sábado, 31 de julho de 2010

** Ela siM é QuEm nOs pRenDe **


16:50h – Solte a borboleta!

Um termo forte.
Acredito que muitos seguem a risca.
Mas essa tal ‘borboleta’ às vezes mesmo com a porta aberta, insiste em ficar.
Reduz a fraqueza humana a nada e ainda assim continua ali a “borboletear” nossos caminhos.
A beleza paralisa o olhar.
Suas asas são indiscutivelmente ágeis, belas... E suas cores são o que mais seduzem.

Fico pensando... se ela sair por esta janela escancarada... será que voltaria para me fazer compreender que realmente é minha? Ou então me deixaria a triste ausência?
É... Infelizmente ‘borboletas’ são seres indomesticáveis. Por sorte ou azar, talvez.
Mas na minha opinião se elas sabem ou sentem que o caminho está livre e não desaparecem nesse céu azul chamativo, quer dizer que realmente no fundo ela sabe que me pertence.

Um pacto de amor entre o que prende e ao que está preso.
Seria então sentimentos chamados de ‘borboletas’?
Por isso eles surgem do nada, permanecem... e quando nos cansamos o soltamos ou enclausuramos?

O coração deve ser mesmo um jardim de flores raras, pois em cada primavera surge sempre uma nova borboleta. Um ser pequeno mais com uma capacidade impressionante de se intrigar.

Pessoalmente não gosto de prender nenhuma borboleta no meu jardim. Sempre deixei as janelas abertas para que elas partissem... seguissem seus próprios caminhos e retornassem. Umas voltam, outras não e as que eu mais achei perfeitas se foram.

Nem sei se fiz o correto ou o melhor para elas deixando que as janelas permanecessem sempre abertas, pois estou preocupada mesmo é em cuidar das flores do meu jardim e não com as visitas de borboletas.
Mas entre um amanhecer e outro, tive que notar a presença desse ser sublime me rodeando. Com cores irradiantes, uma leveza a qual eu jamais tinha reparado...

Corri e a cerquei. Prendi entre minhas mãos com todo o cuidado. Enquanto ela esteve ali – mesmo com tanta insegurança – tentei mantê-la com todo meu carinho.
Foi um momento único, mas quanto mais o tempo passava, mas aquele doce ser se cansava, ela precisava do jardim...
Precisava ter sua própria liberdade...E senti com um toque toda sua angustia e minha covardia.

Então como se estivesse fazendo a pior coisa da minha vida...  abri as mãos para que ‘a minha borboleta preferida’ pudesse voar...

Ela se foi. E eu fiquei e ainda estou olhando-a de longe... cada vez mais distante e próxima da janela, para o meu desespero...
Não há mais nada que eu possa fazer se ela escolher passar por entre as janelas de vez e sumir da minha visão egoísta.
O difícil é aceitar que se vá para sempre. Mas já que não tenho mais sua doce presença em minhas mãos, sinceramente não me importo, chegando muitas vezes a me pegar desejando sua partida o mais breve.

Mas nada depende de mim. A borboleta dos meus sonhos insiste em ficar por enquanto... e permaneço tentando cuidar apenas do jardim sem olhar muito para ela...

Assim que deixo minhas flores lindas, tirando dentre elas as ervas daninhas, paraliso naquilo que não quero ver... Mas acabo rendida.
“Borboletas ou sentimentos”, seja lá que nomes lhes são dados... Descobri que são eles a nos prender e não o contrário...


by Jana

Talvez seja hora de rever a frase:
 “Solte as borboletas... se elas fugirem nunca foram suas.... mas se retornarem... é que sempre foram (suas)”.
.

sexta-feira, 30 de julho de 2010

** As CorEs HojE sUmiRam **


Silenciosamente acordei hoje e como de costume meu primeiro ato é abrir a janela da sala e deixar que a brisa da manhã me abrace carinhosamente...
Instantaneamente ouvi uma música... Daquelas que saem de dentro da gente e que é mágica.
Ela me trouxe saudades... senti o coração se encolher e as emoções vieram com força...
De olhos fechados resumi momentos em frações de segundos... 
Talvez eu tenha acordado sensível...

Na minha mente uma única frase: ... Você parece àquela pessoa querida que foi viajar... que demorou anos... mas que voltou pra mim...
Ouvi também... ‘pequena’... ‘princesa’...
E pra finalizar... ‘se cuida’...

