quarta-feira, 31 de março de 2010

** Cadê aS cOrEs? **


Dias ausentes de mim.

Pareço acordar sem o que há de mais importante em mim, meu coração.

E o dia se estende sem graça, sem ânimo algum.

Foram-se as cores, foram-se o brilho, se foi certa alegria especial que pulsava em minhas veias.

Nada e ninguém compreende.

Sempre minha dor é algo insensato, desnecessária para uma pessoa como eu.

Será que tenho que ser inabalável até mesmo quando minha única vontade seria ficar comigo mesma... e minha saudade?

Poxa, vejo meus sonhos mais íntimos se perdendo,

Tento não chorar tanto quando sinto esse aperto profundo no peito...

Mas se estou só....

Estou em meu mundo.

Mundo de lembranças, de saudades e falsas esperanças.

Preciso de tempo para me acostumar com tudo isso

E coragem para encarar tudo novamente...

Mas como, se meu coração não está aqui?

Os dias serão eternizados e que tenho em minha frente é só incertezas, medo.

O retorno da alegria não depende dessa minha tristeza toda.

Dependo apenas que minha visão se altere...

Que veja novamente a minha cor preferida, que enxergue beleza aonde muitas vezes nem exista...

O que me incomoda é minha incapacidade em se mudar tudo isso.

Nada posso fazer. Nada posso mudar.

Pois minhas certezas estão aqui comigo, claras e donas da verdade.

Preciso alimentar a alma do que sinto extrema falta.

Queria mesmo acordar, acender as luzes e ter a certeza que algo em mim, bate, vibra...

E me faz viver!

(...)

by Jana

http://www.youtube.com/watch?v=ZGoWtY_h4xo


segunda-feira, 29 de março de 2010

** NadA sE TraduZ **



My immortal (Evanescence)

I'm so tired of being here
Suppressed by all of my childish fears
And if you have to leave
I wish that you would just leave
Your presence still lingers here
And it won't leave me alone

These wounds won't seem to heal
This pain is just too real
There's just too much that time cannot erase

When you cried I'd wipe away all of your tears
When you'd scream i'd fight away all of your fears
And I've held your hand through all of these years
But you still have all of me

You used to captivate me
By your resonating light
But now i'm bound by the life you left behind
Your face it haunts my once pleasant dreams
Your voice it chased away all the sanity in me

These wounds won't seem to heal
This pain is just too real
There's just too much that time cannot erase

When you cried I'd wipe away all of your tears
When you'd scream I'd fight away all of your fears
And I've held your hand through all of these years
But you still have all of me

I've tried so hard to tell myself that you're gone
But though you're still with me
I've been alone all along

When you cried I'd wipe away all of your tears
When you'd scream I'd fight away all of your fears
And I've held your hand through all of these years
But you still have all of me


http://www.youtube.com/watch?v=VRdqHzVxPQM

domingo, 28 de março de 2010

** nEm tuDo SãO flOrEs **


Pra ser franca não estou nada bem hoje.
As pessoas não esperam se machucar e ainda assim o fazem.
São enigmas quando querem. Há sempre uma coisa mais importante em se fazer e o resto que se dane.
Tento ser sensata, mas minhas indagações me levam a pensar o contrário sempre.
E no fim, digo complexidades e não compreendo mesmo os porquês que vejo nas pessoas.

A vida anda sendo uma sucessão de altos e baixos e odeio me sentir em meio a uma roda gigante sem freios.
Paga-se um preço alto por certas explosões momentâneas de felicidade. E já nem sei se digo que me acostumei ou se me revolto como sempre fizera.
Não. Realmente me desconheço.
A fragilidade que se instalou em mim é quase algo bizarro. Mas me livrarei dela.
Apenas quis ser diferente dessa vez e os anos me ensinaram a me calar em certas situações.

Sou rotulada a coisas sem fundamento, sem a mínima existência em mim.
E ainda tenho que compreender.
A confiança é mesmo uma deusa inexistente, de mentira e sem traços.
Construí um amanhecer perfeito, e não quero que modifiquem suas paisagens. Quero-o do mesmo modo, todos os dias. Não preciso me calar mais. Chega de ser e agir assim.
Por Deus, o que ando fazendo comigo?

Sou autodidata da vida.
Não preciso de lições para aquilo que já aprendi faz tempo.
Lá tenho culpa se penso diferente, se sou diferente e minhas bagagens com cores excessivas assustam tanto. Mas não adianta, não vou me esconder. Goste se quiser. Fique se quiser também... juro não me importar mais.

As portas estão abertas o tempo todo. Não gosto de prender nada a mim, principalmente o que se diz saber voar...
Minhas forças se perderam. Ando esgotada.
Preciso acalmar meu coração que anda soluçando demais.
Prometi cuidar dele e ando sendo incapaz.
Se preciso for, construo sim – mais uma vez – outras muralhas.
Prendo-o de uma vez.
Devolvo sua inocência.
Se estais comigo, está tudo bem!

