogem, se traem, mostrando um lado oculto, negativo e nem sempre são bem vistos. Pra mim, a sinceridade é visível no olhar, pois é aí a porta de entrada para a alma dos outros...
Por causa de um mero olhar, já descobri muita coisa nas pessoas que me rodeiam... já vi a falsidade latente, a alegria oculta, a tristeza disfarçada, o amor todo cheio de cor, o ódio frio e calculista... O olhar mais transparente (e mais lindo) é o de uma criança ou de um simples animal. Eles são sinceros demais e chega a te incomodar tamanha inocência.
Os da Luiza e os da Bruna então teem o dom de me colocar em estado de êxtase... de calmaria total...
A alegria inocente (por coisas banais) de uma criança é o freio do dia-a-dia de cada mãe/pai ou ser que ame seu semelhante intensamente... Os ânimos podem estar exaltados, você pode se achar um lixo, mas perca vinte minutos com uma criança que você já não vai mais olhar para seu problema com a mesma proporção de antes, pelo contrário, vai ter a nítida sensação de ser um tolo por se deixar levar pelos nervos aflorados...
A paixão entre minhas filhas e eu é um remédio... Quando chego do trabalho e o olhar da Luiza pousa sobre os meus, eu consigo dissipar toda e qualquer frustração (ela é tão pequena, mas mesmo assim me passa um amor tão terno, tão nosso)... A Bruna eu nem preciso dizer, seus olhos parecem me procurar a todo instante, como eu fosse sua melhor paisagem... Ela já identifica em mim cada sensação, sabe se estou triste ou não... Parece que tem o dom de ver meu eu interior...
Amor é pouco entre a gente. O mundo lá em casa é só nosso e em cada canto há a presença de cada uma... E o olhar acaba sendo único entre nós três (agradeço infinitamente a Deus por isso).

BjOo...
Jana

A cOnfUsÃoO é SuA oU nOsSa?

Segunda-feira, 9 de junho de 2008 – 17:48h

Eis que me questionaram o porque dos meus textos serem confusos.
Eis a resposta... eles podem até terem um pingo de confusão, mas faço isso propositalmente, coloco as coisas em partes aleatórias para as pessoas quebrarem a cabeça e tentarem entender a mensagem ou eu mesma.
Falo de sentimentos, emoções e no final escrevo alterando os fatos positivamente, como numa conversa casual (e geralmente bate-papos no mano-a-mano são confusos. Você pode começar sorrindo e terminar chorando, não há uma regra para se ter começo, meio e fim). Assim são meus textos.
As palavras me fazem expressar. A confusão faz parte das esquisitices da minha cabeça (tentem decifrar).
A obrigação em entender o coração alheio é vã. É preciso entender e ponto (mas enxergar com os olhos da alma). Isso não depende de sua vontade, do jeito que você quer que seja. Apenas é... tão certo como dois e dois são quatro.

Mas que venham os comentários... ADORO ELES.
Se não conseguirem postar os comentários, deixo aqui meu e-mail (JANABGSP@YAHOO.COM.BR)
Fiquem a vontade!!!!!

BAtAlHa rEal ou IrEal? JUlgUe sE pUdEr!