Chorei.
Era tão cedo e eu já me sentia tão estranhamente triste.
Já sabia que o restante do meu dia seria aquele velho dilema... matar e morrer.
Mato diariamente partes de uma história, mesmo sabendo que morro em cada tentativa.

Na boa, estou muito... muito cansada disso.
Hoje estou bem, daqui a cinco minutos não estou... se hoje esqueço, amanhã as lembranças vêem e detona comigo... se vejo cores, num instante tudo fica cinza...

Sim... estou melhor... estou...
Mas eu não me engano mais.  Não sei mais disfarçar.
“Papai” estancou o sangramento da alma, mas eu ainda não esqueci.
E me revolto como agora...

Eu deveria seguir, ignorar, ser mais forte... mas ainda existe esses meus momentos de trevas – como agora. Não olharam para trás para saber como estou, o que senti ou pelo menos respeitaram o meu momento... nada... nem desculpas eu ouvi... isso me entristece.
Nunca tive a certeza das incertezas. E nem saberei os porquês... era tudo que eu queria ter perguntado e não consegui.

Coisas que o tempo não cura.

(...) lágrimas.

Eu peço desculpas pelo hoje... a “Papai” principalmente. Pois acabo permitindo que esses momentos ganhem vida e me reduzam. Mas são coisas que ainda sinto. Um amor apenas meu, mas que luto para expulsá-lo daqui... Talvez tenha sido a única coisa verdadeira nisso tudo... Talvez por isso que está sendo tão difícil apagar seu brilho...

By JANA
...uma página a menos.
Amanhã será melhor, tenho certeza disso!

quarta-feira, 28 de julho de 2010

** As CoRes tEm VidA **


Correria total e eu maravilhada com tantos acontecimentos...
Nem para postar estou com tempo mais, afinal essas provas estão me sugando... eita coisa boa! Afinal conhecimento nunca é demais, ainda mais se tratando daquilo que realmente gosto de fazer e faço com amor.

Hmmm amor... falando nisso, descobri uma nova paixão em minha vida e eis o motivo que estou altamente maravilhada... digamos que fui resgatada daquela ‘tristeza’ e estou tendo meu mundo invadido pelas minhas cores tão queridas.
Descobri que há várias formas de se amar... várias formas de entregas... vários ângulos desse sentimento tão sublime. Infelizmente fui apresentada ao lado negro do amor (é... isso existe!) e as experiências não foram nada agradáveis. Mas não dizem que até mesmo na dor se aprende algo? Então... estou aprendendo. Um jeito mesquinho de se enxergar o lado bom estando em meio a uma escuridão em que eu imaginava não ter fim. Mas há sempre uma luz a qual nos recusamos a enxergá-la quando o que mais queremos é morrer para o mundo... ela até atrai, mas nesses momentos queremos mesmo é ficarmos quietinhos, tentando amparar esse sangramento imaginário que não cessa... não cessa... devido a nossa teimosia ou falta de coragem.

E graças ao “Papai” minhas forças foram renovadas.
De um jeito ou outro eu sai de onde estava e me obriguei a ser feliz a todo custo.
Foram momentos complicados, onde a melhora vinha com a piora. Onde o sorriso iluminava rapidamente e depois se apagava feito a chama de uma vela exposta ao vento.

Ainda sinto amor... pra que ser hipócrita?
Mas ele tem suas cores originais e ficará em mim até quando resolver dar o fora. Sou fiel a ele quando menos espero e me surpreendo com minha fidelidade. Mas ‘Papai” sabe o que faz e é ele quem cuida agora, não mais euzinha aqui.

Escrever em novas linhas me trouxe uma certa habilidade que eu achava que tinha, mas agora é tudo tão diferente.
Consigo falar de mim numa boa e tento ao máximo não expor esse lado que me levaram embora numa amputação drástica.

Hoje faço dia sempre dentro de mim – como se nunca mais anoitecesse. Fujo da noite e das suas frustrações... convivo com ela sem notá-la, sem admirá-la (já que sua brisa me trás emoções adormecidas – não preciso mais disso).

E quando tudo vem com força eu corro para os braços de “Papai”. Entrego a ele a alma que eu já não sei mais amparar. E assim volto em mim.

Assim as cores ficam azuis, brancas, verdes, amarelas, rosa...
Choro de alegria em saber que dessa vez as compassadas do meu coração não vão mais me trair.

Isso me basta!
Isso me faz feliz.

