terça-feira, 13 de dezembro de 2011

** MeU aMor É mAriNheiRo **

Desde que você se foi fiquei perdida sem rastros...
Eu e meu marinheiro solitário diante das ondas, navegando.
O coração mais parece um mar em revolta, mas em todo amanhecer se mostra calmo e tranquilo.
Todo bom e velho marinheiro acredita no poder de se vencer dia a dia seus medos e temores ocultos, desbravando seu destino e assim é meu amor. Adoecido talvez. E em muitas perdido em seu próprio horizonte.
Há apenas uma força que o move sem que seja preciso de remos.
E assim o balanço das aguas tranquilas em dias ensolarados nos leva...
Dentro de mim, dentro dele... Afinal somos duas fontes de energia que se alimentam mutuamente. Ora nossa convivência é pacifica e em muitas desastrosas. Mas somos um. Incomuns, mais ainda somos.
Já me acostumei a velejar acompanhado de sua presença e ele com minha indiferença.
Rimos, choramos, aprendemos. Sem que haja esperas futuras do termino do laço que nos une. Eu sei lá porque ele quis ficar e muito menos sei por que permiti.

Apenas sinto-o.
Em dias cinza e até nos coloridos.
Abstratamente me confunde os sentidos quando menos espero.
Então, apavorada eu o busco. 
Sei que está lá... em seu barquinho, sentado como de costume... me forçando a admirar sua visão solitária. Sento-me, e absorvo sua energia... Lembranças de tempos bons!
Estabilizo minha alma e me reencontro.
A luz divina me permite a ver com outros olhos os encontros e desencontros. A permissão em ter sido feliz e por ter aceitado esse marinheiro solitário em minha vida. 
Ter um velho caquético agora para cuidar não é das minhas melhores tarefas, afinal nunca consigo o êxito... de vê-lo partir, de seguir seu rumo me deixando nas encostas. Eu ficaria até mesmo nas pedras, desde que me deixasse ir... 
Então desisto das aguas profundas, desisto de senti-las mais uma vez gelando minhas veias. Afinal viver sem amor é pior que morrer... 
Permaneço!

by JanNe

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quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

** mE aRrisCo **

Sou brisa solitária no meio da noite
Os desejos mais ocultos,
Sou mais você do que eu mesma...

Correndo num parque
Chorando na chuva
Sorrindo da criança brincando no balanço

Sou tão livre
E tão presa
Estagnada como rocha
Ou a milhão feito um cometa

Eu passo
Repasso
E tudo muda... 
Sou o pular no abismo
O medo, o pavor, a dor
Sou o mundo incolor
E multicor 
Sou o risco
O traço
E a obra final 
Sempre abstrata
A procura dos que decifrem
Intacta 
Sou sol,
Sou lua
Sou o rio que passa devagar... 
Sou eu quem te esculacho,
Sou eu que te renovo,
Sou eu que morro
Sou eu que vivo... Tanto no amor como no ódio
Transbordo! 
E no silencio, volto à procura das minhas sobras.
Afinal, por instantes fui tanta coisa e não fui nada!
E numa dessas madrugadas, eu me encontrava...
Fria, quente...
Impregnada de mim mesma, na calada!

(by JanNe)

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sexta-feira, 18 de novembro de 2011

** DeSapEguE-sE **

Há algo em mim transbordando e me fazendo mudar todo tipo de conceito em relação ao que tanto aflige a alma... o amor. Em anos de convivência com a vida, pude notar o quanto as pessoas esperam algo em troca daquilo que se doa involuntariamente. Sentimentos não são feito penhoras, onde se aguarda em algum momento um retorno obrigatório e justo. São feito o ar que saem dos pulmões... livres e puros.

Não há como exigir trocas forçadas ou até mesmo embutir na pessoa amada tal responsabilidade de receber o mesmo amor atribuído ou nas mesmas proporções. O amor reciproco é o que sempre devemos esperar, mas quase nunca paramos para pensar nisso. É muito mais exigência, carência e pedidos, do que propriamente doação.

Bem do tipo, se eu beijo com carinho automaticamente e mesmo que sem querer, eu espero o mesmo beijo em troca. Se faço carinho, espero igualmente. Se me dou com toda graça, quero que também o faça. E se amo, quero na mesma quantidade.
Estão vendo, como é mais uma busca de retorno do que propriamente dar vida ao: Eu amo e ponto?
É o mesmo que aguardar que a pessoa amada lhe traga a felicidade.

