terça-feira, 22 de outubro de 2013

** Coração, minha única porção **


Nada é eterno... nem tão intenso que não tenha seu próprio tempo de se finalizar. Aos poucos as cores desbotam, o sorriso se perde, os olhos não vêem. Uma queda brusca e sinceramente insana. Não há vencedores numa guerra perdida, sobra apenas o cansaço, os olhos vermelhos e a sensação de se ter lutado em vão. Perder não é o forte de ninguém mas sim algo que temos a obrigatoriedade de aceitar. Eu perco, você perde - pronto! Palavras evasivas criam vida própria, sem contar as criticas e desapontamentos instantâneos que têm o único objetivo: ferir. Afinal se todos não saírem sangrando não tem graça, não é mesmo?
Tem que ter fragmentos, choro, culpas.
Resolvi que não quero isso pra mim... e então liberto-me. Deixo pra lá o motivo da guerra e pela qual defendi por algum tempo achando que a vitória era a única coisa certa. Errei feio, admito, mas as forças acabaram e meu pilotão de sentimentos se retiraram. Engolindo a derrota também acho importante sair de cena, mas sem martírios. Hora do isolamento comum, de reunir forças para sair sem medo. Reconstruir o que perdi, pintar por cima as mesmas cores que ficaram tão fracas.
Mas não vou avacalhar, não vou devolver com pedras o que ando recebendo... pelo menos aprendi mais uma, ufa!
Vou retribuir diferente... vou cuidar de mim, dos meus velhos projetos e seguir com asas ou sem elas.
E então, a lembrança da guerra... dia a dia vai perdendo a vivacidade e terei melhores sonhos.

Paz & amor: duas coisas que planto sem medo dentro de mim *-*



by JanNa

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