domingo, 26 de setembro de 2010

** NaDa fAz SeNtiDo **

Talvez um pássaro possa seguir sem sua canção, talvez ele seria só mais um em meio a tantos solitários... Seguindo um frash de luz... Um horizonte qualquer...
Mas ele sabe que a jornada será complicada. Pois a saudade de sua canção vai ferir seu mais intimo do ser, abalando assim seu estado de espírito...

Mas o dever é continuar...
Há um caminho a buscar, mas silenciosamente isso se torna quase impossível.
Por mais que se depare com o cansaço e que suas forças estejam esgotadas... ele sabe que a rota anterior tem que ser esquecida. Quem sabe numa próxima vez, quem sabe um dia desses por acaso!

Nada faz sentido.
Sem sua canção, o mundo pára.
Só se ouve seu coração batendo inutilmente.

Onde ela foi parar? Porque deixou de sair sorrateiramente?
Porque tem que enfrentar tantas chuvas para reencontrá-la?
Não poderia simplesmente continuar dentro dele sem lhe roubar a vontade?

Mas ela se foi.
O dia amanheceu entre as folhas, e ela já não estava mais ali... Dentro de si.
Nada se compara a sua presença a lhe encher os pulmões de felicidade.
Nada trará mais alegria do que o seu puro som...

Ah canção!
Por algum motivo qualquer, hoje se esqueceu do pássaro.
Deixou-o sem rumo, voando alto... Mas sem motivo algum.
Ele segue com sua alma pequena, segue sentindo sua falta...
Talvez aprenda tudo novamente... Como te ganhar a confiança...
Mas será que será a mesma coisa??

Por enquanto, deixe-o com sua dor, a lhe torturar o tempo...
É o que penso...

(by Jana)
P.s.; Ao Gordo, meu irmão... um abraço na alma e muito obrigado por fazer parte da minha vida esse tempo todo (kkk ainda bem que crescemos, senão tínhamos nos matado)... Felicidades... que 'Papai' te proteja sempre! Feliz Aniversário.



quinta-feira, 23 de setembro de 2010

** CaRa ou CoRoA?? **


Irremediavelmente os dois lados da moeda incomodam... Cara... um destino todo certo... Coroa.... o lado errado, sempre.
Mas por cargas d’águas, o erro sempre é mais atrativo, ou melhor, mais atraente. E a confusão é imediata: O erro sempre vem com a desculpa de querer acertar, afundando os pobres de espíritos em suas criticas e culpas sem fim.
Talvez jogar a moeda para cima e testar a dona sorte não seja mais uma brincadeira saudável, a julgar pelos anos de vivencia ou conseqüentemente de erros profundos.

Acertar o lado certo é uma missão quase impossível. Levam-se meses, anos... tudo numa fração de tempo incalculável. Mas como toda sorte é ingrata e provida de uma certa sedução silenciosa, bate de vez em quando a porta de um moribundo qualquer. Bingo!
Da noite para o dia, eis que a figura abstrata se torna perceptível.
Tem seu papel mudado onde antes era nada.

Pés fincados e a rir da realidade quase intocável... certo que sua ilusão de ótica desprovida de qualquer reação... Verdade ou Mentira?
Afinal, há tanta coisa ruim por trás de encantos, que quando a realidade mostra suas garras, já nem se sabe o quanto e como se viveu no surreal.

A culpa é de quem, de Papai? Minha? Dele? Sua? Do Universo?

... Então a Deusa da Oportunidade passa faceira com seus cabelos sedosos ao vento...
Brincando com a moeda, ela anda lentamente. Em seu coração o desejo mais ardente é que sua presença seja notada e paralisada...
... Mas quando se menos espera, ela se foi! Você a deixou passar e sabe Deus quando retornará...
Ficando para trás apenas a moeda do destino ao chão...

E eis o momento mais complicado... o de se tomar uma decisão por qual dos lados optar, CARA OU COROA?
Um dos lados é altamente convidativo a gritar por suas vitimas... E o outro de tão correto e justo chega a ser calado, feito os tristes em suas profundezas. Esse jamais vai esboçar qualquer esforço, mesmo que seja mínimo, mesmo que seja por tão pouco tempo. Pois é você quem deve querê-lo e tomá-lo pra si.

E essa decisão, nem todos estão preparados.
Ainda continuo com minha moeda nas mãos, sem tomar partido algum. Ainda me sinto criança levada, a qual comete erros inesperados... e que “acertar” esteja um pouco distante.
Claro que o lado mais calado (o correto) me seduz... me motiva a conquistá-lo diariamente... e chego a gostar desse lengalenga...
O que você escolhe???
...
(by Jana)


sexta-feira, 17 de setembro de 2010

** PqNa EsTreLa **


Ainda estou com teus olhinhos pretos na memória!
E como o destino é altamente sarcástico, eis que isso me marcou de certa forma.
Foi uma visita planejada, diga-se de passagem, pra lá de combinada em busca de boas notas nas minhas atividades extras curriculares. Na verdade eu nem queria ir, talvez com medo do que encontrar, como reagir...