Ninguém vai trazer felicidade a ninguém, se antes não a encontrarmos em nós mesmos. As pessoas amadas são meramente uma motivação para que o dia seja melhor, seja mais colorido e lindo. São apenas um complemento ao que já existe dentro de cada um.
Não atribuo mais minha felicidade a ninguém. Atribuo a mim mesma, ao que sinto por mim e pela vida que trilho. Atribuo a pessoa amada apenas o que lhe é devido: estar feliz para que eu sinta o mesmo.
Amar hoje pra mim tem um sentido diferente.
Eu dou amor, o alimento, quero que exista dentro de mim (mesmo sem uma fonte motivadora no momento) e repasso...
É nos meus toques que consigo fazer com que percebam que meu amor está ali. É na maneira de olhar com ternura... num abraço, num beijo, nas palavras e até mesmo no silencio.
Aquieto meu coração com esse lance de troca voluntária e então ele apenas me obedece e se doa.
Claro que agindo assim colho meus frutos bons. Recebo amor de volta, mas sem pedi-lo. Sem implora-lo.
O retorno apenas surge.
Como luz, como oásis, como brilho e colorido.
Desapegado de obrigatoriedade e desejos. 
Ofereça sim seu amor, de maneira simples, de maneira profana... De maneiras que apenas você sabe... Mas ofereça de coração e aquiete sua alma para que não espere sempre mais...
Porque sempre temos o que nos é devido e se não o temos... Talvez seja porque não foi merecido!!! 

by JanNe





quinta-feira, 10 de novembro de 2011

** sAbOtaGeM d si MeSmO **


Há ruinas que o tempo não dissipa com seu assopro.

Elas mais parecem fantasmas de um tempo perdido. Seguras de si, imponentes.

Mas o que ninguém percebe é que para destruir, basta um leve toque e tudo balança. Fortes estruturas enigmáticas, mas sem vida. Basta o ponto certo para que tudo venha abaixo.

E assim, mantemos certas ruinas em nossas vidas por anos, décadas e inclusive até o fim.

Para que precisamos de um campo onde a visão é apenas o passado?
Para se lembrar, isso eu já sei. Mas qual a finalidade?

Causar dor, ressentimento. Para atestar os fracassos e se torturar toda vez que a voz da critica te questiona em dias sombrios?
Ah, não precisamos disso.
Mas as ruinas tornam-se deusas, intocáveis... Cheias de poder.
Eu ando criando coragem para enfrentar algumas delas e destruí-las. Demorei, sei bem disso. Mas somente com o passar dos anos é que vemos que ao invés de nos tornarmos fracos é que achamos o pote de ouro do amadurecimento. 

Descobri que tem coisas e até pessoas que devemos deixar para trás. Feito ruinas, feito um lugar que só a poeira habita. Não cabe meu amor mais ali. Minha dedicação, minha luz. É apenas uma desova de sentimentos, onde começo a arrancar de mim e me desfazer. Os dias vão transformar tudo em pedras rochosas, com faces desenhadas talvez. Com momentos cravados em um risco sem fim, mas só se assim eu o desejar.
Mas, tem casos que faço questão de esquecer. 
Não se precisa sentir sede de coisas que já se foram, pois a agua já não transborda o copo a frente. É meramente ilusão.
Ilusão e apego. 
Nos sabotamos toda vez em que achamos que somos felizes com o irreal, com o que já se teve forma e se desfez feito fumaça. Somos felizes sim, com aquilo que está preso entre as mãos, sólido, de verdade e que mesmo que essa mão se abra, não vai escorrer... vai permanecer ali. 
Do mais, prefiro que minhas ruinas se desfaçam... que virem poeiras e escorram por entre meus dedos calejados.
Haverá o que se plantar nesse terreno, mas preciso dele vazio.
Para um novo amanhecer,
para um novo começo. 
E aí, topas fazer isso?

(by JanNe)

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segunda-feira, 24 de outubro de 2011

** CiClOs **

Há sempre dois caminhos. Um que seguimos por instinto achando que é o mais sensato e outro que nos puxa feito imã e as certezas não existem. Talvez o segundo seja o que mais atraia, mais receba transeuntes e nos leve a paisagens desconexas.

E o acerto é quase incerto, como em quase tudo na vida.
Uma flecha que segue em disparada a um alvo...
Distante, perto... Ele está lá, sei disso e será fincado com a força da minha alma.

