terça-feira, 12 de janeiro de 2010

** AcEiTe-mE ApEnAs, EsSa SoU eU **


Aprecia-se o que é belo, bom vocabulário, papo versátil. Aprecia-se a beleza física, cores de cabelos, estilos de se vestir, diga-se de passagem, o mais comportado ou no estilo da moda que seja.
As pessoas apreciam opiniões, criticas e são eternos escravos dos pensamentos alheios.
Faço isso ou aquilo não por mim, mas para agradar fulano de tal ou bertano ou até mesmo cicrano. Canso-me disso.
Ninguém tem mais vida própria. Opinião própria. É sempre uma questão de se agradar.
Sinceramente não nasci para agradar ninguém, nem mesmo minha mãe, tal pessoa esta que sonhava com meu rostinho angelical nove meses a fio. Nasci como escolhi. Com as características que quis pra mim e que Deus me permitiu que as trouxesse para essa vida.
Mas enfim, não nasci pra agradar ninguém. E continuo com a mesma sensação.
Quero usar as roupas que gosto... Aquelas velhas e desbotadas... curtas, pretas e básicas.
Às vezes acordo com instinto de princesa e muitos outros, quero ser apenas eu. Cabelos em desalinho, sem sombras e maquiagem... pés no chão descalços, fala simples e debochada.
Posso ser mansa, mas na maioria das vezes é meu temperamento forte que prevalece. Gostos das coisas certas, sinceridade. Gosto de verdade.
Não sou fácil, sei disso. Pois até mesmo os meus defeitos foram escolhidos a dedos para saber superá-los ou aprender compreendê-los.
Mas no geral, sou humana. Coração gigantesco de alma transparente.
Sou feito um bicho carente, que esquece de sua força demasiada e deita-se num canto qualquer querendo cafuné.
Do nada sou mulher.
Mas o espírito sempre criança, moleca... onde não vejo maldade em tudo. Quero apenas viver. Da maneira que foi proposto, traçado pela linha do destino.

Não quero lembrar da maldade alheia. Das opiniões sobre mim. Do que gostam, do que não gostam. O que vêem de belo ou aquilo que não é agradável.
Sou bonita pra mim. Sou sincera comigo. Sou honesta na minha visão. Aceito apenas minhas próprias criticas e mesmo assim, ainda as jogo fora, sempre com uma nova aceitação. Aprendo comigo mesma.
Preciso estar ao lado das pessoas que realmente amo. Aquelas que fazem diferença em minha pequena caminhada. Cada uma eu dou a forma de uma flor. Possuem seus espinhos, mas exalam um perfume especial nesse meu jardim.
Sou feliz dessa forma.
Tenho o que preciso.

Hoje precisava que as pessoas fossem elas mesmas. Agissem conforme suas vontades... Saíssem por aí sem rumo, se libertassem. Aceitassem as almas irmãs, olhassem para dentro e não para uma velha carcaça a qual julga-se de passagem, transporta há anos todo peso.
Não há perfeição nesse mundo. Não no coração das pessoas.
E ainda dizem que as plantas não sentem... como não?
Só não entendo como conseguem serem tão belas por fora, tão cheias de vida se por dentro sugam toda maldade dessa terra?
E ainda sim são belas! Nos presenteiam diariamente com um verde incomum. Com o ar mais puro... com a brisa, com sua sombra, perfume e cores que chocam....

Chocam os sensíveis de alma.
Pois muitos outros, embora vivos por fora, ainda não nasceram... não vivem. Dormem perante a um estilo de vida imposto – sabe lá por quem – por uma sociedade – ou bando – de corações vazios.

E numa dessas, que prefiro sempre... ser mais eu.
“Seja você também, mas só se valer a pena. Do mais, continue dormindo”

by JANA

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