(...)
by Jana


http://www.youtube.com/watch?v=FVvTu1yKLWU&feature=related

sexta-feira, 19 de março de 2010

** SinTa-o **



Não se parece, mas um silêncio pode dizer tanta coisa – nem sei porque tem esse nome.
Às vezes compreendemos o silêncio das pessoas e nem há necessidade de que as palavras sejam realmente ditas, configuradas em verbos e pronomes. Às vezes ele – o silêncio - é uma incógnita, um mistério e em outras, é apenas um momento vazio de emoções. Um Nada, mas acorrentado sempre a uma razão.

Ficamos silenciosos quando damos vazão aos pensamentos, martírios e confusões.
Nos calamos diante de revoltas, injustiças e ate mesmo quando não sabemos lidar com certas situações.
É... acho que muitas vezes somos fracos.

Fracos por nos calarmos quando a palavra certa está na pontinha da língua, gritando para sair e fazer toda diferença.
E inseguros o bastante quando não temos o domínio das palavras que saem da alma, do coração e razão. Então nos calamos.

Silencio é momento de reflexão.
Chega castigando o ser, chega mudo, com um olhar de indagação. Nos põe em choque, nos faz descobrirmos perguntas e correr atrás das respostas adequadas.

Tento descobrir sempre o manual de um silêncio. Os meus compreendo quando quero e em outras os ignoro. Chego a sentir saudades de ficar silenciosa, presa em mim. A rotina diária tem o prazer de me roubar o silêncio, assim na cara dura.

Precisamos de silêncio para nos descobrir. Nos encontrar em meio a uma bagunça sem fim.
Enfim, é algo necessário em períodos da vida quase constantes.
Desligue-se de você se puder. Abra as portas para o silêncio profundo. Deixe que entre, se achegue... Fique aqui ou ali quietinho. Mas quando chegar a hora de partir deixe que se vá. Levando absolutamente nada...
Apenas aprenda com ele. Com o vazio inevitável.
Vazio escuro...

Aprenda a ouvir sua razão já que o silêncio serve pra isso.
E ressurja das cinzas dos seus fracassos.
Nasça de novo, pra você!
Sempre vale a pena...


(...)
by Jana

terça-feira, 16 de março de 2010

** SeJa BelO coMo eLa **


A alma tem a idade que desejamos.
Uma hora é feito criança, outra uma velha rabugenta. A alma tem suas facetas e mentir sua idade é uma delas. Perco-me nesse jogo.
Talvez a minha seja mesmo uma velha de trocentos anos a se perder de vista.
Ou então é uma criança chata e mimada, a qual não dispensa atenção incorporada em diversos momentos.

Dizem que almas são evoluídas ou não. Isso depende muito também da atitude e modo de pensar de cada um. Há pessoas que são visivelmente esquecidas no tempo, tanto pelo falar, pensar, agir, etc... Outras surpreendentemente crescidas espiritualmente.

Acredito mesmo que nossa alma fica como uma ‘bela adormecida’ dos contos de fada e o “tempo” é seu príncipe encantado o qual irá acordá-la ao momento oportuno.
Almas choram. Almas sorriem. Se afastam, se achegam.
Quando menos esperamos, ela impõe suas vontades. Age conforme sua natureza... boa ou ruim... mas se movimentam o oculto do ser.

Almas sabem onde o rio da vida vai dar... mas como crianças teimosas vão errando... errando... até o acerto. Sabem diferenciar o certo, mas nos deixam pecar. Esperam o que ainda não se chegou... caminham sozinhas sem pressa, aguardando uma vida pela companhia exata. Aquela que vai bastar, completar... iluminar.
Ensinam-nos a observar as águas fluírem lentamente e aceitar seus caminhos, suas próprias escolhas.

Almas são belas.
Pelo menos quero sempre enxergar as bonitas. Pois são as que mais me agradam.
As demais, inutilmente existentes... são amargas, apavorantes, quero distancia, mas sou obrigada a conviver e lidar com elas.

Mas precipito-me a falar da minha alma... e pouco das alheias.
Entendo pouco do assunto – há ainda muito o que crescer!
Circunstâncias fazem almas modificarem suas formas. Mas o interior é um espelho entre o ontem, o hoje e o amanhã.
Sorte a minha, abrir meus olhos num dia especial e não me lembrar dos erros passados.
Nasci apenas com sede...

Sede de se viver melhor dessa vez.
E feliz em saber que um outro tempo começou por hora.


(...)
by Jana

domingo, 14 de março de 2010

** AtrAveSsO SemPrE pOr VocÊ **



Quando a saudade bater...
Deixe que invada o ser...
Ela vem com tantas indagações e respostas ao mesmo tempo,
Mas deixe chegar...


Engane a paixão,
Deixe a lembrança procurar por nós dois.
Se entregue
Como eu.


E ao me encontrar... me encontre em seu amor.
Estarei entre e com ele... Olhos, boca e sorriso.
Tudo o que mais gosta.
Juntos em mim.


