sábado, 1 de dezembro de 2012

* Etilista do Tempo *




O abandono é iminente... e os rabiscos são sempre desprezados pela minha mera falta de  displicência ou zelo. Ando desprezando minhas palavras, engolindo-as e tendo mesmo uma péssima digestão...
Não virei as páginas... apenas as colei uma a uma para que não me fosse permitido dar no mínimo uma olhadela por entre a curiosidade.
Ah felicidade!
Você teve que ficar ai, escondidinha enquanto organizo suas bagunças. Enquanto finjo ser gente grande e resulto em atos certos.

Mas confesso! 
Em certos momentos ainda ouço o som da sua risada gostosa e vasculho seu rosto em fotos incomuns e proibidas a minha mera visitação. Isso me distrai o ser, feito massagem ao ego. Aquele tipo de coisa que soam mais como segredos... censura.

Deixei para lá o jeito egocêntrico como te via e estou mesmo é dando passos. Meios lentos e bipolares... pois da mesma maneira que explodem feitos fogos de artificios em ano novo... também ouço a música funebre do seu enterro imaginário. Uma puta confusão, admito, mas quem disse aqui que tudo ia ser comum?

O amor não me foi nada comum...
A vida não me trouxe nada de comum...
E nem o vento me assombra com lembranças comuns...

São como turbulências incessantes. Comparando-se mutuamente entre ontem e o presente.
Duas espécies em um só espaço: Felicidade e saudade.
Talvez vença apenas uma.
Talvez eu viva de goles mínimos e diários, feito aguardente puro. Fermentado pelo coração e absorvido pela alma.

E então, torno-me uma eterna etilista dos goles que queimam a garganta e entorpecem os sentidos, como agora...

Hic-hic!!
Acho que por hora falei demais como todo alcoolizado. Criando coragem e gritando para o mundo: - MORREREI DE SAUDADES! 
Mas sobriamente te ignoro para que a vida continue seus passos.

Felicidade, sua cretina insana!

by JanNa


segunda-feira, 30 de julho de 2012

nAda Se peRde!


Num tempo obscuro tirei minhas sandálias e resolvi que botar os pés diretamente ao chão me fazia mais bem do que se poderia imaginar. Tudo vai doer quando estiver descalço, mas as pedras que machucam são meramente necessárias, assim como aliviar os pés nas águas de um riacho.
É uma constante.
Hora dor, hora alivio.
E todos os caminhos vão criando suas formas intocáveis em um canto sutil da lembrança de se ter passado e/ou vivido algo.

Resolvi sentar.
Encolher e abraçar meus joelhos sem pensar em nada.
Pelo menos tenho alguns instantes de sossego, posso sentir que nada lateja, nada me suga, nada me prende.

Confesso que a sensação de se paralisar tudo é acusadora. É como se todos respirassem e você não. É como se os dias de todos passassem e o seu não. E assim me torno uma admiradora assídua dos minutos que se vão. E o mesmo bem estar que invade, sufoca!
Mas quem não precisa furtar seu próprio tempo?

Nem respondam. Sei as respostas.

Inquietamente elas zombam do meu silencio.
Mas não dou a mínima.

Continuo a vagar nos olhos amendoados do destino.
Que como sempre, me mortifica tamanho cinismo.

by JanNe

quarta-feira, 16 de maio de 2012

** Enigmas reais **




Todo final representa um momento doloroso, mas que precisava terminar. Dói, mas é necessário!
Assim, ando pondo fim em certas emoções que vivi,
Em amizades que não aprecio mais tanto assim...
Em amores degradantes...
Em fios enrolados a um nada.
Quero liberdade, mais sem retornos. 

A sensação que ando degustando ultimamente tem sabor amargo. De desprezo, como se não fizesse parte de mim e mesmo assim, me obrigo a provar. Não preciso mais disso!
Sinto-me fora. Ausente. E quando retorno, me xingo.
Como se encontrasse minha casa (minha vida) de pernas para o ar. Da maneira que jamais gostaria de visualizar.
Sento, choro. Reflito. Não lágrimas de/ou por fracasso. Mas por não desejar mais isso.
Sentimentos, amizades sem alianças, pessoas falsas e medíocres, as quais usurpam meu bem estar, meu infinito. 

