terça-feira, 14 de outubro de 2008

07 dE oUtUbRoO



Passei por mais um aniversário (e espero passar por vários outros, é claro). Nem que seja debaixo de uma laranjeira, eu apenas quero estar consciente. Não quero loucura, perda de memória... quero sim estar lúcida para agradecer os anos me ofertado.

Sim, sim... Creio que falo como uma vózinha olhando seu passado. Mas as coisas começam a ter um novo significado agora (como se daqui pra frente tudo fosse ser diferente).

Eu poderia registrar tudo em belas frases em um livro. Retratar cada instante. Numerar cada página como se fossem os anos passados. Poderia colocar retratos ou ter audácia de pintar as páginas das cores do meu estado de espírito (não haveria cores no mundo suficientes – eu sei). Mas me vale apenas a conservação da memória. E cada um tem a sua – intacta.

Quando tudo acabar, basta-me saber que a levarei comigo e a lembrança é o melhor dos presentes (cara, como Deus é perfeito).

Vinte e sete anos!
Sopram-me como brisas e ao mesmo tempo, pesam-me toneladas.
Acho que ninguém chega ao futuro conforme sonhou no passado. O presente é impiedoso. Muda tudo, transforma, desencaixa... e você sempre preso a ele (o presente), respirando o mesmo ar parado de sempre.
Quer entender?
Pois eu afirmo. Não conseguirás.

Embora todos tenham a banal sensação de serem seres únicos nesse mundo, a pensar, a sentir, viver é o que importa.
Claro, os caminhos levam a lugares exóticos. Mas cada um deles (bom ou ruim) ficará preso em você, em mim, ficará no intimo.

Até aqui tirei a lição que eu quis. Usei meu livre-arbítrio, permitindo-me as cabeçadas e as alegrias infinitas. Nada foi por acaso. Tudo foi cautelosamente planejado por Deus, respeitando minhas vontades.

Estou bem hoje (fisicamente adquirindo as marcas do tempo), mas aqui dentro... óOo... cada vez melhor.

A cada ano vivido, se paga uma parcela imposta pelo destino.
Fico saudosa do que já se escorreu de minhas mãos, principalmente aqueles anos em que a inocência imperava em meu ser (onde meus deveres e obrigações limitavam-se apenas em brincar, correr e dormir tranqüilamente – Quanta saudade sinto disso!!), mas estou ainda mais orgulhosa por ter chego aqui...
E sem querer olho lá na frente, no horizonte do futuro como criança curiosa. Mas a visão ainda é embaçada. Terei que aos poucos chegar, conquistar, afinal estou aqui para isso.

BeijoOO
Jana

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