By Jana

domingo, 25 de julho de 2010

** ApRenDa SeMpRe **


Eu aprendi...
...que ignorar os fatos não os altera;
Eu aprendi...
...que quando você planeja se nivelar com alguém, apenas esta permitindo que essa pessoa continue a magoar você;
Eu aprendi...
...que o AMOR, e não o TEMPO, é que cura todas as feridas;
Eu aprendi...
...que ninguém é perfeito até que você se apaixone por essa pessoa;
Eu aprendi...
...que a vida é dura, mas eu sou mais ainda;
Eu aprendi...
...que as oportunidades nunca são perdidas; alguém vai aproveitar as que você perdeu.
Eu aprendi...
...que quando o ancoradouro se torna amargo a felicidade vai aportar em outro lugar;
Eu aprendi...
...que não posso escolher como me sinto, mas posso escolher o que fazer a respeito;
Eu aprendi...
...que todos querem viver no topo da montanha, mas toda felicidade e crescimento ocorre quando você esta escalando-a;
Eu aprendi...
...que quanto menos tempo tenho, mais coisas consigo fazer.


Shalon Pessoas!
Gostaria muito de 'aprender' a retratar meus momentos felizes, mais ainda não consigo. É um falha minha, mas é que nessas horas as palavras se perdem e eu fico calada.
Muitas coisas boas e maravilhosas me aconteceram esta semana... reencontrei um alguém especial e que devolveu meu sorriso, resgatando-me das minhas próprias profundezas...
Sinto que as cores estão cada vez mais fortes, que muita coisa em mim está diferente...
Estou feliz.
Um beijo e espero que gostem da repaginada do blog... 
o rosa sempre foi uma cor de paz pra mim...

bjux na alma


quinta-feira, 22 de julho de 2010

** EsPeRanÇa **



Haviam milhões de estrelas no céu. Estrelas de todas as cores: brancas, prateadas, douradas, vermelhas, azuis, etc...
Um dia, elas procuraram Deus e lhe disseram:
"-Senhor Deus, gostaríamos de viver na Terra entre os homens."
"-Assim será feito." Respondeu o Senhor "Conservarei todas vocês pequeninas, como são vistas e podem descer à Terra."
Conta-se que naquela noite, houve uma linda noite de estrelas. Algumas se alinharam nas torres altas das igrejas, outras foram brincar de correr com os vaga-lumes nos campos, outras misturavam-se nos brinquedos das crianças e a Terra ficou maravilhosamente iluminada. Porém, passando o tempo, as estrelas resolveram abandonar os homens e voltar para o céu, deixando a Terra escura e triste.
"-Por que vocês voltaram?" Perguntou Deus à medida que elas chegavam no céu.
"-Senhor, não foi possível permanecer na Terra. Lá existe muita miséria e violência. Muita maldade e injustiça..."
E o Senhor lhes disse:
"-Claro! O lugar de vocês é aqui no céu. A Terra é o lugar do transitório, daquilo que passa, daquilo que cai, daquilo que morre, onde nada é perfeito. O céu é o lugar da perfeição, do imutável, do eterno, onde nada perece."
Depois que chegaram todas as estrelas, conferindo seus números, Deus falou:
"-Mas está faltando uma estrela, perdeu-se no caminho?"
e um anjo que estava perto respondeu:
"-Não Senhor, ela resolveu ficar entre os homens. Ela descobriu que seu lugar é exatamente onde existe a imperfeição, onde há o limite, onde as coisas não vão bem, onde há luta e dor..."
"-Mas que estrela é essa?" Perguntou o Senhor.
"-É a ESPERANÇA, Senhor. A estrela verde. A única estrela desta cor. E quando olharam para a Terra, a estrela não estava só. Havia uma estrela verde no coração de cada pessoa, porque o único sentimento que o Homem tem e que Deus não tem é a ESPERANÇA. Deus já conhece o futuro, e a ESPERANÇA é próprio da pessoa humana, próprio daquele que erra, daquele que não é perfeito e daquele que não sabe como será o futuro.

"Bem-Aventurado aquele que tem o Deus de Jacó por seu auxílio, cuja esperança está no Senhor, seu Deus"(Sl 146:5)


by Jana

sábado, 17 de julho de 2010

** As pAlavRas SãO pOrTas da AlMa **


εïз

Acabo de me surpreender com o livro “A Cabana” de William P. Young.