A ânsia de harmonização interior vem sendo mais forte.
São meus dons que gritam.
Meus sonhos que me cutucam para serem reais.
Meus desejos ocultos que querem aflorar.
Mais para que sejam reais, preciso me libertar e limpar toda sujeira acumulada em anos de escuridão... 

Não há mais várias em mim. Restou somente uma. A que realmente sempre esteve ali, buzinando coisas certas em meus ouvidos... A que espiritualmente deveria ter seguido, mas desviei atordoada, feito criança malcriada. 

E nesses dias venho sendo cobrada arduamente por mim mesma. Cobrada em mudar as situações. Obrigada a respirar o ar presente, gélido... Mas como tem que ser, sem fugir disso. Como se voltar em si fosse uma promessa. Uma divida.  

Eu achei que não fossem necessários os perdões. Mas essa palavra tem poder. Tanto para quem os solicitam como também para quem os doa. Notei que através dos perdoes nos sentimos menos apegados, menos presos e assim saímos de nossas masmorras. E principalmente libertamos nossos reféns, íntimos do coração, da alma.

Ando libertando meus reféns para poder ser libertada também, essa é a mais pura verdade. Mas não existe êxito se tudo for pela metade, tem que ser algo por completo... Mesmo que haja dilacerações, tudo tem que ser deixado ir.

E por fim, sei que meu encontro está próximo. Sinto-o. Pressinto.
Como o vento sopra frio e trás consigo várias emoções, sinto que estou cada vez mais perto...

Da luz divina. Dos meus anseios. De mim.


by JanNa 

P.s.; Essa música embora não agrade qualquer um, ela é bem propicia ao meu momento espiritual e real... feita do interior para o exterior... e voar... (pense).










quarta-feira, 9 de maio de 2012

** ContiNuo **



 
Ei, sou eu lembra?
Ainda continuo falando em metáforas, incógnitas e ocultando nomes e sobrenomes. Ainda olho no espelho (mesmo que rapidamente) e deparo comigo sem muitos sustos, afinal nunca fui mulher de se grilar com as marcas do tempo e sim com o avanço das horas que se perdem num buraco negro da minha historia. Só eu sei o que vivi, o que senti até aqui. Tento explicar, mas fica sempre uma duvida no ar, uma observação se estou sendo compreendida ou meramente taxada de qualquer absurdo.
É, meus cabelos mudaram. Transformaram-se em loiros, caramelos, castanhos e pretos. Meu jeans já não é mais aquele que eu tanto gostava e até ontem eu ainda juntava nas gavetas, como forma de se voltar ao tempo.
Ontem eu ainda ouvia samba, rock... hoje prefiro entender a letra. Tiro dela meus sentimentos ocultos, revivo-os...  tudo calada, sem muito barulho.
Os sonhos?
Ah, estes continuam... brotam feito erva daninha, mato chato, mas que nunca temos coragem de limpar o terreno... mas é uma erva que só se faz mal quando é surreal. Do mais, penso , no que seriamos se não tivéssemos sonhado um dia.
Eu seria ainda uma criança, querendo ser gente grande. Ainda circularia pelas ruas apenas de calcinha... ainda choraria quando perdesse minha mae de vista. Estaria ainda num lugar qualquer da ponta dupla do passado. Mas sonhei alto. Sonhei ser quem sou. E eis me aqui.
Biologicamente as mudanças são inevitáveis. Rio para elas, como se quisesse dizer: “Ei, tô sabendo de vocês, mas fiquem aí paradinhas... porque ignoro o biológico para ser apenas espirito... e como todos sabem, nesse não se decifra idade alguma.
Ainda curto a sensação de se balançar sozinha. De ver meus pés flutuando, me dando impulso para ir cada vez mais alto... E a realidade me grita: “Mãeeee sai dai, você já cresceu” ou “Mãe, vc é doida... (risos).
Liberdade! Essa ninguém me tira.
Continuo calçando 34. Continuo me sentindo linda quando menos espero. Continuo critica. Continuo palhaça, boca suja... continuo ajudando, continuo sendo amiga. Continuo de TPM. Continuo tomando pílula... (hahahaha essa é boa).
Continuo mulher e menina ou menina mulher?
Sei la.
Eu apenas sei que o fio da vida ainda me liga: em pessoas, nas coisas, na natureza, sensibilidade e na família. Prende-me a um amor mau nascido e em muitos outros esquecidos.
Me prende a trabalhos sufocantes e me deixam em crise. Existencial, natural... real.

