sexta-feira, 21 de agosto de 2009

LiVrE-Se ou Ame-Os


Assombrações, você acredita?
Eu sim, não necessariamente em assombrações, pois esse termo é meio forte para nossos próprios fantasmas, ok?
Ressaltando que não vou mencionar aqui ‘assombrações’ do tipo almas penadas e afins, pois creio que os fantasmas têm residência própria, no fundo da alma de cada um.

Uns são fantasmas vivos que necessariamente por um motivo qualquer colocamos de molho dentro de nosso ego, outros vivem lá apenas como lembranças. Mas sempre... Sempre um deles aparece numa tarde ou noite qualquer para nos assombrar, pelo menos os meus, é óbvio.

O passado pra mim é um fantasma com nome e sobrenome. Coisas que não quero lembrar, que insisto em esquecer, do nada me aparecem como criaturas horripilantes, de causar medo (opa, não que eu tenha sido algo monstruoso, mas falo sim de fantasmas sentimentais).
Quando o sentimento está vivo feito uma flor egoistamente bela, tudo se é maravilhoso. O céu, a terra, as pessoas, você... Seu eu, sua alma, sua cor... Agora quando o sentimento quer abandonar a cena da felicidade, morrer, sumir, desaparecer... transforma-se então, fantasma!

Confesso que já enterrei vivo alguns amores (alias, estou craque nisso) e devido ao fato, todos me assombram... hora num sorriso alheio, hora numa palavra que ouço, hora com uma música ou hora num perfume que sinto. Grande sacanagem! A memória poderia morrer junto com aquilo que não queremos mais lembrar, dar um delete ou coisa assim.
Eu fujo dos fantasmas como fujo de mim mesma muitas vezes. Se aparecem eu dou uma de inconseqüente e finjo não notá-los...

E cá entre nós, não é somente os fantasmas sentimentais que nos assombram... Pode ser qualquer coisa que ficou mal resolvida no passado, um medo, uma frustração, traumas de crianças e outras mil coisitas a mais. Conheço pessoas que cultivam os fantasmas alimentando-os diariamente, como se precisassem disso para levar uma vida melhor. Eu indiretamente acho que cultivo os meus, mas sou bem prática na questão de controlar a mente. Claro, fico meio atordoada, mas logo me livro deles sem maiores danos.

As pessoas são hipócritas em afirmar que passado é passado ou que passado está morto, mas a questão é que somos feitos de passados bons e ruins, são eles que constroem uma história em si dentro da gente. Cada ser constrói a sua a seu modo, pinta-a das cores que deseja ou muitas vezes preferem deixá-la sem cor – grande desperdício. O bom mesmo é que passado é intacto, inatingível, não à toa, memorável. Os fantasmas é que estamos em uma espécie profunda de ‘adaptação’ – querer ou não querê-los por perto, eis a questão. Mas aí, você meu amigo, vai estar se questionando: Se agora são fantasmas é porque já morreram (não fazem parte do presente), porque então aceitar a convivência??
Hmmm... complicado! Eles são surdos meu amigo... não escutam nossas apelações, nossos pedidos de Xô, vai embora, suma daqui!
O negócio é se habituar, encarar e botar ordem no barraco seja lá como for... Seu coração coitado continuará sempre mole, abrigando esses desamparados cretinos que passam por nossas vidas e não nos deixam tão fácil... Querem sempre estar ali, malditos filhos do passado!

Uma sugestão: Ria deles e seja feliz!

BoOomm Final de semana a todos.
Mil bjux

JanyNha

3 comentários:

Pleiba disse...

Oie , sim não devemos olhar p o passado mas devemos olhar para ele como uma experiencia vivida e concluida, dessa forma eu acredito em fantasma tbm linda hhaahah

Otimo final de semana p vc tbm bjuz

End Fernandes disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
End Fernandes disse...

um dia vo escreve bem q nem ela kkk

sobre o post
as vezes as pessoas gostam tanto de seus fantasmas q da ate medo