Fui pensativa no carro... um aperto do peito, uma sensação que não gosto de sentir...
Era uma casa dos sonhos... com janelas enormes pintadas de branco, largo quintal e uma espécie de imã me chamando...
Entrei!

Ao conhecer todas pessoas que ali dedicavam suas vidas, minhas mãos foram puxadas de súbito... Coração a mil, olhei para baixo... lá estava ela...
Uma menininha linda, cabelos pretinhos feito os da minha Luiza. Os olhinhos negros como a noite... me pedindo colo, atenção, carinho, amor, sei lá o que mais.
Meu instinto maternal se fez presente... Trouxe-a para junto de mim, não ignorando mais seus pequenos pedidos de ‘quero colo’ e beijei-a como uma mãe faz com teus filhos.

Perguntei sei nome... pois afinal, todas estrelinhas merecem o seu... e alguém lá no fundo respondeu... Ela se chama Emilly...
Então meu corpo estremeceu e senti lágrimas brotarem na minha alma.
“Emilly, Emilly”
Um nome particularmente especial pra mim.

Mas a essa altura, não era mais o nome... era o destino, o momento que importava. Uma vontade de levá-la comigo, de protegê-la... de dizer, você nunca mais vai voltar aqui...
Mas não pude. Assim como não posso fazer varias coisas nessa vida que certamente me renderia alguma felicidade.

De certa forma, o tempo me empurra situações que eu procuro fugir a todo custo. Mas mesmo sem entender, eu procuro não pensar muito, não tentar ligar fatos, nada disso. Tudo ainda dói, tudo é tão confuso, mas peço a Deus sempre que me livre e que me faça entender os porquês que me deparo sempre com coisas que não quero lembrar.
Quanto a Emilly eu tive que abandoná-la naquele lugar bonito, mas que no fundo, era mais vazio que meu coração...
Não conseguiria jamais me despedir dela... E ouvi-la me chamando de mãe por mais uma vez...

Sai pelos fundos.
Coração apertado, coração vazio, coração fora de mim.
Uma sensação de frustração por não se poder mudar o destino de ninguém.
Mas se era necessário que eu a encontrasse... Ah minha doce Emilly, deixei com você minha força de vontade, meu pequeno amor e profetizei que dali para frente tudo seria diferente...
Agora depende de Deus para que isso aconteça!
E sei que vai acontecer.

Um beijo doce minha estrelinha!

By Jana




domingo, 12 de setembro de 2010

** MeXa-Se **


...
Oscilou-se por um momento e perguntou-se num sussurro... onde estou, quem sou?
Pra onde olhava, sentia-se num vasto mundo desconhecido... e não se encontrava!
Parou cansado, sentou e olhou para os céus... era talvez a única coisa familiar, pois o resto de sua mente havia se perdido.

Confundido... um estranho dentro de si. Uma enchente de pensamentos, de porquês, de vontade de sair dali. Mas aquele era teu corpo, seus traços, seu querer. Em um lapso, lembrava-se de tudo, mas na verdade queria mesmo era esquecer. Uma luta desigual com seu interior agonizante. Não queria mais pertencer a aquela vida ou a aquele ser. Queria ser novo, pensar novo, ser diferente. Mas na vida não há muitas oportunidades quando se entra em guerra súbita com sua própria essência.

 Acreditava fielmente que bastava colocar as idéias em ordem, que conseguiria tal façanha de se mudar de alma – às vezes conseguia – noutras, era sua mais brutal decadência. Pois um homem não se pode mudar as coisas que já lhe foram traçadas num rabisco, num esboço até se fundir em obra prima. É e será sempre o que é. Nada de mudanças bruscas ou obrigatórias. Pois se redesenha através de empenho árduo, mas o que realmente é fica intacto para o resto de uma vida, quer queira ou não.

O que não entendia, era que não precisava trocar de existência – isso era algo impossível, quem sabe apenas numa próxima vida como se diz em certa filosofia. Sua única escolha era mudar os caminhos, escolher delicadamente cada um deles, tendo em mente a chegada ao final.
Somos os melhores em culpas, os melhores em desapontamentos, os melhores acusadores sem defesa. Destruímos a nós mesmos com nossa mente enterrada em o que se é certo ou errado. Nos condenamos a uma prisão interior com portas abertas.

E esse ser estava ali. Entregue as suas próprias culpas, seus erros e pesadelos. E na verdade sua consciência era mesmo a única a lhe apontar o nariz.
Poxa!! E ele esqueceu-se apenas de ser feliz!
Aturdido num mundo maluco, com regras absurdas seguiu atropelando tudo. E agora sente falta do que nunca se teve tempo para usufruir.