Uma história de morte, de perda e buscas. Capaz de arranhar qualquer conceito religioso, pois Deus nunca foi falado de uma maneira tão simples, tão cheia de amor. Me surpreendi quando li certas coisas e me deparei com minha própria maneira de ver o mundo, utilizando minhas tão famosas ‘cores’, palavras e questionamentos infinitos.

Toda e qualquer resposta, seja lá para qual assunto for... Encontram-se adormecidas dentro de nós mesmos, mas por cargas d’águas somos mesquinhos o suficiente para não enxergar nada... somos absolutamente escravos de uma visão de vida totalmente infundada e viciosa.

Deus, Jesus e o Espírito Santo é a resposta.

Três personagens mais que reais e que fazem toda a diferença.

O que ser sem eles? Como viver sem senti-los? Como eu estaria agora se não fosse por eles?


E assim como indago, todos sabemos as respostas.

Há diversas maneiras de se 'estar com Deus', essa luz divina que preenche toda e qualquer lacuna, é a cura de todas as enfermidades e o sorriso mais sincero para os tristes.

Não há solidão ou vazio quando se tem a alma repleta dessa luz inquestionável... Ela aquece a alma e cega qualquer sobra de sofrimento.


Como desconhecedores dos mistérios divinos, somos falhos, mas Deus sabe o quanto buscamos e como buscamos... se com amor ou não, se com verdade ou mentiras... Ele é o único a saber as veredas do nosso coração.


E como sempre costumo dizer... há dias que entrego os pontos... que sento no chão e choro feito criança e permito que nuvens negras me afligem e que minhas cores fiquem negras. Natural.

Mas no mesmo instante, compreendo que esses momentos sempre foram necessários em minha vida, pois é neles que me descubro, que me acho... cresço.


Se estou altamente sensivel é porque não aprendi perdoar certas coisas, talvez uma única coisa. Mas esse livro abriu um pouquinho minha visão e confesso que estou tentando e como está escrito, o perdão não é esquecer-se de um acontecimento... é você se livrar desse peso (como tirar as mãos do pescoço dessa pessoa que nos magoou, mas sem ressentimentos... porque a dor será lembrada... só que não terá tanto impacto se não dermos tanta importância). É mais ou menos isso, só lendo o livro para compreender melhor.

Bom, creio em Deus, Jesus e no Espírito Santo que logo estarei restaurada e postando aqui coisas boas...


Pois Deus está em mim e eu estou nele!



“Obrigada Papai”

εïз

by Jana



P.s.; Ao pai da Bruna uma felicidade inquestionável. Parabéns.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

QuEriA enTendEr...

Recados para Orkut


É... um texto bonito, mas vale ressaltar que o bom senso sempre deve permanecer... pois toda loucura de amor é válida, mas quando se termina seu prazo de validade (o encanto acaba) temos que estar preparados para a realidade.

Amor, ódio... duas coisas que caminham lado a lado.

Hoje amo.

Amanhã odeio.

E depois esqueço.


Como tudo pode ser ao contrário.

Até parece que sou a única que torce contra, mas não... creio que sou a maior torcedora do amor, só não gosto quando ele machuca, deixa suas cicatrizes horríveis e que ferem dia a dia a alma. É sinal que nada foi válido, que o tempo foi perdido e o amor não existiu... restando arrependimentos tortuosos...


Nunca vamos entender de fato o coração do próximo, pois embora ele bata ou tenha o mesmo formato anatômico que o meu, as emoções serão sempre diferentes.

O foda é conseguir amar esse ser tão estranho estando totalmente no escuro.


Risco... tsc, tsc...

Um mal necessário.


Boa Sexta

Inté +


bjux

JanNe



terça-feira, 13 de julho de 2010

** tAlVez PaSsE **


Sei que o grande erro está em exteriorizar meu próprio mundo, mas as palavras tem vida própria, gesticulam, pulam para fora e segue sem pudor algum.
Tenho noção de que podem ferir, ultrajar o que menos desejo, mas quando me permito a viver nessas linhas, falo apenas de mim e minhas próprias dores.
A convicção que o mundo mostra-se em diversos momentos com várias faces eu compreendo, talvez ele que não entende minha visão ou minha auto-análise individual.
Aguardo sim ansiosa a próxima primavera, onde suas cores e suas folhas estarão estabelecidas de vez e quem sabe até lá não modifico minha atual paisagem, onde o sol aquece, a chuva molha e o vento sopra e nada me toca de verdade.
Está sendo uma escolha, sem culpas.