domingo, 8 de junho de 2008 – 15:06h

Realmente o papo que tive com um amigo do coração (...), está me fazendo raciocinar mil e uma vezes. Ouço a fita e a coloco para repetir no meu cérebro como se quisesse “enfiar” as palavras certas na cabeça, colocar de uma vez por todas a peça-chave que falta nesse quebra-cabeça maluco.
Estou mesmo em meio a uma batalha inexistente! Uma forte guerreira que desconhece as armas em suas mãos...
Tomei uma decisão de tirar meu time de campo, guardar as armas e dar descanso aos guerreiros ocultos porque essa guerra chegou ao fim... E pra ganhar essa liberdade, preciso entregar os pontos, reconhecer que perdi o que nunca tive nas mãos (dá pra entender?).
Estou em primeiro plano e a reestruturação emocional virá com o tempo. Não há pecado em querer mudar o rumo das coisas e ampliar os horizontes, pois o que estou vendo agora está desfocado demais e não me agrada nem um pouco. A ruptura doerá bastante, deixará mais um quelóide a mostra (mas enquanto os outros não o vêem, vou fingir que desconheço também sua existência).
Há metas gritando dentro de mim como loucas. Prioridades maiores e bem mais favoráveis ao momento... Porque ignorá-las, se mais parecem remédios capazes de mudar as estruturas de minha defesa?
Estou habilitada nas minhas decisões. Preciso descansar, só isso.
Já que não tenho a visão do mar em minha frente (o qual possui certo magnetismo e influência sobre minha vida), vou criar meu próprio reduto, aqui mesmo dentro de mim – mas sem essa de entrar no mundinho desconhecido ou só meu – esse aí, só me arrasta para o pessimismo, depressões e violenta escuridão. Quero luz, paz, sabedoria e discernimento para decifrar meus próprios códigos. Abandonei a adolescente coitadinha faz tempo – ufa nem acredito!
Não sou vítima e nem nunca fui. Estou ciente dos meus atos e de suas conseqüências negativas ou positivas. Não lamento o que estou passando, apenas (às vezes) fico meio sem forças... Coisa normal entre os seres que se auto-intitulam racionais.
Viver é um aprendizado e eu devo ter escolhido a dedo passar por várias experiências... Por que se queixar? Se o ar que entra nos meu pulmões é uma visita incansável de Deus?!
Embora minhas roupas escuras e meu olhar perdido, não perco minha identidade só porque me falta um pouco de luz... estou aqui... Com os pulmões cheios e agradeço por tudo isso. O hoje me basta.

BjOo
Jana

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Um MaL "absolutamente" NecEsSáRiOo

6/6/2008 16:20:27

O efeito terremoto já passou como previsto. Não sou de ficar me lamentando (apenas faço comentários de minha própria vida – e está aí o prazer em se postar). O pessimismo é notável em certos dias (poxa, quem não tem disso às vezes? – pelo menos euzinha tenho freqüentemente). Mas sou mais fissurada em dias perfeitos, coloridos e que me rendam pensamentos positivos ao encostar minha cabeça ao travesseiro no final do dia.
Estou engasgada com uma situação que não sei ao certo como lidar, como resolver e isso já está dando uma certa pane no meu sistema...
Queria ter o livre arbítrio em gostar ou não de alguém (nessa vida a única coisa que não temos o direito de decidir é isso, grande injustiça!). Se a escolha dependesse de mim, escolheria não amar ninguém. Pouparia-me desse mal, dessa doença sem cura.
O pensamento do leitor me bateu fundo... “Essa mina só fala de amor, de romantismo e banaliza o sentimento como fosse algo nojento, sujo, a qual não encontramos o prazer”... “Ei, peraí!”... Eu já conheci o amor recíproco (pelo menos achava que o vivia). Claro! Sei falar das suas conseqüências boas, sem nem me lembrar de pontos negativos os quais me refiro. A questão é que talvez eu não tenha vivido a coisa por completo e desconheça tal condição (não me julguem, estou sendo sincera). No momento acho tudo meio sem graça e pelo pouco que conheço não quero avançar o sinal... Respeito os que se mantêm com aquela cara de pateta de apaixonado e tiro o chapéu para os que afirmam que o amor (entre homem-mulher) seja coisa boa, pois ao meu ver o par perfeito está extinção...
Isso não tem nada haver em ser mal-amada (se fosse isso eu não seria de bem com a vida, não amaria qualquer ser). Gosto de homens (nossa, até demais), só não gosto da idéia de amá-los intensamente (pois nenhum merece tal proeza). Só posso afirmar que homens são necessários... Um completo e complexo mal necessário.
Deixamos esse assunto de lado porque não irá levar a nada.
A sexta-feira já me contaminou... amanhã é minha folga, então prefiro o prazer ao desprazer... prefiro o imaginável e o desejável... prefiro antes de mais nada curtir essas 24hrs de liberdade do que me prender a palavras e frases para muitos não cogitadas!!!

