quinta-feira, 10 de novembro de 2011

** sAbOtaGeM d si MeSmO **


Há ruinas que o tempo não dissipa com seu assopro.

Elas mais parecem fantasmas de um tempo perdido. Seguras de si, imponentes.

Mas o que ninguém percebe é que para destruir, basta um leve toque e tudo balança. Fortes estruturas enigmáticas, mas sem vida. Basta o ponto certo para que tudo venha abaixo.

E assim, mantemos certas ruinas em nossas vidas por anos, décadas e inclusive até o fim.

Para que precisamos de um campo onde a visão é apenas o passado?
Para se lembrar, isso eu já sei. Mas qual a finalidade?

Causar dor, ressentimento. Para atestar os fracassos e se torturar toda vez que a voz da critica te questiona em dias sombrios?
Ah, não precisamos disso.
Mas as ruinas tornam-se deusas, intocáveis... Cheias de poder.
Eu ando criando coragem para enfrentar algumas delas e destruí-las. Demorei, sei bem disso. Mas somente com o passar dos anos é que vemos que ao invés de nos tornarmos fracos é que achamos o pote de ouro do amadurecimento. 

Descobri que tem coisas e até pessoas que devemos deixar para trás. Feito ruinas, feito um lugar que só a poeira habita. Não cabe meu amor mais ali. Minha dedicação, minha luz. É apenas uma desova de sentimentos, onde começo a arrancar de mim e me desfazer. Os dias vão transformar tudo em pedras rochosas, com faces desenhadas talvez. Com momentos cravados em um risco sem fim, mas só se assim eu o desejar.
Mas, tem casos que faço questão de esquecer. 
Não se precisa sentir sede de coisas que já se foram, pois a agua já não transborda o copo a frente. É meramente ilusão.
Ilusão e apego. 
Nos sabotamos toda vez em que achamos que somos felizes com o irreal, com o que já se teve forma e se desfez feito fumaça. Somos felizes sim, com aquilo que está preso entre as mãos, sólido, de verdade e que mesmo que essa mão se abra, não vai escorrer... vai permanecer ali. 
Do mais, prefiro que minhas ruinas se desfaçam... que virem poeiras e escorram por entre meus dedos calejados.
Haverá o que se plantar nesse terreno, mas preciso dele vazio.
Para um novo amanhecer,
para um novo começo. 
E aí, topas fazer isso?

(by JanNe)

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2 comentários:

♥ Xand@ ♥ disse...

Ehhh amiga...muitas vezes o empurrãozinho pra derrubar de vez essas colunas, devem partir de nos mesmos.

Lindo Post...Bjão!!!

Janaína Pupo disse...

Minha amiga, sou tua fã, já te disse?
Meu... vc manda muito bem!
Beijos linda