quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

** EsTavA aki o tEmPo toDo, Só VoCê nÃo viU **


Reservei-me o direito de me manter imóvel. Congelada como minhas emoções e dando a mínima importância possível ao meu amor terminal.
Chamei! Gritei aqui dentro e não encontrei respostas. Era tudo um silencio absoluto.
Por mais que eu estivesse dando-lhe um presente – o qual era satisfazer seus desejos absurdos – ele nem mesmo olhou pra mim.

Entregar-me a um olhar foi uma tolice, isso eu já sabia.
Mas foi preciso sentir aquele cheiro mais uma vez... o toque... a respiração ofegante e fechar os olhos ouvindo seu coração batendo mais uma vez (ou pela ultima vez).

Aonde estava ele? Onde eu estava?
Dois estranhos em busca de perdões desnecessários.
Aquele cara não existe mais.
Senti isso no gosto dos seus lábios. Na sua maneira preservada de me olhar diretamente.

Tudo foi estranho perante minha concepção de certo e errado.
Mas tudo foi necessário para que eu soubesse onde fiquei no passado e onde estava realmente no presente.
Aquelas noites onde eu adormecia em seu peito achando que nossas almas estavam entrelaçadas a uma felicidade incomum, escorreu de meus olhos e secou em meu rosto obrigatoriamente nas diversas noites de ausência, agora vejo isso claramente...

O mar está calmo e silencioso dentro de mim.
A felicidade roubada não vai voltar. Afinal descobri que a dei de presente a ele. E presentes não se pedem de volta...
Amei sim. Com todas as forças que pude. Até onde consegui mantive esse amor doente e aborrecido vivo dentro de mim.
Não saber diferenciar o real do não real foi o pior dos dissabores desde o ponto final. Mas agora eu sei. E já sabia antes mesmo que voltasse da saudade ou da escuridão em que se meteu.

Não encontrar mais vestígios de um sentimento é no mínimo torturante. Só corpo não basta para mim. É preciso essência, alma... metade pelo menos do que já foi um dia e não ruínas de um passado recente.

Não fiz nada aguardando um retorno... Afinal não espero mais nada. Chega a ser difícil retratar que as esperanças voaram feitos gaivotas num dia ruim, as quais não se preocuparam em olhar para trás - e elas se foram há tanto tempo!
Ficou aqui uma sensação estranha de que há uma cratera perigosa para quem se aventurar pelos caminhos que criei. Só meus. Inabitáveis a seres comuns.
Sonhos iniciam-se do nada... e eu amei desde o segundo dia que o vi sorrindo na minha frente.
Quis dar-lhe mais que a minha própria felicidade...
Errei muito também, admito.
Mas nada comparável ao dano em que fez ao meu amor – meu anjo sem asas.
E ao contrário de liberdade, sinto tristeza.

A felicidade foi momentânea. E te perdi em suas próprias fugas!
Ironia ou não, também fico por aqui...

(...)
by JaNnE


Eis a tradução correta dessa música... Às vezes gostamos das mesmas coisas e os significados apenas UM DOS LADOS dá a real importância... Fico eu com ela!

Nenhum comentário: