quarta-feira, 3 de novembro de 2010

** DoEnÇA do SéCulO **


Olá Pessoas, hoje vou deixar de falar entrelinhas e tentar ser mais sucinta (ou até mesmo realista) em um assunto que me incomoda muito...
Calma, relaxem! Não é nenhum problemÃO e também nenhum problemINHA...
Talvez o assunto de hoje seja uma figurinha carimbada, mas nada melhor do que se passar adiante as próprias experiências – e como sempre digo, estas servem de crescimento para pessoinhas como eu.
Vou falar do mal do século... A depressão (ixiii, não precisa desistir do post!! O assunto é sério).

Consta no dicionário: de.pres.são:s. f. 1. Ação de deprimir-se. 2. Abaixamento de nível. 3. Anat. Achatamento ou cavidade pouco profunda. 4. Abatimento (físico ou moral).
Existem por aí diversos ‘tipos ou sinônimos de depressão’, tais como: transtorno depressivo, depressão maior, depressão unipolar, depressão grave, psicótica, atípica, endógena, melancolia e depressão sazonal.
Nossa! Falei coisas que nem mais me recordo suas características e os porquês se desenvolvem... (da onde vem esse mal minha gente?)... Certamente de um fator desencadeante (como diria meu professor de Saúde Mental, mister Fernando – queridíssimo alias).

E desde que o mundo é mundo para meus olhos... eu sofro desse mal.
Sim... é complicado reconhecer (porque a maioria não assume ou reconhece), mas depois de tantos anos de convivência, esse assunto pra mim não é mais a CUCA do Sítio do Pica Pau Amarelo...

Sairia um texto enorme se contasse quando e como essa coisa de trilhões de braços me seduziu, me envolveu por completo desde a minha infância. Mas posso garantir, que por ironia do destino (ou por puramente graça de ‘Papai’) eu sofro do lado menos agressivo da ‘tal coisa’ (pelo menos no meu ponto de vista é claro, pois já me deparei com pessoas bem piores).
Eu ainda me curo sozinha nas minhas crises. Ainda as identifico quando estão próximas e entrego-me apenas em momentos... nunca, nunca deixo de fazer minhas coisas, por mais automáticas que elas saiam ou então procuro jamais transparecer que estou ‘num inferno intimo’ – a não ser aqui no blog né, onde as palavras saem quase que chorando de dentro de mim... AH gente, afinal isso aqui é meu cantinho sagrado!
Mas confesso que nada é fácil.
A vida pára do nada. O ar some. Aonde tinha cores fica tudo cinza e as coisas ou pessoas que você mais ama, definitivamente são deixadas de lado (mas não de propósito e sim por meramente você não desejar que as pessoas absorvam seu estado de espírito). Perde-se a vontade de comer, de beber, de sorrir e de viver (esse é o momento mais critico eu diria, pois nessas horas é que se pensa coisas inadmissíveis).
Pode parecer besteira, mas entro sempre em crise quando tenho que superar uma perda. É fatal, carma ou sei lá o que. Fico de luto com qualquer tipo de perda e isso dura meses a fio... mas assim como sei da chegada desse grande mal, também tenho o dom de prever quando está prestes a terminar o martírio (meu sexto sentido nunca falha nessa hora, ufa!).

O fato é que nos últimos meses as minhas borboletas lindas e perfeitas perderam as cores de supetão, me fazendo deparar com mais uma crise depressiva. Sofri uma grande perda em minha vida e não estou falando de morte... estou falando de coração. O destino me tirou forçadamente a única pessoa que conseguiu me fazer feliz (e olha que já tive alguns hóspedes ilustres e sacanas morando dentro do peito)... mas "essa" perda foi a mais drástica pra mim e assumo numa boa.
Foi e vem sendo complicado superar, nem mesmo as ilusões de óticas que aparecem subitamente para distrair a menina dos meu olhos conseguem me arrancar essa tristeza profunda mais que instalada no peito... Eu adoeci, minha alma adoeceu e estou pagando os reflexos da entrega. A saudade é quem cutuca meu ser ora ou outra (ou quase todos os dias)... mas como eu disse acima, algo em mim me impulsiona a continuar... por mais que agora eu acorde triste e desanimada... daqui cinco minutos eu vejo uma faísca de luz a minha frente e agarro-a com força...
Ou então acabo me vendo especialmente como uma flor no deserto. E isso é bom galera! Chama-se esperança... algo perfeito em meio a um nada...

Sempre acreditei que a cura para qualquer tipo de depressão está dentro de nós mesmos. É aquela força que mesmo quase tudo sem vida, ainda pulsa. Pode ser Deus, pode ser seu eu interior gritando, não importa... é algo que todos temos e nunca conseguimos matar seja lá com qualquer tristeza for.

Nesse momento (após um sonho pra lá de espiritual que me ocorreu nessa última noite) eu enterrei meus fantasmas no gelo. Doeu muito, mas foi o momento de ouvir essa voz gritando no meu ouvido: “Hora de acordar menina!”

Pois a vida continua...


"Difícil não é lutar pelo o que mais se quer, mas sim desistir de quem mais se ama. Eu precisei desistir, mas não pense que desisti por não ter mais forças para lutar, mas sim por não ter mais condições de sofrer..."



Mega beijos
JanNe

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