segunda-feira, 28 de março de 2011

** PoR InsTanTes t SiNtO **


Estou saudosa de você
Um alimento que faz falta nessa dieta louca
Quase um nutriente

Entro em abstinência sempre que posso
Mas os delírios são reais até

Vejo-o
Sinto-o

Algo aqui fica dormente
E me faz caminhar mais lentamente
Sendo que tudo que quero é correr sem olhar para trás nem por instantes.
Ráh, mas olho SIM este inconveniente...

Paraliso o olhar e lá estás.
Sentado no mesmo lugar me observando e com os mesmos pensamentos confusos,
Ora de paz, ora de admiração ou em outras perdido...
Hoje os identifico com facilidade
Mas já se foram numa piscadela.

Numa fração, a ilusão desaparece.
Saio da contramão e sigo meu rumo certo.
Evito entrar nesse labirinto obrigatório... Minha mente!
Mas uma força maior me empurra como numa brincadeira sem graça.

Esquece que tudo isso ainda machuca.
Pois ilusório ou não, tudo que se tem vida pode-se ferir com as mínimas armas.
E lembranças de certa forma possuem este dom...

O dom de sorrir quando tudo é silencio e penumbra
Prefiro manter adormecido esse gigante faminto
Que se permito, me devora!


By JanNe


quinta-feira, 17 de março de 2011

** InColOr?? **



É o que digo,
Não deixe tempestades permanecerem, se consegue detê-las.
Se podes transformar tudo em céu aberto e calmarias.
Sei que a vida às vezes (ou muitas), mais parece uma areia movediça. Sempre nos puxando ao inesperado, afundando nossos pés em um mar de incertezas. Mas não desanime!

Tem dias que sou como todo mundo...
Tem dias que sou apenas eu, sem mundo exterior e interior, sobra apenas o vazio.

Na boa, não ligo.
As manhãs podem nascer cheias de cores, e terminarem incolores.
A felicidade pode bater a porta e em outro momento, sair de fininho pelos fundos... Pode me fazer sorrir, chorar...
Não me importo.

Sinto sim quando se perde a esperança, quando o doce da saudade machuca e vira-se fel... Quando as palavras não ditas, desfalecem por medo. Quando a ousadia em se agarrar à alegria pelos cabelos não existe.
E o conformismo se adere à pele, feito uma droga ilícita, com o mecanismo de se levar ao fundo do poço, arrastar os bons corações numa correnteza cheia de destroços e lamas como vemos por aí.

A vida é muito mais do que o medo de ser feliz, mesmo que momentaneamente – já que a segunda opção é bem mais pratica e realista.
Mas se precisas de uma junção de passado e presente para se viveres o agora, atropele as duvidas... seja um desbravador (a) das próprias criticas e verás uma beleza pura entre o ignorado.

Afinal, o desconhecido sempre atrai. Possui uma carga de sedução irresistível, a qual nos faz pular em abismos de experiências necessárias ou precisas.

Vá! Pule...
Se jogue! Mesmo agarrando ao nada ou as asas do arrependimento, tudo será valido, desde que permita o ar puro insuflar teus pulmões até doerem e te mostrarem que viver é isso... Meramente uma tentativa.

Única agora, por sinal – pensem nisso!!


by JanNe


terça-feira, 15 de março de 2011

** EstAmoS sEmpRe eScoNdidOs eM alGum luGar **



Águas escuras fazem artimanhas em suas próprias correntezas.
Puxa meu bote a decadência, ao afogamento...
Mas controlo e velejo assustada, mas com mãos firmes.
Cada lugar e suas energias a mim evidentes.

É difícil controlar o choro, quando almas obcessoras zombam. Tocam no espírito mais sutil e tentam o desequilíbrio.
Senti suas dores, senti seus ódios enumerados e prazeres em se praticar o mal.
Isso me pegou meio que de surpresa e tudo que senti, foi vontade de oferecer minha mão e puxá-las dessa escuridão...

Mas não pude.
Chorei baixinho tentando dissipar isso tudo.
Chorei por não entender os porquês, por ser feito uma esponja e absorver o todo.
É um peso que carrego desde sempre.
Uma visão metafísica que quero ignorar...

É como enxergar claramente os dois mundos, o físico e o espiritual, divididos por uma linha, por algo que não sei explicar. Um tem suas cores... e no outro elas são densas e pesadas. Uma mescla de sensações e estou no meio delas, como tantos outros, como pontes construídas pela misericórdia de Deus.

Não sei aonde essas águas vão me levar ou quando vão se tornar límpidas e me deixarem ver as carpas nadarem num sincronismo especial. Sei que elas estão lá de alguma forma... Talvez escondidas talvez esperando o momento certo de aparecerem.

O que trouxe de bom esses caminhos?
Uma frase pichada assim em um muro: “RECUAR JAMAIS, SEMPRE SEGUINDO EM FRENTE”.
Palavras fortes e tão cheias de vida, vindas de pessoas que certamente tiveram meio minuto de lucidez antes de pularam feito anjos sem asas, nesse abismo e se perderam no ar de suas próprias realidades...

Quanto a mim... Enquanto tenho asas imaginárias, estou lá para amá-los! Pois só o amor é o alimento essencial, para almas sedentas e abandonadas de luz. Que Deus me dê forças...


by JanNe


P.s.; Estágio em Psiquiatria/ Hospital referencia.



segunda-feira, 7 de março de 2011

** TrAnsiÇõEs **


É exagero amar assim,
De maneira profana e exibida.
Carregar no peito essa cúpula de sensações e desejos esquisitos,
Mas sinto...

Em abstinência do mundo lá fora
Na inércia de um momento

Não há necessidade de respostas
Para perguntas que não são mais feitas

Deixo passar...
O vento leva e trás um sorriso
Este mesmo que agora acalma e transporta para outro tempo
Sem choros, sem dramas.

É como não sentir a força das ondas me tocando
Como ter o corpo todo adormecido
Só algo aqui batendo... batendo...

Sei que as cores estão lá
Elas me iludem em alguns instantes
Mas ainda não posso tocá-las
Por alguma razão, este é meu momento.

Preciso de mim
Estou me reencontrando

É como estar em transe
Apenas o espírito presente
O qual sente... mas nada pode fazer enquanto tudo toma novos rumos ou formas
Tudo se desenha

Mas não em um rabisco comum
Não como as flores que desenho quando estou triste
Afinal preciso do compasso certo, das tintas exatas e mãos firmes...
Para que seja um esboço seguido de sua obra prima

Já até sei o desenho que vai estar lá quando eu terminar
Talvez margaridas brancas, num campo sem fim
E um céu que nunca vi...
Um descanso para minhas mãos cansadas
Que passaram o tempo todo tocando o escuro e o claro, num mesclado a surgir...

(...)
by JanNe