Será que vai doer?
Ah, mas nem tenho argumentos para me defender!
Ela (a flecha) apenas segue numa velocidade insana... Derrubando, desviando...
Queimando tudo, fazendo de cinzas metade da minha historia.

Sinto-me presa ao cheiro, ao toque, as coisas estranhas que sinto.
Presa a outro mundo, onde as palavras ainda soam codificadas.
Sigo apenas o instinto.
De querer, de estar bem, de pisar em nuvens.
É tudo tão surreal, que mesmo enxergando, desacredito.

O novo sempre me assusta.
Sempre é violento, sempre me deixa estagnada.

Estranho mesmo é essa paisagem alterada, essas cores vibrantes.
É essa brisa tocando meu rosto, como dedos suaves e amedrontados.
Causando-me medo a euforia.
Morro pra nascer de novo e nascendo morro para reviver mais uma vez.
É um ciclo viciante e em cada um deles, novo suspiro.
Nova estória, novos personagens, novos horizontes.

*Fico atenta, alerta. É que eu não quero tropeçar, não quero parar, nem perder tempo. Não quero desperdiçar vida. Nem vontade de viver.

Na verdade, é tudo que posso dizer...


(by JanNe)









sexta-feira, 14 de outubro de 2011

** ChuVa q LaVa a AlMa **

Esse tempo chuvoso me deprime...

Meus olhos ficam pesados, meu corpo parece mais que vai desabar diante da minha vontade de me manter em pé.

Ouço o toque do piano... ele, a chuva e meu coração. As batidas são paralelas, mas acabam no mesmo compasso...

Sou toda nostálgica em dias assim: Obscuro, nuvens cinzas a tapar meu céu azul.
Dia bom para sentar e conversar, segurar mãos firmes. Olhar nos olhos e encontrar alguma luz.

De alguma maneira a enxurrada leva várias coisas que estavam atrapalhando o caminho das aguas, mas poucos percebem.

E o dia é só mais um...

by JanNe



sexta-feira, 7 de outubro de 2011

** mE viRo nOs 30 Sim Sr **

Assustadoramente eu acordo e me vejo respirando 30 anos.
Confesso que tive vontade de chorar, de entrar de volta pela porta do tempo, mas vi de soslaio que ela já estava trancada, então pensei: Sem chances Jana! 

Quando se chega aos trinta, automaticamente se faz uma regressão ao passado recente meio que por obrigação mesmo e se começa a  avaliar até onde as memórias pessoais ainda não te traem com o tal esquecimento. Uma lastima. Pois já não consigo me lembrar da minha infância com tanta clareza, só tenho flash do meu rosto miudinho, dos pés descalços e o olhar distante.  Queria mesmo era me lembrar da inocência ou pelo menos senti-la mais uma vez, sem qualquer vestígio de metamorfose de espirito, afinal, as emoções adultas nos transformam dia a dia. 

Chegar aos 30 (no meu ponto de vista atual) é se sentir um chinelo predileto, ainda lindo, resistente... mais já gasto, o qual sabemos que um dia vamos ter que aposenta-lo. E isso causa certo receio, medo talvez do amanhã. Sei que se vive apenas sessenta segundos por vez, mas estar com 30 anos, é o mesmo que incrementar asas e velocidade da luz ao que se resta pela frente... os dias.

Estar com 30 é ter certeza que começo a pagar as promissórias divinas, por ter me dado anos tão bons e/ou tão ruins, mas que foram apenas meus. É saber que meu organismo começa a desacelerar o metabolismo, regredindo a sua própria natureza, podendo me causar danos irreparáveis.  É ver que meus cabelos estão mais finos. Meu olhar mais cansado. Meus desejos mais frequentemente deixados de lado... Afinal minhas preferencias e favoritismos foram alterados por um não querer exagerado: quero tranquilidade.

Ontem as luzes das baladas me encantavam tanto (e ainda me embriagam sedutoramente), mas agora elas são apenas luzes coloridas que relaxam. Ontem me deixava levar em um papo sem rumo, hoje exijo caminhos visíveis. Ontem eu queria o preto, hoje é o branco que me faz feliz, realizada. Ontem quis cuidar dos outros, hoje só queria psicologia.
Com 30 anos, percebo que meu corpo, minha alma, meu espirito estão se moldando. Se fazendo de rocha entre as águas que batem forte ou  de leve... Mas que transformam, me trazendo cada vez mais para perto de mim, do que realmente sou.
E nem tudo é ruim e saber disso me faz flutuar na positividade de ser ter 30 anos. Vejo meu reflexo e realmente me vejo, com criticas ou sem elas, estou ali. Amadurecida por ter a sorte de vivenciar certas experiências. Por ter sobrevivido a elas. Tenho somatórias de sabores, dissabores... hmmm e amores.
Sou mais mulher, sou mais mãe, sou mais amiga, sou mais compreensiva. Observo o mundo como se tivesse uma retina de águia, procuro o melhor, o que sacia.