É certo que o destino esqueceu-o em alguma curva, abandonou-o feito um cão de rua, viciado em sua própria sorte. E como castigo, sentir a vida bater dentro do peito sem poder entregar-lhe rosas foi uma das piores coisas que poderiam ter acontecido.
O tempo lhe gastou a saúde, a malicia de se sorrir e subseqüente momentos importante da vida. Roubou-lhe os anos na cara dura, nunca lhe mostrou o rosto do amor e em troca, lhe deu uma vida sofrida.
Queria agora só entender o porque. Viu no esquecimento uma maneira de se aliviar da ansiedade das lembranças que gostaria de ter um dia, e não as que martelavam a memória... As mesmas de sempre, todas iguais.

Viu-se sentado em meio ao nada. Olhou para dentro de si e nada também. Olhou para longe e avistou o horizonte... sua única esperança, foi então que nasceu de novo sem se quer perceber...
Levantou-se e caminhou rumo a seus sonhos adormecidos!

******

Obs.; escrevo para os apagados de alma, para os tristes, para os que se julgam esquecidos. O tempo faz a vida correr, mas haverá sempre o momento de refletir e sem notar, mudanças vão brotar. Pois não há coração injusto, há sempre pessoas que se julgam incapazes de guiá-lo para o caminho que realmente faz sentido... O viver plenamente.
“ACORDEM OS SONHOS PESSOAS!!”

(by Jana)

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

** O rUim MesMo é Oq fiCa **

Destilando experiências românticas, eis que me lembro das coisas cômicas que definitivamente ‘ficam’ para reavivar cada momento. Ah, que coisa chata, mas dessa vez resolvi modificar o modo como encaro os fatos (e como os escrevo é claro) e nada melhor do que retirar o drama de cena e temperar essa vida com pitadas de sarcasmo.

Vão ser textos engraçados – prometo! Palavra de quem sempre quis ser escoteira – mas nunca nem passou perto disso (risos), mais ainda assim acreditem.
Voltando as cenas cômicas, eis que me lembro que em todo bom ou decadente relacionamento, sempre o que resta mesmo são as evidências de um romance naufragado... Falo de roupas deixadas para trás, objetos pessoais e até mesmo a bendita ‘escova de dentes’ que por um acaso e diga-se de passagem, mais um relaxo de minha parte, permaneceu lá... entrosada a minha, como uma companhia necessária.
Ah vai! Não me venham dizer que isso não é possível!
Por mais que um ataque súbito de ódio suba a mente e você queira num segundo esquecer uma grande ou pequena estória que viveu com essa ou aquela pessoa, as evidências da existência desse dito cujo permanecerão em seu território pessoal em algum lugar jogado, abandonado e esquecido. Afinal, não dá para queimar, jogar fora ou se desfazer de tudo num único ataque de loucura eminente e impensado.
E num dia desses, raros, no entanto, onde se está em casa sem nada para se fazer, a não ser fuçar em coisas antigas, parecem que esses velhos fantasmas nos assombram.
Sem aquele véu de paixonite aguda tapando meus olhos, descobri uma escova a qual não me pertencia... E que sorridente invadia meu mundo, sem um pingo de escrúpulos.
Aff! Fiquei furiosa. Pois primeiro a insensatez das lembranças me invadiu o ser (coisa de mulher eu diria, a qual primeiro recorda-se de tudo com carinho e por fim mete o pé no balde da sua própria tolice)...

Sai à caça de mais alguma surpresa desagradável e me assustei. Havia correntes, uma aliança do fracasso, cartas de um amor impróprio e até mesmo bilhetinhos onde a variedade de sentimentos me fez rir por instantes (é, acho que fui feliz outrora). Uma coisa que me deixou boquiaberta foi à descoberta de um vício... Simmm...Guardo fotos, sempre uma sobreposta a outra e até mesmo com certo capricho (achei uma loucura, mas confesso que faço isso sem nunca ter parado para refletir direito), apenas guardava e as remetia em algo que chamo de “minha mala de documentos ou coisas importantes”... e sua cor adivinhem?? Vermelha...

Ri gostoso desse absurdo. Logo eu, tão enigma observadora, nunca havia reparado nos meus próprios hábitos malucos. Claro que encontrei muitas outras coisas, tais como perfumes (alias, está aí uma coisa que nunca esqueço de um ex-amor... e pra minha sorte, meus ex’s queridos amados, nunca tiveram o cúmulo de confundir meu olfato... cada um teve seus cheiros próprios, inesquecíveis). Mas todos tiveram a prepotência de esquecer algo pessoal no meu canto.