Só sei, que aqui dentro eu continuo a mesma. Imperfeita, mas ciente do melhor que faço por mim, por meus amores...
E assim finalizo, sabendo que sempre estarei da menina dos meus olhos, querida Janaína.
Prazer, essa sou eu!

** Jana, JaNne, Jan, Janaína **

 

quinta-feira, 26 de abril de 2012

** DxA tDo PasSar **




Descobri muitas coisas durante esse meu afastamento do mundo...
Principalmente que não dá para morrer antes que seja hora.
Que não dá para compreender todo mundo, ignorando totalmente os defeitos aparentes.

Vi que as pessoas usam mil faces... e que indiretamente somos obrigados a usar uma delas a qualquer momento inesperado.

Descobri de onde brota minha força e compreendi o porquê Deus me impôs certas responsabilidades... E pior de tudo, vi que andar sozinho é balela! Pois de certa forma alguém com uma luz muito especial nos espia e sopra aos nossos ouvidos os dois caminhos... 

Suspiro!
Ah como foram dias difíceis!
E caminhar ainda dói de certa forma. Mas como o vento sopra no meu rosto gelando tudo, resolvi deixar que a sensação de que não somos donos de nada, me levar...

Ouvi que andar nos trilhos é sempre uma forma de se sentir melhor... pois sempre vemos uma linha reta a nos esperar a passagem... Mas há momentos que existem os desvios (as escolhas) ou então, precisamos parar e sair dos trilhos para que o trem (das decepções, das lutas, das guerras e lágrimas)  passe... Porque ele vem com força e sinceramente, não há nada que vai fazê-lo parar... Então aguarde sua passagem...
E retorne ao seu caminho! 

Quem me disse isso eu jamais vou esquecer.  “Obrigado meu amigo de Luz”.
E assim essas palavras me botaram no lugar novamente. 

Há um trem passando sobre partes da minha vida. Tentei segura-lo, mas quanto mais eu tentava para-lo, mais fui ferida... Então sai de sua frente e deixei que seguisse seu rumo, pois era meu destino tê-lo ali naquele momento... detonando tudo.
E confesso: quase... quase entreguei os pontos...

Mas a luz divina que existe em mim me fez compreender tantos pontos obscuros.
Fez-me abrir os olhos. Fez-me agir. Não da maneira como estava acostumada como “guerriar”, mas da maneira mais simples... deixar pra lá... 

Retornei aos meus trabalhos. Retornei a me sentir eu novamente.
E a cada dia anseio em retornar para dentro de mim. Ser eu mesma, lutar como sempre, ser mais mãe, mais amiga, mais agradecida. Mudar meus desvios quando necessários e aceita-los por fim. 

Eu sei lá porque me perdi, mas foram tantas coisas ao mesmo instante que deprimi geral. Mas estou de volta, meio tímida com o real, mas de volta... 

by JanNa

** Agradeço aos irmãos de luz que tanto me ajudaram, meus queridos e amados pais/irmãos e toda compreensão das minhas pequenas e principalmente a ajuda dos meus verdadeiros amigos... sem segurar nas mãos de vocês e do nosso Deus eu não teria saído desse abismo... Obrigada S2!




sábado, 7 de abril de 2012

** SauDadEs **



Ops! Buenas Tardes meus anjos... -QUE SAUDADE MONSTRO DISSO AQUI - mas por motivos pessoais me mantive ausente... e pra ser sincera até mesmo as palavras voaram do meu coração e se calaram por algum tempo. É o mesmo que dizer que estive (e ainda me encontro) muito ausente de mim mesma. 
Mas hoje acordei com saudades.
Saudade do amor.
Saudades das cores vibrantes...


E dedico essa música a pessoa que sabe que ainda estou aqui... ou ao seu lado por alguma razão que gostaria muito que fosse irreal. "Estou com saudades de você, meu gigante... me cuidando como me pediu, mas te levando morto ou vivo (dependendo do meu momento) por onde quero estar.


O tempo muitas vezes é remédio para as dores que sentimos. Mas em outras palavras, ele chega a ser altamente cruel quando sentimos falta de algo. E nessas horas eu agradeço ao Pai por ter me dado meus dons.... de estar, de ver, de sentir... de absorver tudo, até mesmo a felicidade alheia. Isso dói, mas também me conforta. Afinal as ligações feitas pelo coração não são cortadas apenas pelo nosso 'querer'. Elas apenas permanecem...