Bom final de semana a todos

bjoO

quinta-feira, 5 de junho de 2008

MuNdInHoOo NeGrOoo

Estou em devaneio. O dia está desbotado, meio sem graça mesmo. Pra ser mais objetiva, estou triste (nem parece, pois ninguém ainda percebeu isso em mim), talvez eu esteja ficando craque em enganar os olhos alheios... Mas não faço isso por maldade, apenas não estou a fim de dividir com as pessoas uma melancolia que vem de algum lugar tenebroso dentro de mim.
Sou assim. Já me acostumei. Hora bem, hora perdida em algum lugar que costumo chamar de meu mundinho...
Isso tudo porque sei que vou perder algo que ainda nem conquistei de fato, que estava tentando lapidar com a esperança de achar um diamante. Mas o que vejo é só lama.
Posso escrever de mim (sei meus pontos fracos, saberei descrever o que me faz feliz em uma única frase), mas lidar com os outros é uma tortura (desisto agora da psicologia, a qual seria um hobby ou continuo a sonhar com aquilo que escorrega entre meus dedos, feito areia ou feito água?).
“Desistir” (no dicionário quer dizer, ‘Renunciar a algo ou alguém; não prosseguir em ação, atitude) – na real, eu não suporto essa palavra. Mas ela é sensata no momento.
Eu não sei nem ao certo o que estou dizendo, tamanha é a confusão que me encontro. Almejo algo e para ser feliz precisarei desistir disso ou daquilo, mas sei que ficarei como uma menina que tem sua boneca roubada.
Ah, como uma pessoa pode em um dia estar vendo estrelas de tudo quanto é cor e no outro não enxergar nenhuma luz, nem uma pontinha iluminada, nada? Relativo? Coisas da vida.
O melhor agora é esquecer assuntos que só o final de semana irá resolver.
Amanhã é o dia da semana que mais gosto, estarei sim positiva (espero).
Por hoje é só... As palavras negras e sem vida teimam em ficar, mais serei eu mais forte... Parando... Desistindo por aqui...