Jamais faria isso. Pois quando me retiro de cena (como costumo dizer), recolho absolutamente todo meu time de campo, todo e qualquer rastro que faça minha doce presença permanecer viva de certa forma. Se deixei ou deixo algo, é mais que pensado e calculado – mas isso é raro também.
Se for para ser representada por alguma coisa, que seja pelo pouco amor que entreguei. Pois se entreguei essa dádiva, foi por pura fé, vontade e confiança... Do mais, prefiro ser absoluta para eu mesma e inesquecível para poucos... como em tão poucos deixei que restassem uma amizade diluída ao bom senso de que realmente valiam a pena.

Pelos menos essas coisas não assombram e não se descobre que devem realmente ir para o lixo mais próximo.
A limpeza foi feita, o que não foi nenhum trauma dramático ou patético!
Ou será que ainda esqueci algo??

(risos)

(by Jana)


segunda-feira, 6 de setembro de 2010

** PriNcíPes & pRinCeSas **


Leiam...

Um certo dia, de tão monótono que estava seu dia e sua vida, levantou-se daquele pobre sofá caindo aos pedaços, vestiu aquela camiseta surrada e que dirá sua calça jeans preferida, procurou entre a bagunça sua carteira e achando as chaves do velho carro, saiu.
Na cabeça um único pensamento... uma certa vontade de encontrar aquela mulher que lhe roubasse o sossego, chegou a invejar até mesmo os amigos e suas esposas grudentas, ciumentas e lunáticas. Queria algo, mesmo que fosse ruim. O importante mesmo era ter.

Mas onde procurar? Que horas procurar? E como procurar?
Estava cansando – coitado – dessa vida mesquinha onde sua fiel companhia era a latinha de cerveja vazia jogada em qualquer canto da casa, seus chinelos gastos e sua vida solitária.
Na casa não havia ordem... mas mesmo assim, acostumou-se a ver tudo no lugar mesmo não estando, afinal pra que organizar?
Não havia vasos de violetas nas janelas... e muito menos lençóis metricamente esticados...
Nem mesmo no banheiro havia qualquer sinal aparente de feminilidade... era o lar dos sonhos de um homem solteiro... mas ainda assim, descobriu-se que ali lhe faltava algo...

A cada rua, andava devagar e os pensamentos longes... a cada rosto encarado uma nova decepção...
Não, não é essa! Nem essa e muito menos aquela!
Algumas sorriam, outras viravam a cara...
Muitas delas chamavam sua atenção, mas por fim mais eram apenas peitos e bundas e cabelos esticados com sei lá oquê... As demais, o instinto masculino nem se quer o permitia olhar, eram tão estranhas, feias e desengonçadas que se recusava a admirar.

As horas o estavam atropelando, a noite vinha com força para atormentar. Resolveu voltar.
Cabisbaixo, seu corpo refletia seu total desanimo...
Na mente a certeza... Princesas não existem!

Adentrou seu recinto, olhou para a escuridão e desejou que uma luz surgisse de algum lugar para iluminar seus pensamentos e tudo aquilo. Mas nada aconteceu.
Jogou-se novamente a seu velho e remendado sofá... ligou a TV... e se manteve imóvel por longas e tortuosas horas...

Ao que me parece, ele ainda continua por lá.

*********

Hoje ao invés de falar de mim, fiz essa historinha para que possamos refletir juntos. Há os que dizem ao contrário, mas acho que todas as pessoas acabam errando tentando encontrar aquela pessoa perfeita. Aquela que vai modificar a vida em um segundo, que a simples presença vai lhe render tremedeiras e o tão famoso ‘friozinho na barriga’ e trazer a tona emoções e sentimentos adormecidos.
Sim... há vários príncipes e princesas por aí. Acredito nisso!
Mas não são como nos contos de fadas, são absolutamente ‘normais’. Como eu e você.
São exageradamente cheios de defeitos, falantes e errantes e muito menos, estão a todo o momento vestidos solenemente e imunes a derrapões grotescos.
Pode ter a certeza que aos olhos alheios, serão sempre inferiores a você (ou mais feios, mais magros ou gordos, sem grana, sem experiências, sem suas qualidades, sem sua paciência, sem seus modos, sem delicadeza, sem humor, sem cultura, sem tudo o mais que você e os outros julgam ser o melhor)...
Mas para seu coração – este ser irremediavelmente cego – essa pessoa pode ser tudo isso, mas para ele será sempre a pessoa especial que ele te escolheu, com brinde ou sem brinde.
Se serão felizes, dependem exclusivamente do tempo para saber.
Se vai demorar ou se já encontrou... você também precisará do tempo exato para compreender.
Às vezes ele (ela) está aí, tão perto do seu coração... Mas tão distante de você.
Pensem bem! E não voltem para casa sem ânimo...
Continue a procurar... Mesmo que isso leve uma vida inteira...


(by Jana)