E certamente todos passam por isso, mas cada qual tem lá sua própria estratégia de se imunizar, a minha é essa.
Certa hora me assusto, me revolto com meu comportamento. Há pessoas lá fora me gritando, mas finjo não ouvi-las e troco a presença pela ausência saciável. Como se ela saciasse minha sede e me amparasse quando deixo as lágrimas fluírem da alma, sem qualquer contestação... apenas vem e seguem seu destino. Nem isso machuca mais.

Seria uma fuga minha abdicar do mundo e acreditar nessa mentira que ele realmente não me faz falta?
Hmmm, tenho as respostas. E não me importo – no momento – de ignorá-lo por completo, pois cansei de procurar a felicidade por aí, cansei de acreditar nas coisas que parecem perfeitas ou pessoas acopladas a essências vazias ou meramente duvidosas. Sinto nojo disso.

A perfeição é nula. Não existe em lugar algum. O que é belo pra mim, é estranho para outros. Pois as diversidades desenham o que somos. E ainda assim, muitos insistem em aludir a própria convicção ou caráter. E ando de saco cheio disso.
Acaba tendo um preço altíssimo a verdade. O melhor é isolar a minha.

O alvoroço das emoções evidenciam meu momento.
A “grande tristeza” ainda caminha comigo. Já fui a lugares longes, pertos... já estive com pessoas doces e outras que pareciam não terem alma e já escutei trilhões de conselhos e mais... recebi abraços apertados (de urso como costumo dizer) e desejei que nunca mais me abandonassem (tamanha a necessidade de estar protegida), mas ela * não me abandona... e como minha velha e amada mãe diz, ela... estará presa no meu olhar.
É aí que peço desculpas a mim e as pessoas que amo e que tentam... tentam... e me acalentam com um amor desconhecido, mas que acaba tendo o efeito de ‘morfina’ pra mim... sempre dando alivio na hora que mais preciso.

Talvez a cura não exista. Talvez seja como uma cicatriz que ao mais breve toque, mostra-se amortecida e sensível... evidenciando sua natureza frágil e inconcebível.

“As palavras se perderam, paro por aqui”

(...)
by Jana

domingo, 11 de julho de 2010

** MigraM-sE As OpçõEs **

De repente paro e penso... como é fácil continuar a vida isolada do passado ou se perder no tempo mais uma vez.

As coisas vão passando e esse tic-tac maluco vai nos atropelando a cada instante e numa fração de segundos fechamos os olhos e apenas temos lembranças rápidas. Mata-se e morre-se também. Uma conjunção doida que muitas vezes é desnecessária totalmente.


Na verdade somos mesmo todos limitados. A vida tem seus limites... eu tenho os meus e você os seus.

Sei até onde posso ir, sei que devo retornar a partir de certo ponto e essa coisa mesquinha de liberdade acaba mesmo existindo como algo jamais palpável. Só ilusoriamente.

As opções de se viver são infinitas. Engana-se ou vive-se de fato.

Uns vivem sonhos outros realidades que gostariam que não existissem.

Um troca-troca nesse paradoxo mundo interior.


O que ocorre é apenas a liberdade de escolha e não a liberdade total, pois creio que nem os pássaros têm um caminho livre, seguem o imposto... suas rotas migratórias, as quais tem lá seus pontos de partida e de chegada, tais como dia e hora certas para acontecerem. O tempo é nosso destino ou talvez nosso dono.

Hoje planejei algo. Usei a liberdade do pensar, mas o tempo fez tudo diferente. Mostrou-me minhas limitações cruéis e que dependeria dele para me aproximar perto do que costumo chamar de meta.

Consegui! Mas jamais dependi da minha liberdade total e sim de escolhas. Pior, nunca sabendo se realmente era o correto ou o melhor.


Por isso nesse momento afirmo que faço escolhas.

Limito-me a ter opções as quais nem imaginava. Limito-me a dar vida a um sonho e o resto o tempo que se vire. Mas estou atenta a cada passo, vigiando daqui o que o senhor dos minutos faz com minha vida. Nada de vacilar.

Um dia eu e ele (o tempo) vamos nos separar. Talvez eu esteja caquética, desmemoriada ou sem forças e possa me entregar de vez, já que não restará muita ‘opções’, mas enquanto for o contrário serei eu mesma a segurar as rédeas dessa liberdade imaginária, brincando com o tempo nesse cabo-de-guerra sem fim, afinal não sou do tipo que se entrega fácil... tentar é uma questão de honra.


