segunda-feira, 16 de junho de 2008

VeNha! Se aCheGue... sOrRiSo...

domingo, 15 de junho de 2008 16:15h

O tic-tac caminha lentamente (até consigo contar os milésimos de segundos sem nenhuma pressa). Não há porque correr contra o tempo, se ele é o mestre do momento. Somente ele interpretará meu futuro da maneira mais passiva e calma de ser.
Eu e meu pensamento, eis que somos os únicos por aqui nessa sala gelada e silenciosa... tento dormir, mas não consigo nem mesmo um cochilo. A noite ontem terminou como em contos de fadas, às 23:59h já encerrava a festa e eu parti correndo para casa... Peguei a ultima condução (seria melhor uma carruagem toda rosa, com cavalos brancos é claro) e pouco depois estava rendida ao cansaço debaixo do cobertor... eu e eu mesma.
Nem me lembrava da sensação de estar sozinha em casa (as minhas florzinhas estavam dormindo na casa dos meus pais). Parece bobagem, mas uma cama só pra você, com direito a luzes apagadas e um silêncio absoluto acabam se tornando algo precioso nas mãos de quem a muito não prova desse sabor.
Há três anos moro sozinha e pra ser sincera, adoro isso. O gosto da liberdade é indescritível.
Sim, existem os contragostos, os dissabores desse prazer, afinal para se ganhar algo há de se pagar um preço alto, senão nada desta vida haveria a mínima cor.
O meu porto seguro sai caro (ah, e não estou dizendo em valores que saem do meu bolso a contragosto quando o aluguel vence), estou dizendo da solidão... Essa aí é impagável. Chega quando menos se espera... entra e fica sem a menor compostura e se você não está habituado em controlá-la vai para o quarto escuro... Em casa ela costuma aparecer quando as meninas dormem o sono dos inocentes... Para ganhar tempo, acendo um cigarro e passo alguns minutos sentada na área de serviço (a qual me permite uma visão da noite digna dos solitários). Sacio ali lembranças boas e ruins e no pensamento palavras presas, assim converso intimamente comigo mesma e mesmo sem querer aceito essa tal solidão habitual (também já me acostumei com sua presença). É um jogo rápido, daqueles que se tem hora certa para acabar e que a vitória não se é tão importante assim. Tomo uma ducha bem quente, deixo ir pelo ralo minha canseira física e me desligo automaticamente do dia que se foi. Quanto à solidão, nessa altura do campeonato reconhece que mais uma vez não se obteve êxito em me deixar pra baixo... Vai embora como chegou, sem que eu perceba (respeitando minha vontade).
Dali poucas horas o dia surgirá. As meninas acordam (primeiro a Luiza, entre 06h e 06:30h) e então a casa ganha vida e nos acolhe com os primeiros raios solares, aquecendo cada cantinho e cada alma.
Sei que o primeiro sorriso necessita sair de dentro de mim e como se olhasse ao espelho, vejo em seguida o sorriso (mais lindo) da Luiza e depois de alguns segundos meio que ainda de mau humor, logo o da Bruna aparece... Pronto! O dia será perfeito.

È bom enxergar o real valor que temos dentro dos olhos dos nossos filhos. Pra eles somos seres perfeitos e se espelham em nós em cada passo (taí a razão do meu sorriso pela manhã). O sorriso vai com certeza ajudá-las a crescer com a esperança de um dia bom, mesmo diante de uma forte chuva ou de um sol de 40ºC.
As lágrimas eu deixo para apenas aquela solidão (que citei no começo do texto) presenciar e levar consigo... não me vai doer nada, ao contrário, muitas vezes me é favorável e amiga, mesmo tendo a presença tão negativa.
Dessa forma abro as portas para o otimismo e que prevaleça o sorriso!

BjOo
Janynha – 17:21h

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