A solidão machuca quando não está...
Pois só sobrevivo nesse mundo...
É nele que vejo tudo diferente,
Insisto em ser feliz.


Há uma ponte invisível que me leva até você
E sempre me vejo a atravessá-la...
Com medo, com saudade, com um brilho no olhar...
Mas sempre estou lá.


As chances de ser feliz se faz presente
Sempre quando adormeço ao seu lado
Vivo mais...


Não há limites quando se encontra o que se procurou uma vida inteira...
E olha que havia desistido de procurar...
Mas estava lá...
Estava aqui...
Sempre,
Sempre em mim.


Vivo mais quando saio da contra-mão
E vou de encontro ao seu sorriso...
O mundo diminui... As pessoas bastam.
Tudo é pequeno...
E só desejo que o tempo seja eterno.
Que paralise... congele e me faça ficar
Em você.


Mas o amanhecer
Devolve-me a saudade.
Nos separa por momentos...
Se vai, mas deixo a porta entreaberta..
Quero que volte...


Nosso mundo sempre perde a cor
Quando não está...

Mas quando menos espero... Está lá.
Aparece do nada, vem guiado pelo o que tem dentro da alma...
Retornamos juntos
Saciamos o ser.


E não há força que nos separe!
................................ é assim que amo você!



(...)
By Janynha
S2

http://www.youtube.com/watch?v=spF9Jp1eEVA





quarta-feira, 3 de março de 2010

** eFeitoOo ColAteRal **


Castelos de areia sempre surgem.
Descobri que tenho o dom de querer mantê-los intacto. De transformá-los em partes essenciais de um sonho bom. Mas sonhos não se mantêm se não estão bem alimentados pela esperança.

As areias estão desmoronando. E estou feita louca tentando deixá-las no mesmo lugar. Não quero que se movam. Não quero vê-las escorrendo entre os dedos em dias sem sol.

Novamente o vazio se faz presente como nos velhos tempos.
Estou calejada de suas aparições inoportunas. Tenho a mesma sensação de outrora... de ser possuída.... dominada por ele. Entrego-me.

Sem pena alguma vivo meu mundo e ele está tão frio.
Paraliso.
Não quero caminhar por estes caminhos conhecidos. Sei onde podem chegar de olhos fechados, sei bem como são.
Mas como se estivesse numa balsa, deixo as águas escuras me levarem...
O que fazer se já tentei tudo?

Só eu mesma enxergo meu próprio castelo, meu próprio medo.
Não quero respostas, quero me encontrar.
Preciso de mim pra poder viver.
E o mínimo a fazer, é procurar...

Conseqüências absurdas. Talvez um efeito colateral.
Não deveria ter trazido a tona velhas emoções guardadas em um canto qualquer do meu ser.
Sorri verdadeiramente com o encanto. Era o que faltava a vida inteira. Mas sabia dos seus males.

Sabia que ficaria assim em certas passagens.
Que do nada o tempo mudaria. Que o sol fosse esconder e que mesmo temendo a escuridão, teria que enfrentá-la sozinha, pois perdi o foco da paisagem.

Tudo questão de aprendizado.
E confesso... estou aprendendo mais essa.


(...)
by Jana

terça-feira, 2 de março de 2010

** DePenDe d Mim **


Ah!! Os dias não são iguais. Nada é comum ou tem as mesmas formas quando se o mundo parece (in)diferente. Estou cheia de dúvidas e sem saber que porta abro primeiro.
Bem que falei que nada ia ser como antes... que as cores demorariam a voltar com seu brilho natural... é um outro prisma.

Remexo essa bagunça e não consigo encontrar o que quero!
Talvez o que deseje esteja distante. Tenha se apagado ou sumido e não quero, na boa, assumir isso.
Porque as pessoas fingem serem cegas se quando na verdade estão enxergando até mesmo o inevitável? Não querem sentir, não querem ouvir e a sanidade encontra-se à frente, gritando: “Ei, estou aqui!”

Na verdade estou contando os dias... seja debaixo de chuva, desmoronamentos e vendavais, preciso me achar. Adiar o óbvio anda me trazendo conseqüências graves, imperceptíveis ao alheio. Reflito. Sinto. Desisto.
Ando sem condições emocionais para tal.
A rosa em minhas mãos está murcha, sem vida...com sede.
E eu em órbita com meus pensamentos...

Analiso cada passo. Revejo cada momento.
Tenho as respostas, mas prefiro não dar créditos agora.
Sinto-me absoluta em mim. Eu X eu.
Não anseio mais nada.

Aos poucos vou anestesiando meu espírito.
Tudo se reflete diferente por hora.
Sento-me mentalmente debaixo de uma figueira,
Paraliso o olhar... vejo o mundo rodar...
O mundo de hoje, de ontem, anteontem...
Preciso mudar!

Se o sol não brilhar, continuarei...
Saberei que pertenço a mim.
E só eu tenho minha felicidade...

Sair debaixo da figueira é que está me custando tanto!

(...)
by Jana