Como promessas de olhar a lua e nos encontrarmos lá.
E assim retorno a realidade.
E vejo tudo como está.


Meu coração ainda é um cara doente. 
Mas vive a sua maneira. Com nossas escolhas.


E ele apenas me manda um recado todos os dias pela manhã: SEJA FELIZ!
E assim seguimos...


by JanNe


- retornando -

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

** AnCoRadO à VoCê **



Eu sei lá, não sinto vontade de falar de mim... de você ou de qualquer coisa que evidencie meu estado...
Só quero sentar na grama e ouvir a natureza pulsar sua vida... que tranquilamente vai me sugando e como numa fotossíntese, tentando  me devolver melhor...
Estou indo longe para poder achar essa troca justa. 

Fugindo do tempo e de seus segundos... Desejando o desaparecimento dos meus sentimentos. Desejando desligar o automático, desejando uma brecha onde se possa entardecer minhas razões e entregar os pontos. E se fazer tudo novo.

É isso que busco na paisagem, no horizonte. Ou em noites escuras onde a lua apenas, ilumina meus caminhos...
Então as palavras se calam. Assustam e perpetuam-se numa masmorra intima. Apenas nossa.
Já nem tenho forças para salvá-las ou deixarem libertas. Pois nem eu mesma quero ouvi-las. 

“Eu acredito”

Que amanhã vou sorrir, que não vou te encontrar, que não sentirei sua presença simplesmente pelo toque do ar frio no meu corpo... Que não vou desviar minha rota, apenas para te ver de longe e saber que está vivo.
Acredito que amanhã seu fantasma me deixará em paz e não surgirá para estragar meu dia.
E muito menos ouvirei sua risada nos corredores vazios que passo durante a madrugada. 

Tudo isso não passa de uma loucura, eu sei.
Mas ela existe.
E muda tudo por aqui.
Furtando sempre partes de mim... Talvez as mais importantes, talvez as mais necessárias.
E as que mais sinto falta. 

Ancorando assim meu coração, minha vida, minha alma e toda e qualquer razão.

by JanNe 

 

(Éeh estou de volta, após uns dias de férias de um dos trabalhos. Desculpem-me pela ausência aqui nesse cantinho, no meu cantinho. Mas o meu dia já perdeu suas 24h e passou a ter mais de 30 horas e nas vagas, confesso:  sou obrigada a sair de orbita e dormir. Mas hoje ouvindo Mariah Carey, confesso que alguém despertou... e nada melhor do que botar pra fora, estralar os dedos e escrever seguindo a inspiração momentânea... Muitos já me questionaram o porque dos textos tão, vamos dizer, melosos, apaixonados ou de puro amor... e eu volto a responder com uma retórica: “Qual a razão do blog se chamar “Sua Mente sua Alma” se eu não puder falar de sentimentos??”
Bom, ficaadica#)








domingo, 15 de janeiro de 2012

** AmaNhã tE eSqUeçO **


Nada lava a alma, nada me faz sair desse submundo exteriorizado, marcado.
Marcado pela sua presença, pelo vulto desfocado ou pelo sorriso vago.

E quando penso que estou liberta, lá vem você estagnar minhas vontades e então não faço mais nada.

Tudo que sinto é vontade de sair de mim. Fugir pra onde minha sensibilidade não me perturbe, onde

eu não o veja e muito menos o sinta... Apenas respire.


Certa vez eu te vi como o sol...

Irradiando, queimando feito fogo.

Mas me escondi debaixo da sombra e permaneci.


Tive e sempre terei medo que manches minha pele... que me faça transpirar de cansaço

Que como ladrão furte minhas energias boas

E me faça apenas louca.



Insana de paixão, de desejos, de verão.

Que me faça sair dessa chuva,

Que me roube o mundo cinza

E que me mostre seu rosto escondido



Sentir você na multidão é imperfeito demais para alguém como eu.

Que só idealiza

Que rabisca versos feitos poetiza

Mas que pra você nunca ganham vida



Estou farta de você

Que transborda meu copo vazio



Cansada das suas idas e vindas

E desse amor estranho

Que soa como minha canção preferida em seus dedos

E como palavras suaves em madrugadas irreais



Te esqueci certa vez... e esqueço sempre quando seu silencio finge compreender

Na verdade te esqueço amanhã

Porque por hoje, ainda está aqui...



De costas, blusa branca e calça jeans!





(by JanNe)