sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

** CuidE-Se **


O que é a dor de um corpo físico diante da alma?
As pessoas ficam tão vulneráveis quando se adoecem e às vezes me questiono se o espírito sente essa transformação, mas como tenho lá meu dom, vejo isso claramente nesses últimos dias. A alma fica ao lado, encostada numa cadeira como um acompanhante indispensável. Louca para o retorno do seu posto, do seu lugar de fato.

Os espíritos adoecem, sabiam?
Talvez seja o primeiro a sentir que algo não está bem e no ultimo momento entregam os pontos e sobrecarregam o físico. Por isso vivo falando aqui para que todos: cuidem ‘melhor’ do interior... que é um antecessor da própria alma.

Pois depois que nos encontramos incapazes, somos nada perante a todo ressentimento e ilusão de que somos nossos próprios senhores, donos de si... Puros de verdade.
Somos sim, carentes de vibrações boas, de sentimentos verdadeiros e de uma visão mais ampla e simples da vida.

Não é pesado aceitar os erros alheios. Não é penoso pedir, por favor, e amar aquele que mais botamos defeitos.
Talvez seja difícil mesmo acostumar a alma com coisas sinceras. Mas ela já vem com todo esse manual acoplado, mas sempre resolvemos montar a nossa maneira e curiosidade. Apelando para o mais torto e insensato.
Está aí, o que chamamos de ‘livre arbítrio’... que ao meu ver é o mesmo que se permitir a errar.

Uma permissão que todos seguem, mas se esquecem da trajetória, do ciclo criado pela lei divina. Então param no caminho, retornam sem rumo, desistem. E o que era para ser um aprendizado positivo, percebe-se apenas nuvens negras pairando sobre o ar denso.

Meu lado bom me permite enxergar o que os outros deixam passar batido. É como transformar um ambiente real em duas camadas, a física e a espiritual. Claro que a espiritual tem mais força, chama mais a minha atenção até quando estou distraída. E muitas vezes me pego conversando com as almas enfermas. Peço para que voltem, terminem seus passos... Se curem. Quero que se perdoem. E que corpo, mente e alma faça as pazes...
Mas elas estão apegadas a sentimentos contraditórios, e são raras (raras mesmo) as que são desprendidas da própria mutilação da vida e esbanjam um rosto sereno pra mim.

Meu papel?
Aprender com isso tudo e cuidar bem de mim.
Com mais amor, mais carinho...
Doar meu carinho preso a pessoas que nunca mais irei ver. Mas que de certa forma, saberei que estarão bem em algum lugar desse espaço, que é tão nosso.

Não existem almas ruins.
Existem almas doentes. Sedentas de uma luz que ilumine o todo, por completo.


by JanNe

p.S; Leiam ouvindo...



3 comentários:

Nathalie disse...

Eu adorei o texto... Se encaixou com o que eu precisava ouvir, no caso ler. Obrigada. Beijinhos Nathi Netto

Janaína Pupo disse...

Muito bom o texto, flor... sempre bom passar por aqui.
Beijos linda.

Janaína Pupo disse...

Ei linda, ótima semana!
Beijos