Aos 30, coloquei a casa em ordem (a vida) dando espaços ao inesperado, pois o esperado já ando correndo atrás e realizando.
Na verdade assim como bate certa angustia em se completar 30 anos, bate também certa felicidade em saber que os anos aprimoram o ser, pois sei que terei mais outras décadas para viver... 30, 40, 50, 60... o que vale é que vivo cada instante como meu ultimo suspiro... VIVO MUITO!!!

Obrigada Deus, por essa oportunidade de estar nesse mundo mais uma vez, tentando acertar minhas contas retroativas, para dignar meu ser perante ti...

Te amoOo
JanNe (ou Jana, Janaína, Jan e até Janita) 


P.s.; Obrigada mãe por todo amor e dedicação em me receber. Te amo tanto, e mesmo você quase ter esquecido, valeu o abraço que dei em você nessa data, com certeza és meu melhor presente.
Aos meus amigos que se lembraram de mim nesse dia especial, um beijo enorme na alma. Amo todos vocês igualmente.

E pra comemorar como realmente gosto, eis meu amadíssimo Bon Jovi


quarta-feira, 5 de outubro de 2011

** t VejOo **

O vento do silencio invade a madrugada, zumbindo em meu ouvido, me acordando...
E logo meus pensamentos, desatam os nós que fiz, e procuram uma saída justa.
Vivo ou morto, encontro você nas poucas lembranças e chego a sentir seu cheiro, o que mais me maltrata.

Estou rendida numa trégua imaginaria!
Vou até você...
Tornou-se meu segredo oculto.
Algo ilusório, que só eu enxergo... Palpo e busco de vez em quando, principalmente em dias frios e chuvosos.
É neles que me sinto mais próxima.
Porque sinto nas pontas dos dedos ainda suas lagrimas, suas reais frustrações, teus medos.
O sorriso vem em seguida, iluminando o rosto molhado onde tantas vezes beijei, como se meu amor fosse capaz de sanar qualquer desespero.
E assim eu fazia surgir o sol...
Te encorajava a escalar a montanha, pois de qualquer forma eu já estaria lá perto do horizonte...
 Sabe, ainda me encontro lá.
Toda vez que sinto sua presença.
Sem perceber me aproximo e te encorajo cochichando nos teus ouvidos, para que siga...
Te ver bem, de certo modo, me tranquiliza. 
Também caminho, não tenha duvidas.
Desviando em momentos eu sei que tropeço, mas sem cair.
Logo a saudade se esvai e os sonhos tomam conta de mim...

JanNe



sexta-feira, 23 de setembro de 2011

** SuA pOntE **

Hoje deixo de lado o meu eu e incorporo seus sentimentos.
E já logo de cara, refletindo diante dessa dor, vejo que o mesmo que uma andorinha sozinha não consegue fazer verão, também, um coração solitário não sobrevive por muito tempo.
Nada sobrevive de migalhas, nada se faz inteiro pela metade e não se obtêm uma história perfeita com apenas um personagem.
Falta muito para se considerar palpável a tal felicidade. E faltará sempre que se agarrar ao pouco e se sentir satisfeito.
E então segue, bebendo goles de modéstia alegria...

