sexta-feira, 27 de junho de 2008

dEiXe oS cHiNeLoS lÁ fOrA

Entre! Se aconchegue. A casa é sua, é minha, é nossa. É assim que considero meu blog – como minha casa interior – mas que você seja bem vindo sempre!
Aqui você encontrará de tudo, basta ter ousadia para entrar. Prometo colocar seus pensamentos em desalinho e sua alto-compreenção passiva em prática (nada de absurdo, não acha?).
Só não se espante se encontrar no meio do caminho brinquedos esparramados, canetinhas enfiadas entre as almofadas do sofá e um suave cheiro de bebê no ar... são apenas crianças, alias, minhas crianças.
As palavras flutuam como se estivessem em uma casa maluca, mas já adiantando – ela de fato não o é, ao contrário, é simples, harmoniosa, com paredes claras e janelas que te mostram o horizonte ao meu modo. Mais adiante é meu quarto (meu lugar preferido). Nele você sentirá vontade de perder seu tempo, deitado sob minha cama... Há bichos de pelúcia por todo o lado (mostrando claramente meu lado infantil de ser)... Gosto do rosa, de flores (se tivesse condições elas se fariam presentes em todo o amanhecer, mas estão lá ilusoriamente – esforce-se, elas surgirão diante dos seus olhos).
Os anos sucumbiram meu lado especial (o da inocência), mas muitas vezes me deixo levar pela saudade e retrato-me como uma adolescente de 15 anos. Nervos a flor da pele, angústias, ansiedade e um mar de sonhos impossíveis... Do tipo que só com quinze anos ousei-me a tê-los.
A cozinha considero o depósito do meu lado negro (está lá, existe mais me serve pra que? Qual sua real existência? Creio que temos por ter, algo necessário e ponto)... Já a sala é meu coração, a porta de entrada... lá você descobre instantaneamente minha personalidade, meus defeitos e contragostos (sou assim, normal como todo mundo). Chata? Nãooooo... Exigente. Gosto tudo em ordem, no lugar adequado, mas por enquanto não se espante com a bagunça... algo me paralisou e encontro-me atordoada ouvindo uma vozinha irritante me lembrando a todo instante (como castigo) que sou legal, mas a maioria das vezes vacilo feio. Afinal o coração tem a obrigação de estar belo, forte, cheio de vida e o meu, CARA, parece mais um alienado.
Há muitas lacunas aqui em casa, mas muita coisa boa também. Se reparar no corredor você encontrará diversas molduras, nelas personagens especiais de minha vida... Em um canto escancarado, minha família... Pai, mãe, irmãos, sobrinhos (sobra espaço até para minhas cunhadas e cunhado) do outro, numa mesinha de canto (mais toda estilosa) retratos dos meus amigos e pessoas de grande valia também... Poxa, há dezenas deles... Uns sorrindo, fazendo palhaçadas e outros sérios como nas fotos de documentos pessoais. Deixo-os ali para lembrar sempre que passar, cada um deixou algo especial em mim. Existe uma gaveta só de molduras, prontas para serem preenchidas ao longo dessa minha vida.
Ainda não sei aonde encontro espaço para tanta coisa. Mas está tudo guardadinho. Cada qual em seu local escolhido a dedo por mim... Emoções, experiências, alegrias, tristezas, armações, decepções...
Entre um dia e outro eu remexo nas gavetas, viro e reviro os armários trazendo a tona às emoções, colocando aqui (nessa casinha aconchegante) parte da minha história. Cabe a você, meu visitante, saber se vai voltar ou não... eis sua liberdade de escolha a prova... FOI UM PRAZER RECEBÊ-LO, VOLTE SEMPRE!

UM BOM FINAL DE SEMANA ‘DEVERAS FELIZ’
BjOo grande, Jana

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