BjOo
Jana

terça-feira, 3 de junho de 2008

Amizade conveniente

Hoje acordei com saudade de ter um amigo por perto. De jogar conversa fora, de dar aquelas velhas gargalhadas ou simplesmente de olhar para o tal amigo e desvendar suas mensagens codificadas, sejam elas quais forem (através de um olhar, de um gesto, de meias palavras ou de seu próprio silêncio). Li certa vez que “amigos são anjos que Deus colocou a nossa volta”, será que isso bate com a realidade??
Só acho uma tarefa um tanto quanto difícil. Imagina entender a alma alheia? Decifrar códigos, saber suas cores preferidas, o que gosta ou que não gosta, aceitar numa boa suas opiniões (mesmo tendo a sua totalmente contrária) e acima de tudo apoiar-lhe quando as chances de acertos são nulas e “seu amigo” não enxerga isto.
A probabilidade de ser ter um amigo fiel – justo – perfeito é de 0,05% (acha pouco?) então saia pelas ruas e pergunte ao número de pessoas que quiser se este ou aquele já não foi traído por um amigo??? Cara, você vai se surpreender... As pessoas se traem a todo instante. E segurar nas mãos esse troféu de “sou o melhor dos amigos” já não está mais em cogitação.
O que mais se vê é o título de “colega”. “Colega de trabalho”, “colega do curso”, “colega da escola”, “colega da rua”, “colega da vida” e assim vai. São poucos os que se orgulham da amizade porque nem todos estão aptos a serem 100% sinceros a uma outra pessoa que não lhe trará beneficio algum, a não ser o de ser seu pinico, sua saída nas horas mais complicadas.
Amizade entre o sexo oposto então, vixi, é um caso a parte (literalmente falando e no mais esdrúxulo sentido mesmo). Você não pode sair com um amigo (sendo vc uma mulher) que os olhos alheios já te detonam... Ligar, mostrar o afeto com carinhos, nossaaa é um pecado mortal aos bons costumes. Homem com homem e mulher com mulher (é assim que se aprende logo de cara com seus seis ou sete anos na famosa fila do primário).
Quanto absurdo!
Pelo menos sempre fui contra a qualquer regra imposta pela sociedade. Sempre estava na fila junto com os meninos, me vestia como tal (ah, mais o bom e velho baton vermelho estava nos lábios – talvez para psicologicamente me lembrar da minha feminilidade), gostava de carrinhos, de skate, bola e até tinha partes das unhas comidas devido aos intensos campeonatos de bolinha de gude hahaha).
Ahhh... vivi minha infância decentemente (e nunca me esqueci que era menina, pois logo passados estes surtos eu me lembrava da minha boneca sentada na minha cama, como que esperando a menininha escondida dentro de mim).
A maioria dos meus “colegas” eram meninos mesmo. Eu me sentia confortável com eles. Eram mais sinceros e autênticos. Não tinham frescuras e me tratavam de igual para igual. A coisa só mudou quando eles (meus colegas) passaram a me enxergar como uma menina de fato. Mas nessa época eu já não me empolgava mais com carrinhos ou aquelas roupas enormes...
Tive três amigas até hoje (ao meu ver, foram verdadeiras até onde elas acharam necessário). A primeira compartilhou comigo a saída da minha infância para a adolescência, demos juntas o ponta-pé inicial ao universo masculino, nos apaixonamos (por caras diferente é claro) ao mesmo tempo, zoamos as primeiras baladinhas, enfrentamos juntas diversas batalhas e até compartilhamos o mesmo quarto por um grande período. Até eu achar que ela estava me furtando a família (ah, com 14 anos eu posso te dizer que era egocêntrica em último grau). Mudei de bairro e mudei também de amiga... (mas sempre me lembro dela com carinho... hoje o nosso contato se limita ao tempo e espaço, ela se casou, tem sua filha e vai levando sua vida, mas a Kátia será memorável). A segunda amiga entrou em minha vida por acaso e já abraçou minha estória pessoal (principalmente sentimental) com todo o coração. Fomos nos descobrindo entre um trabalho e outro, entre conversas animadas enquanto esperávamos em um carro oficial o outro Office-boy retornar com sua pasta cheia de documentos assinados (em nossa saudosa Unicamp). A afinidade entre a gente era gigantesca. Mundos iguais, corações iguais. Eu sempre a considerei minha segunda irmã, aquela que entendia até minha respiração, que podia contar em todas as ocasiões.Dividimos também muita coisa, casa, quarto, família, amigos, irmãos (menos os namorados). Somos amigas até hoje (porque acredito que somos almas simpatizantes). Não penso duas vezes em ajudá-la e tenho certeza que essa amizade verdadeira é recíproca. Temos nossas diferenças (agora que estamos velhas então nem se fala), mas ela aos meus olhos será sempre a doce Iara -minha truta, minha comparsa, minha irmã de alma, minha amiga. Felizmente não consigo enxergá-la como parente (como de fato agora ela é, pois é tia do pai da minha segunda filha, a Luiza). Digo felizmente porque antes de qualquer coisa ela jamais perderá o título de minha amiga.
A terceira amiga chama-se Silvana. Poxa, como foi bom encontrá-la... A Sil é uma espécie de pessoa rara, de coração enorme, de uma fortaleza inarrável. Admirei essa menina logo de cara e compartilhei com ela bons momentos de minha vida também. Pena que o destino nos distanciou. Trabalho (muito trabalho), correria, horários diferentes, bairros distantes, etc, etc... mas eu não poderia me esquecer dela.
Mas voltando ao assunto (do título) eu quero postar que as amizades verdadeiras estão em extinção. Há pessoas que já viveram o bastante para afirmar que amigos são raros ou que nunca os tiveram... Sou um caso a parte como eu disse – totalmente fora da regra. Cultivo os amigos como uma planta rara, de difícil cultivo, afinal o adubo essencial está dentro de cada um, da maneira que enxerga o semelhante.