E até quando eu te pergunto coração... Até quando pulsará vivendo de momentos?
E olhando esse amor, sinto tanta vida nele.  Talvez tenha ganhado coisas que ninguém tenha dado... Talvez tenha fantasiado o perfeito, o sonho... e então o surreal trouxe-lhe dias diferentes.
Sei que os dias são mais vibrantes quando se vê além... 
Mas no mesmo instante que se sente tragado por uma dose extra de alucinações perfeitas, sentem-se espasmos da realidade te puxando a força a tona.  Então a escuridão embaça sua visão na estrada e o caminho torna-se apenas você e seu amor carente sem rumo. 
Lágrimas!
Que molham o rosto tão acostumado com elas e que preenchem quase sempre as lacunas de uma vida.
Quando foi a ultima vez que pensou em si? Quando não deixou ser levado por este amor inconsequente e que te rouba o sossego??
Faz tempo que se esconde atrás de você mesmo, como se as fugas te deixassem fortalecido... Mas eu te digo... Ao se encontrar, saberia muitas respostas. Saberia o que se deve fazer e enxugaria você mesmo suas lagrimas antes que elas se secassem com o vento.
E o amor, teu fiel companheiro seria guiado pela razão, a qual te falta em noites sem estrelas. Não se sentiria tão perdido.
E assim, a ponte que te levará aos caminhos escolhidos em outros tempos se materializaria em sua frente, onde sempre esteve! 
...mas você faz sempre tanta questão de não vê-la.
                                     (reflita) 


by JanNe

P.s.; Este texto é uma dedicatória a uma pessoa especial. Foi o que deu pra sentir daqui nesse exato momento. Talvez seja só mais um momento, mas as palavras ganham tanta vida, mas nem sempre estamos tão preparados para conviver com essa vivacidade toda. Espero que tudo fique bem.








segunda-feira, 19 de setembro de 2011

** TraNsiçÕes **

P.s.; Desculpem minha pequena ausência, mas os dias estão tão curtos como meus pensamentos ultimamente. As palavras certeiras estão descansando em algum lugar dentro de mim... Então encontrei esse texto da diva "Clarice Lispector" - a qual venero muito e traduz bem meu momento. Estar com o coração vazio dificulta um bocado a produção de bons textos, mas posso garantir que estou pondo a casa 'em ordem' e como sempre, espero ansiosa que meu lado sentimental me devore!!

Super beijoOo
by JanNe

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

** ImiGranTe dO AléM **

Abaixe esse punhal, não sou tão perigosa assim.
Sou eu lembra-se?
A que desvendou os códigos da felicidade e escancarou as portas desse corredor sem fim.
E sem pestanejar, seguia-me de olhos vendados.
Agora é só desconfiança e me intitula de “Witch” na penumbra.

Ah! Divirto-me em gargalhadas feito a tal.
Meu lado mocinha escorreu pelo ralo,
Os encantos hoje assombram,
E o que deixo, são apenas rastros de mim.

Talvez um protótipo de erros e frustrações.
E nos moldes modernos insinuam-se culpas como fugas,
E tudo vai para o fogo.
Cada pedacinho do que fui enforcados
por medos como forma de punição drástica.

Um jeito mórbido e autodestrutivo em se livrar da minha magia.
Que outrora foi transparente e inofensiva
E agora me repudia.
 
A mercê dos tropeços me recomponho.
Desdenhando das pedras
E das falsas alegrias.

Então a paixão que fique como imigrante ilegal na minha vida!

(by JanNe)










segunda-feira, 22 de agosto de 2011

** A LaDeiRa Q TráS saUdAdE **

Sou viajante sem mala e descalça, quase uma andarilha, a única diferença é que mesmo entorpecida sei meu rumo.
Sei por que ando de mãos dadas com um anjo e ele vai cantando pelo caminho... Canções alegres e tristes. De saudade, de vazio. De êxtase, de pura vida. Um misto.
Tem lugares que meus pés doem, sinto cansaço e frio.
Mas em muitos outros, a beleza natural paralisa meus olhos... são tantas cores, tantas ruas diferentes e a tal ladeira da saudade...

É nela que recuso a passar, mas o anjo me puxa a força, me faz chorar.
Descontente, vou soluçando...
Quanta maldade naquele que jurou me cuidar!

Tento desapegar de sua mão firme, mas ele não permite. Segura até fazer meus dedos doerem e alimentando meu ego de coragem, sigo ladeira abaixo.

Tudo que há nesse lugar me é familiar. Vou olhando com cuidado – olhos assustados.
Ate o ar tem cheiro adocicado. E muitas das pessoas que vejo, sinto vontade de abraçar, tocar.
Saudade – saudade – saudade.
Das pessoas, das pedras que machucavam meu andar, do vento, do céu, das casinhas humildes, do barulho do riacho...

Quando foi que vivi por aqui? Quando decidi partir?
E o anjo sorriu percebendo meus conflitos internos.
Enfim viramos a esquina da ladeira e olhar para trás ainda me deixou extasiava.

Foi então – que mais calma, pedi para sentar debaixo de uma arvore – aquelas primaveras que tanto gosto. Meu amigo fiel, ao meu lado, feito cão de guarda. Brincava com as pedras, como esperando por meus questionamentos e minhas descobertas solitárias.

