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Mostrando postagens de 2012

* Etilista do Tempo *

O abandono é iminente... e os rabiscos são sempre desprezados pela minha mera falta de  displicência ou zelo. Ando desprezando minhas palavras, engolindo-as e tendo mesmo uma péssima digestão... Não virei as páginas... apenas as colei uma a uma para que não me fosse permitido dar no mínimo uma olhadela por entre a curiosidade. Ah felicidade! Você teve que ficar ai, escondidinha enquanto organizo suas bagunças. Enquanto finjo ser gente grande e resulto em atos certos.
Mas confesso!  Em certos momentos ainda ouço o som da sua risada gostosa e vasculho seu rosto em fotos incomuns e proibidas a minha mera visitação. Isso me distrai o ser, feito massagem ao ego. Aquele tipo de coisa que soam mais como segredos... censura.
Deixei para lá o jeito egocêntrico como te via e estou mesmo é dando passos. Meios lentos e bipolares... pois da mesma maneira que explodem feitos fogos de artificios em ano novo... também ouço a música funebre do seu enterro imaginário. Uma puta confusão, admito, mas quem diss…

nAda Se peRde!

Num tempo obscuro tirei minhas sandálias e resolvi que botar os pés diretamente ao chão me fazia mais bem do que se poderia imaginar. Tudo vai doer quando estiver descalço, mas as pedras que machucam são meramente necessárias, assim como aliviar os pés nas águas de um riacho. É uma constante. Hora dor, hora alivio. E todos os caminhos vão criando suas formas intocáveis em um canto sutil da lembrança de se ter passado e/ou vivido algo.
Resolvi sentar. Encolher e abraçar meus joelhos sem pensar em nada. Pelo menos tenho alguns instantes de sossego, posso sentir que nada lateja, nada me suga, nada me prende.
Confesso que a sensação de se paralisar tudo é acusadora. É como se todos respirassem e você não. É como se os dias de todos passassem e o seu não. E assim me torno uma admiradora assídua dos minutos que se vão. E o mesmo bem estar que invade, sufoca! Mas quem não precisa furtar seu próprio tempo?
Nem respondam. Sei as respostas.
Inquietamente elas zombam do meu silencio. Mas não dou a mínima.
C…

** Enigmas reais **

Todo final representa um momento doloroso, mas que precisava terminar. Dói, mas é necessário! Assim, ando pondo fim em certas emoções que vivi, Em amizades que não aprecio mais tanto assim... Em amores degradantes... Em fios enrolados a um nada.
Quero liberdade, mais sem retornos.
A sensação que ando degustando ultimamente tem sabor amargo. De desprezo, como se não fizesse parte de mim e mesmo assim, me obrigo a provar. Não preciso mais disso! Sinto-me fora. Ausente. E quando retorno, me xingo. Como se encontrasse minha casa (minha vida) de pernas para o ar. Da maneira que jamais gostaria de visualizar. Sento, choro. Reflito. Não lágrimas de/ou por fracasso. Mas por não desejar mais isso. Sentimentos, amizades sem alianças, pessoas falsas e medíocres, as quais usurpam meu bem estar, meu infinito.
A ânsia de harmonização interior vem sendo mais forte. São meus dons que gritam. Meus sonhos que me cutucam para serem reais. Meus desejos ocultos que querem aflorar. Mais para que sejam reais, preciso me…

** ContiNuo **

Ei, sou eu lembra? Ainda continuo falando em metáforas, incógnitas e ocultando nomes e sobrenomes. Ainda olho no espelho (mesmo que rapidamente) e deparo comigo sem muitos sustos, afinal nunca fui mulher de se grilar com as marcas do tempo e sim com o avanço das horas que se perdem num buraco negro da minha historia. Só eu sei o que vivi, o que senti até aqui. Tento explicar, mas fica sempre uma duvida no ar, uma observação se estou sendo compreendida ou meramente taxada de qualquer absurdo. É, meus cabelos mudaram. Transformaram-se em loiros, caramelos, castanhos e pretos. Meu jeans já não é mais aquele que eu tanto gostava e até ontem eu ainda juntava nas gavetas, como forma de se voltar ao tempo. Ontem eu ainda ouvia samba, rock... hoje prefiro entender a letra. Tiro dela meus sentimentos ocultos, revivo-os...tudo calada, sem muito barulho. Os sonhos? Ah, estes continuam... brotam feito erva daninha, mato chato, mas que nunca temos coragem de limpar o terreno... mas é uma erva que só …

** DxA tDo PasSar **

Descobri muitas coisas durante esse meu afastamento do mundo... Principalmente que não dá para morrer antes que seja hora.
Que não dá para compreender todo mundo, ignorando totalmente os defeitos aparentes.