BjOo
Jana

segunda-feira, 2 de junho de 2008

A espiritualidade está em ´VoCê

2/6/2008 13:27:23

Esse mundo é de aprendizado.
Enquanto minha leitura se limita a ensinamentos kardecista, gostaria de entender se seria mesmo bom ser infinitamente positivo, bondoso como o mundo das palavras me mostra. Será que o espírito consegue viver a todo o momento em busca da sabedoria, do bem estar, do aprendizado e do conforto divino (sem ter pensamentos mundanos, egoístas, falsos e até mesmo negativos como até mesmo sem querer todos nós “terrestres” temos?). É, estou falando da vida espiritual. Esse lado que interage (in)visivelmente sobre nossas vidas...
Eu leio porque busco respostas para o desconhecido. Devoro livros e livros espíritas para poder entender esse meu lado tão forte e ao mesmo tempo tão estranho (não é essa a palavra certa, mas é no mínimo estranho você acreditar que não está nesse mundo por acaso, que viveu sim outras vidas – pois senão esta na teria sentindo algum – e não se lembrar de nada do que se passou, do que aprendeu e o real motivo em estar na labuta em meio a tantas provas, acertos e desacertos.
A única coisa certa é que temos o dever de amar a Deus, esse ser sublime e de real bondade. Embora muitas vezes em meio a tantas turbulências nos questionamos se ele realmente existe, mas o correto seria acreditar e depositar nossas esperanças em alguém que ao meu ver, é o único capaz de aliviar as dores de nossas almas.
Nascemos desligados do que passou, nossa memória é limitada a tal ponto que até mesmo a vida-uterina nos é passageira... esquecida logo nos primeiros meses de vida (por que?). Depois crescemos um pouco e o máximo que temos como lembrança já na vida adulta são flaxs da infância, da criancice tão cheia de vida e inocente. Sorrisos, frases, pessoas e momentos hilários infantis são aleatoriamente “apagados” da memória como castigo (eu mesma não me lembro de toda minha infância, apenas sinto que foi boa, mas que amarguei alguns momentos ruins – que nem sei explicar, apenas sei que os vivi – e que foram difíceis para minha família). E será que o espírito tem a mesma sensação? A de “sentir” que viveu certas coisas, teve certos aprendizados??? (creio que sim, pois senão não estaríamos em busca do oásis, do bem estar interior concreto e não passageiro).
A complexidade do assunto é do tamanho do Muro de Berlin. E não serei eu a tentar explicar tais fatos (apenas travei uma conversa com meu eu e resolvi aqui me expressar).
Respeito qualquer tipo de crença. Respeito o ser humano em si e suas escolhas. Eu tenho o direito de ter minhas dúvidas, de me questionar. Pois só assim me impulso a pesquisar, a ler, escrever e a acreditar naquilo que me é cabível. A tolice está em fechar os olhos para o que não conhecemos e dormir literalmente no escuro das explicações (as quais estão aí, em cada livro, jornais, Internet, telejornais e em opiniões alheias e principalmente dentro de cada um).

