quarta-feira, 16 de maio de 2012

** Enigmas reais **




Todo final representa um momento doloroso, mas que precisava terminar. Dói, mas é necessário!
Assim, ando pondo fim em certas emoções que vivi,
Em amizades que não aprecio mais tanto assim...
Em amores degradantes...
Em fios enrolados a um nada.
Quero liberdade, mais sem retornos. 

A sensação que ando degustando ultimamente tem sabor amargo. De desprezo, como se não fizesse parte de mim e mesmo assim, me obrigo a provar. Não preciso mais disso!
Sinto-me fora. Ausente. E quando retorno, me xingo.
Como se encontrasse minha casa (minha vida) de pernas para o ar. Da maneira que jamais gostaria de visualizar.
Sento, choro. Reflito. Não lágrimas de/ou por fracasso. Mas por não desejar mais isso.
Sentimentos, amizades sem alianças, pessoas falsas e medíocres, as quais usurpam meu bem estar, meu infinito. 

A ânsia de harmonização interior vem sendo mais forte.
São meus dons que gritam.
Meus sonhos que me cutucam para serem reais.
Meus desejos ocultos que querem aflorar.
Mais para que sejam reais, preciso me libertar e limpar toda sujeira acumulada em anos de escuridão... 

Não há mais várias em mim. Restou somente uma. A que realmente sempre esteve ali, buzinando coisas certas em meus ouvidos... A que espiritualmente deveria ter seguido, mas desviei atordoada, feito criança malcriada. 

E nesses dias venho sendo cobrada arduamente por mim mesma. Cobrada em mudar as situações. Obrigada a respirar o ar presente, gélido... Mas como tem que ser, sem fugir disso. Como se voltar em si fosse uma promessa. Uma divida.  

Eu achei que não fossem necessários os perdões. Mas essa palavra tem poder. Tanto para quem os solicitam como também para quem os doa. Notei que através dos perdoes nos sentimos menos apegados, menos presos e assim saímos de nossas masmorras. E principalmente libertamos nossos reféns, íntimos do coração, da alma.

Ando libertando meus reféns para poder ser libertada também, essa é a mais pura verdade. Mas não existe êxito se tudo for pela metade, tem que ser algo por completo... Mesmo que haja dilacerações, tudo tem que ser deixado ir.

E por fim, sei que meu encontro está próximo. Sinto-o. Pressinto.
Como o vento sopra frio e trás consigo várias emoções, sinto que estou cada vez mais perto...

Da luz divina. Dos meus anseios. De mim.


by JanNa 

P.s.; Essa música embora não agrade qualquer um, ela é bem propicia ao meu momento espiritual e real... feita do interior para o exterior... e voar... (pense).










quarta-feira, 9 de maio de 2012

** ContiNuo **



 
Ei, sou eu lembra?
Ainda continuo falando em metáforas, incógnitas e ocultando nomes e sobrenomes. Ainda olho no espelho (mesmo que rapidamente) e deparo comigo sem muitos sustos, afinal nunca fui mulher de se grilar com as marcas do tempo e sim com o avanço das horas que se perdem num buraco negro da minha historia. Só eu sei o que vivi, o que senti até aqui. Tento explicar, mas fica sempre uma duvida no ar, uma observação se estou sendo compreendida ou meramente taxada de qualquer absurdo.
É, meus cabelos mudaram. Transformaram-se em loiros, caramelos, castanhos e pretos. Meu jeans já não é mais aquele que eu tanto gostava e até ontem eu ainda juntava nas gavetas, como forma de se voltar ao tempo.
Ontem eu ainda ouvia samba, rock... hoje prefiro entender a letra. Tiro dela meus sentimentos ocultos, revivo-os...  tudo calada, sem muito barulho.
Os sonhos?
Ah, estes continuam... brotam feito erva daninha, mato chato, mas que nunca temos coragem de limpar o terreno... mas é uma erva que só se faz mal quando é surreal. Do mais, penso , no que seriamos se não tivéssemos sonhado um dia.
Eu seria ainda uma criança, querendo ser gente grande. Ainda circularia pelas ruas apenas de calcinha... ainda choraria quando perdesse minha mae de vista. Estaria ainda num lugar qualquer da ponta dupla do passado. Mas sonhei alto. Sonhei ser quem sou. E eis me aqui.
Biologicamente as mudanças são inevitáveis. Rio para elas, como se quisesse dizer: “Ei, tô sabendo de vocês, mas fiquem aí paradinhas... porque ignoro o biológico para ser apenas espirito... e como todos sabem, nesse não se decifra idade alguma.
Ainda curto a sensação de se balançar sozinha. De ver meus pés flutuando, me dando impulso para ir cada vez mais alto... E a realidade me grita: “Mãeeee sai dai, você já cresceu” ou “Mãe, vc é doida... (risos).
Liberdade! Essa ninguém me tira.
Continuo calçando 34. Continuo me sentindo linda quando menos espero. Continuo critica. Continuo palhaça, boca suja... continuo ajudando, continuo sendo amiga. Continuo de TPM. Continuo tomando pílula... (hahahaha essa é boa).
Continuo mulher e menina ou menina mulher?
Sei la.
Eu apenas sei que o fio da vida ainda me liga: em pessoas, nas coisas, na natureza, sensibilidade e na família. Prende-me a um amor mau nascido e em muitos outros esquecidos.
Me prende a trabalhos sufocantes e me deixam em crise. Existencial, natural... real.

Só sei, que aqui dentro eu continuo a mesma. Imperfeita, mas ciente do melhor que faço por mim, por meus amores...
E assim finalizo, sabendo que sempre estarei da menina dos meus olhos, querida Janaína.
Prazer, essa sou eu!

** Jana, JaNne, Jan, Janaína **