quinta-feira, 30 de junho de 2011

** Elas estão presas **


Remexi tudo... fiz uma bagunça, mas não encontro as palavras certas! É como se elas estivessem presas em meu calabouço incomum...
Proibidas de terem vida própria, proibidas da liberdade.
Tentei dar-lhes a mão, manter tudo como antes, mas as inseguranças cortaram nossos elos e optei em seguir o silencio, meu eterno conselheiro.

Os contratempos são embriagantes. É como passar horas enchendo a cara como velhos conhecidos numa mesa de bar. Mas em certos momentos de lucidez me recordo...
E vejo paralisada, coisas que me nego a lembrar.

É inconfundível o som da voz ecoando, me chamando...
E já nem sei mais o que amo (ou quem).
E pela milésima vez optei em deixar a cena...
Com o coração quebrado, mas o orgulho inteiro.

Vi que não se pode competir com o tempo...
E muito menos, roubar o futuro e/ou prender o hoje entre os dedos...
Ele escorre feito água, como a (in) felicidade.

O melhor é deixar ela escorrer... Ganhar alguma nascente qualquer para ser levada a algum lugar que realmente seja seu.
Abro mão e dissipo os vestígios da falta que me faz.

Talvez numa outra vida, eu acredite novamente...
No retorno da inocência!

(...)
by JanNe

-01:34h matina-

2 comentários:

End Fernandes disse...

fodastico o texto Jana...
conciso de palavras e sentimentos
=]

Janaína Pupo disse...

Caralho mulher, você escreve muuuito bem amiga! Putz, adorei... e essa frase: "Com o coração quebrado, mas o orgulho inteiro."
Muito intensa!

Espero que esteja tudo bem, amiga e precisando, conte comigo.
TE ADORO MUITO!