quarta-feira, 11 de junho de 2008

sEu OlHaR mE dIz oQ?

Terça-feira, 10 de junho de 2008 17:22h

Eu viajo nas conversas e opiniões alheias. Aqui no trabalho então surgem como ventos... O bom é analisar cada gesto, cada postura e maneira de se expressar de cada um. Divertido a infinita contradição e raras as mesmas idéias disto ou daquilo. O ser humano é mesmo uma caixinha de surpresa (maravilhosamente trabalhada, diga-se de passagem).
Gosto mesmo das pessoas que falam sustentando o olhar (demonstram uma autoconfiança indescritível). Já os que fogem, se traem, mostrando um lado oculto, negativo e nem sempre são bem vistos. Pra mim, a sinceridade é visível no olhar, pois é aí a porta de entrada para a alma dos outros...
Por causa de um mero olhar, já descobri muita coisa nas pessoas que me rodeiam... já vi a falsidade latente, a alegria oculta, a tristeza disfarçada, o amor todo cheio de cor, o ódio frio e calculista... O olhar mais transparente (e mais lindo) é o de uma criança ou de um simples animal. Eles são sinceros demais e chega a te incomodar tamanha inocência.
Os da Luiza e os da Bruna então teem o dom de me colocar em estado de êxtase... de calmaria total...
A alegria inocente (por coisas banais) de uma criança é o freio do dia-a-dia de cada mãe/pai ou ser que ame seu semelhante intensamente... Os ânimos podem estar exaltados, você pode se achar um lixo, mas perca vinte minutos com uma criança que você já não vai mais olhar para seu problema com a mesma proporção de antes, pelo contrário, vai ter a nítida sensação de ser um tolo por se deixar levar pelos nervos aflorados...
A paixão entre minhas filhas e eu é um remédio... Quando chego do trabalho e o olhar da Luiza pousa sobre os meus, eu consigo dissipar toda e qualquer frustração (ela é tão pequena, mas mesmo assim me passa um amor tão terno, tão nosso)... A Bruna eu nem preciso dizer, seus olhos parecem me procurar a todo instante, como eu fosse sua melhor paisagem... Ela já identifica em mim cada sensação, sabe se estou triste ou não... Parece que tem o dom de ver meu eu interior...
Amor é pouco entre a gente. O mundo lá em casa é só nosso e em cada canto há a presença de cada uma... E o olhar acaba sendo único entre nós três (agradeço infinitamente a Deus por isso).

BjOo...
Jana

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