E é exatamente o que eu gostaria de poder dizer para quem está lendo... que TENTAR é uma dádiva onde o erro e a certeza caminham juntos, lado a lado. Seja sim escravo do tempo – pois não nos resta maiores opções – mas esteja atento para mudar de caminho quando se ver oprimido... pule, se jogue e se machuque se for o caso, mas pelo menos ‘tente’ fazer toda a diferença em sua vida. Pois as limitações está embutida em cada ser, basta saber como você enxerga a sua.


“O que não destrói, FORTALECE!”


Eis uma frase que instalei na minha alma em tempos limitados ou de transições como eu costumo dizer nesses últimos dias. Achei que havia morrido, mas não, eu me fortaleci e estou diferente agora...

Na verdade renasci... e mesmo que algo bata aqui dentro, aprendi a dominá-lo... Ouço apenas quando desejo e por horas esqueço-me dele, mas sei que é momentâneo, afinal afasta-se do tempo ilusoriamente quando o desejo é que tudo ao redor pare é fácil demais... mas ignorar essas batidas do coração é algo tão impossível que Deus só o permite, quando decide que chegou a hora certa.


Afinal, nada... Nada depende de nós.


(...)

by Jana

quinta-feira, 1 de julho de 2010

** AltEraÇõEs e RisCos **


Olá...

Ultimamente venho pensando muito antes de postar qualquer coisa. Fico tentando saber se as pessoas realmente lêem e entendem ou se escrevo mais para mim mesma. Criei um limite próprio e casual. Escrevo de emoções e raramente me autorizo a dar nomes a vidas importantes. Pois nunca sei como meu estado de espírito chega ou atinge o que mais ou menos desejo. Muitas vezes não quero atingir de fato nada e nem ninguém, mas as interpretações são imensas e diversificadas.


Em outros momentos penso que o melhor mesmo seria se guardasse tudo pra mim... sem expor... sem deixar gravado. Mas então não teria graça alguma manter esse blog (e vários outros) como vaidade.

E nem curto ter vaidade, pois alem do que propriamente a palavra diz em seu conceito, vaidade é querer machucar as outras pessoas, é ser egoísta, é ignorar que outros também sofrem ou que também tenham alma. O mesmo que ignorar os sentimentos alheios, pois pensa-se apenas em você em ostentar sua própria imagem.

Então o melhor é escrever, pelo menos é minha terapia predileta, ainda mais nesses dias em que não me encontro nada bem fisicamente... Essa elevação súbita da minha pressão arterial ainda vai me levar à merda! Ops, desculpem o palavriado, mas estou certa. E acabo de descobrir que esse fator vem acontecendo de Abalo de fundo emocional ... tsc, tsc... mereço!!


É o que sempre digo, quando a alma não está bem e não percebemos, o nosso corpo, nosso organismo nos faz descobrir isso de alguma forma, alterando algum processo bom e desencadeado esses males súbitos. O meu está aí aos berros...

Claro que sei que não ando muito bem, como diriam minhas cores secundárias. E até me assusto com meu comportamento inerte em certos dias. Mas não tenho culpa, simplesmente acordo assim... e termino assim... Pelo menos ainda consigo ser verdadeira comigo. Ainda não vejo graça pra sorrir, ainda não tive tempo para me curar, nada... Apenas tento atropelar tudo e estou buscando os meios certos pra isso. Porque nada e nem ninguém vai poder me ajudar além de Deus, nosso pai amado.


Ele tem minhas respostas e tem sido meu refúgio constante.

É o grande amor da minha vida. O qual posso confiar, me entregar, chorar sem ter vergonha, amar sem medo e ter a certeza que estarei sempre protegida. Pois ele não nos abandona numa esquina qualquer...está presente mesmo quando não enxergamos mais nada.


Os males eu vou com calma e paciência dissipando um a um.

O importante é saber que no meio disso tudo eu sempre me acho. Sempre tenho a bondade de cuidar de mim mesma como sempre fiz. Se olhar no espelho vou me ver como sempre... só preciso mudar a imagem interior que olho daqui. Grandes estragos me fizeram sem que eu tenha pedido...


Por isso hoje penso sim em como cuidar de mim e como cuidar das pessoas que amo.

Afinal o amor nunca deve ser mutilado.


(by Jana)