Pular para o conteúdo principal

VeNha! Se aCheGue... sOrRiSo...

domingo, 15 de junho de 2008 16:15h

O tic-tac caminha lentamente (até consigo contar os milésimos de segundos sem nenhuma pressa). Não há porque correr contra o tempo, se ele é o mestre do momento. Somente ele interpretará meu futuro da maneira mais passiva e calma de ser.
Eu e meu pensamento, eis que somos os únicos por aqui nessa sala gelada e silenciosa... tento dormir, mas não consigo nem mesmo um cochilo. A noite ontem terminou como em contos de fadas, às 23:59h já encerrava a festa e eu parti correndo para casa... Peguei a ultima condução (seria melhor uma carruagem toda rosa, com cavalos brancos é claro) e pouco depois estava rendida ao cansaço debaixo do cobertor... eu e eu mesma.
Nem me lembrava da sensação de estar sozinha em casa (as minhas florzinhas estavam dormindo na casa dos meus pais). Parece bobagem, mas uma cama só pra você, com direito a luzes apagadas e um silêncio absoluto acabam se tornando algo precioso nas mãos de quem a muito não prova desse sabor.
Há três anos moro sozinha e pra ser sincera, adoro isso. O gosto da liberdade é indescritível.
Sim, existem os contragostos, os dissabores desse prazer, afinal para se ganhar algo há de se pagar um preço alto, senão nada desta vida haveria a mínima cor.
O meu porto seguro sai caro (ah, e não estou dizendo em valores que saem do meu bolso a contragosto quando o aluguel vence), estou dizendo da solidão... Essa aí é impagável. Chega quando menos se espera... entra e fica sem a menor compostura e se você não está habituado em controlá-la vai para o quarto escuro... Em casa ela costuma aparecer quando as meninas dormem o sono dos inocentes... Para ganhar tempo, acendo um cigarro e passo alguns minutos sentada na área de serviço (a qual me permite uma visão da noite digna dos solitários). Sacio ali lembranças boas e ruins e no pensamento palavras presas, assim converso intimamente comigo mesma e mesmo sem querer aceito essa tal solidão habitual (também já me acostumei com sua presença). É um jogo rápido, daqueles que se tem hora certa para acabar e que a vitória não se é tão importante assim. Tomo uma ducha bem quente, deixo ir pelo ralo minha canseira física e me desligo automaticamente do dia que se foi. Quanto à solidão, nessa altura do campeonato reconhece que mais uma vez não se obteve êxito em me deixar pra baixo... Vai embora como chegou, sem que eu perceba (respeitando minha vontade).
Dali poucas horas o dia surgirá. As meninas acordam (primeiro a Luiza, entre 06h e 06:30h) e então a casa ganha vida e nos acolhe com os primeiros raios solares, aquecendo cada cantinho e cada alma.
Sei que o primeiro sorriso necessita sair de dentro de mim e como se olhasse ao espelho, vejo em seguida o sorriso (mais lindo) da Luiza e depois de alguns segundos meio que ainda de mau humor, logo o da Bruna aparece... Pronto! O dia será perfeito.

È bom enxergar o real valor que temos dentro dos olhos dos nossos filhos. Pra eles somos seres perfeitos e se espelham em nós em cada passo (taí a razão do meu sorriso pela manhã). O sorriso vai com certeza ajudá-las a crescer com a esperança de um dia bom, mesmo diante de uma forte chuva ou de um sol de 40ºC.
As lágrimas eu deixo para apenas aquela solidão (que citei no começo do texto) presenciar e levar consigo... não me vai doer nada, ao contrário, muitas vezes me é favorável e amiga, mesmo tendo a presença tão negativa.
Dessa forma abro as portas para o otimismo e que prevaleça o sorriso!

BjOo
Janynha – 17:21h

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

FrOntEirAs dA ViDa

As fronteiras são simultâneas, vão e vem sem que gritemos por sua necessidade, elas apenas acontecem e se colocam como uma linha imaginável entre o certo e o errado. Somos educados apenas para respeitá-las, como reais limitações. A fronteira de uma vida tem fases, nomes, sentimentos e emoções. Quando pequenos nossa fronteira chama-se tempo. Ela nos impede de termos a noção de nossas escolhas, nos colocam um freio e vivenciamos um mundo infantil, totalmente alheio, tão imensamente inocente. Depois a fronteira se estende e entramos numa espécie de confusões e anseios infinitos e de difícil moderação. Somos enfim, adolescentes.
Apáticos, alegres e dificilmente compreendidos. A fronteira é única, a de um mundo de ilusões sem fim. Tudo acontece, tudo se perde da maneira como se chega.
A fronteira da maturidade é a felicidade...
Certo? Errado? Não mais. A questão agora é tudo ou nada. Ou tenho tudo ou não tenho nada. Quero meus sonhos aqui agora, ou não os quero mais. Abandono-os na fronteira …

Amizade conveniente

Hoje acordei com saudade de ter um amigo por perto. De jogar conversa fora, de dar aquelas velhas gargalhadas ou simplesmente de olhar para o tal amigo e desvendar suas mensagens codificadas, sejam elas quais forem (através de um olhar, de um gesto, de meias palavras ou de seu próprio silêncio). Li certa vez que “amigos são anjos que Deus colocou a nossa volta”, será que isso bate com a realidade??
Só acho uma tarefa um tanto quanto difícil. Imagina entender a alma alheia? Decifrar códigos, saber suas cores preferidas, o que gosta ou que não gosta, aceitar numa boa suas opiniões (mesmo tendo a sua totalmente contrária) e acima de tudo apoiar-lhe quando as chances de acertos são nulas e “seu amigo” não enxerga isto.
A probabilidade de ser ter um amigo fiel – justo – perfeito é de 0,05% (acha pouco?) então saia pelas ruas e pergunte ao número de pessoas que quiser se este ou aquele já não foi traído por um amigo??? Cara, você vai se surpreender... As pessoas se traem a todo instante. E …

** Na BrinCadeiRa, eu diGo a VerDade **

Certas palavras são ditas como por brincadeira, meio sem jeito... toda tímida... Mas são palavras... Que não voam com o tempo, permanecem com vida! Às vezes digo que amo, outras nem isso...
Mas basta ver aqui na menina dos meus olhos a alegria de estar com você o êxtase, o sorriso solto, minha maneira sem jeito de mostrar que me faz falta
Falta da felicidade eternizada na memória das lembranças boas
Fico sempre com a platéia das emoções, do seu cheiro inconfundível, da batida calma do seu coração que adoro (adorava) escutar facilitando sentir seu amor próximo ali adormecido velado muitas noites  pelo meu...
(by JanNe)