Vi que as pessoas usam mil faces... e que indiretamente somos obrigados a usar uma delas a qualquer momento inesperado.
Descobri de onde brota minha força e compreendi o porquê Deus me impôs certas responsabilidades... E pior de tudo, vi que andar sozinho é balela! Pois de certa forma alguém com uma luz muito especial nos espia e sopra aos nossos ouvidos os dois caminhos...
Suspiro! Ah como foram dias difíceis!
E caminhar ainda dói de certa forma. Mas como o vento sopra no meu rosto gelando tudo, resolvi deixar que a sensação de que não somos donos de nada, me levar...

Ouvi que andar nos trilhos é sempre uma forma de se sentir melhor... pois sempre vemos uma linha reta a nos esperar a passagem... Mas há momentos que existem os desvios (as escolhas) ou então, precisamos parar e sai…

** SauDadEs **

Ops! Buenas Tardes meus anjos... -QUE SAUDADE MONSTRO DISSO AQUI - mas por motivos pessoais me mantive ausente... e pra ser sincera até mesmo as palavras voaram do meu coração e se calaram por algum tempo. É o mesmo que dizer que estive (e ainda me encontro) muito ausente de mim mesma. 
Mas hoje acordei com saudades.
Saudade do amor.
Saudades das cores vibrantes...


E dedico essa música a pessoa que sabe que ainda estou aqui... ou ao seu lado por alguma razão que gostaria muito que fosse irreal. "Estou com saudades de você, meu gigante... me cuidando como me pediu, mas te levando morto ou vivo (dependendo do meu momento) por onde quero estar.


O tempo muitas vezes é remédio para as dores que sentimos. Mas em outras palavras, ele chega a ser altamente cruel quando sentimos falta de algo. E nessas horas eu agradeço ao Pai por ter me dado meus dons.... de estar, de ver, de sentir... de absorver tudo, até mesmo a felicidade alheia. Isso dói, mas também me conforta. Afinal as ligações feitas…

** AnCoRadO à VoCê **

Eu sei lá, não sinto vontade de falar de mim... de você ou de qualquer coisa que evidencie meu estado...
Só quero sentar na grama e ouvir a natureza pulsar sua vida... que tranquilamente vai me sugando e como numa fotossíntese, tentandome devolver melhor... Estou indo longe para poder achar essa troca justa.
Fugindo do tempo e de seus segundos... Desejando o desaparecimento dos meus sentimentos. Desejando desligar o automático, desejando uma brecha onde se possa entardecer minhas razões e entregar os pontos. E se fazer tudo novo.
É isso que busco na paisagem, no horizonte. Ou em noites escuras onde a lua apenas, ilumina meus caminhos... Então as palavras se calam. Assustam e perpetuam-se numa masmorra intima. Apenas nossa. Já nem tenho forças para salvá-las ou deixarem libertas. Pois nem eu mesma quero ouvi-las.
“Eu acredito”
Que amanhã vou sorrir, que não vou te encontrar, que não sentirei sua presença simplesmente pelo toque do ar frio no meu corpo... Que não vou desviar minha rota, apena…

** AmaNhã tE eSqUeçO **

Nada lava a alma, nada me faz sair desse submundo exteriorizado, marcado.
Marcado pela sua presença, pelo vulto desfocado ou pelo sorriso vago.

E quando penso que estou liberta, lá vem você estagnar minhas vontades e então não faço mais nada.

Tudo que sinto é vontade de sair de mim. Fugir pra onde minha sensibilidade não me perturbe, onde

eu não o veja e muito menos o sinta... Apenas respire.


Certa vez eu te vi como o sol...

Irradiando, queimando feito fogo.

Mas me escondi debaixo da sombra e permaneci.


Tive e sempre terei medo que manches minha pele... que me faça transpirar de cansaço

Que como ladrão furte minhas energias boas

E me faça apenas louca.



Insana de paixão, de desejos, de verão.

Que me faça sair dessa chuva,

Que me roube o mundo cinza

E que me mostre seu rosto escondido



Sentir você na multidão é imperfeito demais para alguém como eu.

Que só idealiza

Que rabisca versos feitos poetiza

Mas que pra você nunca ganham vida



Estou farta de você

Que transborda meu copo vazio



Cansada das suas idas e v…

Dia da BruNa