Então percebi que tudo é feito para não durar.
Tudo é passagem nessa vida de muitos dias. Mas nada dura além do que lhe é decretado divinamente.
A ladeira que passei é meu passado, redesenhado como cada pedacinho da minha historia particular. Mas que existe apenas na minha memória. Há objetos, fotos, pessoas no meu agora que ainda me transporta a essa mesma ladeira, mas só eu sei como chegar.

E o anjo é meu presente. Meu amanhã, meu futuro daqui a meio segundo!


by JanNe
 





domingo, 14 de agosto de 2011

** Só Hj é SeU diA? **


Desejo a todos os pais, um dia abençoado, diferente... Onde se possa enxergar o amor latente e dar vazão para que ele respire e se mostre vivo.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

** Pq t.AmOo **


 

P.s.; Quando a Saudade aperta, eu me refugio em meus arquivos. Acho palavras ainda cheias de vida que um dia se escorregaram do coração até as pontas dos meus dedos... A lembrança é um transporte gratuito, feito vagão sombrio. Entro, me sento e vou até a próxima parada. Desço com uma sensação estranha, um aperto. Mas sei que o caminho é diferente... e só meu como sempre!  11.08.11

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

** FloRes X PeSsOaS **

O vento dissipa as folhas das margaridas e rosas, pois sopra com força. E tudo se vai. Houve momentos que achei que a paisagem colorida fosse desaparecer diante dos olhos em frações de minutos, sem me dar chances de correr e salvar algo do jardim imenso. Mas há sempre um tempo. Há sempre uma opção diante de olhos desesperados.

E então sinto o cheiro delas.
Das flores que nem percebi, mas que estão intactas.
Afinal elas gostam da ventania, foram feitas para suportar o mal estar súbito do tempo.
As tempestades as alimentam e renovam suas estruturas frágeis.
E o sol suga suas energias, mas é também algo necessário.

Boba fui eu, que corri pra deixa-las protegidas e não vi o obvio.
Tocando-as, percebi o quanto somos parecidos (as) com as tais flores. Resistentes quando achamos que somos fracos e fracos quando acreditamos sermos fortes.

Deveria ser ao contrário, não acham?

Mas não se tem explicação para isso. É além de mim, de você e daquele que quiser entender.
Só sei que as margaridas encantam meu olhar e as rosas me embriagam tamanha sedução de suas cores variáveis.

As margaridas brancas simbolizam meu espirito.
E as rosas eu tenho medo de tocá-las...
Sempre, sempre me machucam com os espinhos - e estas sim são parecidíssimas com as pessoas:
 
“Hipnotizam com a beleza exterior. Exalam cheiros que impregnam. Mas antes que se desabrochem para mostrarem a beleza única de seus botões, os espinhos ferem rapidamente num toque simples”.

Se for valer a pena continuar com a tortura, tente sempre sentir sua dor minúscula. Ela pode ganhar proporções ou também ser sanada com o contato continuo. Tudo depende de suas escolhas e de até aonde se deixa machucar.

Há outras flores que também se comparam com pessoas e que não ferem! Mas muitas vezes são tão exóticas que assustam só de olhar. Acho que nessas se pode confiar hein.
Na verdade, os anos me ensinaram a gostar da simplicidade delas e das minhas serenas margaridas... Do que me deixar perturbar por lindas rosas.


- by JanNe







sexta-feira, 5 de agosto de 2011

** Na medida exata **

O que sinto preencheu o copo e escorreu...
Foi desperdiçado em pequenas quantidades. Mas suficientes para me deixar irritada com a molhadeira sobre a toalha de mesa.
Detesto bagunças. Detesto ter que limpar tudo sozinha.
Mas acabo fazendo, com a certeza que vou deixar tudo melhor que antes.
Ouço uma música e na fumaça redonda do cigarro eu domino os devaneios, vou criando coragem.
Meu primeiro instinto é jogar o copo todo fora. Se não serve para grandes quantidades, não serve para mim...  nada de esvaziar pela metade, alias odeio metades, seja lá em que situação.
O jeito é tomar eu mesma doses moderadas de bom senso.
Ráh! A sorte é que não me embriago fácil...
Sempre preferi encher os copos alheios a os meus... Esses eu degusto com cuidado!
 by JanNe (a metáfora em pessoa hehehehe)