A todos, uma semana iluminada!
BjOo JaNyNhA

Eis o final de semana

Sábado

Estou na contramão. Toda aquela “decisão” (premeditada) que alguns dias venho mencionando acabou como previsto pela minha intuição. Sou mesmo uma piada. Bastou um papo mais sério, um lance de “eu amo e quero você” para eu deixar aflorar meu lado “engana que eu gosto” (aos críticos, já me adiantando, quero explicar que toda mulher tem disso – no fundo enganar-se acaba se tornando algo primordial em certas angustias femininas).
A razão está comigo. Mas é lamentável ignorar meu desejo mais oculto. Por mais que eu afirme, não – eu não quero, lá no obscuro do meu ser a palavra chave para me sentir feliz tem nome e sobrenome. Isso não quer dizer que estou me “enganando”. Ops, jamais. Só estou dando vazão à certeza de algumas frases e acrescentando um décimo de confiança. É como a mais esdrúxula frase (popular-favelashion) “Vou dar linha pra pipa para ver onde vai dar...”. Do resto é aguardar (coisa que odeio, pois como todos sabem sou hiper, mega, ultra-ansiosa).

No mais, fiquei feliz pela noite agradabilíssima (é sempre bom estar ao lado de quem a gente menos espera). Não há pecado em querer ser feliz um pouquinho que seja... de permitir um carinho no rosto (já que este está em falta no dia-a-dia) e de viajar numa conversa com quem você o acha o mais platônico que seja.

A minha vida tem que continuar em meio a tantos desacertos. Eu não posso idealizar o que sei que não é para mim (chega! Me cansei de bater na mesma tecla, de me encantar com melodia sabendo que ela não irá fazer parte de mim jamais). Poxa, sou obrigada a ter os pés no chão e seguir caminhando positivamente. Estou indo a favor da maré e de meus próprios ideais (sem pensar como sempre nos outros primeiro).

Domingo, após faxinar minha pequena morada terminei a tarde em cima de uma moto (e gastando parte da boa paciência de um grande amigo que se propôs a me ensinar a pilotar bem essa danadinha tão sonhada). O meu desejo flutua quando estou com uma moto... Eu sei que posso pilotar sozinha – até me vejo – mas a confiança entre eu e a motorizada está se construindo gradativamente. Serei paciente, pois se trata em zelar da minha vida e a dos outros (pessoas que certamente cruzarão meu caminho em uma estrada qualquer). Não é fácil, acho que dirigir um carro será menos complicado. Até o final do ano quero estar com minha CNH nas mãos, habilitada em todos os sentidos.
Desejo por meus objetivos em prática. O futuro está aí, vibrando, pulsando em minhas veias ritmicamente, não posso ignorá-lo como coisa do acaso. Como qualquer ser tenho sonhos, ideais, sede de chegar a algum lugar e transformar tudo em uma boa história (devo ter uma das boas pra contar para minhas filhas). Querendo ou não serei um espelho para elas e minha obrigação é ensinar que há muito mais adiante... Que o horizonte não se resume em uma linda e óbvia paisagem.
Curto enxergar o mundo belo quando ele não está. Gosto de pintar o meu dia com as cores que quero. È claro que às vezes tudo parece escuro, que o papel que escolhi desenvolver nesta vida me parece desajeitado demais (como se fosse além de minhas forças), mas não o é.
As forças migram não sei de onde. Tudo depende de como você encara suas batalhas (se as olha como derrotas ou como vitórias). Parece besteira, mas o simples fato de energizar coisas boas e produtivas já te faz ter um destino diferente, sem muitos calos, sem algias (em termo médico significa dores) ou muita conseqüência.
O segredo é viver intensamente. Aproveitar essa oportunidade enquanto se pode ‘pintar’ seu mundo segundo seu livre arbítrio. Ele é da cor e da forma que você imaginar... Hoje pode ser todo negro, amanhã pode ter um sol brilhando, noutros pingos de chuva e um céu acinzentado e depois um mar imenso com águas azuis e gaivotas por todo o lado...
Ahhhhh!!! o seu dia é reflexo do seu eu interior (olhe para dentro de você agora e me diga se estou mentindo?!...).

uM bOm DiA
bjOoOooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooo CoM cArInHo JaNa